MANIA DE HISTORY

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By Luís Carlos LinsEducation
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MANIA DE HISTORY episodes

  • POR QUE ESTUDAMOS CIÊNCIAS?
    Por que estudamos ciências na escola?
    Se tivermos a curiosidade de pesquisar a definição da palavra “ciência” nos livros ou na internet, o principal significado que vamos encontrar é “conhecimento”. Mas também podemos achar como definição para esse termo "o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como o Universo funciona".
    
    Bom, o que a gente estuda na escola como "Ciências", na verdade, engloba somente uma parte desse conjunto de conhecimentos. Geralmente, essa matéria é composta por conteúdos das disciplinas de Física e Química, que fazem parte do campo das ciências físicas, e Biologia, que integra o rol de ciências da vida. Mas, na realidade, as ciências estão presentes em todos os momentos da nossa vida. Por exemplo, o computador ou celular que você está usando agora só chegou às suas mãos graças a pessoas que tinham conhecimentos nas áreas de engenharia eletrônica, ciências da computação e até mesmo química (lembre-se de que muitos dos materiais que compõem esses dispositivos foram desenvolvidos em laboratório). Para ler e compreender esse texto, você também está usando uma bagagem de conhecimentos adquiridos quando estudou Língua Portuguesa, disciplina que faz parte do campo das ciências humanas.
    
    Vamos lá: resumidamente, a gente pode dizer que estudar Ciências é importante porque isso nos ajuda a compreender o mundo e como fazemos parte dele. O conhecimento científico estimula nossa curiosidade – e ter curiosidade foi fundamental para alcançar o desenvolvimento tecnológico que existe atualmente. Se o homem não se perguntasse, por exemplo, de onde vêm as estrelas que vemos à noite, certamente hoje você não teria a facilidade de encontrar endereços usando o GPS. Sem conhecimentos de Astronomia, como poderíamos lançar satélites no espaço?
    Ciência também tem a ver com qualidade de vida. Lembre-se de que diversos medicamentos, equipamentos para diagnósticos de doenças e técnicas de cirurgia utilizados para salvar e prolongar vidas saíram das bancadas de inúmeros laboratórios e universidades ao redor do mundo.
    
    Conhecer e entender alguns objetos de estudo dessas disciplinas também ajuda a desenvolver nosso raciocínio e nossa capacidade crítica. Jornais, sites, programas de TV e conteúdos das redes sociais nos mostram todos os dias uma enxurrada de informações, nem sempre verdadeiras. Se não tivermos um conhecimento básico sobre o mundo, como vamos conseguir filtrar o que é útil ou não para nossas vidas?
    Além disso, esses veículos de comunicação apresentam uma série de descobertas científicas que são feitas não só em outros países, mas também em muitas universidades brasileiras. Compreender a importância dessas pesquisas desperta o interesse em cobrar de nossos governantes que haja sempre investimentos nessa área. Afinal, ciência não é algo que fica apenas dentro dos laboratórios ou da universidade: ela também ajuda indústrias e empresas a se desenvolver e criar mais empregos, estimulando a economia do país.
    5 min
  • BREVE HISTÓRIA DA VACINA
    A história da vacina iniciou-se no século XVIII, quando o médico inglês Edward Jenner utilizou a vacina para prevenir a contaminação por varíola, uma doença viral extremamente grave que causava febre alta, dores de cabeça e no corpo, lesões na pele e morte. A varíola foi a primeira doença infecciosa que foi erradicada por meio da vacinação.
    A primeira vacina de que se tem registro foi criada por Edward Jenner no século XVIII. Jenner nasceu em maio de 1749, na Inglaterra, e dedicou cerca de 20 anos de sua vida aos estudos sobre varíola. Em 1796 realizou uma experiencia que permitiu a descoberta da vacina e em 1798 divulgou seu trabalho “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”, mudando, a partir daí, completamente a ideia de prevenção contra doenças.
    → Como foi criada a primeira vacina?
     Ele observou pessoas que se contaminaram, ao ordenharem vacas, por uma doença de gado e chegou à conclusão de que essas pessoas tornavam-se imunes à varíola. A doença, chamada de cowpox, assemelhava-se à varíola humana pela formação de pústulas (lesões com pus).
    
    Edward Jenner criou a vacina contra a varíola e ajudou a erradicar essa grave doença.
    Diante dessa observação, em 1796, Jenner inoculou o pus presente em uma lesão de uma ordenhadora chamada Sarah Nelmes, que possuía a doença (cowpox), em um garoto de oito anos de nome James Phipps. Phipps adquiriu a infecção de forma leve e, após dez dias, estava curado. Posteriormente, Jenner inoculou em Phipps pus de uma pessoa com varíola, e o garoto nada sofreu. Surgia aí a primeira vacina.
    O médico continuou sua experiência, repetindo o processo em mais pessoas. Em 1798, comunicou sua descoberta em um trabalho intitulado “Um Inquérito sobre as Causas e os Efeitos da Vacina da Varíola”. Apesar de enfrentar resistência, em pouco tempo, sua descoberta foi reconhecida e espalhou-se pelo mundo. Em 1799, foi criado o primeiro instituto vacínico em Londres e, em 1800, a Marinha britânica começou a adotar a vacinação. A vacina chegou ao Brasil em 1804, trazida pelo Marquês de Barbacena
    3 min
  • O CINEMA ARGENTINO
    
    O cinema argentino começa a ser produzido pouco depois da primeira exibição dos irmãos Lumière feita no país. Cerca de 4 meses depois, as primeiras obras começam a surgir, com vistas de acontecimentos cotidianos e também filmes de temática histórica e patriótica, caso de  "A Revolução de Maio", estreado em 22 de maio de 1909. A literatura e história já formavam a base para o que seria o cinema argentino.
    Em 1931 chega o cinema sonoro, dando espaço para a indústria cinematográfica no país. A soma de som e imagem enriqueceu o cinema argentino, que já começava a construir uma identidade própria.
    A Argentina passa por um momento de dificuldade em 1942 e suspende-se a importação de filme virgem. Após a eleição de Perón é aprovada a Lei do Cinema, que deu espaço para as produções argentinas. Porém com a ditadura de 1955, passa por mais um problema e tem as produções paralisadas por 2 anos. Nesse momento ocorrem perseguições a pessoas ligadas ao cinema.
    Com o surgimento de novos diretores e novas ideias em 1957, o cinema argentino começa a se renovar à partir de 1960. Na década de 80 o Cinema Pós-Ditadura  começa a ganhar visibilidade com nomes como María Luisa Bemberg ("Camila"), Pino Solanas ("Tangos, o Exílio de Gardel") e Luis Puenzo ("A História Oficial").
    Em 1990 surge o que é chamado de Novo Cinema Argentino, carregado com novas perspectivas e realizações independentes. O precursor do movimento é Martín Rejtman com o filme "Rapado". Diretoras e diretores ganham espaço com seus filmes nos anos seguintes, somando à história do cinema argentino com grandes filmes, como Lucrecia Martel com "O Pântano", tornando-se um dos principais cinemas entre os países latino-americanos.
    Na lista abaixo você encontrará uma diversidade de filmes para conhecê-lo melhor.
     
    Camila (1984), Maria Luisa Bemberg
    Camila é um filme do gênero drama que vai além do romance, passando pelas características sociais de Buenos Aires no século XIX. Na Argentina, uma bela aristocrata e um padre jesuíta se apaixonam. O filme é baseado em uma história verídica.
     
    A História Oficial (1985), de Luis Puenzo
    Primeiro filme argentino a ganhar um Oscar, A História Oficial é polêmico e tem tom de denúncia contra a ditadura militar sofrida pela Argentina. Após o fim da Guerra Suja no país, uma professora investiga a origem de sua filha adotiva.
     
    O Pântano (2001), Lucrecia Martel
    Com atmosfera pesada e estrutura de narrativa  diferenciada, o filme prende pela complexidade dos personagens e o visual criado por Lucrecia Martel. Na Argentina, conta-se a história de um casal que enfrenta um calor infernal em sua casa de campo, junto aos filhos adolescentes. Uma prima traz os filhos também. Quando a mulher sofre um acidente doméstico, os adultos vão para a cidade e os jovens ficam sozinhos.
     
    Leonera (2008), de Pablo Trapero
    Julia é presa acusada de ter matado o namorado que estava envolvido com outro homem. Grávida, enfrenta os desafios de criar o filho numa ala especial da prisão. O filme se concentra em retratar o cotidiano do presídio em que Julia passa a viver e os modos de relação dentro dessa realidade.
     
    O Segredo dos Seus Olhos (2009), de Juan José Campanella
    Segundo filme argentino vencedor na categoria de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar, O Segredo dos Seus Olhos conta a história de Benjamín, um oficial de justiça que decide escrever um livro após se aposentar, usando suas memórias como base da criação. Sua inspiração é um caso real de estupro e assassinato de uma jovem. Em sua jornada, o aposentado conhece o marido da vítima e promete ajudá-lo a encontrar o culpado.
     
    Medianeras: Buenos Aires na Era do Amor Virtual (2011), de Gustavo Taretto
    Tratando de um assunto atual, Medianeras apresenta Martín e Mariana, seres solitários que moram em Buenos Aires e têm dificuldades em se relacionar com o mundo. Sempre se cruzam na rua, mas nunca se veem. A ascensão da tecnologia vem para mostrar como agora faz parte de nossas relações. Em busca
    3 min
  • A GRANDE PSIQUIATRA ALAGOANA, NISE DA SILVEIRA
    Nise da Silveira
     
     
    Psiquiatra alagoana, Nise da Silveira (1905-1999) foi uma das maiores representantes da corrente junguiana no Brasil. Jovem médica, formada pela Universidade da Bahia e psiquiatra principiante no hospício da Praia Vermelha, Nise da Silveira sempre ousou. Esquerdista, atuante na União Feminina do Brasil, ela foi presa pela ditadura getulista ao lado de Olga Prestes e Elisa Berger, mas também foi expulsa do Partido Comunista pelo crime inafiançável de suposto trotskismo. Nise da Silveira equilibrava-se entre as estruturas rígidas das instituições e sua inegável vocação para a marginalidade.
    O seu feito geralmente mais celebrado foi o de ter transformado honestas e sedativas atividades de terapia ocupacional em via libertária de realização estética dos internos do Engenho de Dentro (RJ). Foram esses trabalhos artísticos dos internos que culminaram na criação do Museu de Imagens do Inconsciente, em 1952, do qual parte do acervo veio a ser apresentado em São Paulo, em 2000, na mostra Brasil 500 anos.
    Em 1955, Nise fundou, no Rio de Janeiro, um grupo de estudos sobre C. G. Jung, que viria a se tornar um centro aglutinador de todos que buscavam caminhos alternativos aos diversos discursos hegemônicos que então dominavam o campo "psi". Já em 1956, preocupada em resgatar a dimensão humana dos denominados "loucos", Nise da Silveira criou a Casa das Palmeiras, instituição pioneira de acolhimento, de portas sempre abertas que, na opinião de um de seus primeiros clientes, seria "um cantinho que iria modificar o mundo".
    3 min
  • PEQUENA HISTÓRIA DO SALÁRIO MÍNIMO
    ECONOMIA E FINANÇAS
    O salário mínimo é o menor salário que uma empresa pode pagar para um funcionário.
    Ele é estabelecido por lei e é reavaliado todos os anos com base no custo de vida da população, sua criação foi feita com base no valor mínimo que uma pessoa gasta para garantir sua sobrevivência.
    História do Salário Mínimo
    O salário mínimo foi criado no século XIX na Austrália e na Nova Zelândia.
    No Brasil o salário mínimo surgiu no século XX na década de 30, com a promulgação da Lei de nº185 em janeiro de 1936 e decreto de lei em abril de 1938.
    No dia 1º de Maio o então presidente Getúlio Vargas, fixou os valores do salário mínimo que começou a vigorar no mesmo ano.
    Nesta época existiam 14 salários mínimos diferentes, sendo que na capital do país, o Rio de Janeiro, o salário mínimo correspondia a quase três vezes o valor do salário mínino no Nordeste.
    A primeira tabela do salário mínimo tinha um prazo de vigência de três anos, mas em 1943 foi dado o primeiro reajuste seguido de um outro em dezembro do mesmo ano.
    Os aumentos eram calculados para recompor o poder de compra do salário mínimo.
    Algumas falhas no Brasil
    Embora o valor mínimo seja estabelecido por lei, vários trabalhadores não recebem nem a um terço do valor do salário mínimo, isso se deve a exploração feita por alguns empregadores
    3 min
  • O PASTOR MARTIN LUTHER KING
    Atualmente, vivemos uma crise da verdade. O negacionismo ganha novamente espaço dentro da sociedade e coloca em xeque preceitos básicos e já sedimentados pela ciência no mundo. Esse movimento se apresenta travestido de “polêmicas”, por isso, é importante tomar cuidado com ele.
    A problemática da veracidade é irrigada por ingredientes presentes nas estratégias dos “mercadores da dúvida”. Dessa forma, tais agentes procuram uma falsa simetria na argumentação científica e criam teorias conspiratórias para explicar o inexplicável.
    Um bom exemplo da atuação do negacionismo é em relação ao aquecimento global. De fato, existe uma desestruturação do conhecimento por parte da população, gerando um descrédito em relação ao tema, entretanto, também vemos empresas de petróleos e indústrias ajudando a disseminar contestações à ciência do clima.
    A movimentação dessas particularidades é perigosa. O campo do debate vira uma discussão ideológica capaz de influenciar a opinião pública e legitimar governantes com posições anticientíficas.
    Entretanto, infelizmente, o aquecimento global não é o único consenso científico questionado pelos negacionistas. Temos o movimento antivacinas, a crença de que a terra é plana, o dito de que o Holocausto não existiu, entre outros. Portanto, é necessário compreender melhor o negacionismo a as suas consequências.
    O que é negacionismo?
    Negacionismo é a escolha de negar a realidade como forma de escapar de uma verdade desconfortável. Na ciência, o negacionismo é definido como a rejeição dos conceitos básicos, incontestáveis e apoiados por consenso científico a favor de ideias, tanto radicais quanto controversas.
    10 min

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