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Sempre que o podcast Café Brasil chega a um episódio centenário, fazemos um programa especial, um musical. E assim produzimos alguns clássicos, como o 300 – Stairway To Heaven, o 400 – Já Que Soul Brasileiro, com a história da soul music no Brasil, o 500 – Caleidoscópio, contando a história dos Mutantes e o 600 – God Save The Queen, com a história da banda Queen.
Cada programa desses foi uma catarse, tanto para nós que produzimos como para os ouvintes que conhecem ou não as bandas.
Esta semana chegamos ao Café Brasil 700. E a ideia foi falar do talento, deixando de fora as questões ideológicas que têm contaminado todas as discussões em todos os segmentos.
Queríamos falar do talento, da voz, e assim criar um programa que prestasse uma homenagem ao espírito criativo humano. Olha, e eu acho que conseguimos, viu?
São 74 minutos de puro deleite, uma viagem no tempo e no espaço que provocará em você um misto de admiração, saudades, prazer e a certeza de que nós, seres humanos, somos criaturas capazes de criar maravilhas capazes de emocionar, arrepiar e acelerar a respiração...
Só com a voz.
Setecentos episódios é um baita número. São 13 anos, 350 horas de conteúdo, aproximadamente 80 milhões de downloads e um bocado de histórias, provocações e inspiração. Que a gente comemora entregando a você um presente.
Este cafezinho é um convite. Separe uma hora, vá para um lugar tranquilo, coloque seus fones de ouvido – sim, eles são essenciais – e deixe o Podcast Café Brasil 700 fluir por seu ouvido, sua mente e seu coração.
Dia 15 de Janeiro, em todos os corações.
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E o tal especial de Natal do Porta dos Fundos? Olha, não assistirei, não tenho mais saco para adolescentes de 40 anos. Mas me preocupa a intenção de proibir que o filme seja exibido.
Democracia é tolerar conviver com quem pensa diferente. Mas democracia não é poder dizer e fazer o que quiser quando quiser. Há um limite, que seus avós ensinaram: a sua liberdade vai até onde começa a liberdade do outro. E termina na letra da lei, que nem sempre é objetiva. Aliás, pelo que temos assistido, parece que nunca é objetiva.
E se é subjetiva, por é que o subjetivo de alguém vale mais que o meu? Por causa da hierarquia social? Quem define, na subjetividade, o que é crime ou não? Quem é o juiz? É o que diz que zoar cristão pode, mas gay não? E se disser o contrário? Percebeu a armadilha? Ao abraçar o subjetivo do outro, é tentador cair na armadilha da censura. Quando perceber, estarei calando a voz de quem não gosto. E sujeito a que calem a minha, assim que mudar o subjetivo do juiz.
Democracia é a liberdade de dizer “não”, mesmo que você esteja em minoria. Saber conviver com quem pensa diferente é um desafio. Quem não sabe, tenta eliminar aquele que pensa diferente, na porrada ou usando os conceitos da própria democracia para atacá-la. A liberdade da democracia tem de ser defendida ferozmente, mas não como arma contra a liberdade da democracia.
Deixem o filme dos quarentões adolescentes lá. Mas não me obriguem a assisti-lo.
A mais eficiente forma de censurar ideias é meu direito de solenemente ignorá-las.
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Segunda participação do Deputado Federal do partido Novo por São Paulo, que retorna para contar o que está acontecendo após quase um ano da posse. Vamos aos bastidores da política.
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Como sabemos que muitos ouvintes do Café Brasil não ouvem o LíderCast, vamos reproduzir hoje uma conversa que tivemos num episódio daquele nosso outro podcast, que muita gente considera o mais importante LíderCast já gravado até hoje.
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Em minha palestra Quanto Você Vale, ao tratar do tema “responsabilidade moral”, mostro que antes de fazer julgamentos, precisamos observar atentamente três esferas:
A do ato praticado, a da circunstância e a da intenção.
Sem conhecer as três esferas, só é possível supor. Chutar. Dizer “eu acho”.
O problema é que o ato é fácil de ser verificado.
Por exemplo, alguém lança uma bomba que mata um terrorista poderoso. Ou lança um coquetel Molotov numa produtora. Esse é o ato, objetivo e claro, não há o que discutir.
A circunstância já começa a complicar.
Se você não está envolvido no problema, apenas consegue imaginar a circunstância, alimentado por fontes que têm distintos interesses.
Por exemplo, o terrorista poderia estar planejando um ataque sério. Ou então, o terrorista não era terrorista, era apenas um patriota defendendo sua nação.
Ou quem soltou a bomba pode ter sido outra pessoa.
Escolha o contexto e você começa a mudar a interpretação do fato.
E aí vem a intenção, que é o mais complicado dos três.
A intenção pode ser matar o terrorista antes que ele mate centenas de pessoas.
Ou pode ser eliminar um obstáculo para sua sede pelo petróleo da região.
Ou então criar um clima de guerra para aumentar a venda de armas.
Ou transformar um criminoso em vítima.
Ou então desviar atenção de um problema interno para uma ameaça externa...
Qual foi a intenção? Você sabe? Ou vai escolher a que melhor se adaptar a suas crenças e inclinações ideológicas?
Os mais bobinhos vão acreditar na intenção que a narrativa mais forte criar.
Como eu não sei do contexto e nem da intenção, só sei da bomba, recolho-me à minha ignorância.
Já tem gente demais falando merda.
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Fui a uma palestra de Abílio Diniz, um dos mais bem-sucedidos empresários brasileiros. Ele contou que era filho de um padeiro e que sofria bullying na escola.
A diversão da molecada era bater no Abílio.
Hoje ele é um bilionário. E num determinado momento, solta esta pérola:
“Se hoje eu estou aqui, você também pode estar…”
Meu… sabe quando eu vou conseguir estar num lugar como o dele? Nunca. Talvez em outras quatro encarnações. Ou então se eu ganhar sozinho na loteria.
A possibilidade de chegar onde o Abílio chegou, existe. Mas a probabilidade é nula.
Olha, não acho que exista nada de mal em você se visualizar lá na posição do Abílio. Que bom poder usar alguém como ele como referência.
Mas é só como referência.
O que é que ele ensina para mim? Que dá para crescer mesmo sem ser filho de rico. Que é preciso trabalhar pra caramba. Que tem de ter disciplina. Que é preciso agir!
E que tem de ter... sorte.
Pensamento positivo é excelente para focar a nossa energia, nos motivar e abrir o apetite para seguir em frente.
Mas só abre o apetite… tem de comer.
Pensamento positivo não é pensamento mágico. Não faz que as coisas aconteçam do nada.
Pensar positivamente, visualizar onde você quer estar, é como desenhar um mapa. Depois que ele estiver pronto, não basta ficar contemplando. Tem que seguir o caminho. E aí, é disciplina, disciplina, disciplina. Expor-se às oportunidades. Preparar-se e... sorte.
Passei a usar o exemplo do Abílio como uma utopia, aquele sonho ideal que mantêm você em movimento. Provavelmente jamais chegarei lá, mas estarei me expondo às oportunidades. À sorte. O sonho me manterá em movimento e, portanto... vivo!
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