Marcus Rosa - Reflexões Diárias

Marcus Rosa - Reflexões Diárias

Download on the App Store

Marcus Rosa - Reflexões Diárias episodes

  • Não tenhais medo / Bezerra de Menezes
    Filhos, não tenhais medo da vida, nas provas e surpresas do caminho; não tenhais receio do amanhã, que somente a Deus pertence. Vivei com alegria e destemor, submissos à Vontade Divina em qualquer circunstância. Combatei os vossos erros, todavia compreendei a necessidade de aprender a lição nos reveses a que ninguém se furta.
    Colhei, resignadamente, na gleba que plantastes, sem reclamar dos espinhos que vos dilaceram as mãos que não souberam separar as urzes do bom grão. Que a revolta silenciosa não vos amargure a existência, determinando as vossas mais veladas atitudes.
    Não vos canseis de ser generosos, tolerantes e compassivos. Amai sem esperar serdes amados. Cumpri com as vossas obrigações pelo pão de cada dia, recordando-vos de que o Senhor alimenta os pássaros e veste os lírios do campo...
    Não leveis a vida de forma leviana e inconseqüente, sem atinar que as sombras que rondam os passos alheios também espreitam os vossos. A dor que nos tira a tranqüilidade é a mesma que nos possibilita tomar consciência de nossas fragilidades.
    Se, de quando em quando, o sofrimento não visitasse o homem, é possível que ele jamais se interessasse pela transcendência da Vida. Não vos permitais, pois, concessões de qualquer natureza, na satisfação dos próprios desejos.
    Se a ascensão do espírito é infinita, a queda a que voluntariamente se arroja não conhece limites... Sempre haverá como descer a mais fundo, escuro e indevassável abismo de dor.
    Filhos, vivei somente com a intenção de fazer o Bem, e em tudo vereis a manifestação da Sábia Providência. Não tenhais medo e não vos enclausureis na inércia como quem retrocede e se oculta, com o pensamento de que a Vida não o encontrará, mais cedo ou mais tarde, para arrancá-lo ao comodismo e trazê-lo de volta à realidade. Do livro: Coragem da Fé / Bezerra de Menezes
    3 min
  • Doença e Cura/ Bezerra de Menezes
    Filhos, toda doença tem a sua origem nas imperfeições do espírito, que reflete sobre as células que lhe constituem o corpo material os desajustes da consciência.
    A doença, quando se exterioriza, se revela e pede tratamento.
    Infelizmente, no entanto, o homem tem oferecido aos seus males físicos, que são, em essência, males espirituais, remédios que agem perifericamente, ou seja, que não atuam no âmago da questão. Os distúrbios psicológicos do ser, fruto do seu estado de desarmonia com a Lei, provocando-lhe sensações de sofrimento orgânico, tornam evidentes as necessidades que se lhe radicam n'alma. O que é subjetivo faz-se concreto para que se lhe corrijam as distorções.
    Embora realizasse e realize curas no corpo perecível, sujeito às incessantes transformações da matéria, Jesus se corporificou no mundo para empreender a cura das almas, que não se efetivará sem o concurso dos enfermos que a desejem.
    A falta de perdão, o ódio, a revolta, a descrença, o ressentimento e toda a variada gama de sentimentos corrompidos engendram causas profundas nas dores que a Medicina estuda e cataloga, sem, no entanto, dar-lhes combate eficaz.
    Filhos, a harmonização do vosso mundo íntimo vitaliza as células em desgaste e suprime as conseqüências mais drásticas do carma, a se expressarem tantas vezes nas patologias que vos limitam a ação.
    Pautai-vos por uma conduta cristã e, embora mais tarde não vos eviteis de facear a morte, convivereis com a dor sem as agravantes do desespero. A longevidade que o homem pretende no corpo material será uma conquista do espírito e não meramente da Ciência, no campo das prevenções.
    Elevai o vosso padrão mental e educai os vossos sentimentos, atraindo para vós as forças positivas da Criação como quem sabe escolher para si o ar que respira.
    Não olvideis que, basicamente, toda cura depende da movimentação da vontade do próprio enfermo, sem cujo concurso determinante ela não ocorrerá. Do livro : Coragem da Fé / Bezerra de Menezes
    3 min
  • Reerguei-vos / Bezerra de Menezes
    Filhos, reerguei-vos da queda em que, inadvertidamente, vos arrojastes. Não permaneçais estirados no chão do desespero e da inércia, aguardando que mãos anônimas e abnegadas tomem por vós a decisão que vos compete de prosseguir caminhando com os próprios pés. Levantai-vos e continuai, vacilantes embora. Reconsiderai a trajetória e acautelai-vos contra possíveis novas quedas. Mantende-vos o tempo todo vigilantes e não vos descureis um só instante da armadilha traiçoeira de vossas mazelas. Apoiai-vos nos encargos que vos cabe cumprir, em relação ao próximo, e não vos concedais excessivo tempo nas necessidades pessoais. Esquecei-vos, quanto puderdes, nas tarefas do bem. Se magoastes o coração de alguém, não hesiteis em lhe pedir perdão sucessivas vezes, porquanto, se temos a obrigação de perdoar setenta vezes sete a quem nos ofenda, caso sejamos nós os algozes, peçamos às nossas vitimas um perdão ilimitado através de nossas atitudes de regeneração. A verdade, não vos esqueçais disto, nunca está do lado de quem acusa e fere. Humilhados por aqueles que vos conheçam os pontos vulneráveis da personalidade, aprendei a contar com a Compaixão Divina que vos ama como sois e não vos aponta o dedo em riste. Sobre a Terra, a cavaleiro da situação que examina, não há quem possa censurar ninguém ou atirar a primeira pedra. Por certo, na jornada que cumprimos, muitos tropeços ainda nos esperam, todavia não nos seja isto pretexto para contemporizarmos com o mal ou exercermos excessiva tolerância em causa própria, nos equívocos que perpetramos. Filhos, que o Senhor vos abençoe e vos fortaleça. Não olvideis que, se os homens são faltos de misericórdia para com os seus irmãos em Humanidade, Deus não se nega ao perdão a nenhum de seus filhos, mas concede sempre aos que se revelam mais débeis dentre eles a bênção do recomeço no clima da lição // Do Livro: a coragem da Fé - Bezerra de Menezes
    3 min
  • O Santo de Assis / Augusto de Lima
    O santo de Assis
    No suave mistério dos espaços, Santa Maria dos Anjos inda existe, Com a mesma luz divina dos seus traços, Glorificando as dores da alma triste, Repartindo a Virtude, a Graça e os Dons Que a palavra divina do Cordeiro Prometeu aos pacíficos e aos bons Do mundo inteiro...
    Uma nova Porciúncula, dourada Pelos astros de mística alvorada, Aí se rejubila,
    Sob a paz de Jesus, terna e tranqüila, Derramando no Além ignorado Os sonhos de Virtude e Perfeição, Daquela mesma Umbria do passado, Cheia de encantamento e de oração.
    A luz dos sóis da etérea Natureza, Numa doce e ideal Eucaristia,
    O Esposo da Pobreza
    No seu manto de amor e de alegria Inda abre os braços para os pecadores...
    “Irmão Sol, irmãos Anjos, irmãs Flores, Não nos cansemos de glorificar
    A caridade imensa do Senhor,
    Sua sabedoria e seu amor, Procurando salvar
    Os nossos irmãos Homens mergulhados Entre as noites sombrias dos Pecados!...
    E à voz suave e dúlcida do Santo,
    A Terra escura e triste se povoa
    De anjos de amor, que enxugam todo o pranto E que levam consigo
    Todo o consolo amigo
    Da Esperança no Céu, singela e boa...
    Das paragens etéreas
    Da sua ideal igreja,
    São Francisco de Assis abraça e beija
    O homem que sofre todas as misérias, Amparando-lhe a alma combalida Nos desertos de lágrimas da Vida... E o conduz
    Ao regaço divino de Jesus!...
    Santo de Assis, divino “poverello”, Nas amarguras do meu pesadelo De vaidade do mundo, que devasta Todo o bem, vi tua luz singela e casta Beijando as minhas lepras asquerosas... Uma chuva de lírios e de rosas Lavou-me o coração de pecador
    E guardei para sempre o teu amor.
    Santo de Assis, irmão da Caridade, Que me curaste as lepras e a cegueira, Depois da morte, à luz da imensidade, Quero ainda abençoar-te a vida inteira... do livro - Parnaso de Além-Túmulo - Francisco Cândido Xavier
    3 min
  • Aos fracos da vontade/ Augusto dos Anjos
    Aos fracos da vontade
    Homem, levanta o véu do teu futuro, Troca o prazer sensualista e obscuro Pelo conhecimento da Verdade. Foge do escuro ergástulo do mundo E abandona o Desejo moribundo Pelo poder da tua divindade.
    Teu corpo é todo um orbe grande e vasto: Livra-o do mal unífero, nefasto, Com a espada resplendente da virtude; Que o sol da tua mente, eterno, esplenda, Dando a teu mundo a mágica oferenda Da alegria em divina plenitude.
    Deixa o conjunto de ancestralidades Da carne – o eterno símbolo do Hades – Onde o espírito clama, sofre e chora; Deixa que as tuas glândulas do pranto Te salvem do cadinho sacrossanto Da lágrima pungente e redentora.
    Mas, sobretudo, observa o pensamento, Fonte da força e altíssimo elemento, Em que toda molécula se cria:
    Da existência ele faz sepulcro abjeto Ou jardim luminoso e predileto,
    De arcangélicas flores de Harmonia.
    Ouve-te sempre a ronda do mistério, Mas faze de tua alma um grande império De beleza, de paz e de saúde: Que as tuas agregações moleculares Vivam livres de todos os pesares, Com os tônicos sagrados da Virtude.
    Tua vontade esclarecida e forte Triunfará das angústias e da morte Além dos planos tristes da matéria, Mas a tua vontade enfraquecida É a meretriz no báratro da vida,
    Amarrada no catre da miséria! Francisco Cândido Xavier - Livro: Parnaso de Além-Túmulo
    3 min
  • Deus Pode/ Meimei
    Não fales “não posso” e nem digas “desesperei”...
    Quando tiveres de explicar a palavra “exaustão”, deixa que a esperança te refulja em silêncio na boca e sempre que te suponhas na liquidação de todos os sonhos, contempla as flores que desabrocham sobre as ruínas.
    Muitas vezes, quem sabe definir o desânimo apenas desencadeia a tragédia, abrindo portas ao crime.
    Estendes pão ao faminto e acolhes quem vai sem teto, entretanto, nem sempre atendes ao coração agoniado no próprio peito, rogando-te paciência.
    Ouve-lhe as aflições e pede a Deus te envolva no dom inefável de Sua Bênção.
    Se não consegues solucionar as dificuldades que te rodeiam, dize contigo; Deus pode.
    Se incapaz de empreender a alteração necessária ao próprio caminho, afirma em tua alma; Deus pode.
    Se impossibilitado para corrigir a quem amas, asseveras de novo; Deus Pode.
    Se inabilitado para extirpar a angústia que te alanceia, medita em prece; Deus pode.
    E perdoando e ajudando sem descansar, aprenderÁs com Deus que a luz da verdadeira vitória é feita na paciência de cada dia.
    Por: Meimei, Do livro: Ideal Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos
    2 min
  • Prece de Cipriana/ André Luiz
    Senhor Jesus,
    Permanente inspiração de nossos caminhos,
    Abre-nos, por misericórdia,
    Como sempre,
    As portas excelsas
    De tua providência incomensurável...
    Doador da vida,
    Acorda-nos a consciência
    Para semearmos ressurreição
    Nos vales sombrios da morte;
    Distribuidor do Sumo bem,
    Ajuda-nos a combater o mal
    Com as armas do espírito;
    Príncipe da Paz,
    Não nos deixes indiferentes
    À discórdia
    Que vergasta o coração
    De nossos companheiros sofredores;
    Mestre da Sabedoria,
    Afugenta para longe de nós
    A sensação de cansaço
    À frente dos serviços
    Que devemos prestar
    Aos nossos irmãos ignorantes;
    Emissário do Amor Divino,
    Não nos concedas paz
    Enquanto não vencermos
    Os monstros da guerra e do ódio,
    Cooperando contigo,
    Em tua augusta obra terrestre;
    Pastor da Luz Imortal,
    Fortalece-nos,
    Para que nunca nos intimidemos
    Perante as angústias e desesperos das trevas;
    Distribuidor da Riqueza Infinita,
    Supre-nos as mãos
    Com teus recursos ilimitados,
    Para que sejamos úteis
    A todos os seres do caminho,
    Que ainda se sentem minguados
    De teus dons imperecíveis;
    Embaixador Angélico,
    Não nos abandones ao desejo
    De repousar indébitamente,
    E converte-nos
    Em teus servidores humildes,
    Onde estivermos;
    Mensageiro da Boa Nova,
    Não permitas
    Que nossos ouvidos adormeçam
    Ao coro dos soluços
    Dos que clamam por socorro
    Nos círculos do sofrimento;
    Companheiro da Eternidade,
    Abençoa-nos as responsabilidades e deveres;
    Não nos relegues à imperfeição
    De que ainda somos portadores!
    Dá-nos, amado Jesus, o favor de servir-te
    E que o Supremo Senhor do Universo Te glorifique
    Para sempre.
    Assim Seja!...
    Por: André Luiz, Do Informativo Espírita - Agosto de 2000, Médium: Francisco Cândido Xavier
    3 min
  • Ele Atenderá / Chico Xavier
    Quando atravesses um instante considerado terrível, na jornada redentora da Terra, recorda que o desespero é capaz de suprimir-te a visão ou barrar-te o caminho.
    Para muitos, esse minuto estranho aparece na figura da enfermidade; para outros, na forma da cinza com que a morte lhes subtrai temporariamente o sorrido de um ente amado.
    Em muitos lugares, guarda a feição de crise espiritual, aniquilando a esperança; e, em outros ainda, ei-lo que surge por avalanche de provas encadeadas, baldando a energia.
    Ninguém escapa aos topes de luta, que diferem para cada um de nós, segundo os objetivos que procuramos nas conquistas do Espírito.
    Esse jaz atormentado de tentações, aquele padece abandono, aquele outro chora oportunidades perdidas e mais outro lamenta os desenganos da própria queda.
    Se chegaste a instante assim, obscurecido por nuvens de lágrimas, arrima-te à paciência, ouve a fé, aconselha-te com a reflexão e medita com a serenidade, mas não procures a opinião do esmorecimento.
    Desânimo é fruto envenenado da ilusão que alimentamos a nosso respeito. Ele nos faz sentir pretensamente superiores a milhares de irmãos que, retendo qualidades não menos dignas que as nossas, carregam por amor fardos de sacrifício, dos quais diminutas parcelas nos esmagariam os ombros.
    Venha o desânimo como vier, certifica-te de que a forma ideal para arredar-lhe a sombra será compreender, auxiliar, abençoar e servir sempre.
    Guardes o coração conturbado ou ferido, magoado ou desfalecente, serve em favor dos que te amparem ou desajudem, entendam ou caluniem.
    Ainda que todos os apoios humanos te falhem de improviso, nada precisas temer.
    Tens contigo, à frente e à retaguarda, à esquerda e à direita, a força do companheiro invisível que te resolve os problemas sem perguntar e que te provê com todos os recursos indispensáveis à paz e à sustentação de teus dias. Ele que ama, trabalha e serve sem descanso, espera que ames, trabalhes e sirvas quanto possas.
    Sem que o saibas, ele te acompanha os pequeninos progressos e se regozija com os teus mais íntimos triunfos, assegurando-te tranqüilidade e vitória. Ele que te salvou ontem, salvará também hoje.
    Em qualquer tempo, lugar, dia ou circunstância, em que te sintas à beira da queda na tentação ou na angústia, chama por Ele.
    Por: Emmanuel, Médium: Francisco Cândido Xavier
    4 min

About Marcus Rosa - Reflexões Diárias

From the publisher's feed

Marcus Rosa traz reflexões de espíritos diversos nesse projeto diário cuja proposta é inspirar e iluminar.