Luta e Coragem

Luta e Coragem

By Berço de Maria de NazaréReligion & SpiritualityReligion
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Luta e Coragem episodes

  • A Visita da Verdade, Neio Lúcio
    A Visita da Verdade.
    Certa feita, disse o Mestre que só a Verdade fará livre o homem; e, talvez porque lhe não pudesse aprender, de imediato, a vastíssima extensão afirmativa, perguntou-lhe Pedro, no culto doméstico:
    - Senhor, que é a verdade ?
    Jesus fixou no rosto enigmática expressão e respondeu:
    - A Verdade total é a Luz Divina total; entretanto, o homem ainda está longe de suportar-lhe a sublime fulguração.
    Reparando, porém, que o pescador continuava faminto de novos esclarecimentos novos, o Amigo Celeste meditou alguns minutos e falou :
    - Numa caverna escura, onde a claridade nunca surgira, demorava-se certo devoto, implorando o socorro divino. Declarava-se o mais infeliz dos homens, não obstante, em sua cegueira sentir-se o melhor de todos. Reclamava contra o ambiente fétido em que se achava.
    O ar empestado sufocava-o dizia ele aos gritos comoventes. Pedia uma porta libertadora que o conduzisse ao convívio do dia claro. Afirmava-se robusto, apto, aproveitável. Por que motivo era conservado ali, naquele insulamento doloroso? Chorava e bradava, não ocultando aflições e exigências. Que razões o obrigavam a viver naquela atmosfera insuportável ?
    Notando Nosso Pai que aquele filho formulava súplicas incessantes, entre a revolta e a amargura, profundamente compadecido enviou-lhe a Fé.
    A sublime virtude exortou-o a confiar no futuro e a persistir na oração.
    O infeliz consolou-se, de algum modo, mas, a breve tempo, voltou a lamuriar.
    Queria fugir ao monturo e, como se lhe aumentassem as lágrimas, o Todo-Poderoso mandou-lhe a Esperança.
    A emissária afagou-lhe a fronte suarenta e falou-lhe da eternidade da vida, buscando secar-lhe o pranto desesperado. Para isso, rogou-lhe calma, resignação, fortaleza.
    O pobre pareceu melhorar, mas, decorridas algumas horas, retornou a lamentação.
    Não podia respirar - clamava em desalento.
    Condoído, determinou o Senhor que a Caridade o procurasse.
    A nova mensageira acariciou-o e alimentou-o, endereçando-lhe palavras de carinho, qual se fora abnegada mãe.
    Todavia, porque o mísero prosseguisse gritando, revoltado, o Pai Compassivo enviou-lhe a Verdade.
    Quando a portadora de esclarecimento se fez sentir na forma de uma grande luz, o infortunado, então, viu-se tal qual era e apavorou-se.
    Seu corpo era um conjunto monstruoso de chagas pustulentas da cabeça aos pés e, agora, percebia espantado, que ele mesmo era o autor da atmosfera da atmosfera intolerável em que vivia. O pobre tremeu cambaleante, e, notando que a Verdade serena lhe abria a porta da libertação, horrorizou-se de si mesmo; sem coragem de cogitar da própria cura, longe de encarar a visitadora, frente a frente, para aprender a limpar-se e a purificar-se, fugiu, espavorido, em busca de outra furna onde conseguisse esconder a própria miséria que só então reconhecia.
    O Mestre fez longa pausa e terminou:
    - Assim ocorre com a maioria dos homens, perante a realidade. Sentem-se com o direito à recepção de todas as bênçãos do Eterno e gritam fortemente, implorando ajuda celestial. Enquanto amparados pela Fé, pela Esperança ou pela Caridade, consolam-se e desconsolam-se, crêem e descrêem, tímidos e irritadiços e hesitantes; todavia quando a Verdade brilha diante deles, revelando-lhes em que se encontram, costumam fugir, apressados, em busca de esconderijos tenebrosos, dentro dos quais possam cultivar a ilusão.
    Autor: Neio Lúcio
    Psicografia de Chico Xavier
    Livro Jesus no Lar, Psicografia de Chico Xavier. Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    7 min
  • Presença de Luz, Emmanuel
    Se puseres amor no tempo que Deus te reserva, nunca te sentirás sob o domínio do tédio ou do desânimo, porque as tuas horas se converterão em prazer de servir.
    Se colocares amor nas afeições que o Senhor te permite cultuar, nunca sofrerás ingratidão ou desengano, porque transformarás o próprio espírito em vaso de abnegação e entendimento, colhendo de ti mesmo a felicidade de fazer a felicidade dos entes queridos.
    Se cultivares amor na execução do dever que a Divina Providência te atribui, nunca experimentarás cansaço ou desengano, porque o trabalho se te fará fonte de alegria, na alegria de ser útil.
    Se aplicares amor nos recursos verbais que a Eterna Sabedoria te confere, nunca te complicarás em manifestações infelizes, porque a tua palavra se transubstanciará em clarão e bênção, naquilo em que te expresses.
    Se espalhares amor no lugar em que as Leis da Vida te situam nunca te observarás na condição de vítima do desequilíbrio, porque a tua influência se tornará serenidade e esperança, garantindo a harmonia e a tranqüilidade onde estejas.
    Se conservares o amor no coração, - obra divina do Universo – nunca te perderás na sombra, porque terás convertido a própria alma em presença de luz.
    Por: Emmanuel, Do livro: Coragem, Médium: Francisco Cândido Xavier
    . Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    3 min
  • Sepulcros abertos, Emmanuel
    SEPULCROS ABERTOS
                 A sua garganta é um sepulcro aberto.
    Paulo (ROMANOS, 3: 13).
    Reportando-se aos espíritos transviados da luz, asseverou Paulo que têm a garganta semelhante a sepulcro aberto e, nessa imagem, podemos emoldurar muitos companheiros, quando se afastam da Estrada Real do Evangelho para os trilhos escabrosos do personalismo delinquente.
    Logo se instalam no império escuro do "eu", olvidando as obrigações que nos situam no Reino divino da Universalidade, transfigura-se-lhes a garganta em verdadeiro túmulo descerrado. Deixam escapar todo o fel envenenado que lhes transborda do íntimo, à maneira dum vaso de lodo, e passam a sintonizar, exclusivamente, com os males que ainda apoquentam vizinhos, amigos e companheiros.
    Enxergam apenas os defeitos, os pontos frágeis e as zonas enfermiças das pessoas de boa-vontade que lhes partilham a marcha.
    Tecem longos comentários no exame de úlceras alheias, ao invés de curá-las.
    Eliminam precioso tempo em palestras compridas e ferinas, enegrecendo as intenções dos outros.
    Sobrecarregam a imaginação de quadros deprimentes, nos domínios da suspeita e da intemperança mental.
    Sobretudo, queixam-se de tudo e de todos.
    Projetam emanações entorpecentes de má-fé, estendendo o desânimo e a desconfiança contra a prosperidade da santificação, por onde passam, crestando as flores da esperança e aniquilando os frutos imaturos da caridade.
    Semelhantes aprendizes, profundamente desventurados pela conduta a que se acolhem, afiguram-se-nos, de fato, sepulcros abertos...
    Exalam ruínas e tóxicos de morte.
    Quando te desviares, pois, para o resvaladiço terreno das lamentações e das acusações, quase sempre indébitas, reconsidera os teus passos espirituais e recorda que a nossa garganta deve ser consagrada ao bem, pois só assim se expressará, por ela, o verbo sublime do Senhor.
    Estudo das Cartas de Paulo / Evangelho de Emmanuel - Chico Xavier:
    “Sua garganta é sepulcro aberto”.( Romanos, 3:13)
    Sepulcros abertos (In Fonte Viva. Feb Ed. Cap 51). Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    3 min
  • Aos Discípulos, Emmanuel
    Aos discípulos
    “Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.”
    I Coríntios , 1:23
    A vida moderna, com suas realidades brilhantes, vai ensinando às comunidades religiosas do Cristianismo que pregar é revelar a grandeza dos princípios de Jesus nas próprias ações diárias.
    O homem que se internou pelo território estranho dos discursos, sem atos correspondentes à elevação da palavra, expõe-se, cada vez mais, ao ridículo e à negação.
    Há muitos séculos prevalece o movimento de filosofias utilitaristas. E, ainda agora, não escasseiam orientadores que cogitam da construção de palácios egoísticos à base do magnetismo pessoal e psicólogos que ensinam publicamente a sutil exploração das massas.
    É nesse quadro obscuro do desenvolvimento intelectual da Terra que os aprendizes do Cristo são expoentes da filosofia edificante da renúncia e da bondade, revelando em suas obras isoladas a experiência divina dAquele que preferiu a crucificação ao pacto com o mal.
    Novos discípulos, por isso, vão surgindo, além do sacerdócio organizado. Irmãos dos sofredores, dos simples, dos necessitados, os espiritistas cristãos encontram obstáculos terríveis na cultura intoxicada do século e no espírito utilitário das idéias comodistas.
    Há quase dois mil anos, Paulo de Tarso aludia ao escândalo que a atitude dos aprendizes espalhava entre os judeus e à falsa impressão de loucura que despertava nos ânimos dos gregos.
    Os tempos de agora são aqueles mesmos que Jesus declarava chegados ao Planeta; e os judeus e gregos, atualizados hoje nos negocistas desonestos e nos intelectuais vaidosos, prosseguem na mesma posição do inicio. Entre eles, surge o continuador do Mestre, transmitindo-lhe o ensinamento com o verbo santificado pelas ações testemunhais.
    Aparecem dificuldades, sarcasmos e conflitos.
    O aprendiz fiel, porém, não se atemoriza.
    O comercialismo da avareza permanecerá com o escândalo e a instrução envenenada demorar-se-á com os desequilíbrios que lhe são inerentes. Ele, contudo, seguirá adiante, amando, exemplificando e educando com o Libertador imortal.
    Emmanuel
    Estudo das Cartas de Paulo / Evangelho de Emmanuel - Chico Xavier:
    “Nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, que para os judeus, é escândalo, para os gentios é loucura”.( I Coríntios, 1:23)
    “Aos discípulos.” (Vinha de Luz . FEB Ed. Cap 7.) Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    4 min
  • O Homem de Bem, Alan Kardec
    O homem de bem
    3. O verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Se ele interroga a consciência sobre seus próprios atos, a si mesmo perguntará se violou essa lei, se não praticou o mal, se fez todo o bem que podia, se desprezou voluntariamente alguma ocasião de ser útil, se ninguém tem qualquer queixa dele; enfim, se fez a outrem tudo o que desejara lhe fizessem.
    Deposita fé em Deus, na Sua bondade, na Sua justiça e na Sua sabedoria. Sabe que sem a Sua permissão nada acontece e se Lhe submete à vontade em todas as coisas.
    Tem fé no futuro, razão por que coloca os bens espirituais acima dos bens temporais.
    Sabe que todas as vicissitudes da vida, todas as dores, todas as decepções são provas ou expiações e as aceita sem murmurar.
    Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem esperar paga alguma; retribui o mal com o bem, toma a defesa do fraco contra o forte, e sacrifica sempre seus interesses à justiça.
    Encontra satisfação nos benefícios que espalha, nos serviços que presta, no fazer ditosos os outros, nas lágrimas que enxuga, nas consolações que prodigaliza aos aflitos. Seu primeiro impulso é para pensar nos outros, antes de pensar em si, é para cuidar dos interesses dos outros antes do seu próprio interesse. O egoísta, ao contrário, calcula os proventos e as perdas decorrentes de toda ação generosa.
    O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças, nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus.
    Respeita nos outros todas as convicções sinceras e não lança anátema aos que como ele não pensam.
    Em todas as circunstâncias, toma por guia a caridade, tendo como certo que aquele que prejudica a outrem com palavras malévolas, que fere com o seu orgulho e o seu desprezo a suscetibilidade de alguém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever de amar o próximo e não merece a clemência do Senhor.
    Não alimenta ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; a exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas e só dos benefícios se lembra, por saber que perdoado lhe será conforme houver perdoado.
    É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que também necessita de indulgência e tem presente esta sentença do Cristo: “Atire-lhe a primeira pedra aquele que se achar sem pecado.”
    Nunca se compraz em rebuscar os defeitos alheios, nem, ainda, em evidenciá-los. Se a isso se vê obrigado, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
    Estuda suas próprias imperfeições e trabalha incessantemente em combatê-las. Todos os esforços emprega para dizer, no dia seguinte, que alguma coisa traz em si de melhor do que na véspera.
    Não procura dar valor ao seu espírito, nem aos seus talentos, a expensas de outrem; aproveita, ao revés, todas as ocasiões para fazer ressaltar o que seja proveitoso aos outros.
    Não se envaidece da sua riqueza, nem de suas vantagens pessoais, por saber que tudo o que lhe foi dado pode ser-lhe tirado.
    Usa, mas não abusa dos bens que lhe são concedidos, sabe que é um depósito de que terá de prestarcontas e que o mais prejudicial emprego que lhe pode dar é o de aplicá-lo à satisfação de suas paixões.
    Se a ordem social colocou sob o seu mando outros homens, trata-os com bondade e benevolência, porque são seus iguais perante Deus; usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com o seu orgulho. Evita tudo quanto lhes possa tornar mais penosa a posição subalterna em que se encontram...
    Finalmente, o homem de bem respeita todos os direitos que aos seus semelhantes dão as leis da Natureza,como quer que sejam respeitados os seus.
    Não ficam assim enumeradas todas as qualidades ...Evangelho Segundo o Espiritismo, Capitulo XVII, Item 3: O Homem de Bem. Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    6 min
  • A Caridade Material e a Caridade Moral, Irmã Rosália
    9 – “Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos que nos fosse feito”. Toda a religião, toda a moral, se encerram nestes dois preceitos. Se eles fossem seguidos no mundo, todos seriam perfeitos. Não haveria ódios, nem ressentimentos. Direi mais ainda: não haveria pobreza, porque, do supérfluo da mesa de cada rico, quantos pobres seriam alimentados! E assim não mais se veriam, nos bairros sombrios em que vivi, na minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças necessitadas de tudo.
    Ricos! Pensai um pouco em tudo isso. Ajudai o mais possível aos infelizes; daí, para que Deus vos retribua um dia o bem que houverdes feito: para encontrardes, ao sair de vosso invólucro terrestre, um cortejo de Espíritos reconhecidos, que vos receberão no limitar de um mundo mais feliz.
    Se pudésseis saber a alegria que provei, ao encontrar no além aqueles a quem beneficiei, na minha última vida terrena!
    Amai, pois, ao vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que o desgraçado que repelis talvez seja um irmão, um pai, um amigo que afastais para longe. E então, qual não será o vosso desespero, ao reconhecê-lo depois no Mundo dos Espíritos!
    Quero que compreendais bem o que deve ser a caridade moral, que todos podem praticar, que materialmente nada custa, e que não obstante é a mais difícil de se por em prática.
    A caridade moral consiste em vos suportardes uns aos outros, o que menos fazeis nesse mundo inferior, em que estais momentaneamente encarnados. Há um grande mérito, acreditai, em saber calar para que outro mais tolo possa falar: isso é também uma forma de caridade. Saber fazer-se de surdo, quando uma palavra irônica escapa de uma boca habituada a caçoar; não ver o sorriso desdenhoso com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se julgam superiores a vós, quando na vida espírita, a única verdadeira, está às vezes muito abaixo: eis um merecimento que não é de humildade, mas de caridade, pois não se incomodar com as faltas alheias é caridade moral.
    Essa caridade, entretanto, não deve impedir que se pratique a outra. Pelo contrário: pensai, sobretudo, que não deveis desprezar o vosso semelhante; lembrai-vos de tudo o que vos tenho dito; é necessário lembrar, incessantemente, que o pobre repelido talvez seja um Espírito que vos foi caro, e que momentaneamente se encontra numa posição inferior à vossa. Reencontrei um dos pobres do vosso mundo a quem pude, por felicidade, beneficiar algumas vezes, e ao qual tenho agora de pedir, por minha vez.
    Recordai-vos de que Jesus disse que somos todos irmãos, e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus! Pensai naqueles que sofrem, e orai.
    EVANGELHO SEGUNDO ESPIRITISMO, Alan Kardec. Capítulo 13. Que a vossa mão esquerda não saiba o que faz a vossa mão direita. Item 9. A caridade Material e a Caridade Moral. Irmã Rosália- Paris, 1860. O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.) O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)O subordinado, de sua parte, compreende os deveres da posição que ocupa e se empenha em cumpri-los conscienciosamente. (Cap. XVII, nº 9.)Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    7 min
  • Crianças, Emmanuel
    “Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos…” – Jesus. (MATEUS, 18:10.)
    Quando Jesus nos recomendou não desprezar os pequeninos, esperava de nós não somente medidas providenciais alusivas ao pão e a vestimenta.
    Não basta alimentar minúsculas bocas famintas ou agasalhar corpinhos enregelados. É imprescindível o abrigo moral que assegure ao espírito renascente o clima de trabalho necessário à sua sublimação.
    Muitos pais garantem o conforto material dos filhinhos, mas lhe relegam a alma a lamentável abandono.
    A vadiagem na rua fabrica delinquentes que acabam situados no cárcere ou no hospício, mas o relaxamento espiritual no reduto doméstico gera demônios sociais de perversidade e loucura que em muitas ocasiões, amparados pelo dinheiro ou pelos postos de evidência, atravessam largas faixas do século, espalhando miséria e sofrimento, sombra e ruína, com deplorável impunidade à frente da justiça terrestre.
    Não desprezes, pois, a criança, entregando-a aos impulsos de natureza animalizada.
    Recorda que todos nos achamos em processo de educação e reeducação, diante do Divino Mestre.
    O prato de refeição é importante no desenvolvimento da criatura, todavia, não podemos esquecer “que nem só do pão vive o homem”.
    Lembremo-nos da nutrição espiritual dos meninos, através de nossas atitudes e exemplos, avisos e correções, em tempo oportuno, de vez que desamparar moralmente a criança, nas tarefas de hoje, será condená-la ao menosprezo de si mesma, nos serviços de que se responsabilizará amanhã.
    Emmanuel/Chico Xavier
    Livro “Fonte Viva” – 1956, questão 157, páginas 353 e 354.
    Federação Espírita Brasileira
    . Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    4 min
  • Acima de nós, Emmanuel
    ACIMA DE NÓS
    “Porque está escrito: Destruirei a ciência dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.”
    I CORÍNTIOS, 1:19
    Dezenas de séculos passaram sobre o Planeta, renovando a estruturação de todos os conceitos humanos.
    A ciência da guerra multiplicou os Estados, entretanto, todos os gabinetes administrativos que lhe traçam os escuros caminhos sucumbem, através do tempo, pelas garras dos monstros que eles próprios criaram.
    A ciência religiosa estabeleceu muitos templos veneráveis, contudo, toda vez que esses santuários se confiam ao conforto material desregrado, sobre o pedestal do dogma e do despotismo, caem, pouco a pouco, envenenados pelo vírus do separatismo e da perseguição que decretam para os outros.
    A ciência filosófica erige sistemas sobre sistemas, todavia, quando procura instalar-se no negativismo absoluto, perante a Divindade do Senhor, sofre humilhações e reveses, dentro dos quais atinge fins integralmente contrários aos que se propunha realizar.
    Em toda parte da História, vemos triunfadores de ontem arrojados ao pó da Terra, cientistas que semeiam vaidade e recolhem os frutos da morte, filósofos louvados pela turba invigilante, que plantam audaciosas teorias de raça e economia, conduzindo o povo à fome, à ignorância e à destruição.
    Procura, pois, a fé e age, de conformidade com a lei de amor que ela te descortina ao coração, porque, acima de nós, infinito é o Poder do Senhor e dia virá em que toda a mentira e toda a vaidade serão confundidas.
    Estudo das Cartas de Paulo / Evangelho de Emmanuel - Chico Xavier:
    “Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes”.( I Coríntios, 1:19).
    “Acima de nós.” (Vinha de Luz . FEB Ed. Cap 164.)Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    3 min
  • A prece de Ismália, André Luiz
    “Senhor! (...) dignai-vos assistir os nossos humildes tutelados, enviando-nos a luz de vossas bênçãos santificantes.
    Aqui estamos, prontos para executar vossa vontade, sinceramente dispostos a secundar vossos altos desígnios.
    Conosco, Pai, reúnem-se os irmãos que ainda dormem, anestesiados pela negação espiritual a que se entregaram no mundo. Despertai-os, Senhor, se é de vossos desígnios sábios e misericordiosos, despertai-os do sono doloroso e infeliz.
    Acordai-os para a responsabilidade, para a noção dos deveres justos!...
    Magnânimo Rei, apiedai-vos de vossos súditos sofredores;
    Criador compassivo, levantai as vossas criaturas caídas;
    Pai Justo, desculpai vossos filhos desventurados!
    Permiti caia o orvalho do vosso amor infinito sobre o nosso modesto Posto de Socorro!...
    Seja feita a vossa vontade acima da nossa, mas se é possível, Senhor, deixai que os nossos doentes recebam um raio vivificante do sol da vossa bondade!...” [...]
    “Temos, ao nosso lado, Senhor, infortunadas mães que não souberam descobrir o sentido sublime da fé, resvalando, imprudentemente, nos despenhadeiros da indiferença criminosa; pais que não conseguiram ultrapassar a materialidade no curso da existência humana, incapazes de ver a formosa missão que lhes confiastes; cônjuges desventurados pela incompreensão de vossas leis augustas e generosas; jovens que se entregaram, de corpo e alma, aos alvitres da ilusão!... Muitos deles, atolaram-se no pantanal do crime, agravando débitos dolorosos! Agora dormem, Pai, à espera de vossos desígnios santos. Sabemos, contudo, Senhor, que este sono não traduz repouso do pensamento... Quase todos os nossos asilados são vítimas de terríveis pesadelos, por terem olvidado, no mundo material, os vossos mandamentos de amor e sabedoria. Sob a imobilidade aparente, movimenta-se-lhes o Espírito, entre aflições angustiosas que, por vezes, não podemos sondar. São eles, Pai, vossos filhos transviados e nossos companheiros de luta, necessitados de vossa mão paternal para o caminho! Quase todos se desviaram da senda reta, pelas sugestões da ignorância que, como aranha gigantesca dos círculos carnais, tece os fios da miséria, enredando destinos e corações! [...] Sabemos que vossa bondade nunca falha e esperamos confiantes a bênção de vida e luz!...”
    LIVRO OS MENSAGEIROS, PSICOGRAFIA DE CHICO XAVIER. Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    5 min
  • Glória ao Bem, Emmanuel
    Glória ao bem
    "Glória, porém, e honra e paz a qualquer que obra o bem.” — PAULO (Romanos, 2.10)
    1 A malícia costuma conduzir o homem a falsas apreciações do bem, quando não parta da confissão religiosa a que se dedica, do ambiente de trabalho que lhe é próprio, da comunidade familiar em que se integra.
    2 O egoísmo fá-lo crer que o bem completo só poderia nascer de suas mãos ou dos seus. Esse é dos característicos mais inferiores da personalidade.
    3 O bem flui incessantemente de Deus e Deus é o Pai de todos os homens. 4 E é através do homem bom que o Altíssimo trabalha contra o sectarismo que lhe transformou os filhos terrestres em combatentes contumazes, de ações estéreis e sanguinolentas.
    5 Por mais que as lições espontâneas do Céu convoquem as criaturas ao reconhecimento dessa verdade, continuam os homens em atitudes de ofensiva, ameaça e destruição, uns para com os outros.
    6 O Pai, no entanto, consagrará o bem, onde quer que o bem esteja.
    7 É indispensável não atentarmos para os indivíduos, mas, sim, observar e compreender o bem que o Supremo Senhor nos envia por intermédio deles.
    8 Que importa o aspecto exterior desse ou daquele homem? Que interessam a sua nacionalidade, o seu nome, a sua cor? 9 Anotemos a mensagem de que são portadores. Se permanecem consagrados ao mal, são dignos do bem que lhes possamos fazer, mas se são bons e sinceros, no setor de serviço em que se encontram, merecem a paz e a honra de Deus.
    Emmanuel
    Estudo das Cartas de Paulo / Evangelho de Emmanuel - Chico Xavier:
    “Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem (...)”. ( Romanos 2:10)
    “Glória ao bem.”Caminho, Verdade e Vida . FEB Ed. Cap 42. Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.
    3 min

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