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Uma cidade construída sobre os pilares de um segredo
Quem anda pelas ruas de Paraty, cidade histórica localizada no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, ao admirar sua arquitetura requintada e de estilo colonial, talvez não perceba, à primeira vista, os segredos que ela esconde. Com olhos um pouco mais atentos, conseguimos identificar nas construções a forte influência de uma sociedade enigmática que por muito tempo se dedicou a manter ocultas suas práticas e filosofias, e que talhou suas simbologias nos casarões, esquinas e ruas de Paraty. Acredita-se que a maçonaria surgiu em Paraty no ano de 1700, quando Maçons, recém fugidos das perseguições do Velho mundo, encontraram refúgio na ilha e deram início aos seus trabalhos. Os Maçons que ali se instalaram foram batizados pelos moradores locais de "Os Iluminados", por conta de suas ideias inovadoras. Na época, o oficio da ordem era voltado majoritariamente para a construção civil, por isso, eles foram grandes responsáveis pelo desenvolvimento arquitetônico da cidade.
Os casarões e sobrados são decorados por desenhos coloridos, predominantemente em branco e azul, cores notáveis da Maçonaria Simbólica, assim como as esquinas de Paraty são adornadas por cunhais estudiosos acreditam ser uma alusão aos pilares da maçonaria. Entre os indícios da presença maçônica na cidade estão as medidas da construções, algumas apresentam vãos entre janelas em que o segundo espaço é o dobro do primeiro e o terceiro é a soma dos anteriores isto indica que a soma das parte é igual ao todo, ilustrando o retângulo áureo de concepção maçônica.
Outra grande indicação é a presença do número 33, importante na Maçonaria Filosófica. As planta de algumas casas possuem escala 1:33:33, existe também o registro de um cargo chamado "Fiscal de Quarteirão", a vila possuía 33 fiscais, mas o número de quarteirões era bem menor que 33, o que pode significa a tentativa de esconder os rituais e práticas maçônicas daqueles que não pertenciam a ordem.
Naquele tempo, era mais difícil desvendar os sinais e ilustrações mas hoje, como as informações sobre a maçonaria estão mais acessíveis, podemos entender um pouco desta história que teve seu alvorecer séculos atrás.
Nascido na Colônia do Sacramento, atual República do Uruguai, no ano de 1774, filho do fazendeiro, Félix da Costa Furtado Mendonça e Ana Josefa Pereira, natural da Colônia, Hipólito José da Costa Pereira Furtado Mendonça foi um importante jornalista, Maçom e diplomata luso-brasileiro.
Hipólito, licenciou-se pela Universidade de Coimbra em Direito e Filosofia em 1798 mesmo ano em que, a cargo do Conde de Linhares, Rodrigo de Souza Coutinho, foi aos Estados Unidos estudar questões de economia, tendo-se permanecido no pais até o ano de 1800. Durante sua estada escreveu a obra "Diário de minha viagem para Filadélfia", que só veio a ser publicada em 1955. Foi nomeado Diretor Literário do Conselho da Imprensa Real em quando regressou a Portugal.
Em 1802, Hipólito foi para a Inglaterra, em missão secreta, já era Maçom nesta época, tendo sido iniciado em 12 de março de 1799 na Loja de George Washington, a finalidade de sua viagem era promover a aproximação das "Lojas Inglesas" com a "Maçonaria Portuguesa "; quando retornou a Portugal foi preso pelo Tribunal da Inquisição, acusado de ser um "Obreiro Livre" - Maçom. Ficou em cárcere por três anos, sofreu maus tratos e situações desumanas, mas conseguiu escapar para Londres onde contou com o auxílio de seu amigo, e Maçom, Duque de Sussex, filho do Rei Jorge III.
No ano da criação da imprensa no Brasil, 1808, Hipólito funda o que será seu maior legado: o Correio Braziliense (1808-1820), também conhecido como "Armazém Literário", considerado o primeiro jornal brasileiro. O periódico era notório pela forma critica de analisar o cenário sócio-politico de Portugal e do Brasil, e o posicionamento liberal para a época. No ano de 1811, escreve o livro "Narrativa da Perseguição", obra que é considerada um tratado de defesa da maçonaria, onde Hipólito narra os horrores que viveu enquanto preso pela inquisição.
Hipólito José da Costa morreu em 1823, um ano após encerrar a publicação do jornal. Atual mente, ele é homenageado pela Academia Brasileira de Letras, como Patrono da cadeira n° 17
Fonte: Revista Luzes
Por Charleston Sperandio de Souza
O enfoque deste artigo é contextualizar a relação político/social, a maçonaria e a sociedade moderna, citando a cidade de Baixo Guandu/Espírito Santo como o fio-condutor desse estudo, com uma breve análise da parte histórica maçônica, sendo importante para fins de contextualização do tema; e tentando esclarecer como isso pode ser absorvido de maneira simples pelos leitores e os mesmos perceberem como a maçonaria está influente no mundo globalizado político e social. LEIA MAIS
Por Brian L. Pettice, 33
Navegando pela internet recentemente, encontrei esta citação do filósofo estóico Sêneca: “Associe-se a pessoas que possam melhorar você. Dê as boas-vindas àqueles que você é capaz de melhorar. O processo é mútuo. As pessoas aprendem enquanto ensinam. ”
Imediatamente pensei em minha associação com os maçons e a maçonaria. Eu pensei, não é isso que procuro fazer? Não é isso que queremos dizer quando dizemos: “A Maçonaria pega homens bons e os torna melhores”? Não é esta associação de homens aprendendo e ensinando uns aos outros como essa melhoria na Maçonaria acontece - como ajudamos uns aos outros a ser melhores?
Meus pensamentos não tinham viajado muito neste caminho quando comecei a pensar sobre a longa e contínua discussão entre os maçons sobre “guardando o portão oeste” ou como a Maçonaria avalia aqueles que buscam admissão na fraternidade - como decidimos com quem nos associaremos. Os temas dominantes dessa discussão foram que a Maçonaria enfatizou a quantidade e não a qualidade dos candidatos que foram admitidos na fraternidade, que falhamos em avaliar adequadamente aqueles que buscavam admissão e que os homens que não deveriam ter obtido admissão, foram autorizados a se tornarem maçons em detrimento da Fraternidade como um todo.
Ao considerar a declaração simples de Sêneca, ocorreu-me que o problema com nosso sistema de avaliação pode ser que nós, como Fraternidade, esquecemos o que esperamos dar e o que esperamos receber de um candidato à Maçonaria. Freqüentemente pensamos no efeito transformador que a experiência maçônica pode ter sobre um homem, sem considerar se o candidato à nossa frente está aberto a isso. Pensamos na “ajuda” que o irmão em potencial pode oferecer ao sentar-se em uma cadeira ou em uma arrecadação de fundos, sem perceber que essa não é a ajuda de que realmente precisamos. Não pensamos no que realmente temos para oferecer a um candidato, nem no que realmente precisamos dele.
Se a Maçonaria realmente trata de homens se aprimorando ensinando, aprendendo e entendendo as lições e valores inculcados por nossos diplomas, não deveríamos nos assegurar de que estamos nos associando com aqueles que podem nos melhorar e acolher aqueles que podem melhorar? Não deveríamos explicar a um candidato em perspectiva que a Maçonaria significa muitas coisas para muitas pessoas, mas em seu cerne, é uma associação de homens que buscam melhorar a si mesmos e uns aos outros, aprendendo e ensinando uns aos outros? Não deveríamos então perguntar a ele que melhoria ele busca em si mesmo e como ele acha que pode ajudar seus irmãos em potencial a melhorar? A Maçonaria não é para todos. Se não podemos ver como uma associação com um homem pode ajudar a melhorar os irmãos e ele não vê que precisa melhorar, então talvez a Fraternidade não seja adequada para ele.
Por Celso Ricardo de Almeida (*)
Na contemporaneidade existem muitas coisas que desconhecemos, e uma delas é o poder do abraço e as benesses deste simples ato, porém grandioso e benéfico ao nosso organismo. LEIA MAIS
Por Irmão Dário Ângelo Baggieri
Amados irmãos, a maçonaria vem se transformando como Instituição ao longo dos séculos, de uma maneira globalizada, que permitem análises exegéticas das mais contraditórias pelos sábios e eruditos de plantão, que despejam nas mídias sociais, as mais diversas teorias sobre as transmutações pelas quais nossa Sublime Ordem está exposta. LEIA MAIS
Já dizia Leonardo da Vinci: “os olhos são a janela da alma”, a Bíblia diz que “os olhos são a candeia do corpo, e que se nossos olhos forem bons, todo o nosso corpo terá luz” (Mateus 6:22)
Quando do quinto aniversário do acordo de Paris, os grandes mestres das Grandes Lojas e Leste da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Espanha, Paraguai, Peru, Portugal e o Uruguai tornou público um declaração conjunta alertando sobre o consequências das alterações climáticas.
;O acróstico VITRIOL é uma das primeiras coisas que o iniciador encontra em seu caminho para a luz. Durante a sua permanência no gabinete de reflexão tem a oportunidade de contemplar alguns símbolos ainda obscuros ao seu consciente, mas que começam a entrar e a romper a alma para finalmente se tornarem fundamentais na compreensão do caminho iniciático e no amadurecimento do Princípio. Espiritual.
;Entre esses símbolos, muitos dos quais de origem hermética, também se encontra este acróstico. Sua análise ocorre em vários níveis. Na verdade, se o analisarmos como acróstico, podemos considerá-lo como um “resumo” da trajetória maçônica e como uma pedra angular do simbolismo da Câmara de Reflexão.
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