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Por Robert W. Reinhardt III, 32
O que ser maçom significa para você? É apenas um título que você ganhou porque seu pai, irmão, tio ou amigo o foi? É apenas uma maneira de você se relacionar com os amigos ou, ultimamente, vê-los no Zoom? Você consegue se lembrar das três vezes em que foi questionado diante de seus irmãos maçons e declarou no que acreditava, demonstrou que seu coração era verdadeiro e provou que você tinha o que é preciso para se tornar um maçom? Três vezes desafiado por seu conhecimento, sua confiabilidade e sua disposição de se comprometer com certos princípios, um dos quais foi a ajuda de caridade para os necessitados? Você está cumprindo o que se obrigou a fazer?
A caridade vem em todas as formas diferentes. Estou aqui hoje porque alguém me deu mais do que dinheiro. Ele me deu uma vida para viver. Deixe-me explicar …
Numerosas e variadas hipóteses foram apresentadas para explicar a origem da Maçonaria. Para alguns estudiosos, eles voltariam para os Cavaleiros Templários e os Cruzados. Para outros, em vez de Euclides, Pitágoras e Rei Salomão. Para outros ainda, ao Colégio Romano, aos Mestres Comacini. Para alguns, até para a criação do mundo e para Moisés. Também vale a pena mencionar as origens dos mistérios, o culto a Mitra, os Rosacruzes, os Essênios e também a antiga cultura egípcia. Precisamente deste último consideraremos a relação entre o mito de Ísis e nossa Ordem.
De acordo com os antigos mitos da criação ilustrados nas imagens e inscrições hieroglíficas nas paredes das tumbas egípcias, inicialmente não havia nada além do oceano primitivo, chamado Nun ou 'não-ser'. Dentro deste oceano estão os potenciais de toda a criação. Atun, também conhecido como Rá, deus do Sol emergiu do caos de Nun, em cujas águas havia vivido inerte. De seu corpo criou outras divindades: das narinas, com um forte espirro, nasceu Shu, deus do ar, e da boca deu vida a Tefnut. Shu e Tefnut conceberam Geb, a terra masculina seca e Nut, o céu feminino úmido.
Primeiro encontramos a expressão "Justo e Perfeito" no livro de Gênesis, que descreve a história do Dilúvio. GADU, que é DEUS, lamenta ter criado o homem "O Senhor viu que era grande a maldade dos homens na terra e que todo plano concebido por seus corações não passava de mal" (6,5) e decide destruir a terra com um dilúvio de proporções incomensuráveis.
No capítulo 6, 9, lemos: "Esta é a linhagem de Noé. Noé era um homem justo e reto entre seus contemporâneos e andava com Deus.
Em Gênesis, capítulo 7, 1 o GADU diz: O Senhor disse a Noé: "Entra na arca com toda a tua família, porque te vi diante de mim nesta geração."
QUANDO ESTA EXPRESSÃO É USADA NA MAÇONARIA?
A expressão “JUSTO E PERFEITO” remonta às corporações medievais e à construção de catedrais. Como bons pedreiros eram muito procurados, havia muita rivalidade entre as guildas, de modo que muitas vezes eles até sabotavam o trabalho invadindo a terra do concorrente e cortando levemente a pedra já cúbica. Esta lesão era difícil de ver à primeira vista, mas quando a pedra teria sido utilizada na construção, teria feito a diferença, comprometendo aquela equipe de pedreiros e comprometendo a sua fama e imagem já que a forma cúbica das pedras, dependia do estabilidade dos edifícios.
Assim, ao final da jornada de trabalho, por ordem do Mestre ou de seu Auxiliar, um Guardião mediu a horizontalidade da obra com o nível, e outro mediu a perpendicularidade com o fio de prumo; se tudo estivesse em ordem, eles relatariam ao Mestre "Tudo está justo e perfeito". Na manhã do dia seguinte, a operação era repetida da mesma forma para evitar possível sabotagem noturna e se tudo estivesse " JUSTO E PERFEITO " e o trabalho pudesse começar.
Um ponto de vista
Na Loja o Aprendiz conhece o sinal que é dado no Templo para saudar. Na tradição, encontramos traços dessa saudação que remonta aos tempos em que os sacerdotes sacrificavam animais (geralmente cordeiros) nos templos para se insinuarem com a divindade. Os animais eram sacrificados matando-os com a mão direita, enquanto a mão esquerda mantinha a cabeça erguida.
Com a chegada do cristianismo, o sacrifício deixou de ser externo para ser internalizado. Em vez de sacrificar as bestas para encontrar a reconciliação com a divindade, nossos vícios devem ser suprimidos a fim de fazer esse trabalho de reconciliação.
E esse sacrifício necessário foi traduzido no ritual com a saudação do Aprendiz.
Portanto, o sinal da garganta representa a intenção de separar o aspecto lógico do emocional e passional. Ao realizá-lo, o maçom está informando aos outros e a si mesmo que é sua personalidade sagrada que está presente, com uma clara diferenciação entre o que ele pensa e o que sente.
É por isso que controvérsias ou argumentos nunca são permitidos nas Lojas, já que são gerados pelo domínio das emoções sobre a razão.
Ao trabalhar no Templo, cada membro alimenta seus irmãos com sua opinião para enriquecê-lo e ninguém pretende convencer seu vizinho com seus argumentos, pois ninguém se acha melhor que os outros. A saudação também representa um sinal de purificação, consciência do trabalho a ser realizado. É por isso que ao entrarmos no templo cumprimentamos três vezes (nas três luzes, o Venerável Mestre, o 1º e o 2º Vigilantes), para purificar pensamentos, desejos e atos.
No nosso dia a dia devemos tentar, pelo menos nos momentos relevantes, relembrando o sinal, agir sem deixar que a paixão controle as nossas ações.
Muito já foi escrito sobre a origem e o simbolismo da balaustrada do Templo.
A balaustrada é composta por uma sequência de pequenas colunas que sustentam um corrimão. Suas primeiras aparições datam dos Templos Assírios. As balaustradas não estão presentes nas construções gregas e romanas, mas reaparecem a partir do século XV, inicialmente nos palácios de Veneza e Verona, provavelmente influenciadas pela cultura árabe após o domínio muçulmano na Península Ibérica.
Seu uso mais amplo na Europa teve início no século seguinte, após sua adoção por artistas como Michelangelo.
No século XVI, as balaustradas foram amplamente utilizadas na construção de basílicas e catedrais, e posteriormente ganharam espaço na ornamentação de igrejas, servindo de delimitador entre a nave (oeste) e o presbitério (leste) em nível superior. É perto da balaustrada que os fiéis recebem a comunhão.
Para entender o motivo da presença da balaustrada nos Templos Maçônicos dos Ritos de origem francesa, é necessário fazer algumas considerações pertinentes sobre os Templos Maçônicos.
Como todo maçom sabe, a Maçonaria não nasceu nos templos. As primeiras lojas conhecidas não se reuniam em lugares sagrados, mas em quartos nos fundos ou acima das tabernas, hotéis, canteiros de obras, etc., lugares não muito sagrados e muito diferentes dos templos que conhecemos hoje.
Foi por volta da década de 60 do século XVIII que surgiram na Inglaterra os primeiros edifícios dedicados exclusivamente à atividade da Loja. A iniciativa desse movimento é atribuída a William Preston, James Heseltine e Thomas Dunckerley. Mas esses edifícios não eram chamados de Templos nem eram submetidos a cerimônias de consagração. Na verdade, até hoje eles não são chamados de Templos e não são sagrados porque retêm o significado original dos locais de encontro dos maçons. Eles são conhecidos como salas de lojas e são apenas salas de reuniões maçônicas, assim como quando eram realizadas, por exemplo, em tavernas.
Na mesma década, construções semelhantes começaram na Maçonaria francesa. Parece que o primeiro edifício construído exclusivamente para uso maçônico na França foi em Marselha, a cidade mais antiga daquele país, em 1765. A diferença entre a construção de edifícios maçônicos na Inglaterra e nos Estados Unidos em comparação com a França no século 18 estava em o fato de a França ser um país predominantemente católico e a influência religiosa desempenharam um papel fundamental no design e na decoração desses edifícios.
A influência católica na Maçonaria francesa é encontrada, por exemplo, no uso do termo "Templo" e na maneira como foi inaugurado por meio de uma cerimônia de consagração, um costume comum à Igreja Católica Apostólica Romana, mas inexistente na muitas outras igrejas. Não era originalmente uma prática maçônica, mas apenas religiosa.
Essa influência também é evidente na arquitetura do próprio Templo.
Tradicionalmente, as portas que davam acesso à Sala da Loja (Templo) não podiam ser localizadas no eixo da Loja voltado para o leste (Leste). Foi o que aconteceu com as lojas britânicas e americanas. No entanto, a Maçonaria francesa adotou uma porta central, assim como nas igrejas. Outra característica é o piso de loja, originalmente com Leste e Oeste no mesmo nível e apenas as posições do Venerável Mestre, 1º e 2º Vigilantes elevados em degraus. Porém, a Maçonaria francesa, também copiando a arquitetura da igreja, adotou a elevada oriental e ladeada por balaustradas.
Fonte: Athanor
Por B. Empler
Apesar da boa saúde, do conforto da vida moderna e da segurança de uma renda suficiente, muitas pessoas hoje estão insatisfeitas com a rotina e a superficialidade da vida moderna e estão tentando se conectar com verdades mais profundas e fundamentais. O que procuramos para tornar nossa vida interessante? Uma ruptura com a monotonia. Ficar o tempo todo trancado em um escritório pode ser quase insuportável e claustrofóbico. Passar pela vida seguindo a mesma rotina enfadonha com atividades ocasionais de fim de semana todos os dias pode ser extremamente insuficiente. Alargar o nosso horizonte torna a nossa vida mais interessante e dá-nos uma sensação de liberdade. Uma aventura espiritual. Aprender e descobrir coisas novas, trocar ideias, fazer amizades, estudar diferentes culturas é uma jornada excitante, inusitada, imprevisível, que sempre acaba sendo uma experiência ou encontro interessante. Uma vida plena gira em torno da constante curiosidade e sede de conhecimento. Quando envelhecermos, devemos ser capazes de olhar para trás em nossas vidas com alegria e apreciar as oportunidades que aproveitamos para explorar o vasto mundo ao nosso redor.
Uma perspectiva mais ampla. Ao abrir os olhos e a mente para descobrir diferentes pessoas e culturas, em um espírito de tolerância, somos capazes de nos enriquecer. Algo que é considerado inaceitável para nós pode ser uma ocorrência diária em outra cultura. Só porque fomos criados para acreditar em um determinado conjunto de crenças não significa necessariamente que isso seja correto.
Em nossa trajetória maçônica existe um vasto histórico de artistas deixando o seu legado, e nesta presente matéria escolhemos Rembrandt, autor de diversas obras marcantes que foram e ainda continuam sendo objeto de estudo para a compreensão da filosofia e simbologia maçônica.
Rembrandt van Rijn nasceu em Leyden, na Holanda, no dia 15 de julho de 1606; sempre foi apaixonado por pintura e com muito esforço foi matriculado na Universidade de Leyden, permanecendo apenas 9 meses e logo em seguida ingressando no atelier do pintor Jacob Isaaksz quem o ensinou diversas técnicas e formas de preparar as tintas; em 1623 foi para Amsterdam onde estudou e frequentou o atelier do pintor romancista Pieter Lastman, que o inspirou em suas pinturas e também a mais tarde abrir o seu atelier em Leyden. Em 1631 retornou a Amsterdam criando outro atelier, o qual se tornou o maior da Europa, com obras extremamente conhecidas, por exemplo, "A lição de Anatomia do Dr. Tulp", "Filósofo em Meditação", "A Ronda Noturna". Conhecido por suas obras com temáticas religiosas como, a "Tempestade no Mar da Galileia" e também por seus diversos autorretratos.
O SIMBOLISMO ATRAVÉS DE SUAS OBRA
Marcado por detalhes simbólicos, que mesmo após anos continuam a intrigar muitas pessoa representava sempre o seu credo na Maçonaria de uma maneira única, onde, além de ressaltar detalhes geométricos, esquadro e o próprio triângulo, símbolo marcante maçônico, ele também trazia técnicas com pontos de iluminação representando a luz divina no caminho de constante peregrinação. Outra explicação apontada é que também representa luz do conhecimento contando também com a simbologia esotérica (com detalhes místicos ou religiosos) a fraternidade entre os Irmão (representados através de abraços, mãos próximas e união outra característica de grande ênfase é a da autoconsciência salientada a cada autorretrato (com os dedos sempre escondidos trazendo o significado uma disposição interna para fé), que para a Maçonaria representa autoconsciência (estar constante reflexão e evolução buscando a perfeição), fato esse de extrema importância para ingressar na Ordem.
Fonte: Revista Luzes
(Ordem através do Caos)
Essa frase latina é encontrada em diversos idiomas, associações e entre elas a Maçonaria, no seu Rito Escocês Antigo e Aceito e no seu mais alto grau, o 33.
É uma frase interessante. É enigmática. Qual a análise que devemos fazer para entender o porquê de seu uso e principalmente na nossa Ordem.
“Ordem pelo caos” ou “através do Caos”.
Uma associação tão cuidadosa com os seus Ritos, com seus conceitos de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade, assenhorar-se dessa frase, nos dá motivo para o inicio de uma reflexão profunda.
Sem muito “salamalé”, cinismo, ou hipocrisia, retrocedamos no tempo e veremos a assertiva da frase sendo posta em prática pelo Criador.
O que foi o Dilúvio, senão o uso do caos para o surgimento de uma nova Ordem?
O que foi o surgimento de Bizâncio, de Cesar, de Stalin, de Hitler, de Castro e outros e outros, que levaram a humanidade ou seus próximos ao caos...
Estamos vivendo momentos que nos parecem conhecidos, mostrados historicamente como o da “lendária” Sodoma e Gomorra, ocasião em que novamente, e de forma mais direta, a manifestação da Força levou ao caos para ressurgir uma nova ordem.
Estarmos, nesse momento, vivendo a véspera de um novo acontecimento que levará nosso mundo ao caos.
A nossa sociedade em sua quase maioria está, ou corrompida ou viciada, em todos os sentidos e parâmetros. Isso é facilmente verificado em todos os locais onde o ser humano se encontra. Numa primeira observação temos um fato real bem à amostra, o ser humano ou grande parte dele se corrompeu.
Herdamos uma sociedade que após muito sangue derramado conseguiu chegar ao que denominamos de Democracia e esta foi se desgastando a ponto de não mais funcionar como se imaginava alhures.
Talvez a Estátua da Liberdade seja a escultura de raiz maçônica mais famosa de nossa história recente da arte. Linhas arejadas, magníficas na concepção, obra-prima da engenharia. Uma figura colossal em que a luz de sua tocha se derrama até os confins do mundo. Bandeira da liberdade para todos os homens, independentemente do seu credo e da sua origem, um símbolo por excelência da verdade, tolerância e justiça que se ergue à entrada do porto de Nova Iorque, voltado para a Europa, um monumento axiológico da civilização ocidental contemporânea.
Sua ascendência sincrética a torna herdeira de deuses antigos, como Ísis do Egito, Ishtar da Babilônia ou Astarte grego. Seu rosto hierático e um tanto arcaico teria sido inspirado no da mãe do artista ou nos traços de uma das belezas da época, Isabella-Eugénie Boyer, esposa do rei das máquinas de costura, Isaac Merrit Singer. Vestido com uma tiara de sete pontas, disposta em semicírculo, com um arco celestial de cento e oitenta graus, que transcende os sete continentes e os sete mares. Na mão esquerda segura a tábua da Lei, cujos caracteres em algarismos romanos comemoram a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América: "JULHO IV MDCCLXXVI". A seus pés, já quebrados, as correntes nos remetem à emancipação humana. Os três degraus do pedestal sobre o qual repousa correspondem aos três graus maçônicos: Aprendiz, Companheiro e Mestre. Assim, o pedestal sobe por sua vez sobre uma base em forma de estrela irregular com onze pontas.
A Estátua da Liberdade é a obra-prima de um artista visionário e maçom universal: o escultor Frédéric Auguste Bartholdi (Colmar, 1834-Paris, 1904).
Parece que o projeto para levantá-la foi forjado no verão de 1865 durante uma noite na casa do jurista e político francês Édouard René de Laboulaye (1811-1883), em Glavigny, perto de Paris, onde parece que Oscar e Edmond de Lafayette também estiveram presentes, descendentes do famoso marquês de mesmo nome, o historiador e maçom Henri Martin (1810-1883), e o próprio Bartholdi. Foi Laboulaye quem teve a ideia de que os franceses deveriam oferecer um monumento aos Estados Unidos para comemorar o centenário da independência americana e como testemunho da já antiga aliança entre os dois países. Pensou-se que esse gesto escondia a intenção de sublinhar o contraste entre as liberdades norte-americanas e o regime repressivo do Segundo Império Francês. Seja como for, o jovem Bartholdi foi seduzido tanto pela grandeza da ideia como pelo desafio que tal execução representava para o seu talento.
Apesar de estarem separados por seis décadas, os militares maçons Harry Billinge e Mark Ormrod estão unidos na Fraternidade.
Em março de 2020, dois homens de gerações diferentes, mas com experiências semelhantes, foram premiados com o MBE . (Membro da Mais Alta Ordem do Império Britânico). Ambos eram veteranos militares que sofreram traumas inacreditáveis durante a guerra - Harry Billinge no Dia D em 1944, Mark Ormrod em Helmand em 2007. Eles passaram os anos seguintes dedicando tempo e energia a outras pessoas e participando de iniciativas de caridade. Ambos também são maçons. Conversamos com Harry e Mark sobre suas carreiras militares, seu trabalho de caridade e a importância da Maçonaria para suas vidas.
HARRY BILLINGE MBE, 95
Já se passaram quase 77 anos desde que Harry Billinge pousou em Gold Beach na madrugada de 6 de junho de 1944. Mas mesmo com a distância de sete décadas, ele pode cair em lágrimas quando pensa sobre o que testemunhou no Dia D.
Harry seguiu seu pai e irmãos no exército em 1939, recusando a chance de ser um oficial alistado e, em vez disso, servindo como sapador na Royal Engineers. Ele tinha apenas 18 anos no Dia D, quando se tornou um dos quatro em sua unidade a sobreviver ao desembarque e subsequentes batalhas na França. Ele rejeita qualquer tentativa de descrevê-lo como um herói, oferecendo apenas pensamentos rígidos sobre o horror da batalha.
‘Não há palavras para descrever aquele dia terrível’, diz ele. 1660 homens britânicos morreram na Normandia, e isso causou uma impressão terrível em mim. O mar no Dia D estava vermelho de sangue humano. Ainda traz lágrimas aos meus olhos. '
Embora Harry tenha agora 95 anos, ele ainda passa todos os dias se esforçando para garantir que os caídos nunca sejam esquecidos. Sua energia está concentrada em levantar fundos para o Memorial da Normandia Britânica, que será localizado em um campo com vista para Gold Beach. Gravado na pedra estará o nome de cada indivíduo que morreu servindo em uma unidade britânica durante a Batalha da Normandia.
Desde 2018, ele tem sido uma presença regular em sua rua principal em St Austell, Cornwall, coletando fundos e criando consciência para o memorial. Ele arrecadou mais de 25.000 libras e exibiu uma dedicação que inspirou outros arrecadadores de fundos - apelidado de Exército de Harry em homenagem a sua implacável figura de proa.
Harry chegou à Cornwall tendo lutado em Londres após sua dispensa do exército. Ele não conseguia dormir à noite e, em vez disso, andava pelas ruas de Petts Wood e Chislehurst. _ Ainda estava me assombrando, _ diz ele. _ Eles chamam isso de fadiga de batalha. Meu país me ensinou como matar pessoas e, quando você faz isso, tem que conviver com isso. "Ele encontrou um pouco de paz na Cornwall.
Lá ele abriu uma barbearia, trabalhando com sua tesoura até se aposentar aos 83. Ele também se apresentou como leitor licenciado na Igreja Anglicana, pregando em 44 igrejas diferentes, incluindo até cinco a cada domingo. LEIA MAIS
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