Malhete Podcast

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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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  • ATUAÇÃO DA MAÇONARIA JUNTO À SOCIEDADE MODERNA

    Por Irmão Marco Antônio Peres.

    Em princípio julguei difícil delimitar a época definida como “Sociedade Moderna”, se é que devemos analisar as ações de qualquer entidade somente em um determinado tempo.

    Lembro-me de um artigo do dia 16 de abril de 2004, no jornal “Folha de São Paulo” – página A 14 – onde nele li uma notícia que cientistas da Europa, dos EUA e da África do Sul acharam a mais antiga “joia” da humanidade, feita de conchas. Provam que essas conchas perfuradas formaram um colar de contas, de 75 mil anos. Esse colar foi encontrado na caverna Blombos, África do Sul. Os cientistas afirmam que na Humanidade Moderna as contas têm muitas funções diferentes, todas eminentemente simbólicas. Linguagem totalmente sintática é, argumenta-se, um requisito essencial para compartilhar e transmitir. Afirma ainda o artigo, que essa nova descoberta ajudou os cientistas a decidir entre dois modelos explicativos de como surgiu esse comportamento humano moderno. Uma hipótese diz que o comportamento teria nascido na África ou Eurásia, numa época de transição, outra no próprio berço da Humanidade. Confirmando a segunda, fica a dúvida: quando o corpo e a mente se tornaram conjuntamente modernos. Uma coisa é certa, o colar de contas pode ser um adorno ou um símbolo de sacerdócio.

    Por estudos recentes, afirmam os cientistas, que o Universo está em decadência. Já dizia William Shakespeare (1564-1616): se é verdade que “o mundo todo é um palco”, então as luzes estão se apagando. Consta que o cosmo tem 13,7 bilhões de anos e constantemente se afirma que ele esta entrando em decadência, esta afirmação sempre é repetida pelos cientistas descrentes.

    Se os cientistas conseguiram provar matematicamente que o Universo nasceu de um Big Bang, eles ainda não conseguem provar quem acendeu o pavio.

    Mesmo que seja verdade que de uma certa época para cá o Universo esteja em decadência, pergunto: devemos ficar inertes a espera dos acontecimentos, sem tentarmos interferir no processo de melhora da Humanidade?

    Muitos maçons não foram omissos, a história prova isso, através de diversos registros pouco conhecidos.

    Nem sempre registros que não foram de enorme divulgação, devem ser desconhecidos pelos obreiros da verdadeira Arte Real.

    “Licurgo, Sólon, Numa e todos os outros legisladores políticos não puderam tornar suas Repúblicas duradouras. Embora sábios, suas leis não puderam estender-se a todos os países e todos os séculos. Baseadas nas vitórias e conquistas, na violência militar, na supremacia de um povo sobre outro, elas não puderam se tornar universais nem convir ao gosto, ao gênio e aos interesses de todas as nações. A filantropia não era de modo algum sua base. O amor falso de uma parcela de homens que habita um pequeno canto do universo, que chamamos de Pátria, destruía nessas repúblicas guerreiras o amor da humanidade em geral. – Trecho de um discurso feito pelo Irmão André Michel, Cavaleiro de Ramsay (1686-1743), lido em 26 de dezembro de 1736 e, com pequenas modificações, novamente, ele próprio, como Grande Orador, em 1737 na recepção aos Francos-Maçons. LEIA MAIS

    11 min
  • HERMES TRISMEGISTUS : MITO COM MUITAS FACETAS

    Há uma linha de transmissão na literatura hermética que está intimamente relacionada a Hermes Trismegistus. A partir do Egito, ele transmitiu impulsos importantes à Antiguidade, à Idade Média e ao Renascimento. A alquimia em particular voltou para ele mais tarde. E essa figura ainda é fascinante hoje.

    Hermes Trismegistus é uma figura lendária a quem nossa cultura ocidental deve muito. Essencialmente, trata-se de filosofia, medicina e alquimia, magia, astrologia e vários tipos de ciências secretas, disciplinas que podem ser designadas ao termo genérico de hermética. Desde as antigas associações de mistério, irmandades e comunidades de iniciação até os Rosacruzes, Engbünden e Maçons, ensinamentos de Hermes Trismegistus - «Trismegistos», «o três vezes maior», pelo motivo de ser também o maior dos filósofos, o sacerdotes e os reis do estado.

    8 min
  • A PALAVRA MÁGICA "DESCULPE"

    A palavra mágica desculpe, meus irmãos, é uma palavra que pode ser útil e orientada para o futuro. A palavra pode, em muitos contextos, significar a diferença entre reconciliação e briga, entre amor e ódio, e somos nós mesmos que decidimos como a palavra pode fazer seus poderes mágicos funcionarem.

    Um pré-requisito para que a palavra tenha um efeito mágico é que seja dita pela pessoa certa na hora certa. A palavra não é apenas importante para a pessoa com quem se fala, mas também para quem a diz. Pedir desculpas significa precisamente admitir a culpa e assumir a responsabilidade e a propriedade por um incidente ou situação. Além disso, um pedido de desculpas legitima e mostra respeito pelos sentimentos ofendidos da pessoa que recebe o pedido de desculpas. Para a pessoa que pede desculpas, a experiência fornece discernimento e autoconhecimento. Pedir desculpas alivia o peso de uma má consciência, restaura e forma a base para ambas as partes deixarem um incidente ou situação para trás e seguirem em frente. Leia mais

    7 min
  • SIR ARTHUR CONAN DOYLE E SHERLOCK HOLMES

    Sherlock Holmes, de nacionalidade britânica, nasceu em 6 de janeiro de 1854 e morreu em 1957

    Ele é um detetive fictício do final do século 19 e início do século 20 e apareceu pela primeira vez em uma publicação de 1887. Foi inventado pelo médico escocês e autor maçom Sir Arthur Conan Doyle.

    Holmes é famoso por sua habilidade em usar lógica e observação astuta para resolver casos. Ele é talvez o detetive de ficção mais famoso e um dos personagens literários mais conhecidos e universalmente aceitos.

    Conan Doyle escreveu quatro romances e 56 contos nos quais este assunto aparece. A maioria das histórias é contada por seu amigo e biógrafo John Watson, com exceção de duas delas narradas por ele mesmo e outras duas escritas na terceira pessoa.

    As histórias apareceram pela primeira vez em uma série publicada em uma revista, The Strand Magazine, e continuou a ser publicada por quase quarenta anos, abrangendo um período de 1878 a 1903 com uma história "final" em 1914.

    Muitos atores interpretaram Sherlock Holmes mais do que qualquer outro personagem e, em 1964, de acordo com o The Times, as vendas mundiais de suas histórias perdiam apenas para a Bíblia.


    11 min
  • O ENIGMA DO BAPHOMET

    Uma das acusações levantadas contra os Templários foi a de adorar um ídolo estranho. A maioria dos acusados ​​falava do busto de um homem barbudo, feito de madeira e metal, com olhos brilhantes e às vezes duas ou três faces. Essas imagens não foram ocultadas com atenção especial; no entanto, raramente foram exibidos. Por sua vez, os dignitários questionados falaram sobre ele e admitiram a sua existência, porém fornecendo descrições surpreendentes.

    É surpreendente que nenhum dos Templários questionados, nem dos subordinados ou dignitários, pensou em responder que as cabeças em questão eram relicários e não ídolos. O Templo de fato possuía um certo número de relíquias.

    O irmão Gaucerant, um sargento de Mont Pezat, deu um nome a esse ídolo. Era a cabeça de um homem barbudo parecendo Baphomet e ele foi informado de que somente isso poderia salvá-lo.

    O que foi e qual foi o seu significado?

    Pelo que sabemos, pode ser uma deformação, na língua do Languedoc, do nome Maomé. Na verdade, nesta região, as mesquitas eram chamadas de baphomeries. Acrescente-se ainda que na Idade Média se difundiram algumas imagens ou cabeças encantadas que eram consideradas animadas pelo demônio e que as pessoas chamavam, de fato, de "cabeças de Maomé". Mas geralmente não passava de pessoas autônomas destinadas a surpreender os pobres e aterrorizá-los.

    Em todo caso, não há dúvida de que no Templo, ou pelo menos nas casas provinciais, existiram algumas cabeças misteriosas.

    Se para os povos da língua de oc Baphomet correspondia a Maomé, para os Templários e para outros tinha um significado diferente. No portal da igreja de Saint Méry, no bairro dos Templários de Paris, um diabo com chifres, barbudo e alado, de feições bestiais, como aparece nas garras e sementes femininas, mostradas pelos seios, é designado pela tradição como Baphomet dos Templários.

    Para todos aqueles que, sejam crentes ou céticos, estudaram ainda superficialmente os livros da alquimia e os símbolos desta ciência, é evidente que o Baphomet de Santa Méry é um concentrado de símbolos alquímicos. Segue-se a hipótese de que mesmo as cabeças "em forma de Baphomet" possuídas pelos Templários foram constituídas pela união de vários símbolos e que alguns interpretaram como atos de adoração realizados pelos cavaleiros diante dessas cabeças, o que era apenas uma meditação coletiva. em símbolos e significado.

    A palavra Baphomet, portanto, tem um significado esotérico? Seria um batismo gnóstico de fogo e na verdade a maior solenidade dos Templários caiu no dia de Pentecostes, ou seja, o dia em que o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos na forma de línguas de fogo.

    Mas, nesse caso, o que representaria a cabeça? Para John Charpentier seria uma contração, caracterizada pela elisão de sete letras, de Bap (tiste-Ma) homet. Exceto que não era comum chamar João Batista simplesmente de Batista.

    O esotérico e escritor Gérard de Séde parece aproximar-se da verdade ao traduzir Bapheus meté, muito próximo de Baphomet, como "tintureiro da lua". Esse termo indica alquimicamente aqueles que podem transformar prata em ouro, ou seja, os seguidores que realizaram a grande obra.

    Em palavras mais simples, significaria “uma figura que oferece a solução para realizar o grande trabalho”.

    Isso provaria a existência dentro da Ordem de um colégio de alquimistas.

    Até o aspecto repugnante do ídolo faz parte das alegorias alquímicas, já que a "matéria-prima" da grande obra, que contém a beleza suprema, segundo os adeptos, é apresentada como vulgar, feia, escamosa e até nauseante.

    (retirado de: os mistérios dos Templários, de Louis Charpentier)

    6 min
  • A VIRTUDE DA PRUDÊNCIA

    Das virtudes maçônicas, a prudência exagerada é o que poderia ser inútil para si mesmo e para os outros. Para alguns, a própria palavra evoca imagens de abstêmios vitorianos olhando para qualquer coisa engraçada; para outros, a prudência cheira a cautela tímida e excessiva. É difícil imaginar a prudência incutindo um senso de confiança ou utilidade, e isso é uma pena, porque a prudência é exatamente o que os maçons precisam em tempos difíceis.

    Os filósofos gregos como Platão e Aristóteles consideravam a prudência a virtude que guia as outras, embora não pareça que a prudência caracterize todas as virtudes, é antes aquela que molda todas as outras.

    A palavra em si vem do latim prudentia e significa previsão ou sagacidade. É a qualidade de filtrar todas as ações pela porta da sabedoria e da experiência; é o oposto de agir precipitadamente ou como resultado de uma emoção descontrolada. Uma ação prudente é aquela que tem um resultado intencional, uma análise e uma direção direcionada de seus instintos básicos. Pode parecer abstrato, mas vamos considerar por um momento como este conceito é importante para promover a harmonia e não apenas na Loja.

    Sem prudência, os humanos se comportam como animais, sendo guiados por emoções e raramente obtêm bons resultados. É preciso pouco para perceber isso, basta olhar para o que está acontecendo nas redes sociais hoje. As pessoas atacam a raiva, o desprezo, o medo e o ódio; as pessoas vivem, agem e se expõem a partir de ações não filtradas, com reações não temperantes. O diálogo pacífico é quase impossível quando não há prudência, quando não se regem pela experiência e pela sabedoria para um fim útil. Quando passamos nossas ações voluntariamente pela porta da prudência, acessamos nosso eu superior e as riquezas das experiências de vida pelas quais passamos cuidadosamente, moldando cuidadosamente nossas ações; é assim que conseguimos obter o melhor resultado possível. Na verdade, a consciência das prováveis ​​consequências futuras de nossas ações é, em grande medida, a melhor parte da prudência.

    8 min
  • INTEGRAÇÃO MAÇÔNICA

    Por Irmão Sérgio Quirino.

    Muito em voga nos últimos anos, o termo “globalização” soa como possibilidade de encurtar distância nas áreas econômica, política e social.

    O avanço das novas tecnologias, principalmente na comunicação, fez o mundo parecer menor, o que também limita nossos horizontes de vida às telas de um computador.

    Se, por um lado, houve reconhecido ganho de acesso a longínquas e antes inacessíveis fontes de informação, por outro, estamos expostos a informações não fidedignas e, por vezes, maliciosamente publicadas. O pior é que acabamos nos seduzindo pela novidade em detrimento às nossas convicções. Aí é que surge o ufanismo maçônico.

    Não me refiro ao orgulho de ser Irmão, mas ao ufanismo dos que se regozijam excessiva e vaidosamente de serem maçons.

    Nesta condição, o iniciado perde o princípio, meio e fim de seu propósito maior: Tornar feliz a humanidade em ações concretas.

    A MAÇONARIA DISPONIBILIZA AO PROFANO UMA ESTRUTURA ADEQUADA PARA:

    INICIAR NOVA FORMA DE VER A VIDA

    ELEVAR-SE ACIMA DOS VÍCIOS DA VIDA

    SER EXALTADO COMO MODELO DE VIRTUDE PARA A VIDA

    Mas tudo isto perde o valor se não compreendermos que este processo nos transforma em “ferramentas” adequadas para atuar na sociedade do mundo real.

    Não somos Maçons da ou para a Maçonaria. Somos Obreiros da e para a sociedade!

    Como homens justos e de bons costumes, construtores sociais, artífices da Arte Real e demais títulos, devemos promover a integração da Maçonaria com todos os segmentos da sociedade que visem o bem comum.

    Comecemos em nosso lar, aproximando a cunhada e sobrinhos às entidades paramaçônicas. Vejamos em nosso bairro se há alguma entidade assistencial que possa ser atendida pela hospitalaria de nossa Loja.

    Procuremos nas Lojas de nossos orientes, Irmãos que pertençam a outras Instituições (Lions, Rotary, Escoteiros, etc...) para potencializar ações sociais pela união de força.

    Precisamos também nos aproximar de entidades religiosas, classistas e até mesmo políticas. Não nos cabe discussão de dogmas, mas o combate ao vício passa pela religação da criatura ao Criador. Na conscientização para o cumprimento de nossos deveres ampliaremos nossa condição de luta por direitos, seja qual classe for.

    A proibição de assuntos políticos em Loja deve ser limitada pautas de política partidária. Assunto apaixonante, mas, o que fazemos em Loja?

    Vencemos paixões e submetemos nossa vontade!

    Mas, não há como trabalhar para o progresso da sociedade sem entrelaçar braços fortes e pés bem direcionados em uma Cadeia de União, em prol da Política de Saúde, Política de Educação e Política de Segurança.

    PRECISAMOS NOS CONSCIENTIZAR DE QUE O TODO, INEVITAVELMENTE, SERÁ MAIOR DO QUE A SOMATÓRIA DAS PARTES.

    PODEMOS E DEVEMOS POTENCIALIZAR A MAÇONARIA PELA INTEGRAÇÃO.

    Atingimos quinze anos de compartilhamento de instruções maçônicas. Nosso propósito fundamental é incentivar os Irmãos ao estudo, à reflexão e tornar-se um elemento de atuação, legítimo Construtor Social.

    Sinto muito, me perdoe, sou grato, te amo. Vamos em Frente!

    Fraternalmente

    Sérgio Quirino

    Candidato a Grão-Mestre - GLMMG 2021/2024

    5 min
  • OS 7 PECADOS CAPITAIS

    Autor: Andres Alvarez

    No século XIV uma língua românica ganhou força na Itália sobre outros dialetos da região, desenvolvida na Idade Média, foi imposta graças ao prestígio de escritores importantes como: Francesco Petraca, Giovanni Boccaccio e Dante Alighieri.

    Mais de um século depois, com a ascensão de Maquiavel, ratifica a dignidade do toscano como uma "língua iterária" da Itália, a passagem da história à modernidade, dilui o toscano com o passar do tempo, deixando o italiano moderno como língua oficial.

    No centro desta revolução cultural estava A Divina Comédia, obra escrita por Dante Alighieri, este poema foi durante séculos o único meio de unidade intelectual e moral em uma Itália que se dividiu em vários estados e dialetos. Dante com seu trabalho, alcançou a unidade entre os italianos, todos deveriam de alguma forma entender a Toscana para entender em primeira mão o que Dante queria nos dizer com este poema.

    Quero trazer essa reflexão a este ponto, para compreender plenamente os pecados capitais, não podemos fazê-lo de uma perspectiva puramente conceitual, teríamos a forma, mas não a essência do significado; devemos fazê-lo desde o campo filosófico e teológico para alcançar a profundidade que desejamos. A obra que por excelência aborda os pecados capitais nesses sentidos é precisamente a Divina Comédia, sendo mais específico, o capítulo dedicado ao Purgatório. Leia mais

    10 min
  • INSULINA E DIABETES: POR QUE A EVOLUÇÃO NEM SEMPRE FUNCIONA A NOSSO FAVOR

    INSULINA E DIABETES: POR QUE A EVOLUÇÃO NEM SEMPRE FUNCIONA A NOSSO FAVOR

    (*) Por Michael Ormsbee, PhD ,  Florida State University

    Muitos hormônios podem desempenhar um papel na sua capacidade de armazenar ou queimar gordura ou fazer você se sentir com fome ou saciado. O professor Ormsbee explica como a insulina ajuda a regular a fome e como pode agir contra você.

    Insulina, hormônios e açúcar no sangue

    A insulina é um dos hormônios mais comumente conhecidos devido à enorme prevalência de diabetes em todo o mundo. Ela age no fígado, tecido adiposo e músculos e é um dos muitos hormônios necessários para o crescimento e desenvolvimento humano.

    A principal função da insulina é ajudar a regular os níveis de açúcar no sangue. Depois que você come e o açúcar no sangue começa a subir, as células beta do pâncreas secretam insulina, que ajuda a tirar a glicose do sangue e colocá-la nas células, onde pode ser armazenada ou usada como energia.

    Ao mesmo tempo, a insulina libera sinais para o cérebro de que você está alimentado. Isso pode funcionar como um sinal de saciedade, o que o ajudará a se sentir satisfeito. A insulina é um hormônio de armazenamento, o que significa que deseja armazenar tudo.

    Assim, não apenas armazena açúcar, mas também ajuda a armazenar gordura. Quando a insulina é liberada, ela ativa uma enzima chamada lipase lipoproteica, ou LPL, que não apenas move a gordura para dentro das células de gordura para armazenamento, mas simultaneamente inibe a lipólise ou quebra da gordura.

    Este processo é projetado para que você tenha um depósito de armazenamento de onde extrair energia durante os momentos em que não estiver comendo. Falando em termos evolutivos, os seres humanos nem sempre podiam simplesmente entrar em um supermercado e comprar comida quando estavam com fome; então, ele realmente atua como um mecanismo de proteção ou sobrevivência. Leia mais


    7 min
  • MITRAÍSMO, CRISTIANISMO E MAÇONARIA: A METAMORFOSE

    Irmão José Ronaldo Viega Alves

    INTRODUÇÃO

    Para quem tem alguma noção de mitologia greco-romana, o nome Jano, Janus ou Ianus pode soar familiar, assim como, para os que são afetos à literatura de um modo geral, é bem possível que já tenham se deparado com o seu nome.

    Em relação à Maçonaria, à sua história, ao seu simbolismo e às muitas influências que recebeu ao longo da sua existência, a maioria de nós se contenta em saber que, o período operativo foi um terreno fértil para o nascimento de muitas das tradições maçônicas. Mas, a considerar a quantidade de tradições e influências incorporadas no período citado, algumas delas dificilmente virão à luz nas instruções ministradas no Templo. Quando muito, poderão ser feitas alusões  por ocasião das apresentações de peças de arquitetura, isso conforme o tema abordado, é claro, pois, se a depender unicamente das leituras ou do interesse pela pesquisa relativas à história da Ordem, logo, logo, a discussão recairia na velha polêmica a respeito de que o Maçom não lê, o que, convenhamos,  numa época de polarizações não levaria a nada.

    Ianus, Janus ou Jano, deus mitológico romano, foi muito cultuado na época de Numa Pompílio, o segundo rei de Roma, o fundador dos “Collegia Fabrorum”, dos quais uma grande parte dos Maçons já ouviu falar, eis que, um Colégio dos Arquitetos seria uma das partes. Na visão de alguns estudiosos, antes dos colégios serem abolidos em definitivo, souberam transmitir e levar além suas tradições secretas, sendo muito provável que tivessem ido parar nas corporações profissionais europeias que floresceram e atuaram durante o período medieval na Maçonaria que entrou para a história como Maçonaria Operativa.

    Da religião mitraica, com fortes raízes no culto ao sol, emergiu o deus Jano, que foi bastante adorado no âmbito dos Colégios Romanos. Era um deus que possuía várias representações e as suas influências se fazem sentir até hoje na Maçonaria, principalmente no simbolismo que envolve as comemorações relativas aos solstícios, as quais perduram até hoje.

    Dando prosseguimento a esse trabalho que vai abordar os temas citados no seu título e que possuem uma ligação entre si, veremos primeiramente uma radiografia do deus mitológico Janus e suas representações, que não são poucas, e após, alguns aspectos inerentes ao seu culto e ao mitraísmo, de como esta religião teve muitas das suas práticas absorvidas pelo cristianismo e de como a Maçonaria também foi influenciada, onde irá surgir a origem do nome “Lojas de São João” e a relação que se pode encontrar com Janus.

    Os temas em pauta, por sua amplitude são passíveis de desdobramentos, o que faz com que acenemos para que os Irmãos interessados em estudar e pesquisar encarem o desafio de nos apresentem novos trabalhos. Leia mais

    21 min

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