Inauguração do Monumento a Domingos José Martins de José Octávio Corrêa Lima.
CORRÊA LIMA (São João Marcos, RJ, 1878 - Rio de Janeiro RJ, 1974).
por Arthur Valle.
Escultor
e professor, José Octavio Corrêa Lima iniciou a sua formação artística
em 1892, freqüentando como aluno livre as aulas de Belmiro de Almeida,
Modesto Brocos, Zeferino da Costa e, especialmente, de Rodolpho
Bernardelli na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Na Exposição Geral
de 1899, foi contemplado com o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, com a
obra Remorso. Entre 1899 a 1902, permaneceria no Velho Mundo, primeiro
em Paris, depois em Roma, cidade onde fixou um ateliê e promoveu
freqüentes sessões de modelo vivo, das quais participavam artistas
locais.
A concepção do monumento pauta-se em linguagem que carrega resquícios do
romantismo e da ideologia positivista, destituída do caráter trágico
que envolveu a morte do herói. O busto de Domingos Martins posiciona-se
no alto e na parte anterior do bloco escultórico. A crítica costuma
enfatizar o realismo que o escultor imprimia ás suas figuras. Neste
caso, o escultor parece ter se inspirado na reprodução de retrato do
herói, pintado a óleo por artista de seu tempo. A cabeça apolínea do
jovem revolucionário possui traços harmônicos e fidalgos, porte
atlético, expressão serena. Mantém o olhar fixo no horizonte, como se
vislumbrasse que seu sacrifício não seria em vão.
Ficha Técnica:
Endereço:
Rua Pedro Palácios - Ao lado do Palácio Anchieta
Autor:
Corrêa Lima
Obra:
Grupo escultórico fundido em bronze / PEDESTAL: Granito Cinza Corumbá apicoado, montado em seis patamares.
Dimensões:
H: ≈200 L: 120 C: 140 / PEDESTAL: H: 350 L: 200 C: 184
Data de inauguração:
5 de novembro de 1917 ou 28 de novembro de 1918.