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O Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Paulo Ganime, que já esteve comigo no LíderCast, criou um podcast onde recebe pessoas para falar sobre temas caros ao Brasil. Ganime é um dos mais ativos políticos da nova geração, uma cabeça excelente e que merece toda atenção de quem espera por uma renovação na política.
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Em minha luta recente com o UOL Host, eu passei pelo calvário de todos os que precisam recorrer aos serviços de atendimento telefônico das empresas. Recepção por gravações que ficam repetindo mensagens que não nos interessam, a gente digitando um número, depois o CPF, depois outro número... Até cair num atendente adolescente ou semiletrado, com um texto decorado que só consegue resolver dois ou três problemas-padrão.
Na semana anterior, tinha sido com o cartão de crédito: eu liguei para o número no verso do cartão, ouvi um blablabla justificando demora do atendimento por conta do coronavirus, tive de navegar por vários números, quando cheguei onde eu queria, uma gravação me pediu para ligar para outro número. Comecei tudo de novo, liguei para lá e a atendente me transferiu de volta para aquele primeiro número, que me mandou de volta para ela... virou o Dia da Marmota.
Em meu livro Diário de Um Líder faço uma constatação curiosa: nunca se falou tanto sobre liderança, mas ao mesmo tempo jamais sentimos tanta falta de líderes. Como nas historinhas que eu contei, a maioria absoluta dos problemas que enfrentamos diz respeito à falta de liderança, de gente com capacidade de resolver as coisas. Os adolescentes dos 0800 – e seus supervisores - não têm capacidade de julgamento e tomada de decisão, muito menos conhecimento e autonomia. São escravos dos processos, conformados e inertes. Praticam aquilo que eu chamo de ação não-ativa.
Tudo parece estar andando. Só que não.
As empresas gastam bilhões em treinamento dos funcionários, para obter no final um resultado pífio. O blábláblá não está surtindo efeito. É aquela velha e bem conhecida hipocrisia: falamos uma coisa e praticamos outra. Estamos amarrados por uma sociedade que precisa desesperadamente de estabilidade, fazemos um discurso hipócrita sobre inovação, autonomia e busca por oportunidades, mas no dia a dia odiamos os inovadores e as mudanças.
Conformados com a burocracia e morrendo de medo de assumir riscos, substituímos a ação pelo discurso, o risco pela aversão ao risco, só temos olhos para redução de custos e todo mundo finge que está tudo indo bem.
Ação não-ativa, meu caro.
Mas a propaganda é maravilhosa.
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Quando eu trabalhava no mercado da reposição de autopeças, realizei centenas de eventos para os profissionais da reparação automotiva. Eram donos de oficinas mecânicas e seus funcionários, sempre falando de técnicas para melhoria dos serviços, atualização e procedimentos, digitalização e, especialmente, foco no cliente.
Um dos pontos chave que eu sempre abordava era a questão do buraco negro, aquele momento em que o dono do automóvel entregava seu carro na oficina, via o mesmo sendo levado lá para dentro e não sabia mais o que aconteceria. Só teria notícias quando recebesse o orçamento para então tomar uma decisão baseado na total ignorância do problema.
Eu dizia: pegue o cliente pela mão, leve-o junto com o automóvel, mostre para ele o problema, ensine como é o processo de diagnóstico e qual a correção necessária. Deixe-o tomar pé do problema. Com isso ele conhecerá a complexidade do assunto, saberá valorizar o seu trabalho e aprenderá a reconhecer o problema da próxima vez. Você estará não apenas consertando o carro, mas ensinando seu cliente a valorizar o trabalho que você faz. E olha, eu estou falando das décadas de 1980 e 1990. Pois é.
Há três dias meus sites portalcafebrasil.com.br e lucianopires.com.br estão fora do ar. Eu os hospedo no UOL Host. Saíram do ar e começou meu calvário. Três dias ligando incessantemente para o UOL, sendo atendido por adolescentes ou por pessoas que demonstram não ter nenhuma capacidade para resolver meu problema. Gente que serve apenas como um anteparo entre o cliente e o técnico que pode resolver o problema. Como se fosse um muro de proteção ao técnico.
E assim me deixam completamente no escuro. A única resposta é: “O senhor tem de aguardar”.
Cara, isso é o beabá do atendimento ao cliente, mas é um padrão, especialmente na maioria das empresas de tecnologia, que fazem de tudo para afastar o cliente do técnico. É como se você não pudesse falar com seu médico, entende? Só com a recepcionista...
UOL Host nunca mais. Mas eles são apenas um pedacinho do problema da falta de produtividade no Brasil.
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Ex-executivo da Fiat, um profissional de comunicação, hoje à frente de uma empresa que cuida da construção da imagem e da reputação das empresas.
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Quem me acompanha há muitos anos sabe que tive um amigo chamado Chiquinho com quem dividi alguns dos melhores anos de minha vida. Eu decidi republicar no portalcafebrasil.com.br, os textos que eu havia separado para um dia transformar num livro dele. eram textos que ele mandava pra mim de quando em quando. E ao relê-los, eu não resisti. O programa de hoje usa alguns daqueles textos. Ah, e várias músicas aqui, são dele.
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Olha, este é outro daqueles programas de sonho, daqueles que a gente diz: um dia vou fazer. Simplesmente Pink Floyd. De um jeito como você nunca ouviu. Um podcast que vai direto para a lista dos clássicos! Prepare-se para uma viagem inesquecível para o lado escuro da lua…
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Tente argumentar racionalmente contra as decisões de fechamento da economia e você será rotulado como assassino desalmado, que só pensa em dinheiro à custa da morte. Tente levantar uma discussão sobre o achatamento da curva e você é imediatamente chamado de negacionista, terraplanista ou outro ista. Veja o embate estúpido em torno da cloroquina. O vírus, e seu combate, foram politizados e muitas decisões têm sido tomadas exclusivamente por interesses políticos.
Esse contexto conflituoso alimenta a ideia de que o país está polarizado. Não está.
A grande polarização aconteceu não entre os cidadãos comuns, que continuam moderados, mas na indústria da crise: legisladores, ativistas políticos, jornalistas, lobistas e acadêmicos que se digladiam em torno de políticas públicas. E do dinheiro público. São eles que se isolam em extremos opostos do espectro político, fazendo muito barulho e tentando carregar o resto do país consigo. Todos consideram-se o supra sumo da moderação, enquanto os do “outro lado” são extremistas perigosos.
É a presença dessa turma na vitrine que aumenta o antagonismo e o clima de confronto, criando a sensação de falsa polarização, que é imputada às mídias sociais, o que não é verdade.
O conflito nas mídias sociais é apenas sintoma da doença das velhas mídias de massa, dos velhos políticos e do restante da indústria da crise. São eles que constantemente espalham o pânico e demonizam quem não concordar com suas soluções para a crise mais recente.
Assistir a essa rinha de galos diária tem o mesmo efeito que o mortômetro das redes de televisão: você começa a crer que o mundo vai acabar.Não vai.
E enquanto você desvia dos tapas, cuspidas e ofensas, tem muita gente, especialmente políticos, barões da comunicação e investidores – sempre a elite - lucrando com essa polarização de araque.
Pare de dar audiência a eles.
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Eu acho que você já deve ter sido questionado sobre qual é o seu propósito, não é? Afinal de contas, você está no mundo pra quê, hein? Que coisa é essa de propósitos? Será que todo mundo tem que ter um, hein? E se eu não tiver um, o que que eu faço? Eu me mato é? Vamos nessa onda hoje.
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