Macuxicast

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By Luiz Valério, Edgar Borges e Zanny AdairalbaSociety & Culture
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Macuxicast episodes

  • Geni e o Zepelim - Artistas amazônidas vão do clássico ao pop com maestria

    Eles são o que pode se chamar de artistas refinados com cara de ogros, mas donos de uma sensibilidade sem igual. Têm influência no Rock and Roll e na música popular brasileira, mas fazem um som com uma pegada erudita, quase clássica. Uma mistura de sons, estilos e poesia que embevece a alma de todos que entram em contato com sua música.

    Instrumentistas dos bons, os músicos  J. Vilela e Elson Arcos são dessas raridades da Cultura Amazônica que causam espanto, tamanho é seu talento.

    Elson Arcos diz que sua influência musical começou dentro de casa, pois sua mãe ouvia muita música internacional nos anos 1980. Não era cantora, mas cantava. Seu pai, por sua vez, era uma espécie de músico amador, apaixonado por chorinho. E tocava.

    Um veio do Pará e o outro do Amazonas para se encontrarem casualmente em Roraima, numa união daquelas que só a arte é capaz de provocar. No primeiro encontro, ficaram apenas nas boas impressões.

    Anos depois, Arcos e J. Vilela se reencontraram, firmaram parceria e decidiram criar o extraordinário projeto Geni e o Zepelim. Isso mesmo, o nome é baseado na música homônima, de Chico Buarque.

    Eles são nossos entrevistados neste episódio do Macuxicast.

    Visite nosso site: Macuxicast| E o nosso Instagram: @Macuxicast

    34 min
  • Confissões literárias de um ex-seminarista. Conheçam Francisco Alves

    Negro. Pobre. Filho de mãe faxineira e pai garimpeiro. Fruto da periferia. A história de vida do escritor roraimense Francisco Alves é comum a milhares de outros jovens igualmente pretos, pobre e periféricos. Pessoas olhadas com desdém pela sociedade de pele clara. Mas, no caso do nosso entrevistado, ele se apossou de todos esses elementos que o construíram enquanto sujeito e transformou tudo no combustível da sua escrita. E que escrita.

    Vítima de assédio no seminário, onde estudava para ser padre, Francisco se desiludiu com a busca religiosa e decidiu viver tudo, intensamente. Uma acusação de roubo logo que entrou na universidade para cursar Letras mostrou-lhe mais um pouco da aspereza e dureza do mundo. Os olhares enviesados para o seu cabelo crespo, sua pele escura, seus lábios grossos não passavam despercebidos. Mas ele não se vitimou. Ele reagiu. Reagiu escrevendo. Reage até hoje. E, então, nos brinda com obras vigorosas, que falam muito da nossa brasilidade cheia de nuances, que tenta esconder um racismo sempre latente debaixo do tapete.

    Francisco Alves é desses escritores prolíficos, que passeiam por gêneros diversos como o conto, o romance e a poesia com a facilidade de quem troca de roupa. Vai da prosa para o verso com muita elegância e profundidade. É sempre visceral. Diz coisas que só quem vivem o que ele viveu pode dizer. Ele se diz um escritor barroco, que prosa densa.

    Nesta conversa com o Macuxicast, Francisco também fala sobre seu web programa no Youtube, onde fala da arte de escrever e entrevista escritores. É versátil como só ele sabe ser.

    Aperta o play e confere a nossa conversa com Francisco Alves

    37 min
  • Neuber Uchoa faz 62 anos de talento, música e poesia

    O Macuxicast desta semana está musical, poético e sorridente. Conversamos o cantor e compositor Neuber Uchoa, que falou sobre sua carreira artística e contou histórias sobre o processo de composição de suas músicas mais famosas e queridas do público amazônico, como “Arrasta-te”, “Ave” e “Nossa Bossa”. 

    Neuber está completando 62 anos e neste sábado (23/01) fará uma live comemorativa. Essa festa digital também foi tema de nossa conversa e ele nos explicou como foi que, por conta da pandemia de Covid-19, entrou de cabeça no mundo das transmissões de pocket shows pela internet.  

    Aperta o play para conferir a conversa, compartilha com os amigos e segue o Macuxicast no Instagram, Twitter e Facebook. Toda quinta estamos aqui, com um novo convidado para falar da cultura e da arte da Amazônia.

    Acesse o site do Macuxicast

    (Este programa foi gravado remotamente usando o Zoom. Devido a problemas de conexão aqui em Roraima. o som não tem a qualidade que gostaríamos).

    47 min
  • Leão de Sandra joga a Bola de Antes e fala sobre seu processo criativo

    Para apresentar nosso entrevistado deste episódio, eu vou recorrer à sua autobiografia: ele era um “daquelas crianças com tijolos na fralda”. Um pouco maior, já na escola, sabotava a alfabetização, pois comia o giz. Foi aí que as palavras começaram a brotar dentro dele, o fazendo recriar o mundo pela retina dos seus olhos inquietos. Foi por esse tempo, então, que passou a escrever nas paredes para desespero da mãe, Sandra.

    Aliás, foi dona Sandra que fez nascer o homem e o escritor, pois sempre o incentivou a ler. Hoje, é a manchete do seu nome artístico. Leão já pintou a cara de palhaço em nome de causas beneficentes. Leão de Sandra lançou recentemente seu livro infantil, a Bola de Antes, e com ele já ganhou dois prêmios.

    Com essa obra, nosso entrevistado quer levar mais ternura para as crianças, público ao qual se dedica há bastante tempo, seja nas horas de folga ou mesmo em atividade como policial federal que é. Como assim? É isso mesmo, Leão de Sandra é um escritor federal, um policial escritor, enfim, tudo ao mesmo tempo.

    Ele escreve bem. E escreve muito. Pode-se dizer que Leão escreve muito bem. Além de A Bola de Antes, tem outros livros prontos, implorando para ser publicados. Por enquanto, nosso personagem se dedica ao que diz ser a sua paixão: a escrita. Por ora se dedica à escrita de uma obra que, segundo ele, bem complexo de ser composta.

    Ficou curioso para saber mais? Então aperta o play e ouça a entrevista.

    27 min
  • Benjamin Monteiro, a voz que narra a história de Roraima há quase 6 décadas

    O radialista Benjamin Monteiro é um ícone do rádio roraimense. Ele tem a voz mais conhecida e tradicional da sexagenária Rádio Difusora de Roraima, a primeira emissora de rádio do estado de mesmo nome. Com seu timbre vocal inconfundível, Benjamin tem embalado, com músicas e notícias, a vida de milhares de ouvintes ao longo das suas quase seis décadas de atuação no rádio.

    Ele registrou momentos importantes da história de Roraima, como a sua transformação de Território Federal em estado da Federação. Também viveu e registrou a eleição do primeiro governador eleito pelo voto direto do novo ente federado, Ottomar de Sousa Pinto. Viu a evolução das tecnologias mudarem completamente o jeito de se fazer rádio.

    Benjamin Monteiro viveu intensamente as diversas gerações e movimentos musicais, como Jovem Guarda e Bossa Nova. Tocou os principais sucessos de todas essas épocas - com destaque para Roberto Carlos, Wanderleia, Jerry Adriane, e embalou o romance de gerações nas ondas do rádio. Exatamente por isso, coleciona uma legião de fãs. 

    Este profissional de grande valor é o nosso entrevistado deste episódio do Macuxicast. Aperta o play e confere.

    38 min
  • Na quebrada do Rap em Roraima, com MC Frank

    “O rap me deu dignidade e me fez uma pessoa respeitada em Boa Vista”. Essa frase resume a importância da cultura Hip Hop na vida do MC Frank, nosso entrevistado deste episódio do Macuxicast.

    Jovem problemático na adolescência, como ele mesmo se definiu, o rapper roraimense foi “salvo” pelas rimas, cantando a sua quebrada, o bairro Jardim Caranã, na periferia de Boa Vista, capital de Roraima. Foi nas rimas e versos do rap que ele se encontrou.

    Nesta entrevista ao Macuxicast, MC Frank fala sobre sua infância pobre, sua adolescência problemática e seu envolvimento com as drogas e o álcool. Relembra a descoberta das rimas nas letras do rap e do amor à primeira vista pela cultura Hip Hop, comenta sua conversão ao cristianismo e fala sobre sua fase gospel, assim como sobre a mudança de nome para MC Frank de Deus. Também  explica o recente retorno ao nome que lhe deu fama, MC Frank.

    Aperta o play e confere a entrevista. Está imperdível!

    39 min
  • Apaixonada pela causa indígena. Conversa com Ananda Machado

    Uma vida repleta de signos, significados e ressignificações a partir da sua vivência com as comunidades indígenas. Assim tem sido a labuta profissional e pessoal da professora e antropóloga, da Universidade Federal de Roraima (UFRR), Ananda Machado.

    Efetiva do Curso de Gestão Territorial Indígena, no Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, da UFRR, desde 2009, Ananda tem feito dessa relação pluriétnica e cultural um exemplo de respeito ao próximo, às tradições ancestrais e aos povos indígenas de Roraima.

    Em sua lida acadêmica, Ananda tem ensinado e aprendido as línguas Macuxi e Wapichana. Com seu olhar afetuoso e respeitoso para com os povos originários de Roraima, ela vai ajudando as comunidades indígenas a contar e registrar suas histórias e memórias na língua materna.

    Neste episódio do @Macuxicast, Ananda Machado nos fala sobre esse trabalhado fascinante, que a apaixona dia após dia, há muitos anos, e que também nos inspira.

    Clica no link que está na Bio, acessa nosso site e confere a conversa desta semana.

    46 min
  • Portal revela o fantástico mundo da cultura amazônica

    Viver da arte no Brasil é um grande desafio. Viver de divulgar a arte também. Porém, o Jornalismo Cultural é uma das atividades mais gratificantes e fascinantes para quem abraça a profissão de comunicador.

    É com essa certeza que um grupo de jornalistas e amantes da cultura se reuniu em Manaus (AM) para criar o Portal Cultura Amazônica.

    O projeto, que começou de forma despretensiosa, cresceu e se tornou uma referência quando o assunto é cultura na Região Norte. Yghor Palhano é um dos responsáveis pelo projeto, tocado junto com seu sócio Wagner Moreira.

    Na entrevista do @Macuxicast com o Yghor, sentimosseu amor pela cultura e sua dedicação à causa cultural.

    Aperta o play e confere nosso papo. Deleite-se!

     Se você ouve e gosta do nosso Podcast contribua com a continuidade dele. Faça uma doação pelo PicPay – @luiz.valerio

    42 min
  • Hipácia, a mangaká da Rua 24

    Leitora de quadrinhos desde os três anos de idade, a ilustradora roraimense Hipácia Caroline se fez, aos 24, uma mangaká genial que começa a despontar pelo Brasil. A paixão pelos quadrinhos de estética japonesa moldou sua personalidade e seu traço enquanto desenhista. Sua obra mais recente é o mangá “Rua 24”, uma história que mistura terror e suspense.    

    O enredo do Rua 24 tem inspiração num episódio real, que se passou com uma amiga da autora, que mora no Japão. 

    Vale a pena conferir nosso novo programa com a Hipácia. Aperta o play aê!

    31 min
  • Luz, câmera, ação! Alex Pizano, o cineasta que projetou Roraima na tela grande

    Sim. Em Roraima se faz cinema de qualidade, sim, senhor! O amor pelo cinema e o impacto que o filme Jurassic Park causou na imaginação do adolescente Alex Pizano, aos 13 anos, no já longínquo ano de 1993, definiriam o homem que ele seria, o artista dedicado e comprometido com a sétima arte.

    Foi assim que Roraima ganhou de presente um cineasta de extremo talento, que colocou esta terra distante e muitas vezes esquecida do restante País no mapa do cinema brasileiro. A partir daquela experiência impactante com a telona, vendo uma obra prima de Spielberg, o garoto Alex decidiu que faria da produção de filmes sua profissão de fé.

    O tempo passou e, de fato, Alex Pizano passou de um cineasta autodidata e experimental a um profissional de cinema conhecido e premiado nacionalmente, devido a obras marcantes como os filmes Cavalgada dos Justos, o mais premiado, O Estranho e Remanescente das Sombras. Estas são algumas das suas realizações cinematográficas mais conhecidas.

    Dono de um talento fora de séria e de uma paixão incomum pelo trabalho de Steven Spielberg, Quentin Tarantino e Sergio Leone, além de ser um cinéfilo que consome filmes 24 horas por dia, em suas próprias palavras, Pizano tem tido uma trajetória cada vez mais robusta como cineasta.

    Mas, diga-se, ele não é um cineasta qualquer. Alex Pizano é um diretor e produtor que faz cinema de qualidade e extrema competitividade, mesmo enfrentando todas as dificuldades e falta de incentivos que os artistas radicados no Extremo Norte do Brasil enfrentam, seja por questão logística seja por falta de investimentos no setor.

    Bom, chega de conversa. Aperta o Play e confere a nossa conversa com o cineasta roraimense, Alex Pizano, em nosso novo episódio do Macuxicast.

    25 min

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Um podcast dedicado a discutir a cultura, a música, a literatura, as artes e o jeito de ser de quem vive na Amazônia brasileira. Feito pelos jornalistas Edgar Borges, Luiz Valério e a poeta Zanny Adayralba, gente que vive na Amazônia, exatamente em Roraima, no Extremo Norte do Brasil.