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Em tempos imemoriais, vivíamos mais alertas ao tigre de dentes de sabre do que à apetitosa gazela. Reconhecer a gentileza de um amigo não era questão de vida ou morte, mas ignorar a animosidade de um inimigo, sim. Uma só pessoa não conseguia proteger a tribo, mas um só cozinheiro que não eliminasse as toxinas de um alimento, podia contaminar a todos. Um só indivíduo poderia destruir toda a tribo ao traí-la para uma tribo inimiga.
Um erro podia matar você. Um inimigo podia fazer da sua vida um inferno. Uma perda podia apagar todos os ganhos anteriores.
Prestar mais atenção às ameaças faz, portanto, todo o senso evolucionário.
São essas questões ligadas a nossos mais primitivos sentimentos que explicam porque a cada dia aparecem notícias de que a humanidade está condenada. Foi a mídia que deu escala global ao terrorismo e as Torres Gêmeas foram o ápice dessa ferramenta de pressão. Ver as Torres Gêmeas caindo na sala da minha casa fez com que eu me sentisse presa dos terroristas, mesmo vivendo num país longe das ameaças. E isso aconteceu com bilhões de pessoas que, pela televisão e depois pelas mídias sociais, foram bombardeadas com a ameaça de aniquilação, espalhando uma sensação de impotência e de insegurança. O próximo atentado será maior. E pode ser na minha esquina.
Publiquei em minhas mídias sociais uma imagem que mostra como a pobreza extrema, a democracia, a educação básica, a vacinação, a alfabetização e a mortalidade infantil evoluíram no mundo nos últimos dois séculos. A evolução positiva é sensacional, mas não se fala disso. Por que será, hein?
Porque se faltarem notícias ruins hoje, certamente há as que nos esperam amanhã. Isso é tão perverso que numa pesquisa com crianças pré-adolescentes nos Estados Unidos, ao serem perguntadas como será o mundo quando forem adultas, uma em cada três disse que ele provavelmente não existirá mais.
Crianças que não veem um futuro.
Não pode haver tragédia maior que essa.
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Empreendedor de Vitória, no Espírito Santo, que começa no segmento de distribuição de alimentos e dá uma guinada no negócio ao diversificar os produtos e adotar a tecnologia para agregar valor à seus serviços.
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Olha, os dias andam um saco! Todo mundo nervoso, conflitos, política dominando o dia a dia... se bobear a gente esquece que o ser humano é capaz de coisas maravilhosas. Pois eu vou aproveitar o programa de hoje pra apresentar pra você a Lake Street Dive, uma banda.
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Cafezinho 288 – O Pacto dos Canalhas
Quem chega a um posto de poder nessa república que aí está tem perfeito conhecimento do ambiente em que circula, dos podres e, em alguma medida, se utiliza de “práticas não-republicanas”. Uns mais, outros menos, uns por ganância, outros por sede de poder, uns para enriquecer, outros para ter influência, mas todos utilizam. Quem não o faz perde influência, é deixado fora da festa, dos holofotes, das posições de poder. Fora do Pacto dos Canalhas.
“Eu sei da sua sujeira, você sabe da minha, nós sabemos das sujeiras deles, eles sabem das nossas. De quando em quando a gente briga, mas só até um limite. Se você me entregar, eu entrego você.”
E assim o Pacto dos Canalhas promove um equilíbrio.
Às vezes surge alguém disposto a não fazer parte do pacto, mas é logo enquadrado ao perceber que terá vida curta, que não aprovará nenhum projeto, que jamais penetrará nos círculos do poder. O Pacto dos Canalhas é a base da organização política dessa república que aí está. E não é de hoje.
Enquanto houver seres humanos, existirá um Pacto dos Canalhas.
Na apresentação das Cinco Leis Fundamentais da Estupidez Humana, que eu uso em minhas palestras, divido a sociedade entre Ingênuos, Estúpidos, Sábios e Canalhas. Os canalhas são poucos, os sábios menos ainda, a maioria absoluta é de ingênuos e estúpidos. Só os ingênuos ficam espantados quando sabem do Pacto dos Canalhas e muitos continuam pelas redes sociais tentando provar que seus bandidos são melhores que os bandidos dos outros.
Não são, São todos canalhas.
O Pacto só é desestabilizado quando alguma força maior se apresenta, como aconteceu com a Lava Jato, que teve de usar canalhas para pegar canalhas!
O primeiro passo para combater o Pacto dos Canalhas é compreender que são os ingênuos e os estúpidos que reelegem os canalhas.
Ah, antes que comece a gritaria aí em defesa de certos canalhas, preciso informar que este texto aqui foi publicado originalmente no começo de 2017.
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A palavra “confiança” vem do latim “confidere”. “Com” é um intensificativo, e “fidere” quer dizer “acreditar, crer. Fidere deriva de “fides”, que quer dizer fé. Em inglês, um termo parecido é “trust”, que tem raiz indu-européia: “droust”, que quer dizer sólido e duradouro. Fé, acreditar, sólido, duradouro.
Confiança é um sentimento positivo, que envolve boa vontade, credibilidade, compromisso, responsabilidade e uma porção de atributos positivos. Se não houver confiança, as interações sociais passam a ser baseadas na má vontade. Não há cooperação. A sociedade da desconfiança é uma forma de organização terrível para se viver.
Existem duas formas de confiança: a cognitiva, que é baseada no conhecimento, na razão e nas evidências que temos sobre o objeto de nossa confiança. É coisa do cérebro.
E a confiança afetiva, que é emocional. Vem de laços de parentesco, de amizade e das experiências que temos com outras pessoas. É coisa do coração.
Quando você deposita sua confiança em alguém ou algo, há um risco, uma vulnerabilidade envolvida. E se esse alguém não for digno de sua confiança, hein? Você terá uma decepção. Perderá a confiança. Por isso a confiança é tão valiosa. Por isso, os psicopatas têm como primeiro objetivo, conquistar a confiança de suas vítimas.
Nunca confiamos em políticos. Pouco confiamos em jornalistas. Mas sempre confiamos em médicos e cientistas. Até a Covid 19, que tem um aspecto psicológico: atacou nossa confiança cognitiva como nunca antes. Diante do volume de bobagens, dados conflitantes, mentiras descaradas, hipocrisia e ignorância que temos assistido diariamente, perdemos a confiança em nossos especialistas e lideranças. Nos sentimos perdidos. Em quem acreditar?
Olha, você eu não sei. Pra mim, o que sobrou foi a confiança afetiva.
Hoje quem comanda é meu coração.
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Que está à frente da LEO Learning Brasil, uma empresa focada em revolucionar a aprendizagem através das novas linguagens que a tecnologia disponibiliza.
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