Numa conversa no podcast “Lusa Extra”, o politólogo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa António Costa Pinto e o especialista em comunicação política e antigo chefe de gabinete de Paulo Portas no CDS-PP e no Governo José Bourbon-Ribeiro analisaram a decisão do primeiro-ministro, Luís Montenegro, de não gozar férias neste verão.
A atravessar semanas politicamente difíceis, com polémicas a envolver o ministro da Educação, devido aos exames nacionais, e o passado do ministro da Administração Interna à frente da Polícia Judiciária, Luís Montenegro ficará a coordenar a atividade do Governo durante os próximos meses. Vai manter a agenda como presidente do PSD e deverá apenas descansar alguns fins de semana ou dias esporádicos, sem sair do país, segundo fonte do seu gabinete indicou à Lusa.
A decisão surge poucas semanas depois das várias críticas da oposição às viagens de Luís Montenegro aos Estados Unidos para assistir à seleção nacional no Mundial de Futebol, enquanto Portugal se encontrava em situação de alerta devido ao calor e ao risco de incêndio.
Estará o primeiro-ministro, com esta decisão, a antecipar um verão difícil, por exemplo ao nível dos incêndios - uma área que até está na tutela do polémico ministro Luís Neves? Ou a admitir que o executivo atravessa um momento de fragilidade que exige a sua presença em permanência (embora garanta que o Governo está "em grande forma")?