Marcus Rosa - Reflexões Diárias

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Marcus Rosa - Reflexões Diárias episodes

  • Vida e Morte / Augusto dos Anjos
    Marcus Rosa reflexões de espíritos
    diversos nesse projeto diário cuja proposta é inspirar e iluminar. Vídeo disponível no canal Marcus Rosa no YouTube: Segue o link: https://youtube.com/chanUC-8WBboOCJ4wP4y6ft3eQUg
    1 min
  • Amor e Perdão/ Chico Xavier e Maria Dolores
    E Madalena fora ao túmulo querido
    Entre pedras de extremo desconforto...
    Levava flores para o Mestre morto,
    Tinha o peito magoado e enternecido.
    O Sol reaparecia, resplendente,
    A névoa da manhã fundia-se no ar,
    Na dourada invasão das flamas do Nascente,
    Maria estava ali, unicamente,
    A fim de estar a sós, recolher-se e chorar.
    A desfazer-se em pranto, ela argüía:
    - “Por que, por que Senhor?
    Tanta saudade e tanta dor?!...
    Toda a felicidade que eu sentia
    Jaz aqui sepultada...
    Transformou-se-me a vida em sombra e nada
    No ermo deste pouso derradeiro...”
    Nisso, ela viu alguém... Seria um jardineiro?
    Um zelador daquele campo santo?
    Mas tomada de espanto,
    Viu-se à frente do Mestre Nazareno,
    O excelso benfeitor ressuscitado,
    A envolver-lhe de paz o coração cansado...
    Ela gritou: “Senhor!”
    Ele disse: “Maria!”
    Ela era a expressão da perfeita alegria,
    Ele, o perfeito amor.
    Madalena ajoelhou-se e quis beijar-lhe os pés...
    - “Maria, por quem és” – explicou-se
    “Não me toques, porquanto
    não te esperava aqui neste recanto,
    e ainda não fui ao Pai revestir-me de luz...”
    O reencontro espiritual de Jesus e Judas
    Maria, surpreendida,
    indagou em seguida:
    - “Senhor, onde estiveste?
    Em que jardim celeste
    Encontraste o descanso necessário,
    Que vem de Deus, nos dons da paz completa?
    Perdoa-me, Senhor, a pergunta indiscreta,
    Dói-me, porém, pensar na angústia do Calvário,
    Revolto-me, padeço, mas não venço
    A mágoa de lembrar-te o sacrifício imenso”
    Mas Jesus respondeu:
    - “Não, Maria, não fui ainda ao Alto,
    Nem me elevei sequer um palmo à luz do firmamento,
    Quem ama não consegue achar o Céu de um salto...
    Ao invés de subir aos Altos Resplendores,
    Desci, mas desci muito aos reinos inferiores...
    Despertando no túmulo, escutei
    Os gritos da aflição de alguém que muito amei
    E que muito amo ainda...
    Embora visse Além, a Luz sempre mais linda,
    Sentia nesse alguém um amado companheiro,
    Em crises de tristeza e de loucura...
    Fui à sombra abismal para a grande procura
    E ao reencontrá-lo amargurado e louco,
    A ponto de não mais me conhecer,
    Demorei-me a afagá-lo e, pouco a pouco,
    Consegui que ele, enfim, pudesse adormecer...”
    - “Senhor” – interrogou a Madalena
    “Quem é o amigo que te fez descer,
    Antes de procurar a luz do Pai?”
    Mas Jesus replicou, em voz clara e serena:
    - “Maria,
    um amigo não esquece a dor de outro amigo que cai...
    Antes de me altear à Celeste Alegria,
    Ao sol do mesmo amor a Deus, em que te enlevas,
    Vali-me, após a cruz, das grandes horas mudas,
    E desci para as trevas,
    A fim de aliviar a imensa dor de Judas”.
    Livro : Coração é Vida - psicografia: Chico Xavier / espírito: Maria Dolores
    4 min
  • Ansiedade / Cruz e Souza
    Ansiedade
    Todo esse anseio que tortura o peito,
    Estrangulando a voz exausta e rouca, Que em cada canto estruge e em cada boca Faz o soluço do ideal desfeito;
    Ansiedade fatal de que se touca
    A alma do homem mau e do perfeito, Sobe da Terra pelo espaço eleito, Numa imensa espiral, estranha e louca,
    Formando a rede eterna e incompreendida, Das ilusões, dos risos, das quimeras, Das dores e da lágrima incontida;
    Essa ansiedade é a mão de Deus nas eras, Sustentando o fulgor da luz da Vida, No turbilhão de todas as esferas!...
    1 min
  • Anjo de Redenção/ Jesus Gonçalves
    Anjo de redenção
    Do Céu desceste resplendente e puro E no santo mistério em que te apagas Vestiste-me o burel de sânie e chagas E algemaste-me a lenho estranho e duro.
    Nume solar pairando no monturo, Terno, escondendo as flores com que afagas, Ouviste-me, em silêncio, o choro e as pragas, Doce e invisível no caminho escuro!...
    Mas, da cruz de feridas que me deste, Libertaste meu ser à Luz Celeste, Onde, sublime e fúlgido, flamejas!
    E agora brado, enfim, de alma robusta: – Deus te abençoe, ó Dor piedosa e justa, Anjo da redenção! bendito sejas!...
    2 min

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