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By Luiz Sérgio F. CastroHistory
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  • A INICIAÇÃO É DE SUMA IMPORTÂNCIA PARA O MAÇOM!

    Por Irmão Sandro Pinheiro

    A Iniciação é de suma importância para o maçom e para todos aqueles que, por força da lei de evolução, foram movidos a bater às portas de um Templo, em busca de Luz. A Maçonaria não é composta por pessoas perfeitas, mas por aqueles que entendem que precisam se aperfeiçoar, e por isso lhe batem à porta. Estamos a todo instante identificando aspectos de nossa personalidade que poderão ser aprimorados.  Esse será o eterno lapidar de nossa pedra.  Quando falamos que a Maçonaria, antes de tudo é uma Escola de Iniciação, é porque, como tal, visa, através de seus ensinamentos e da “séria conduta de seus membros”, iniciar uma ação de preparação da personalidade (parte material - lapidar da pedra bruta), a fim de que aflore a individualidade (parte espiritual), o despertar do Mestre Interno de cada um.   É no operoso desbastar da Pedra Bruta que se descobre o poderoso ser que existe dentro dá cada um. O ser humano é capaz de grandes realizações, porém, é necessário que busque despertar dentro de si o poder existente. Somente com estudo e perseverança poderá construir esse novo homem que vive escondido dentro das asperezas do seu íntimo. Com certeza será um novo obreiro a trabalhar conscientemente para a melhoria do gênero humano, pregando a paz e a concórdia dentro do seio da Maçonaria, “levantando Templos a virtude e cavando masmorras aos vícios.” De nada adianta descobrirmos que em nosso interior há uma pedra bruta, se essa pedra não é tocada, não tem a sua rusticidade conhecida, se nada fazemos para seu polimento. Esse polimento é pesado, o desbaste das arestas, dos excessos, é doloroso, mas necessário, para fazer crescer aquele que encontrou dentro de si o que o diferencia dos demais animais: A pedra oculta, isto é, a inteligência, a capacidade de raciocinar, de discernir entre o certo e o errado, de dominar o desejo pessoal, de vencer paixões e submeter vontades.

    10 min
  • BASE E AÇÃO

    Acredito que nós maçons em nosso ciclo de aprendizado interno temos dois grandes objetivos:

    Assimilar os ensinamentos dos três graus simbólicos, que são transmitidos em sessões especiais; e

    Confirmar, durante este estágio, nas outras sessões, dois princípios básicos que foram considerados, aceitos por nós, antes de nossa iniciação: crença em um ser superior e a existência da continuidade da vida.

    Acredito também que devemos aprender esses ensinamentos para praticar. Essa é a ação que devemos exercer.

    DO APRENDIZADO - OS INSTRUMENTOS DOS TRÊS GRAUS:

    O aprendizado na simbologia dos Instrumentos: como os maçons devem interpretá-los e entendê-los:

    12 min
  • EMPATIA: Que sentimento é esse?


    Nos últimos tempos temos ouvido falar bastante esse termo, até em razão do momento em que estamos atravessando as pessoas tem o utilizado muito.

    Empatia é diferente de ser simpático.

    A empatia é um sentimento além, é quando a pessoa se coloca no lugar do outro. Podemos chamar de compreensão. Respeitar e entender os sentimentos da outra pessoa.

    A empatia tem sido apontada como uma das habilidades mais importantes a ser desenvolvida pelas pessoas seja dentro do ambiente de trabalho ou na vida em geral. Segundo o filósofo australiano Roman Krznaric, empatia é sobre “achar a humanidade compartilhada”. Considerado uma autoridade no assunto, o especialista é autor do livro “O poder da empatia: A arte de se colocar no lugar do outro para transformar o mundo”. Achar uma humanidade compartilhada, envolve fazer conexões inesperadas, sair da forma usual de pensar e falar, se preciso, superar barreiras. Mas o que muitas pessoas não sabem é que existem três tipos de empatia. Vamos conhecer melhor cada um!

    Os diferentes tipos de empatia

    Dentro dos estudos da psicologia, neurociência e ciências do comportamento, a empatia é considerada um dos elementos da inteligência emocional. Os psicólogos Daniel Goleman e Paul Ekman, pesquisadores do tema, apontam a existência de três tipos de empatia.

    7 min
  • QUANDO A VERDADE DESLIZA DE NOSSAS MÃOS

    Falar sobre honestidade deve ser um assunto simples. Graças principalmente à psicanálise de Sigmund Freud, a verdade não é mais vista como uma virtude primordial - algo que foi retido da história, como já é referido na Bíblia e em outros livros anteriores - mas também como uma atitude de saúde mental: a repressão de tendências instintivas pode levar a certas neuroses e somente a liberação de nossos instintos nos restauraria a saúde.

    Essa é a teoria mais aceita atualmente por psicólogos e psiquiatras. Pessoas honestas são livres porque simplesmente descrevem a realidade como ela é. A linguagem descritiva tem, entre muitas outras vantagens, a de fazer florescer os sentimentos de auto-afirmação e o prazer de viver no mundo "real". Além disso, aqueles que falam a verdade muitas vezes convencem e comovem as pessoas ao seu redor. Honesto e franco, o ser que falava assume o comando da sua situação, em vez de se deixar usar - como acontece com muitos de nós - pela mesma mente que o habita e que muitas vezes foge ao nosso controle.

    10 min
  • PARA UMA HIPÓTESE RECONSTRUTIVA DA TRADIÇÃO

    por Antonio Binni

    Hoje desejo entreter meus dez leitores com o tema da Tradição, um assunto geralmente mal interpretado, se não mesmo pelos mais negligenciados, muitas vezes levantado na esfera filosófica, e mesmo crucial na Maçonaria Livre.

    Sobre a polêmica questão, gostaria, portanto, de oferecer algumas reflexões que não me parecem inúteis. Nunca como neste caso a etimologia da palavra é útil para enquadrar e delimitar o assunto em análise. “Tradição” deriva do verbo latino tradere que, na bela linguagem de Dante, se refere literalmente ao gesto de “transmitir”, de “entregar” diretamente. Isso implica e implica - como é evidente - a existência de um remetente e de um destinatário, bem como de um objeto transmitido e entregue.

    O remetente é constituído por gerações passadas, comprometidas sobretudo com o reconhecimento dos direitos universais e inalienáveis ​​de cada pessoa humana. A obrigação da emissora é não renunciar à Tradição. Nem para distorcê-lo sob o pretexto de fidelidade. A tradição será então tanto mais sólida e duradoura quanto mais continuarmos a ensinar e explicar seu significado. O objeto entregue não é nostalgia do passado, ou, pior, culto ao tempo perdido, nem repetição estéril de palavras ou gestos.

    O conteúdo da Tradição transferida é constituído por aquele complexo de experiências, conhecimentos e valores que as gerações anteriores passam para as posteriores. Depósito de verdade que deve proteger do erro, sarar das feridas, estar a serviço do crescimento, um dom precioso porque a verdade só pode ser única, portanto universal, de modo que não pode ser reconhecida como sempre válida e verdadeira.

    É o fluxo dos ventos tumultuosos da história que não para num ponto determinado, chega ao presente, que atravessa para se estender ao futuro. Processo ininterrupto de uma viagem, muitas vezes acidentada, que marca um desenvolvimento que, para ser autenticamente tal, deve preservar tudo o que o precedeu. A tradição, portanto, não é apenas o fim de uma evolução, mas sempre também um novo começo. O destinatário desta transferência é constituído pelas gerações presentes e futuras chamadas a compreender os testemunhos do passado e a apropriá-los como a verdade daquele humanum que une homens e mulheres para além de toda a diversidade cultural: verdades universais que transcendem o tempo e o espaço. Reconectar-se com a Tradição "requer uma grande energia espiritual" (assim, B. RUSSELL, A sabedoria do Ocidente, Milão, 1963, p. 169).

    A partir desse perfil, como ensinou Goethe, a Tradição deve ser conquistada. A tradição, de fato, não se mantém pela espontaneidade intrínseca, mas pelo fato de seu conteúdo continuar a ser disseminado no presente por seus destinatários. A tradição preserva-se essencialmente no ato educativo: é nesta transmissão que mantém intacta toda a sua força porque se torna capaz de responder a novos desafios. Perder a tradição equivale a dissipar a sabedoria do passado, a perder os elevados ideais e valores profundos legados pelas gerações passadas.

    11 min
  • POR QUE UM MAÇOM DEVE TER ESPERANÇA?

    por Pamela McDown

    Os maçons são ensinados que "a vida não examinada não vale a pena ser vivida." Recentemente, fui confrontado com a morte inesperada de um querido irmão em minha Loja, o que me deixou sem esperança por um tempo. E assim, a virtude da esperança se tornou um objeto de investigação filosófica para mim. Como a esperança se encaixa no cultivo de uma vida virtuosa? É realmente o melhor remédio para esmagar a tristeza e o desespero? se sim, como isso funciona? Por que os maçons são encorajados a ter esperança?

    Depois que comecei a observar o que as pessoas diriam sobre a esperança, quando a experimentaram e quando recuaram dela, comecei a pensar que havia uma grande confusão sobre isso.

    9 min
  • O MAÇOM VAIDOSO E ARROGANTE

    Por Irmão Rubens Carlos de Oliveira

    Baixa autoestima e complexo de inferioridade. Nenhum ditador provocou ou vem provocando tanto dano à Maçonaria quanto o maçom vaidoso, esse sapador inveterado, esse Cavalo de Tróia que a destrói por dentro, sem o emprego de armas, grilhões, ferros, calabouços e leis de exceção. Ele é indiscutivelmente o maior inimigo da Maçonaria, o mais nefasto dos impostores, o principal destruidor de lojas. Ele é pior do que todos os falsos maçons reunidos porque se iguala a eles em tudo o que não presta e raramente em alguma virtude. Uma característica marcante que se nota nesse tipo de maçom, logo ao primeiro contato, é a sua pose de justiceiro e a insistência com que apregoa virtudes e qualidades morais que não possui. Isso salta logo à vista de qualquer um que comece a comparar seus atos com as palavras que saem da sua boca. O que se vê amiúde é ele demonstrar na prática a negação completa daquilo que fala, sobretudo daquilo que difunde como qualidades exemplares do maçom aos Aprendizes e Companheiros, os quais não demora muito a decepcionar. Vaidoso ao extremo, para ele a Maçonaria não passa de uma vitrine que usa para se exibir, de um carro de luxo o qual sonha um dia pilotar. E, quando tem de fato esse afã em mente, não se furta em utilizar os meios mais insidiosos para tentar alcançá-lo, a exemplo do que fazem nossos políticos corruptos.

    Narcisismo em um dos extremos, e baixa autoestima no outro, eis as duas principais características dos maçons vaidosos e arrogantes. No crisol da soberba em que vivem imersos, podemos separá-los em dois grupos distintos, porém idênticos na maioria dos pontos: os toscos ignorantes e os letrados pretensiosos. Por serem desprovidos do talento e dos atributos intelectuais necessários para conquistarem posição de destaque na sociedade, eles ingressam na Maçonaria em busca de títulos e galardões venais, de fácil obtenção, pensando com isso obter algum prestígio. Na vida profana, não conseguem ser nada além de meros serviçais, de mulas obedientes que cedem a todos os tipos de chantagem. Por isso, fazer parte de uma instituição de elite (isso mesmo, de elite!) como a Maçonaria produz neles a ilusão de serem importantes; ajuda a mitigar um pouco a dor crônica que os espinhos da incompetência e da mediocridade produzem em suas personalidades enfermas. O segundo em quase tudo se equipara ao primeiro, porém com algumas notáveis exceções.

    Capacitado e instruído, em geral ele é uma pessoa bem sucedida na vida. Sofre, porém, desse grave desvio de caráter conhecido pelo nome de “Narcisismo”, que o torna ainda pior do que o seu êmulo sem instrução. Ávido colecionador de medalhas, títulos altissonantes e metais reluzentes, esse maçom é uma criatura pedante e intragável, que todos querem ver distante. No fundo ele também é um ser que se sente rejeitado; sua alma é um armário de caveiras e a sua mente um antro habitado por fantasmas

    16 min
  • IRMÃO SALVADOR ALLENDE, MAÇOM E PRESIDENTE

    Por Carlos Francisco Ortiz

    O Irmão Salvador Allende, nasceu no porto de Valparaíso, Chile, em 26 de junho de 1908, filho de Salvador Allende Castro e Laura Gossens Uribe.

    Seus ancestrais, de origem basca, chegaram ao Chile no século XVII.

    Bom patriota, Allende, ao terminar os estudos secundários, prestou serviço militar por um ano no Regimento de Lanceiros de Tacna do Exército Chileno.

    Em 1926, iniciou seus estudos médicos na Universidade do Chile, graduando-se como cirurgião com a tese Higiene mental e delinquência.

    Em 1940, ele se casou com Hortensia Bussi Soto, uma proeminente professora, bibliotecária e ativista chilena, que pode ser merecidamente chamada de "Primeira-Dama".

    Dos estudos na Universidade do Chile destacou-se pela participação política, depois foi Deputado, Ministro da Saúde, Senador da República, chegando a então à Presidência do Chile em 1970.

    O Irmão Salvador Allende, era filho e neto de um maçom. Seu pai Salvador Allende Castro era maçom, e seu avô Ramón Allende Padín, alcançou a alta posição de Sereno Grão-Mestre da Grande Loja do Chile.

    Em 16 de novembro de 1935, o profano Salvador Allende Gossens recebeu a luz maçônica ao ser iniciado na Loja Progresso nº 4 da cidade de Valparaíso. Depois de sua iniciação, Allende expressou:

    Quando a venda caiu de meus olhos e pude ver as espadas direcionadas a quem viu a luz maçônica pela primeira vez e ouviu as palavras do Venerável Mestre, eu pude entender que esta foi uma expressão de profunda solidariedade, para fazer o iniciado saber que seus irmãos estariam prontos para vir em seu auxílio se fosse necessário.

    Posteriormente, Allende teve que se mudar para a cidade de Santiago, ingressando na Loja Hiram nº 65, onde alcançou o grau de Mestre Maçom; ele pertencia à dita loja até o dia de sua morte.

    O Irmão Allende, consistente como maçom, tentou transferir os princípios e valores da doutrina maçônica para a sociedade profana por meio de sua vida política, tanto que ao assumir a Presidência da República do Chile, sacrificou sua própria vida, lutando pela dignidade e por iluminar o povo chileno.

    Mas a traição, típica de seres humanos de baixa moralidade, assombrou o presidente Irmão Allende e, como o Grande Mestre Hiram Abiff, foi vítima dos Juwes - Jubela, Jubelo e Jubelum - os assassinos do homem iniciado na luz e a verdade.

    Assim, a direita Irmão Allende recebeu o primeiro golpe com a regra, sendo assassinado em nome de uma pseudo lei e de uma falsa ordem política imposta pelo imperialismo norte-americano e materializada pela CIA, em cumplicidade com a oligarquia chilena que a vendeu sua dignidade por alguns dólares, assim como Judas.

    12 min
  • EXEGESE DE OBEDIÊNCIA

    Por quê? Para quem? Para qual propósito

    por Carlo Quattrocchi

    Muitas vezes é feita referência, em nosso caminho, ao conceito de "obediência", por ter transformado a citação em mais um estereótipo ao qual não são atribuídos significados concretos porque não se refletiu o suficiente sobre seus fundamentos e motivações. Daí a necessidade de apontar, da forma mais ampla que o perímetro de praticabilidade inerente a uma Mesa do Ensino Básico pode permitir, alguns conceitos que contribuem para lançar luz sobre a origem deste ato de vontade e sobre os mecanismos psicológicos e racionais que determinar.

    Como de costume, vamos entrar no assunto a partir de uma breve análise etimológica. A palavra latina "oboedire" oferece-nos uma interpretação imediata e esclarecedora, sendo composta por "audire" (com "au" na forma arcaica "oe") que significa "ouvir", precedido do prefixo "ob".

    E já temos dois elementos fundamentais, dos quais o primeiro, o conceito de escuta, parece ser imediatamente compreendido, de forma a não requerer comentários particulares, pelo menos neste momento da exposição (caso a voltaremos mais tarde ), enquanto o segundo merece uma 'análise mais aprofundada.

    O prefixo "ob" significa "acima, na frente, contra, em direção a" e indica

    11 min
  • A LOJA QUE EU QUERIA

    (Autor desconhecido)

    Eu não quero apenas outra Loja Maçônica. Eu quero uma Loja que seja um estado de espírito. Quero um centro de solidariedade, onde todos sofram aflições e celebrem a justa alegria uns dos outros. Quero um Templo que possa ser azul, vermelho ou branco, qualquer que seja a cor, desde que seja ungido pelo orvalho do Irmão, onde cada Irmão possa chorar quando quiser e sorrir com os olhos, tendo o coração aberto à compreensão e predisposto a razão para dialogar. Eu quero ver meus irmãos todos os dias. Não apenas para conversar, mas também para ouvir suas opiniões e críticas às minhas idéias.

    5 min

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