“Pesquisei os cursos por indicação de amigos que já haviam estudado lá. Quando vi o valor (muito mais em conta do que intercâmbios para a Europa), eu e meu filho decidimos pela viagem.” Assim, o empreendedor Laerte Modesto resume como ele e Enzo, de 17 anos, chegaram à conclusão de que estudar mandarim por seis meses na China seria uma escolha mais estratégica do que Europa ou o Canadá.
No programa desta semana, eles falam sobre os custos, o processo de pesquisa e a universidade que recebe jovens de diferentes países para cursos de língua — muitas vezes porta de entrada para uma futura graduação no país.
Esse programa conta ainda com a participação da especialista em educação Keith Fonseca, fundadora da Way School Business, que conecta escolas de ensino médio a universidades chinesas. Ela destaca que o governo chinês oferece bolsas de estudo para alunos de escolas públicas, ampliando o acesso a esse tipo de oportunidade.
Já Paulo Oliveira, fundador da plataforma Estudar na China, que reúne e traduz cursos destinados a estrangeiros, avalia que o atual cenário internacional — com restrições em outros destinos e a ascensão das universidades chinesas em rankings globais — torna este um momento particularmente favorável para investir em uma formação acadêmica no país. O próprio Paulo relata sua experiência na busca por bolsas de estudo. “Criei uma plataforma que responde aos percalços que passei na época em que comecei a pensar em intercâmbio. Quis abreviar os perrengues para os próximos candidatos".