Momento Sociedade - USP

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Momento Sociedade - USP episodes

  • Momento Sociedade #22: Administração de grandes cidades deveria valorizar dimensão humana
    O Momento Sociedade desta semana trata da complexa tarefa de se gerir uma cidade, e a miríade de complexidades que surge quando se trata de grandes metrópoles como São Paulo, por exemplo. José Luiz Portella, doutorando pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, comenta a principal questão a ser levada em conta: "As cidades não são feitas para as pessoas".
    8 min
  • Momento Sociedade #22: Administração de grandes cidades deveria valorizar dimensão humana
    O Momento Sociedade desta semana trata da complexa tarefa de se gerir uma cidade, e a miríade de complexidades que surge quando se trata de grandes metrópoles como São Paulo, por exemplo. Atualmente a maior cidade da América Latina é administrada através de 32 Subprefeituras que abrangem 96 distritos. “A partir de uma determinada dimensão, as cidades ficam ingovernáveis no sentido de dar uma qualidade de vida razoável para as pessoas. Você dividir por distritos não resolve. Os recursos são fragmentados, há uma disputa política por eles que impede uma distribuição racional”, comenta José Luiz Portella, doutorando pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP.
    Para Portella, a principal questão a ser levada em conta é que “as cidades não são feitas para as pessoas”. Ele explica que as cidades brasileiras se modelaram e foram formadas a partir do modo como a economia se instalou: desordenada. “Nessa forma desordenada, você não obedece critérios racionais, organizacionais e humanos. Não se pensa no habitante, mas em como o crescimento desordenado corre atrás do dinheiro e das forças de mercado”, pontua.
    A negligência com essa “dimensão humana”, ao se pensar o espaço público e urbano, para o pesquisador, é o ponto crítico da administração de grandes cidades. Portella exemplifica utilizando a capital do País: “Brasília, olhando de cima, é uma cidade bonita. Porém, para quem está nela, é uma cidade triste, as pessoas não se reúnem, é tudo muito isolado e com difícil acesso. Não há uma vida natural”.
    “Em suma, a questão da administração das grandes cidades passa pela vocação e a diretriz de que a cidade é para as pessoas, não para as coisas”, conclui.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    8 min
  • Momento Sociedade #21: Lazer na periferia depende de políticas públicas eficazes
    A morte de nove jovens coloca os bailes funk no centro do debate público. Na noite do dia 1º, domingo, operação da Polícia Militar (PM) causou pânico no fluxo mais conhecido de Paraisópolis, o DZ7. Gustavo Cruz Xavier, 14; Dennys Franca, 16; Marcos Paulo Oliveira, 16; Denys Henrique Quirino, 16; Luana Victoria Oliveira, 18; Gabriel Rogério de Moraes, 20; Eduardo da Silva, 21; Bruno Gabriel dos Santos, 22; e Mateus dos Santos Costa, 23, foram a óbito em meio a disparos da PM e a consequente confusão.
    José Luiz Portella, doutorando da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), lamenta que esses desastres ocasionados por problemas estruturais só ganhem tempo de tela no instante em que ocorrem. “Eles são discutidos só no momento da crise, sob forte aspecto emocional, com a profundidade e a amplitude de uma semana, ou quinze dias no máximo”, diz ao Jornal da USP no Ar.
    Para Portella, esse é um traço do brasileiro como homem cordial. As pessoas se movem por emoção e com poucas informações. Dessa maneira, os problemas são vistos por uma perspectiva relacionada à crença ideológica ou política. “Nada é resolvido assim”, argumenta. 
    O baile DZ7  surge da organização dos comerciantes locais. Eles negociam com os responsáveis pelos aparelhos de som, normalmente em carros, conta o pesquisador. “Um jovem se diverte no pancadão com dez ou 20 reais”. Então, há um interesse econômico. As quantias são pequenas, mas as transações são muitas. O local da festa é a própria rua. Além do lazer e dos benefícios ao comércio local, surgem transtornos com limpeza, barulho e segurança.
    Na visão de Portella, a solução está em um alinhamento do poder público com os interesses privados. “É preciso entender que a busca por lazer desses jovens faz parte da vida econômica da capital”, esclarece. O Estado pode fornecer locais. Na zona sul, o autódromo de Interlagos é um bom exemplo. Além disso, existe a necessidade de transporte. Portella fala que uma tarifa noturna facilitaria os deslocamentos, aproveitando da ociosidade dos trens e ônibus durante a noite. Os negócios locais teriam de se adaptar à nova infraestrutura.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    11 min
  • Momento Sociedade #21: Lazer na periferia depende de políticas públicas eficazes
    A morte de nove jovens coloca os bailes funk no centro do debate público. Na noite do dia 1º, domingo, operação da Polícia Militar (PM) causou pânico no fluxo mais conhecido de Paraisópolis, o DZ7. Gustavo Cruz Xavier, 14; Dennys Franca, 16; Marcos Paulo Oliveira, 16; Denys Henrique Quirino, 16; Luana Victoria Oliveira, 18; Gabriel Rogério de Moraes, 20; Eduardo da Silva, 21; Bruno Gabriel dos Santos, 22; e Mateus dos Santos Costa, 23, foram a óbito em meio a disparos da PM e a consequente confusão.
    José Luiz Portella, doutorando da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), lamenta que esses desastres ocasionados por problemas estruturais só ganhem tempo de tela no instante em que ocorrem. “Eles são discutidos só no momento da crise, sob forte aspecto emocional, com a profundidade e a amplitude de uma semana, ou quinze dias no máximo”, diz ao Jornal da USP no Ar.
    Para Portella, esse é um traço do brasileiro como homem cordial. As pessoas se movem por emoção e com poucas informações. Dessa maneira, os problemas são vistos por uma perspectiva relacionada à crença ideológica ou política. “Nada é resolvido assim”, argumenta. 
    O baile DZ7  surge da organização dos comerciantes locais. Eles negociam com os responsáveis pelos aparelhos de som, normalmente em carros, conta o pesquisador. “Um jovem se diverte no pancadão com dez ou 20 reais”. Então, há um interesse econômico. As quantias são pequenas, mas as transações são muitas. O local da festa é a própria rua. Além do lazer e dos benefícios ao comércio local, surgem transtornos com limpeza, barulho e segurança.
    Na visão de Portella, a solução está em um alinhamento do poder público com os interesses privados. “É preciso entender que a busca por lazer desses jovens faz parte da vida econômica da capital”, esclarece. O Estado pode fornecer locais. Na zona sul, o autódromo de Interlagos é um bom exemplo. Além disso, existe a necessidade de transporte. Portella fala que uma tarifa noturna facilitaria os deslocamentos, aproveitando da ociosidade dos trens e ônibus durante a noite. Os negócios locais teriam de se adaptar à nova infraestrutura.
    Momento SociedadeO Momento Sociedade vai ao ar na Rádio USP todas as segundas-feiras, às 8h30 – São Paulo 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz e também nos principais agregadores de podcast
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    11 min
  • Momento Sociedade #20: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas comemora 85 anos
    Em 25 de janeiro de 1934 nascia a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL). Apesar da derrota bélica da Revolução Constitucionalista de 32, paulistas usaram o conflito para ensejar a criação de um centro de formação intelectual. A FFCL surgiu como um elo entre as já existentes Faculdade de Direito (FD), Escola Politécnica (Poli), Faculdade de Odontologia (FO) e Faculdade de Medicina (FM), dando origem à USP como hoje é conhecida. Nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) comemora os 85 anos de origem da sua precursora.
    “A FFCL deu origem não só à FFLCH, como também aos atuais Instituto de Biologia (IB), Instituto de Física (IF), Instituto de Matemática e Estatística (IME), Instituto de Geociências (IGc), Instituto de Química (IQ), Instituto de Psicologia (IP) e à Faculdade de Educação (FE)”, conta José Luiz Portella, doutorando de História Econômica na FFLCH. Entres as comemorações, há um colóquio sobre o legado da FFCL. Por isso, todas essas unidades da USP representarão suas áreas na construção desse inestimável patrimônio científico e cultural.
    O desmembramento da FFCL ocorreu na transferência da unidade, da Rua Maria Antonia ao campus do Butantã. A mudança se deu após a ocupação da faculdade pelos estudantes, em 1968, em pleno regime militar. A peça Prova de Fogo foi escrita nesse período de inquietação e pareceu prever o conflito entre alunos da USP e da Faculdade Presbiteriana Mackenzie, conhecido como a Batalha da Maria Antonia. Haverá leitura teatral do texto, após a apresentação do vídeo institucional Patrimônio Inestimável, no Anfiteatro Camargo Guarnieri.
    As cerimônias também homenageiam grandes nomes da história da FFCL. Em sua fundação, a unidade contou com importantes nomes estrangeiros da ciência, como Claude Lévi-Strauss e Fernand Braudel. Depois, ocuparam suas cátedras intelectuais fundamentais para a constituição de um pensamento original brasileiro. Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Holanda e Fernando Henrique Cardoso, entre eles. Os colóquios, conferências e apresentações estão distribuídos em toda FFLCH.
     
    8 min
  • Momento Sociedade #20: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas comemora 85 anos
    Em 25 de janeiro de 1934 nascia a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL). Apesar da derrota bélica da Revolução Constitucionalista de 32, paulistas usaram o conflito para ensejar a criação de um centro de formação intelectual. A FFCL surgiu como um elo entre as já existentes Faculdade de Direito (FD), Escola Politécnica (Poli), Faculdade de Odontologia (FO) e Faculdade de Medicina (FM), dando origem à USP como hoje é conhecida. Nos dias 2, 3 e 4 de dezembro, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) comemora os 85 anos de origem da sua precursora.
    “A FFCL deu origem não só à FFLCH, como também aos atuais Instituto de Biologia (IB), Instituto de Física (IF), Instituto de Matemática e Estatística (IME), Instituto de Geociências (IGc), Instituto de Química (IQ), Instituto de Psicologia (IP) e à Faculdade de Educação (FE)”, conta José Luiz Portella, doutorando de História Econômica na FFLCH. Entres as comemorações, há um colóquio sobre o legado da FFCL. Por isso, todas essas unidades da USP representarão suas áreas na construção desse inestimável patrimônio científico e cultural.
    O desmembramento da FFCL ocorreu na transferência da unidade, da Rua Maria Antonia ao campus do Butantã. A mudança se deu após a ocupação da faculdade pelos estudantes, em 1968, em pleno regime militar. A peça Prova de Fogo foi escrita nesse período de inquietação e pareceu prever o conflito entre alunos da USP e da Faculdade Presbiteriana Mackenzie, conhecido como a Batalha da Maria Antonia. Haverá leitura teatral do texto, após a apresentação do vídeo institucional Patrimônio Inestimável, no Anfiteatro Camargo Guarnieri.
    As cerimônias também homenageiam grandes nomes da história da FFCL. Em sua fundação, a unidade contou com importantes nomes estrangeiros da ciência, como Claude Lévi-Strauss e Fernand Braudel. Depois, ocuparam suas cátedras intelectuais fundamentais para a constituição de um pensamento original brasileiro. Florestan Fernandes, Sérgio Buarque de Holanda e Fernando Henrique Cardoso, entre eles. Os colóquios, conferências e apresentações estão distribuídos em toda FFLCH.
     
    8 min

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Um podcast que fala sobre os problemas enfrentados pela sociedade e as soluções apresentadas através dos estudos realizados na Universidade de São Paulo, em especial da área de humanas

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