Marcus Rosa - Reflexões Diárias

Marcus Rosa - Reflexões Diárias

Download on the App Store

Marcus Rosa - Reflexões Diárias episodes

  • Fraternidade/ Maria Dolores

    Transformar o coração

    em pouso que se descerra

    para o serviço na Terra

    Eis a tarefa, alma irmã!...

    Haja céu de azul e ouro,

    Faça aguaceiro violento,

    Ao sol, à garoa, ao vento,

    Partamos, cada manhã.


    Sair de nós, esquecer-nos,

    Aproveitando os instantes,

    No socorro aos semelhantes

    Que clamam em derredor...

    Pela mensagem da fé,

    Ouve o Céu a conclamar-te,

    Pede o mundo, em toda parte,

    A paz da vida melhor.


    Encontrarás em caminho,

    Atados à dor imensa,

    Os que perderam a crença

    Em rebeldia ou torpor;

    De cérebro em luz e treva,

    Nobres enfermos da vida,

    Tropeçam de alma ferida,

    À míngua de paz e amor.


    Em outros pontos da estrada,

    Por vezes, de canto a canto,

    As retaguardas de pranto

    Fazem apelos sem voz;

    São mães, aguardando apoio,

    Sem saberem como e quando,

    Crianças tristes em bando

    Que se arrastam junto a nós.


    Surpreenderás outra mágoa

    De pesado e estranho porte,

    Dor dos que viram a morte

    Roubando a forma de alguém;

    São prisioneiros da angústia,

    Quase sempre na agonia

    De quem roga à pedra fria

    A luz que brilha no Além.


    Registrarás, onde estejas,

    Toda a escala dos gemidos

    Em companheiros caídos

    Que julgam chorar em vão

    E nos irmãos fatigados

    De ânimo semimorto,

    Suplicando reconforto,

    Refúgios e libertação.

    Sejamos para quem sofre,

    Entre a sombra e o desalinho,

    Novo amparo no caminho,

    Alívio, socorro e luz;

    Doemos auxílio e benção,

    Na Terra insegura e aflita,

    Nessa tarefa bendita,

    O companheiro é Jesus.



    Por: Maria Dolores, Do livro: Marcas do Caminho, Médium: Francisco Cândido Xavier

    3 min
  • Sentenças da vida / André Luiz

    Cumpra os deveres desagradáveis. Buscar apenas o nosso deleite é comodismo crônico.


    Vitalize os negócios com a fraternidade pura. O comércio não foge à ação da Providência Divina.


    Coloque o bem de todos acima do interesse partidário. A senda cristã nas atividades da vida será sempre “caridade”.


    Esqueça as narrativas que exaltem indiretamente o erro. A moral da história mal contada é sempre a invigilância.


    Liberte-se das frases de efeito. A palavra postiça sufoca o pensamento.


    Evite o divertimento nocivo ou claramente desnecessário. Os pés incautos encontram a queda imprevista.


    Resista à desonestidade. O critério do amor não se modifica.


    Valorize os empréstimos de Deus. Dar não significa abandonar.


    Prestigie a sabedoria da Lei, obedecendo-lhe. O auxílio espiritual não surge sem preço.



    Por: André Luiz, Do livro: Estude e Viva, Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

    2 min
  • Reciprocidade/ André Luiz

    Ação e reação conseqüente, integram interrogável lei da vida.

    Procure ouvir a esperança, e você encontrará a certeza da vitória.

    Detenha-se no bem, e obterá o lado melhor das pessoas e circunstâncias.

    Auxilie a alguém, e esse alguém se fará canal de auxílio em seu apoio.

    Promova a tranqüilidade alheia, e a paz virá ao seu encontro.

    Aproveite o seu tempo construindo elevação, e o tempo lhe trará maravilhas.

    Abençoe a vida, e a vida lhe abençoará a existência. necessite.

    Ame aos semelhantes, e os semelhantes retribuirão a você com medidas transbordantes de afeto.

    Busque servir, e o seu próprio trabalho lhe ofertará a orientação de que você.

    Plante isso ou aquilo, e você colherá dos recursos que semeou; alguém poderá dizer que isso é óbvio, entretanto, ligados no bem de todos, transfiramo-nos da palavra à vivência e decerto surpresas iluminadas de alegria virão fatalmente a você, se você experimentar.



    Por: André Luiz, Médium: Francisco Cândido Xavier

    3 min
  • Inquietação/ André Luiz

    Se a inquietação passou a dominar-lhe o caminho, pense nela como sendo um parasito a corroer-lhe a vida e trate de arrancá-la em seu próprio favor.


    Se a enfermidade lhe visita o corpo, não é com o fogo da aflição que você colaborará na própria cura e sim encarando-a com aceitação e tratamento para afastá-la.


    Se alguma ocorrência desagradável lhe impôs aborrecimentos, passe por ela e siga à frente, em sua própria tarefa, à maneira de quem não precisa parar a viagem por haver encontrado uma pedra.


    Se você cometeu quaisquer erros, admita-os, fazendo quanto puder para não reincidir neles, mas lembrando sempre que você não é uma entidade Angélica e sim uma criatura matriculada na escola humana.


    Se o erro de alguém é a causa de sua inquietação, envie pensamentos de paz e compreensão a esse alguém, sem violentar-lhe os pontos de vista, de criatura incompleta quanto você mesmo, no educandário do mundo.


    Se você faliu em algum empreendimento, note que se você prosseguir trabalhando, o fracasso, em breve, lhe servirá de lição para melhoria e sucesso.


    Se você almeja situações que presentemente não consegue alcançar, faça o melhor que possa, onde esteja, e, sem dúvida, trabalhando sempre, você atingirá o lugar que deseja.


    Se você sofre críticas indébitas, fique com a sua consciência e deixe aos outros os pensamentos e atitudes que pertencem a eles mesmos.


    Se você anseia a velhice do corpo, lembre-se de que a existência física avançada no tempo não é a noite de hoje e sim o alvorecer de amanhã.

    Se a inquietação persiste em você, procure envolvê-la no calor do serviço, porque servindo, você conseguirá esquecer-se e ao esquecer-se no bem dos outros, você estará em paz na força construtiva do bem.



    Por: André Luiz, Médium: Francisco Cândido Xavier

    3 min
  • Esperanças Alheias/ Meimei

    Quase sempre, concentramos alma e vida em nossas esperanças e, muito dificilmente, encontramo-nos a pensar nas esperanças alheias.


    Exercita retirar-te das preocupações próprias, a fim de refletir nos anseios dos outros.


    Talvez ainda não te conscientizas-te de que onde estiveres e como estiveres podes iniciar o serviço mais propriamente endereçado à função dos anjos.


    Não sei se já fixaste mais amplamente o homem triste que pôr vezes te cruza o caminho, perto de casa. Estranhas aquele semblante fechado de que debalde aguardas um leve sorriso. Procura imaginar-lhes as esperanças. É um companheiro que tem a esposa paralítica e quatro crianças necessitadas de apoio. Certamente, não dispões de meios para satisfazer-lhe todas as exigências. Entretanto, dentre todas, possui ele um desejo dos mais simples. Quereria que o filhinho menor estivesse mais agasalhado no transcurso da noite.


    Muito pouco te custará ofertar-lhe um cobertor, de modo a que se lhe realize o desejo. Atende-lhe ao coração e trarás, de novo, aquele rosto amargurado, a alegria que lhe jaz encarcerada no peito pelas algemas do desânimo.


    Talvez ignores que aquela mulher de presença desagradável, por exprimir-se através de fraseado inconveniente, nos pede mais entranhada observação. Ela foi abandonada pelo companheiro que lhe deixou dois pequenos desprotegidos. Ainda sem trabalho que lhe assegure a sobrevivência, acha-se em vias de conturbar-se. Evidentemente, não conseguirás sossegar-lhe todas as inquietações. No entanto, a maior de todas está no propósito de matricular o filho que conta sete janeiros de idade numa escola pública e podes claramente auxiliá-la nesse sentido. Faça isso e anotar-lhe-ás a gratidão que se lhe exteriorizará do próprio ser, em forma de simpatia.


    E temos os outros casos muitos: aquele do doente que ficaria reconfortado com dez minutos de tua palavra estimulante; do menino que descobriria a felicidade numa fatia de bolo; do vizinho irritadiço que se modificaria para melhor com o teu sorriso de fraternidade e o daquele amigo trancado no desgosto doméstico a reclamar-te algumas frases de paz e otimismo que lhe tragam os sentimentos da sombra para a luz.


    Aprende a sair de tuas preocupações para entender as esperanças alheias e mitigá-las, quando puderes.


    Então estarás servindo na missão dos anjos, encontrando a própria felicidade, porquanto, ao lado de cada criatura a quem te decidas a entregar migalhas de socorro, serás uma luminosa parcela da presença de Deus.



    Por: Meimei, Do livro: Deus Aguarda, Médium: Francisco Cândido Xavier

    4 min
  • Indaguemos de nós mesmos / Maria Dolores

    Que seremos na casa de nossa fé, em companhia daqueles que comungam conosco o mesmo ideal e a mesma esperança?


    Uma fonte cristalina ou um charco pestilento?


    Um sorriso que ampara ou um soluço que desanima?


    Uma abelha laboriosa ou um verme roedor?


    Um raio de luz ou uma nuvem de preocupações?


    Um ramo de flores ou um galho de espinhos?


    Um manancial de bênçãos ou um poço de águas estagnadas?


    Um amigo que compreende e perdoa ou um inquisidor que condena e destrói?


    Um auxiliar devotado ou um espectador inoperante?


    Um companheiro que estimula as particularidades elogiáveis do serviço ou um censor contumaz que somente repara imperfeições e defeitos?


    Um pessimista inveterado ou um irmão da alegria?


    Um cooperador sincero e abnegado ou um doente espiritual, entrevado no catre dos preconceitos humanos, que deva ser transportado em alheios ombros, à feição de problema insolúvel?


    Indaguemos de nós mesmos, quanto à nossa atitude na comunidade a que nos ajustamos, e roguemos ao Senhor para que o vaso de nossa alma possa refletir-lhe a Divina Luz.



    Por: Maria Dolores, Do livro: Relicário de Luz, Médium: Francisco Cândido Xavier

    2 min
  • A última aula / Maria Dolores

    Sofre pregado à cruz o Inesquecível Mestre,

    Lembrando quanto viu na jornada terrestre.


    Vê-se menino a argüir os sábios da cidade,

    Mostrando a inteligência a brilhar na humildade.


    Mentaliza Canaã, onde aumenta a alegria

    Na formação de um lar que nunca possuiria.


    Recorda irmãos na fé, quais Pedro, João, Tiago,

    E os amigos fiéis às pregações do lago.


    Passa por privações sem que a dor o esmoreça,

    Não tem uma só pedra em que apoie a cabeça.


    Lembra o deserto hostil... Na prece em que se enleva,

    Ensina paz e fé às legiões da treva.


    Revê a multidão que o respeita e acompanha,

    Quando transmite a Terra o Sermão da Montanha.


    Vê lugar por lugar, nos longes a que Isa,

    Espalhando a bondade, o socorro, a alegria...


    Mas agora, na cruz, amargurado e pasmo,

    Escuta palavrões de ironia e sarcasmo...


    E diz, sentindo o fel que as injúrias lhe trazem:

    - “Perdoa-lhes, meu Pai!... Não sabemos o que fazem!...”.


    Ele que se entregara à caridade inteira,

    Faz do perdão mais luz na aula derradeira.


    É que todo perdão, sem queixa e sem medida,

    É conquista de Paz nos problemas da Vida.



    Por: Maria Dolores, Do livro: Dádivas de Amor, Médium: Francisco Cândido Xavier

    2 min
  • Despertamento / André Luiz

    Busquemos sim, meus amigos, ouvir a palavra daqueles que nos antecederam na ascensão à Vida Superior, mas, antes disso, comuniquemo-nos com os “mortos da Terra”, adensando a assembléia de ouvintes, à frente da mensagem da vida imortal.


    Acordemos, com o nosso exemplo e com a nossa fé, os que adormeceram na jornada e guardam o coração rígido ou indiferente.


    Levantemos aqueles que transformaram a existência em cemitério de impossibilidade, ante o sofrimento do próximo, os que enregelaram os melhores sentimentos no egoísmo esterilizante; os que converteram os bens do mundo em adornos frios e inúteis, os que transformaram o jardim em que respiram num túmulo florido e os que fizeram da oportunidade de viver auxiliando aos semelhantes um cadafalso de ouro a que se acolhem, receando o alheio infortúnio, porque há mais morte no caminho humano que no próprio sepulcro, para onde vos dirigis, procurando a revelação da verdade.


    Estendamos braços vivos e corações ardentes aos nossos irmãos anestesiados no leito da improdutividade suntuosa ou no altar efêmero de fantasiosas prerrogativas.


    A Terra espera por nós.


    Trabalhemos, acordando os nossos irmãos do cotidiano, na renovação substancial de tudo e de todos para o Infinito Bem, porque a própria natureza é luz triunfante e todos somos herdeiros da Vida Universal.



    Por: André Luiz, Do livro: Apostilas da Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier

    3 min
  • Conquista de paz / Maria Dolores

    Não creias, alma querida,

    Seja a prova que atravessas

    A chaga maior da vida,

    Marcando suplício atroz;

    Enquanto expões o que dizes,

    Há corações pela estrada

    Tão tristes, tão infelizes,

    Que a dor lhes consome a voz.


    Esse carrega desgosto

    Regado de pranto oculto,

    Aquele em pleno tumulto,

    Sente angústia e solidão;

    Outro tem tanta amargura

    Que treme quando caminha,

    De alma cansada e sozinha,

    Caindo em perturbação.


    Esse transporta doenças,

    Embora a expressão correta,

    Outro tem mágoa secreta,

    Disfarçando o próprio “eu;”

    Aquele chora e tropeça

    Na penúria em que se arrasa,

    Outro viu a morte em casa,

    Revoltou-se e enlouqueceu.


    Alma irmã, tolera e aceita

    A provação recebida,

    Abençoa a própria vida,

    Seja essa vida qual for;

    O sofrimento, onde esteja,

    É a luz com que Deus nos guia

    Nas lutas do dia-a-dia,

    Para a conquista do Amor.



    Por: Maria Dolores, Do livro: Maria Dolores, Médium: Francisco Cândido Xavier

    2 min
  • Confidência/ Maria Dolores

    Se eu pudesse, Jesus,

    Desejava esquecer

    A minha imperfeição,

    A fim de ser contigo,

    Onde houvesse aflição,

    O suave calor

    Do braço terno e amigo

    Que derrame esperança em todo o sofrimento

    De modo que, na Terra,

    Ninguém padeça em vão.


    Queria ser

    Uma chama de fé, ao longo do caminho,

    Um pingo de bondade a descer persistente

    Sobre a rocha do mal em que a treva se fez,

    Queria ser migalha de conforto

    A todo o coração que esta sozinho,

    Proteção a orfandade,

    Companhia a viuvez.


    Queria ser a brisa

    Que refrigera a mente em cansaço profundo,

    Combalida na prova

    Quando a tristeza vem,

    Queria ser a escora pequenina,

    Que sustentasse os náufragos do mundo,

    Para regresso a vida nova,

    Pelas vias do bem.


    Queria ser a força do silencio

    Que verte do sorriso de brandura

    A suprimir o incêndio da revolta

    De quem desespera ou se maldiz;

    Queria ser o beijo da alma boa

    Que seca o pranto de quem se tortura,

    Ante os golpes de lama

    Da calunia infeliz.


    Queria ser a prece que afervora

    E alivia o doente,

    Socorro, de algum modo, a retratar-se,

    Queria ser, enfim, ao teu lado, Senhor,

    Alguém que se olvidasse, inteiramente,

    Dia a dia, hora a hora,

    A fim de ser contigo, em toda parte,

    Uma benção de amor.



    Por: Maria Dolores, Do livro: Antologia da Espiritualidade, Médium: Francisco Cândido Xavier

    2 min

About Marcus Rosa - Reflexões Diárias

From the publisher's feed

Marcus Rosa traz reflexões de espíritos diversos nesse projeto diário cuja proposta é inspirar e iluminar.