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Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto para os ouvidos do entendimento.
Às vezes, os Aprendizes, ao se depararem com suas perguntas, obtêm apenas o silêncio como resposta dos Mestres.
Aprendizes tateiam no escuro em busca de conhecimento. Quando estão sem guia, aventuram-se sem regras em busca de informações. Assim, eles começam a filtrar conceitos e muitas vezes opiniões erradas, enquanto os Mestres continuam a não responder e a se entrincheirar em seu orgulho hierárquico. Mas isso é apenas vaidade.
As respostas que deveriam ter sido dadas pelos Mestres são buscadas em outro lugar, com o resultado que os Aprendizes podem se descobrir tendo o treinamento errado.
Costumo ouvir as pessoas dizerem "... não tenha pressa em entender ... Não coloque os pés pelas mãos ... você tem que esperar ...". Eles são apenas Axiomas!
Sufocando a vontade de aprender, às vezes deixamos de perceber que, com uma expressão que consideramos sábia, estamos violando o direito à liberdade de buscar e compreender.
Os Mestres são responsáveis por conduzir e ensinar, dando vazão à fonte sedenta no momento oportuno. Silenciar um Aprendiz, por meio de citações "sábias" e de um mundo passado, não é uma atitude correta do Mestre. O Mestre deve reconhecer o potencial de cada discípulo e estimulá-lo conforme estabelecido em cada grau. Não existem limites intransponíveis para quem quer saber. Preferir que os Aprendizes permaneçam na ignorância é tentar subverter os princípios da própria Ordem, sem considerar que as respostas não obtidas, no mundo globalizado da informação, serão buscadas em outro lugar e sem a devida orientação; os Aprendizes se convencerão de que encontraram suas respostas, às vezes gerando uma cadeia ininterrupta de ignorância. A tarefa dos Mestres é formar homens de livre pensamento, de livre arbítrio que não devem pensar com o filtro dos dogmas dessa razão. Afinal, apenas aqueles que têm ouvidos para entender assimilam o conhecimento, ou seja, aqueles que alcançaram o entendimento em nosso universo de informações. Os mestres devem ter cuidado ao avaliar o conteúdo das perguntas e a capacidade do ouvinte, incentivando aqueles que desejam aprender e direcionando-os para o melhor caminho. Eles devem observar os pensamentos dos Aprendizes como o fazem com as crianças aprendendo a falar, corrigindo-os, ensinando-lhes as palavras corretas e eles terão o prazer de ver um maçom crescer.
Um Mestre não é humilde quando não é o senhor daquele orgulho que o faz permanecer apegado à hipocrisia das distinções em qualquer nível. Este Mestre nunca será senhor de si mesmo. Não se torna Mestre ao adquirir o terceiro grau simbólico, e não se deve esperar respeito apenas por esta condição, ou seja, apenas pelo fato de ser hierarquicamente superior ... Os Mestres devem demonstrar sua superioridade através do domínio efetivo de seu conhecimento e seu orgulho.
Já não é tempo de ficar repetindo "... no meu tempo" e outros clichês que não só já não têm base na pedagogia, mas sobretudo porque "aqueles tempos" não podem mais voltar.
O mundo da informação, como já salientei muitas vezes, mudou. Nosso desafio é outro: devemos ajudar os Aprendizes a administrar o mundo da informação. Deixando-os sozinhos, não teremos cumprido nosso dever senão ocultar, talvez, nossa própria falta de conhecimento.
A Arte Real só será mantida se for bem transmitida e administrada com pureza ritualística, conforme exigido pelos procedimentos de iniciação. Essa é a grande responsabilidade.
Ser professor é, literalmente, professar ensinamentos e isso requer responsabilidade, respeito e compromisso.
E esta é a única maneira que podemos verdadeiramente demonstrar que alcançamos a Maestria, certamente não usando uma bandana. Não basta usar o hábito para ser monge.
BUSCA: 1. Ato ou efeito de buscar. 2. Procura com o fim de encontrar alguma coisa.
VERDADE: 1. Conformidade com o real; exatidão, realidade. 2. Franqueza, sinceridade. 3. Coisa Verdadeira ou certa. 4. Princípio certo. 5. Caráter, cunho. 6. Representação fiel de alguma coisa da natureza.
FILOSOFIA etimologicamente, a palavra significa: amor da sabedoria. Segundo o “Aurélio”, é um estudo que se caracteriza pela intenção de ampliar incessantemente a compreensão da realidade, no sentido de aprendê-la na sua totalidade, quer pela busca da realidade capaz de abranger todas as outras, o Ser (ora “realidade suprema”, ora “causa primeira”, ora “fim último”, ora “absoluto”, “espírito”, “matéria”, quer pelo instrumento capaz de apreender a realidade, o pensamento (as respostas às perguntas: que é razão? O conhecimento? A consciência? A reflexão? Que é explicar? Provar? Que é uma causa? Um fundamento? Uma lei? Um princípio? Tornando-se o homem tema inevitável de consideração.
O filosofo não perde sua capacidade de observar as coisas. O filosofo é uma louvável exceção, capaz de nunca se habituar completamente com este mundo. Para o filósofo o mundo continua a ter algo incompreensível, enigmático e secreto. Os filósofos e as crianças têm, portanto, uma importante característica comum: são receptivos e sensíveis.
A filosofia nasceu por volta de 600 a.C., terminava com a visão mitológica do mundo. Devemos registrar que esta evolução, como tudo, foi lenta e gradual. Por volta de 700 a.C. Homero e Hesíodo haviam registrado por escrito boa parte do tesouro da mitologia grega. Isto levou a uma situação completamente nova, pois poderia se discutir sobre eles. Os primeiros filósofos criticaram a mitologia descrita, porque eles, os deuses, ali representados, tinham muitas semelhanças com os homens. De fato eles eram exatamente tão egoístas e traiçoeiros como qualquer um de nós.
Por Irmão Juliano Augusto Rodrigues
Desde março de 2020 a humanidade tem experimentado tempos sombrios, e agora como opinar sobre a volta ou não das sessões presenciais em nossos templos? A verdade é que com o advento da pandemia no Brasil, nós, de mãos dadas com o resto do mundo, nos flagramos perdidos, sem ter em quem acreditar, até agora, diante das vacinas, as opiniões divergem, desde o mais céticos até o mais crentes há quem diga que não vai tomar a vacina produzida pela China em parceria com o Instituto Butantan. Há quem acredite em tudo e há quem não acredite em nada.
Queridos Irmãos!!!
Esse mês de março não tem sido fácil. Infelizmente esse vírus tem nos afetado de todas as maneiras, muitas perdas de pessoas queridas e próximas, desequilíbrio emocional e muitos outros estragos.
Participo de vários grupos de WhastApp da nossa Ordem, e percebi muitas discussões e desentendimentos entre Irmãos, em razão dos problemas decorrente dessa questão sanitária.
Pensando em como contribuir para distencionar o clima, fiz um texto e postei nos grupos, para pelo menos chamar os Irmãos para uma reflexão: Segue o texto: “Meus queridos Irmãos!!! Nunca foi tão necessário e importante o exercício das sete virtudes Celestiais: Três teologais; Fé, Esperança e a Caridade (Amor). Elas nos tornam capazes de conhecer e amar a Deus. Elas são virtudes inteiramente voltadas para Deus. Quatro cardeais: Prudência, Justiça, Fortaleza e Temperança. O momento é tenso e, todos obviamente muitos preocupados com a situação. Vamos elevar nossos pensamentos ao G.’.A.’.D.’.U.’. para amparar e proteger a todos nós e nossos familiares. Solidarizo-me com todos os Irmãos e todas as famílias que perderam pessoas próximas. Força e Fé!!!”.
Agora aproveito este espaço e reitero a necessidade nossa de buscar forças e os ensinamentos de nossa Ordem, para juntos atravessarmos essa tempestade. Principalmente nos ancorando nas sete Virtudes Celestiais.
O Que é Virtude?É uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples potencialidade ou uma aptidão para uma determinada ação boa: Trata-se de uma verdadeira inclinação. É a capacidade do ser humano a praticar o Bem
As três Virtudes teologais, simbolicamente representada na escada de Jacó, são fundamentais na nossa caminhada. Todas as dificuldades que existirão no nosso caminho, serão superadas com Fé, Esperança e Caridade.
Essas virtudes teologais nos liga diretamente a Deus, ao Grande Criador de todas as coisas, e nos dá a força necessária para superar os desafios e sabedoria para fazermos as melhores escolhas. Todos nós somos homens de Fé e, sabemos que para subir nos degraus da escada de Jacó, precisamos exercitar essas virtudes. A Fé em Deus todo poderoso; a Esperança de dias melhores e Amor ao próximo.
As Virtudes Cardeais, conforme a Bíblia Sagrada, no Livro da Sabedoria, Capítulo 8, Versículo 7 ("E se alguém ama a justiça, saiba que as virtudes são frutos da Sabedoria: ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza, que são os bens mais úteis na vida"), as quatro virtudes cardinais (ou virtudes cardeais) polarizam todas as outras virtudes humanas. O conceito teológico destas quatro virtudes foi derivado inicialmente do esquema de Platão e adaptado por Santo Ambrósio de Milão, Santo Agostinho de Hipona e São Tomás de Aquino.
Segundo a Doutrina da Igreja Católica, elas "são perfeições habituais e estáveis da inteligência e da vontade humanas, que regulam os nossos atos, ordenam as nossas paixões e guiam a nossa conduta segundo a razão e a fé. Adquiridas e reforçadas por atos moralmente bons e repetidos, são purificadas e elevadas pela graça divina". São elas:
Por Irmão José Ronaldo Viega Alves
INTRODUÇÃO
Não é para ser um estudo de cunho matemático, muito menos um estudo à luz da numerologia, pois, como veremos durante o desenvolvimento deste trabalho, o que será apresentado versará acerca dos números 1, 2, 3 e 4, com a finalidade de ilustrar um pouco mais sobre o assunto e até desmistificar o que for necessário. Antes, porém, penetrar no universo concernente aos números, conhecendo um pouco da sua história e dos seus mistérios, o que é sempre fascinante.
No Ritual do Grau de Aprendiz Maçom constam cinco instruções, sendo que, a Quinta Instrução é direcionada ao aprendizado do simbolismo dos quatro primeiros números.
A Maçonaria Simbólica compreende os três primeiros Graus, o de Aprendiz, o de Companheiro e o de Mestre. Dentro dessa escala há números específicos a ser estudados em cada deles.
Na verdade, considerando as muitas influências que a Maçonaria recebeu ao longo da sua existência, é certo que uma parte delas pelo menos, tem raízes em fontes bastante antigas tais como as escolas pitagórica e cabalística, onde o estudo dos números já possuíam grande relevância, e também essa outra fonte que é a Bíblia, onde aparecem números aos quais são atribuídos significados especiais.
Afora algumas leituras eventuais da 5ª Instrução do Ritual do Aprendiz, dificilmente seremos contemplados com explanações extras concernentes aos números, seja no período de Instrução ou durante a apresentação dos trabalhos do Grau. Não é uma crítica exatamente e sim uma constatação: no Grau de Aprendiz Maçom, quando muito, o que se faz são leituras muito esporádicas dessa Quinta Instrução, e se avançarmos em direção aos outros dois Graus, parece que é pouco mais que nada. Nós Maçons, e utilizando aqui do simbolismo da régua de 24 polegadas, devemos dispensar uma parte do tempo para ler e reler nossos Rituais, fazer leituras complementares, estudar mais, esse é o caminho, até porque, isso servirá para justificar a nossa condição de Maçons especulativos.
De acordo com alguns estudiosos da ordem Maçônica, o Avental representa o trabalho, o labor, a labuta do Maçom desde a cerimônia de Iniciação, até os trabalhos cotidianos nas Oficinas.
O Avental tem sido um dos artefatos mais antigos do vestuário humano na Maçonaria, não somente para cobrir partes do corpo ou protegendo-o, mas também serve como adorno.
Nessa linha, o Avental usado pelos Maçons Operativos era de couro de novilho ou ovelha, blindando a parte frontal do corpo.
Na evolução da Maçonaria Operativa para a Especulativa, a praticada nos dias atuais, o Avental foi considerado não só como amparo, mas como adorno à veste do Maçom, representando o trabalho intelectual dos Maçons modernos.
Podemos citar como exemplo, que ao final de uma cerimônia de iniciação, o V.:M:. entrega o Avental branco ao Mestre de Cerimônia, para com ele possa revestir o neófito, e faz a seguinte recomendação: “Recebei este Avental, a mais honrosa insígnia do Maçom, pois é o emblema do trabalho, a indicar que devemos sempre ser ativos e laboriosos. Sem ele não podereis comparecer às nossas reuniões”.
Autor: Carlos Francisco Ortiz
A história da humanidade se caracterizou pela exploração do homem pelo homem. Guerras, torturas, genocídios e uma lista interminável de atos miseráveis do homo sapiens, que revelam que a capacidade racional não faz inteligência.
A própria vida humana é tentativa e erro, no entanto, existem erros e horrores, e essa é a diferença notável entre as ações do leigo e as ações do maçom.
Neste mundo de horrores - mais que erros - produto da ignorância em que se busca manter o ser humano com propósitos e interesses muito sinistros, está o iniciado na luz maçônica, que trabalha no conhecimento de si mesmo buscando o “despertar” para conseguir ver a realidade do mundo além dos fenômenos que impressionam os sentidos e entregam uma falsa imagem da realidade, como ilustrado notavelmente no mito da Caverna de Platão: “as sombras são a realidade dos prisioneiros, mas não são representações precisas do real mundo ".
Por Irmão Luciano Azevedo
O ato de cuidar - junto com o conceito intimamente relacionado de compaixão - é uma das idéias mais aceitas em toda a humanidade. Seja o budismo ou o islamismo, o hinduísmo ou o cristianismo, o jainismo ou o taoísmo, o siquismo ou o judaísmo, o baha'i ou o confucionismo, diversas crenças compartilham esse valor fundamental de que cuidar é fundamental para qualquer indivíduo viver uma vida plena. Isso é notável quando reconhecemos que seus ensinamentos muitas vezes divergem obviamente, senão entram em conflito violento.
A Maçonaria fornece ferramentas de trabalho metafóricas que somos encorajados a usar para melhorar a nós mesmos e o mundo ao nosso redor para criar beleza e perfeição. Falamos sobre as ferramentas de trabalho em termos brilhantes e as vemos como instrumentos para moldar a pedra ou silhar perfeito, para formar ângulos retos perfeitos e para alisar a superfície áspera. As ferramentas de trabalho às vezes variam, seja o malho comum, régua de vinte e quatro polegadas, esquadro, compasso, nível, prumo, lápis, alavanca, etc... Cada um recebe uma descrição floreada e quase infalível em nossos rituais e palestras, mas alguém apontou o lado negro das ferramentas de trabalho, a natureza destrutiva inerente a cada uma delas e dentro de nós?
A dualidade faz parte de todos os aspectos da vida e é especialmente pronunciada na Maçonaria. Para cada positivo, existe um negativo. Extremos que parecem diametralmente opostos, mas não podem existir um sem o outro. Bem e mal, claro e escuro, quente e frio, para cima e para baixo, as justaposições são infinitas, mas necessárias para a nossa compreensão da existência. O mesmo ocorre com nossas ferramentas de trabalho; os instrumentos que veneramos como ferramentas para criar perfeição podem, nas mãos erradas, ser instrumentos de destruição total e danos a nós mesmos e àqueles ao nosso redor. Leia mais
Por Maynard Edwards
Em março de 1904, um americano "não muito alto" com uma mecha desordenada de cabelos escuros ondulados e olhos cinzentos hipnóticos chegou a Londres para começar uma corrida de seis semanas no famoso Teatro Hippodrome. Sua presença foi anunciada nas ruas com folhetos de cores vibrantes e pôsteres colados em praticamente todas as superfícies planas, todos exibindo um único nome: Houdini!
Da Hungria a Houdini
Nascido Erik Weisz em Budapeste em 1874, Houdini era filho de um rabino e um dos sete filhos. Em 1874, a família emigrou pela primeira vez para Wisconsin e depois para Nova York em 1887. O jovem Erik (que já havia americanizado a grafia de seu nome para Erich) tornou-se mágico profissional em 1891, adotando o nome artístico de "Harry Houdini" ( o nome foi uma homenagem ao mágico Jean Eugene Robert-Houdin).
Houdini subiu ao palco da Ilha Coney com seu irmão “Dash” sob o nome de The Houdini Brothers, mas em 1894 Harry conheceu a também performer Wilhelmina “Bess” Rahner, com quem se casaria. Ela substituiu Dash como assistente de palco de Harry, um papel que ela manteria ao longo de sua carreira.
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