Mobilidade – Arquicast

Mobilidade – Arquicast

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Mobilidade – Arquicast episodes

  • Arquicast 262 – Transporte Público

    Mais do que apenas mover pessoas do ponto A ao ponto B, a mobilidade urbana é um reflexo direto da nossa organização social, da qualidade dos nossos espaços públicos e da sustentabilidade do nosso modo de vida. O modo como projetamos nossas ruas, edifícios e o sistema de transporte define se priorizamos o carro individual ou se construímos cidades feitas para a fluidez, a convivência e o acesso democrático.

    O que devemos ter em mente quando pensamos em transporte público e cidade? Qual é o papel dos municípios na garantia do bom serviço à população? E como o arquiteto e urbanista participa deste processo? Estes e outros assuntos vamos procurar saber hoje dos nossos convidados!

    Participam:

    Yasmin Vasques é Arquiteta urbanista pela Faculdade Metodista Granbery, mestranda em engenharia de transportes pela COPPE/UFRJ. Atuou na Secretaria de Planejamento Urbano de Juiz de Fora, membra do Conselho de Políticas Urbanas. Atua como consultora, desenvolvendo estudos de impacto de vizinhança e planos de mobilidade, colaboradora com a REDEMOB e pesquisadora de processos licitatórios do transporte público coletivo

    Matheus Oliveira é economista pela UFMG, Mestre em Eng. de Transportes pela COPPE/UFRJ e Doutor em Sistemas de Transportes pelo Programa de Parceria entre MIT e Instituto Superior Técnico de Lisboa. Pesquisa interseção entre participação pública, novas tecnologias, comunicação e planejamento urbano e é autor do livro Cidades Extraordinárias: o anti-guia emocional para a transformação.

    1 hr 19 min
  • Arquicast 212 – Ciclovias

    As ciclovias, com suas faixas distintas e sinalização dedicada, têm ganhado destaque na paisagem urbana de muitas cidades ao redor do mundo. Seus impactos abrangem desde a redução do tráfego rodoviário até a promoção de um estilo de vida mais saudável e sustentável. No Arquicast 212 é explorado esse tema crucial, com a participação da arquiteta e mestre em engenharia de transportes Janaína Amorim, sócia da Metrics Mobilidade, foram discutidos os melhores exemplos globais, as tendências em design e arquitetura, e o impacto das ciclovias na saúde pública.

    As transformações urbanas são evidentes nas cidades que abraçaram as ciclovias de alta qualidade. Copenhague, Amsterdã, Santiago e Bogotá são alguns dos melhores exemplos globais de como as ciclovias podem ser integradas com sucesso em infraestruturas urbanas diversificadas. Essas cidades adaptaram suas ciclovias às condições climáticas e geográficas, tornando-as uma parte essencial de sua mobilidade urbana. Isso não apenas melhorou a qualidade de vida de seus habitantes, mas também teve um impacto positivo na economia local.

    Ao promover o uso da bicicleta como meio de transporte, as ciclovias atraem turistas e fomentam o comércio em áreas adjacentes. A cultura ciclística varia amplamente de país para país e, em muitos casos, influencia diretamente a aceitação e uso das ciclovias. Cidades com uma forte cultura ciclística tendem a ver um maior uso das ciclovias, ou seja, a cultura de andar de bicicleta. 

    As cidades agora reconhecem a importância de priorizar a mobilidade sustentável e estão incorporando o planejamento de ciclovias em suas estratégias de longo prazo. Isso não apenas reduz a dependência de veículos motorizados, mas também melhora a qualidade do ar e reduz o congestionamento. Além das tradicionais ciclovias nas ruas, estão surgindo tendências inovadoras, como ciclovias elevadas e pistas compartilhadas. Um próximo passo em direção à essa cultura é a implementação de tecnologias emergentes, como semáforos adaptativos e sistemas de compartilhamento de bicicletas. No entanto, cidades que buscam adotar sistemas de compartilhamento de bicicletas enfrentam desafios logísticos e financeiros significativos, como o exemplo de Barcelona citado pela convidada do episódio,

    Um dos aspectos mais impactantes das ciclovias é seu efeito positivo na saúde pública. Estudos demonstraram uma correlação entre a expansão das ciclovias e a redução de doenças relacionadas ao sedentarismo. À medida que as ciclovias incentivam mais pessoas a adotar a bicicleta como meio de transporte, os benefícios para a saúde se tornam evidentes.

    A mobilidade urbana está evoluindo, e as ciclovias estão na vanguarda dessa mudança. Elas representam um caminho para cidades mais saudáveis, mais acessíveis e mais agradáveis para se viver. Não deixe de ouvir o episódio e participar desse debate!

     

    53 min
  • Arquicast 196 – Arquitetura da Mobilidade

    As estações de metrô, os viadutos e os terminais intermodais são fundamentais não só para a mobilidade, mas também para outras funções urbanas, trazendo maior complexidade no uso, ocupação e desenvolvimento das cidades, assim como as escadarias, os elevadores, as calçadas, as ciclovias entre outros dispositivos de mobilidade ativa. Todos esses aparatos são conhecidos como “Arquiteturas da Mobilidade”.

    Em mais um episódio da série sobre mobilidade urbana, o Arquicast conversa com Luísa Gonçalves, doutora pela FAU/USP e Renata Goretti, arquiteta com mestrado profissional em gestão urbana pela Universidade Técnica de Berlim. Entusiastas e com experiências na área, a conversa abordou uma série de exemplos no Brasil e no mundo sobre como as estruturas de mobilidade foram se transformando ao longo do tempo, sobretudo, a partir de mudanças significativas nos paradigmas da circulação urbana.

    Historicamente, a circulação urbana foi tratada de forma setorial nos estudos e proposições para a cidade industrial, grandes planos eram essencialmente baseados nas grandes infraestruturas urbanas, consequentemente, nos grandes eixos de circulação. O mundo contemporâneo, dado às preocupações da sustentabilidade, bem como os novos meios de produção e modos de vida, revelou a complexidade do tema, organicamente relacionado com a economia urbana e demais temas da cultura, dentre eles, a supremacia dos automóveis ainda prevalecente na comunidade urbana.

    Hoje em dia, a preocupação com a qualidade de vida está conectada diretamente com o assunto mobilidade, oportunamente quando as infraestruturas da paisagem podem ser alteradas por soluções que contemplem a interdependência entre grandes sistemas de transporte e a qualidade da pavimentação de uma calçada, por exemplo, ou mesmo a preocupação com acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos espaços públicos.

    Durante a conversa foi ponderado que estamos entre dois cenários com relação às arquiteturas da mobilidade, um deles refere-se à obsolescência das infraestruturas, como por exemplo casos clássicos de antigos viadutos em Berlim, Barcelona e Nova Iorque, que se transformaram em novos equipamentos coletivos. De outro lado, em especial, nos países em desenvolvimento, a constatada ineficiência e carência dos dispositivos de mobilidade.

    Esse tema aponta para uma nova perspectiva para se observar os fenômenos dinâmicos das cidades. As arquiteturas, as infraestruturas e os pequenos dispositivos podem agora trabalhar em sinergia para a construção de uma cidade verdadeiramente orgânica. No entanto, as principais estruturas que precisam ser alteradas, nesse momento, são as estruturas das mentalidades gestoras. Quer saber mais sobre o tema?

    Não deixe de ouvir e contribuir nas discussões!

    1 hr 4 min

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