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Uma lutadora, que sai do zero para trabalhar em empresas e, depois de um relacionamento abusivo, muda de cidade para encontrar o amor de sua vida, transformar-se em mãe e... bem, ouça o programa.
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E aí? Você se considera uma pessoa sortuda ou azarada? Aliás, sucesso tem a ver com sorte ou com talento? Com os dois? E quanto de cada um?
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Numa conversa sobre os desafios do empreendedorismo no mundo da música, falávamos do “mainstream”, a área onde transitam os artistas que atingiram o megasucesso. No lado oposto está o underground, dos artistas fora das mídias de massa. São as secretárias, as enfermeiras, o comissário de bordo, o professor, a bancária, que nas horas vagas estudam, ensaiam, se apresentam aqui e ali a duras custas, por puro amor à arte.
Discutíamos o oito e o oitenta quando, entre o mainstream e o underground, surgiu o termo “meiostream”. No meiostream estão os que, sem atingir o sucesso milionário, vivem de sua arte com dignidade, com fãs fiéis e desenvolvendo o trabalho que amam com competência e tesão.
Meiostream.
A maioria dos empreendedores sérios que encararem o desafio de investir em seus sonhos, provavelmente viverá a vida no meiostream, sem jamais conseguir comprar um iate, um avião, um apartamento em Paris. Nunca se apresentarão para dezenas de milhares de fãs, não estarão na novela da Globo, não serão reconhecidos nas ruas, nem entrevistados nos programas de economia. Serão simplesmente pais e mães empenhados em conseguir educar os filhos, pagar suas contas, manter seu crédito em dia… gente da classe média. Alguns da média alta, mas nenhum milionário. Sem glamour, sem visibilidade.
E o mais interessante: muitos deles perfeitamente confortáveis em permanecer no meiostream. Eles sabem que o preço pago por quem está no mainstream é a perda do controle sobre sua arte e, em última instância, da liberdade. Outros meiostreamers consideram que não precisam de milhões de fãs nem de centenas de colaboradores, não precisam vender sua start up por bilhões de dólares, não precisam ter dois disto, três daquilo… Consideram-se bem-sucedidos sendo o que são. E como são.
Será conformismo? Olha, eu não acho. Acho que é equilíbrio, é a capacidade de calibrar seus esforços, de estabelecer seus limites e, dentro deles, sentir-se realizado. Isso é uma bênção.
Me identifiquei imediatamente. Sou parte do meiostream.
É possível ser feliz nele.
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Olha, há muito acompanho de perto os posts das mídias sociais. Posts polêmicos, que “causam”, dão muitos compartilhamentos e geram comentários. Ou então posts que mostram gente que tinha tudo para ser miserável se dando bem. Sem contar os que têm gatinhos e bichinhos fofinhos. Posts com pegada mais cultural, educada e elegante, dão baixíssimo engajamento.
Muita gente diz que o que eu produzo, por exemplo, é indispensável, me enche de elogios, mas não compartilha. Não dá like. Não comenta os posts.
Eu não acredito na mobilização de fora para dentro na cultura do compartilhamento. Ficar pedindo pra clicar no sininho, dar uma curtida, compartilhar! Que saco, meu! Isso deveria de vir espontaneamente, de uma combinação de curiosidade com generosidade: “Meu, que coisa legal! PRECISO compartilhar”. Tem de ser hábito.
O hábito de compartilhar aquilo que vale a pena.
Falo isso com a autoridade de quem já tentou de tudo, menos apelação, para mobilizar as pessoas, mas estou convencido que o tipo de conteúdo que eu produzo e o público que me segue não se presta a esse comportamento de mídias sociais, típico de quem gosta de zoeira ou segue gurus.
E eu não sou nem um nem outro.
Mas tenho a cabeça tranquila. Meu “case” é exatamente fazer do “inho” um negócio sustentável, sem ter de me render às concessões para ser “ão”.
Minha frustração é pela quantidade de recursos, tempo e energia dispensados para porcarias que não trarão qualquer consequência para a vida das pessoas, a não ser tempo de vida desperdiçado. E nessa frustração estão os milhares de poderosos que diariamente escolhem patrocinar porcarias, de olho no curto prazo. É isso que explica a merda eterna na qual o Brasil vive. É isso que me frustra.
Mas me mantenho na luta. Eu sou muito mais chato que eles.
Você gostou dessa reflexão é? Pô, então compartilhe!
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Ex-executivo de grandes empresas, hoje consultor e palestrante, que mergulhou de cabeça no marketing multinível para se transformar em Triplo Diamante Royal na Polishop. Quer saber o que é isso? Ouça.
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Bem, você sabe que sempre que chegamos num programa centenário, fazemos um especial, não é? Que toda vez acaba virando um clássico. Vamos tentar outro daqueles hoje? E o tema é... o poder da mulher... existem algumas áreas onde ele aparece muito claramente, como por exemplo...
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