Masmorracine

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Masmorracine episodes

  • Masmorra Cast #67 Ghost Stories for Christmas da BBC.
    No nosso especial de Natal trouxemos para vocês um bate papo sobre as adaptações para a televisão dos contos do escritor e medievalista Monthague Rhodes James, (ou M.R. James) uma tradição britânica dos anos de 1971 à 1978 e revivida nos anos 2000, a série Omnibus com o já clássico Whistle and I’ll Come to You, […]
    2 hr 10 min
  • Masmorra Cast #66 Os Três Enterros de Melquíades Estrada

    Seja bem vindo a mais um Masmorra Cast!

    Desta vez Angélica Hellish e Marcos Noriega trouxeram os amigos Douglas Exumador Fricke do Podtrash e  Filipe Pereira do Vortex Cultural, VHS Podcast e também do Canal Brisa de Cultura para conversarem sobre o filme Os Três Enterros de Melquíades Estrada (The Three Burials of Melquiades Estrada) de 2005  que marca a estréia do ator Tommy Lee Jones  na direção, o argumento e roteiro são de Guillermo Arriaga (Amores Brutos/Amores Perros, de 2000, 21 Gramas, de 2003, e Babel, de 2006) é um filme sobre fronteiras: as reais e as imaginárias. A história se passa no oeste dos Estados Unidos, uma região cara para o cinema, explora o fato de que as fronteiras na vida são muito menos delimitadas do que pensamos. Assim, o estado do Texas e o México são muito parecidos, praticamente o mesmo lugar. Da mesma forma como a linha que separa os ricos dos pobres, os homens das mulheres, os vivos dos mortos. O fato de estar morto não impede que Melquíades Estrada (Julio Cedillo) faça uma viagem do Texas até seu vilarejo mexicano, onde sonhava ser enterrado. Aí entra mais um elemento fundamental que conclui a história do longa: a fronteira entre o sonho e o real é inexistente, basta querer.

    Tommy Lee Jones (que foi premiado em Cannes por esse trabalho) é Pete Perkins, um lobo solitário que perde seu grande amigo Melquíades Estrada, sem saber como. Mesmo com o descaso da polícia local, ele acaba descobrindo que o mexicano foi morto pelo guarda Mike Norton (Barry Pepper), que guarda a fronteira e espanca os imigrantes que tentam cruzá-la. No entanto, Melquíades já foi enterrado numa vala comum, sem qualquer identificação, não permitindo que o texano cumpra a sua promessa de enterrar o corpo do amigo no México, próximo à mulher e aos filhos.

     

     

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    Mencionados: O Homem Que Eu Deveria Odiar (The Deadly Companions, 1961)

    A Balada de Esequiel Hernández (The Ballad of Esequiel Hernández, 2007)

    A Proposta ( The Proposition, 2005)

    Maria Cheia de Graça ( Mary Full Of Grace, 2004)

    Paradise Lost – A Trilogia que salvou vidas.

    Podcast: Trilogia do Paraíso, de Ulrich Seidl.

    Podcast: Masmorra Cast Apocalipse e Distopias.

     

     

    Clique na imagem acima e assista o filme legendado online no Cineclube da Masmorra

    Trilha Sonora de Marco Beltrami.

    2 hr 6 min
  • Masmorra Cast #66 Os Três Enterros de Melquíades Estrada
    Seja bem vindo a mais um Masmorra Cast! Desta vez Angélica Hellish e Marcos Noriega trouxeram os amigos Douglas Exumador Fricke do Podtrash e  Filipe Pereira do Vortex Cultural, VHS Podcast e também do Canal Brisa de Cultura para conversarem sobre o filme Os Três Enterros de Melquíades Estrada (The Three Burials of Melquiades Estrada) de 2005  que marca a estréia do […]
    2 hr 6 min
  • Batendo Papo na Masmorra #60 Tubarões, Animações para chorar e Bruxinha do MAL!

    Voltamos com mais um podcast para se divertir e, de quebra, trazer bons filmes e séries para você!

    Neste bate papo Angélica Helllish, Alan Bispo e Samir Saif falam de produções muito interessantes e trazem o debate sobre ser um fã crítico.

    Último podcast neste formato de 2018! Procure Batendo Papo na Masmorra em todo o site <3

    Mencionados: Megatubarão (The Meg, 2018), Anime Banana Fish (2018), Your Name (2016), A Voz do Silêncio (Koe No Katachi, 2016), Alpha (2018), Killing Eve (2018), A Noite Devorou o Mundo (2018), 22 de Julho (Netflix, Paul Greengrass, 2018), O Mundo Sombrio de Sabrina (2018)

     

    Acesse o Cineclube da Masmorra

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    1 hr 15 min
  • Masmorracast # 00 – Do que se trata nosso podcast
    Angélica Hellish, Daniel Ruiz, Marcos Noriega e Mariana Bonfim do Blog de Cinema Moyieyou conversam sobre a importância da mídia podcast enquanto difusora democrática de conhecimento e esclarecem o propósito do Masmorracast como espaço para a divulgação do cinema autoral e alternativo. Originally posted 2009-08-12 21:23:16.
    25 min
  • Batendo Papo na Masmorra #59

    Mais um B.P.M. recheado de boas recomendações!

    Angélica Hellish convidou os amigos Samir Saif e Fernando Sampaio para falar sobre o que de mais interessante tem assistido ou lido.

    Se liga no papo, que foi muito bom! E comente.

    Mencionados: Apóstolo (2018), O Hóspede (2014) , A Bela e a Fera (2014), As Boas Maneiras (2018), Bleach Live Action (2018), Buscando… (2018), [Série] Lore 1ª temporada, O Holocausto Brasileiro (2016), [Livro] Joyland, Stephen King, Homecoming (2018), A Maldição da Residencia Hill (2018), The Haunting (1963), A Casa Amaldiçoada (1999), [Série] Castle Rock (2018)

    1 hr 23 min
  • Batendo Papo na Masmorra #59
    Mais um B.P.M. recheado de boas recomendações! Angélica Hellish convidou os amigos Samir Saif e Fernando Sampaio para falar sobre o que de mais interessante tem assistido ou lido. Se liga no papo, que foi muito bom! E comente. Mencionados: Apóstolo (2018), O Hóspede (2014) , A Bela e a Fera (2014), As Boas Maneiras […]
    1 hr 23 min
  • [Podcasts Descontinuados e re-upados] Mulherada Cast, o podcast da mulherada.
    Neste podcast, Angélica Hellish  e Polly Ana debatem e convidam mulheres (tem homens na leitura de e-mails, sorry! hahaha) para conversar de forma desinibida  sobre assuntos relativos ao feminismo, sexo, sociedade e cultura e ser mulher.
    Atualização: Fazem 08 anos que esse podcast foi criado e descontinuado, mas ele existe e é uma uma maneira de analisar como pensávamos diferente em relação à muitas coisas.
    Escutem com a cabeça de 10 anos atrás, não de hoje. Paz!
    Ninguém nasce feminista. Se torna.
    Episódio #04 no feed e demais episódios disponíveis para download aqui (clique no nome do episódio)
    A Revolução Sexual Feminina: Angélica Hellish e Polly Ana
    Aniversário de 50 anos da pílula anticoncepcional. (08/02/2010)
    Ditadura da Beleza:   Angélica Hellish, Polly Ana, Claudia França, Aldre Lima, Cafeína, Priscilla Perez. (23/03/2010)
    (no feed e player) Homens e sua insegurança em relaçao ao tamanho do “Dito Cujo”:
    Angélica Hellish, Polly Ana, Cafeína, Camis Barbieri, Erika Ribeiro, “B” do extinto podcast ” Vida Secreta. (02/09/2010)
    Leitura de e-mails da Mulherada: Angélica  Hellish, Cafeína, Carlos Tourinho (Filmes com Legenda/Pauta Livre News), Thaís Poa (Thata) , Sr. Seu Panda (Pauta Livre News) e Marcos Noriega.
    Muita gente, pois houve hate. (28/10/2010)
    Envie suas opiniões e suas sugestões para o [email protected] ou [email protected]
    Não se esqueça de participar de nossa comunidade no Meu Podcast e no Orkut.
    Siga a Mulherada no @Mulherada_cast. (Esse Twitter ainda existe!)
    Podcast criado em 2010 e descontinuado. (blog ativo) http://soentramulher.blogspot.com/
    Atualização e upload feitos neste site em 03/11/2018

    [Texto]

    As Culpadas

    Polly Ana

    Hoje, ao acaso, encontrei uma notícia, no mínimo, revoltante: mulheres são culpadas pelo estupro. Logo que li o título (já com raiva nos olhos), tratei de verificar a data desse artigo, não podia ser algo recente. Ontem, essa notícia foi publicada ontem. É incrível imaginar que esse argumento bizzaro é disseminado quando o estupro é uma realidade que afeta 20% das mulheres em todo o mundo, segundo Relatório da Anistia Internacional. 
    A notícia toda gira em torno de um panfleto religioso, no qual prolifera o mesmo discurso (cretino) de sempre: as mulheres instigam os homens a agirem de forma pecaminosa (vide Eva e tantas outras), as mulheres usam suas roupas com o intuito de provocar os homens e, mesmo que não esteja algo à mostra, até assim a mulher age com pecado.
    Não queremos discutir religião, e sim quando essas frases sem nexo saem do âmbito religioso, assaltam o imaginário popular e ganham as ruas. Não é raro encontrar inúmeras pesquisas (essa, essa aqui e essa outra) que demonstram que a população (principalmente as próprias mulheres) culpam as vítimas pelo estupro. Uma dessas pesquisas diz que pelo menos um terço das pessoas na Grã-Bretanha acreditam que uma mulher é responsável, de forma parcial ou total, por ser estuprada se ela tiver flertado com o futuro agressor.
    Outro caso que nos dá assombro só de ouvir aconteceu em Nova Délhi, cidade que sofreu (e ainda sofre) uma onda de estupros, onde em resposta a esses ataques a ministra em exercício para assuntos femininos, Kanti Singh, disse que “os pais deveriam observar que tipo de roupas as moças estão usando quando elas saem de casa,” atribuindo, desse modo, a culpa ao corpo feminino, como se ele fosse um produto disponível, podendo ser tomado à força por qualquer homem, desde que este se sentisse atraído pela embalagem.
    No cinema, o assunto é mencionado em Laranja Mecânica (1971), filme inspirado no livro homônimo de Anthony Burgess, dirigido por Stanley Kubrick, o longa narra o percurso de Alex (Malcolm McDowell), um garoto que faz parte de uma gangue e que, sem escrúpulos, rouba, mata e estupra. A cena do estupro é realizada ao som da canção Singing in the rain, cantada pelo próprio Alex. Outra cena de estupro, mas no sentido metafórico, ocorre quando Alex e seu bando invadem a casa de uma dançarina, que é morta com um pênis gigante.
    Em outro filme, Meninos não Choram (1999), o estupro é punição. Teena Brandon (Hilary Swank) é uma menina que decide trocar de identidade, passando-se por um menino chamado Brandon Teena. No entanto, sua identidade é descoberta e, por causar incômodo, por fugir dos paradigmas, ela é estuprada e morta. Ressalta-se que esse filme é baseado em uma história verídica que aconteceu em 1993.
    Entretanto, a obra cinematográfica que chegou mais perto (isso é na minha opinião, é claro e com base em minha memória falha) das discussões sobre a culpa das vítimas nos casos de estupros foi em Acusados (1988). Um filme de Jonathan Kaplan com a atuação fascinante de Judie Foster, que vive Sarah Tobias, uma mulher que é estuprada em um bar e, ao denunciar a agressão, ela sofre humilhações, questionamentos e a culpa pelo o que havia acontecido com ela. Sarah se depara com um sistema machista e conservador, que acha que certas mulheres merecem ser estupradas, seja por suas atitudes, seja por suas roupas.
    No Brasil, a coisa ainda caminha (a lentos passos, mas caminha), com a Lei Maria da Penha houve uma proteção mais ampla quanto à violência doméstica sofrida pelas mulheres, no entanto, ainda é difícil as mulheres denunciarem os casos de estupro, ora por vergonha, ora por culpa, já que esses discursos massacram a todas.
    Devemos, todas, gritar contra essas frases soltas. Devemos resistir frente a um sistema que inscreve que a mulher é um corpo disponível. O estupro não é e nem nunca foi culpa das mulheres, a culpa desse ato (ou a maior delas) é sim da hipocrisia que criou no homem uma noção ridícula de instinto.
    58 min
  • [Podcasts Descontinuados e re-upados] Mulherada Cast, o podcast da mulherada.
    Neste podcast, Angélica Hellish  e Polly Ana debatem e convidam mulheres (tem homens na leitura de e-mails, sorry! hahaha) para conversar de forma desinibida  sobre assuntos relativos ao feminismo, sexo, sociedade e cultura e ser mulher. Atualização: Fazem 08 anos que esse podcast foi criado e descontinuado, mas ele existe e é uma uma maneira de analisar como pensávamos […]
    58 min

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