Todos se devem submeter às autoridades públicas, pois não há autoridade que não venha de Deus. As autoridades que existem foram estabelecidas por Deus. Deste modo, aquele que resiste à autoridade resiste à ordem de Deus e os que assim procedem receberão o castigo. As autoridades não metem medo a quem faz o bem, mas a quem faz o mal. Não queres ter medo da autoridade? Então faz o bem e terás a sua aprovação, pois a autoridade está ao serviço de Deus para teu bem. Mas se fizeres o mal, então deves ter medo, porque não é em vão que as autoridades têm poder para castigar. Como estão ao serviço de Deus, dão o castigo a quem pratica o mal. Portanto, é preciso obedecer, não só para evitar o castigo, mas também por um dever de consciência. É também por essa razão que se pagam os impostos, porque as autoridades estão ao serviço de Deus para zelarem por isso. Portanto, deem a cada um o que é devido: paguem impostos e contribuições a quem devem pagar; respeitem a quem devem respeitar e honrem a quem devem honrar.
O cristão deve respeito a toda a gente, autoridades civis incluídas. Sendo o governo de qualquer nação visto por Deus como um canal das Suas bênçãos, cabe ao seguidor de Jesus honrar os que têm entre mãos a gigantesca tarefa de concretizar esse propósito. Deus visa o bem integral de cada ser humano, concedendo, na Sua soberania, os recursos para os governantes proporcionarem um viver justo e harmonioso aos seus conterrâneos. Compete, pois, ao Estado zelar pela honra e dignidade comuns. Já o cristão obriga-se a ser um cidadão exemplar, cumprindo com os seus deveres. Assim, torna-se imperioso que tenha especial cuidado com o seu comportamento, tanto público como privado, não dando azo a que, sob nenhum pretexto, o acusem de desonestidade no exercício da sua cidadania. “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra”. Ressalve-se, no entanto, que esta conduta de excelência não é cega, surda e muda; isto é, quando as leis humanas entram em conflito com os princípios de Deus há que hastear aquela preciosa bandeira: “Importa antes obedecer a Deus do que aos homens!”. Recorde-se a pertinente e contundente questão colocada por Agostinho: “Sem justiça que são os reinos senão grandes bandos de ladrões?”. Resumindo, ore-se pelo desempenho nobre e honrado dos que têm a missão de liderar o país; simultaneamente, erga-se a voz para denunciar quaisquer abusos cometidos, pois são em primeira instância uma ofensa ao carácter do próprio Deus.