Momento Sociedade - USP

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Momento Sociedade - USP episodes

  • Momento Sociedade #24: Caos em São Paulo em função das chuvas está entre os desastres recorrentes no País
    “O que está acontecendo em São Paulo não é a primeira vez e as causas já foram muito debatidas”, afirma José Luiz Portella no Momento Sociedade desta semana. Ele tem experiência no assunto já que foi secretário estadual de Transportes Metropolitanos e de Serviços e Obras da Prefeitura de São Paulo. Ele analisa que a primeira causa do problema é a falta de planejamento, já que “somos um país imediatista, um país que quer resolver tudo com uma canetada no momento da crise, aí aquilo passa, não se aceita um estudo mais profundo”.
    Portella explica que o que vimos nesta segunda-feira, 10 de fevereiro, em São Paulo foi a acumulação da água, sem meios para escoamento. Para ele, nem todas as causas são antrópicas, ou seja, causadas pelo homem, elas são intensificadas pelo processo de urbanização desordenado que só continua, além das causas naturais, como as chuvas muito acima do normal.
    Há também causas históricas para esse estilo de urbanização. Portella cita a forma como a colonização portuguesa construiu as cidades, diferentemente da colonização espanhola. Associada a isso, há a expansão urbana acelerada, baseada na especulação imobiliária, na necessidade de moradia das pessoas e na falta do poder público que não consegue conter esse movimento. Tecnicamente, ele explica, há bairros construídos abaixo da linha do lençol freático e que vão inundar, sem que o plano diretor da cidade resolva isso. Em suma, os fenômenos naturais são recorrentes, faltam políticas públicas, e falta posicionamento da sociedade. Para ele, o diferencial pode vir de uma cobrança anterior da sociedade, não depois do problema. Não existem planos preventivos, apenas emergenciais, segundo Portella.
    12 min
  • Momento Sociedade #23: Tese debate a literatura de língua portuguesa em um espaço transnacional
    Uma tese de doutorado da FFLCH visa a aprofundar e debater as condições sociais da emergência de um espaço literário transnacional que abranjam as nações que falam língua portuguesa. O Momento Sociedade desta semana, com o pesquisador José Luiz Portella, da Faculdade de Filosofia, Letras e  Ciências Humanas (FFLCH) da USP, traz respostas para perguntas, por exemplo, de como é constituído esse espaço, quais suas disputas internas e os principais autores, e o que seria de fato esse espaço transnacional.
    “Um espaço fundamental transnacional são instituições, prêmios e projetos que façam que a língua portuguesa seja compartilhada em todos os países de maneira comum. A criação do Prêmio Camões e do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) serviram de incentivo para esse intercâmbio cultural, que nem sempre foi prolífico como deveria ser”, explica.
    Portella lembra que estamos em um momento em que a cultura está em grande discussão, da qual a literatura faz parte. Após Chico Buarque ser contemplado com o Prêmio Camões, a premiação ganhou uma relevância e levou a uma aproximação entre escritores, artistas e políticos. “Isso mostra que, quando existem instituições inclusivas, elas funcionam.”
    A tese de Marcelo Stella, doutorando da FFLCH, pretende pensar nesse espaço literário transnacional de língua portuguesa criado e nos seus escritores, após trabalhos feitos por Brasil e Portugal no final do século 20 e mais tarde com os países africanos de língua oficial portuguesa (notadamente Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe).
    8 min
  • Momento Sociedade #23: Tese debate a literatura de língua portuguesa em um espaço transnacional
    A tese de Marcelo Stella, doutorando da FFLCH, pretende pensar nesse espaço literário transnacional de língua portuguesa criado e nos seus escritores. "Um espaço fundamental transnacional são instituições, prêmios e projetos que façam que a língua portuguesa seja compartilhada em todos os países de maneira comum", comenta José Luiz Portella, citando o Prêmio Camões como exemplo
    8 min
  • Momento Sociedade #23: Tese debate a literatura de língua portuguesa em um espaço transnacional
    A tese de Marcelo Stella, doutorando da FFLCH, pretende pensar nesse espaço literário transnacional de língua portuguesa criado e nos seus escritores. "Um espaço fundamental transnacional são instituições, prêmios e projetos que façam que a língua portuguesa seja compartilhada em todos os países de maneira comum", comenta José Luiz Portella, citando o Prêmio Camões como exemplo
    8 min
  • Momento Sociedade #23: Tese debate a literatura de língua portuguesa em um espaço transnacional
    Uma tese de doutorado da FFLCH visa a aprofundar e debater as condições sociais da emergência de um espaço literário transnacional que abranjam as nações que falam língua portuguesa. O Momento Sociedade desta semana, com o pesquisador José Luiz Portella, da Faculdade de Filosofia, Letras e  Ciências Humanas (FFLCH) da USP, traz respostas para perguntas, por exemplo, de como é constituído esse espaço, quais suas disputas internas e os principais autores, e o que seria de fato esse espaço transnacional.
    “Um espaço fundamental transnacional são instituições, prêmios e projetos que façam que a língua portuguesa seja compartilhada em todos os países de maneira comum. A criação do Prêmio Camões e do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) serviram de incentivo para esse intercâmbio cultural, que nem sempre foi prolífico como deveria ser”, explica.
    Portella lembra que estamos em um momento em que a cultura está em grande discussão, da qual a literatura faz parte. Após Chico Buarque ser contemplado com o Prêmio Camões, a premiação ganhou uma relevância e levou a uma aproximação entre escritores, artistas e políticos. “Isso mostra que, quando existem instituições inclusivas, elas funcionam.”
    A tese de Marcelo Stella, doutorando da FFLCH, pretende pensar nesse espaço literário transnacional de língua portuguesa criado e nos seus escritores, após trabalhos feitos por Brasil e Portugal no final do século 20 e mais tarde com os países africanos de língua oficial portuguesa (notadamente Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe).
    8 min
  • Momento Sociedade #22: Administração de grandes cidades deveria valorizar dimensão humana
    O Momento Sociedade desta semana trata da complexa tarefa de se gerir uma cidade, e a miríade de complexidades que surge quando se trata de grandes metrópoles como São Paulo, por exemplo. Atualmente a maior cidade da América Latina é administrada através de 32 Subprefeituras que abrangem 96 distritos. “A partir de uma determinada dimensão, as cidades ficam ingovernáveis no sentido de dar uma qualidade de vida razoável para as pessoas. Você dividir por distritos não resolve. Os recursos são fragmentados, há uma disputa política por eles que impede uma distribuição racional”, comenta José Luiz Portella, doutorando pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
    Para Portella, a principal questão a ser levada em conta é que “as cidades não são feitas para as pessoas”. Ele explica que as cidades brasileiras se modelaram e foram formadas a partir do modo como a economia se instalou: desordenada. “Nessa forma desordenada, você não obedece critérios racionais, organizacionais e humanos. Não se pensa no habitante, mas em como o crescimento desordenado corre atrás do dinheiro e das forças de mercado”, pontua.
    A negligência com essa “dimensão humana”, ao se pensar o espaço público e urbano, para o pesquisador, é o ponto crítico da administração de grandes cidades. Portella exemplifica utilizando a capital do País: “Brasília, olhando de cima, é uma cidade bonita. Porém, para quem está nela, é uma cidade triste, as pessoas não se reúnem, é tudo muito isolado e com difícil acesso. Não há uma vida natural”.
    “Em suma, a questão da administração das grandes cidades passa pela vocação e a diretriz de que a cidade é para as pessoas, não para as coisas”, conclui.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    8 min
  • Momento Sociedade #22: Administração de grandes cidades deveria valorizar dimensão humana
    O Momento Sociedade desta semana trata da complexa tarefa de se gerir uma cidade, e a miríade de complexidades que surge quando se trata de grandes metrópoles como São Paulo, por exemplo. José Luiz Portella, doutorando pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, comenta a principal questão a ser levada em conta: "As cidades não são feitas para as pessoas".
    8 min

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Um podcast que fala sobre os problemas enfrentados pela sociedade e as soluções apresentadas através dos estudos realizados na Universidade de São Paulo, em especial da área de humanas

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