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Ante os problemas alheios,
Não te dês a criticar,
No fundo de cada vida
Só Deus consegue enxergar.
Leio no Livro da Terra
Este conselho profundo:
Quem vive só para si
Não devia vir ao Mundo.
Para dar felicidade
Tão alta quanto perfeita,
"Fazer os outros felizes"
É sempre a melhor receita.
Não insistas em queixar,
O coração mais tranqüilo
Que fala só de pesar
Acaba por atraí-lo.
Se a tua grande afeição
Já deu tudo quanto tem,
Não sofras... A provação
É para teu próprio bem.
Analisa a própria crença
Onde colocas a fé,
Segundo aquilo que pensa
Assim a pessoa é.
Por: Maria Dolores, Do livro: Somente Amor, Médium: Francisco Cândido Xavier
Quando escutes na estrada, alma querida e boa.
A palavra que fira.
Recordando a pedrada que se atira
Quando alguém se conturba e amaldiçoa,
Coloca-te em lugar da pessoa acusada
E, se na luz da fé que te inspira e sustém
Nada possas fazer, não diga nada,
Nem censures ninguém.
Pelos caminhos do cotidiano,
Quem se afeiçoa à queixa renitente
É igual a nós: um coração humano,
As vezes enganado, outras vezes doente!. . .
Muita afeição que cai ou se arroja, de todo,
No azedume infeliz,
Não sabe que remexe uma furna de lodo,
Nem pondera o que diz. . .
Injúria, humilhação, sarcasmo, treva
Na comunicação verbal que te procura
São canais de mais dor, quando a dor se subleva
E cria delinqüência, expiação, loucura!. . .
Ante as palavras rudes ou sombrias,
Considera, também, por outro lado,
De quanta compreensão precisarias
Se tivesses errado!. . .
Palavras de ferir, palavras de humilhar,
Mágoas de quem falhou, reclamações de alguém,
Violência, agressão, amargura, pesar,
Entrega tudo a Deus nas vibrações do bem!. .
Nunca leves adiante a sombra que te prova;
Lembra a lição do sol, sereno e superior,
Que, abrindo cada dia em luz de vida nova,
Tudo cobre de amor.
Por: Maria Dolores, Do livro: Encontro de Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier
Se consegues guardar o coração
Sem queixumes em vão,
Além das nuvens densas,
Feitas em vibrações de sarcasmos e ofensas,
Sem que a força da fé se te degrade,
Quando rugem, lembrando tempestade...
Se olhas pare o mal que te rodeia,
Respeitando, em silêncio, a luta alheia,
Se não te fere ouvir
A expressão que te espanca ou te censura,
No verbo avinagrado da amargura,
Sem alterar teu sonho de servir...
Se Logras conservar a luz no pensamento,
Ante os assaltos do tufão violento,
Que se forme da injúria que atraiçoa,
E trabalhas sem mágoa e ajudas sem tristeza,
Plantando o reconforto, a bondade e a beleza,
Sem perder a esperança na alma boa...
Se já podes, enfim,
Converter toda lama em trato de jardim
E criar alegria em tua própria dor,
Para auxílio a quem chora ou socorro de alguém,
Então terás chegado à compreensão do bem,
Para viver em paz, na vitória do amor!...
Por: Maria Dolores, Do livro: Antologia da Espiritualidade, Médium: Francisco Cândido Xavier
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