MONEY TALKS comenta a semana agitada em Brasília, protagonizada por discussões no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master, viajou para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras, em Lima, no Peru, no jatinho fretado pelo advogado que defende um dos diretores da instituição liquidada pelo Banco Central (BC). O mesmo Master mantinha contrato com o escritório Barci de Moraes Advogados, da esposa do ministro Alexandre de Moraes. O banco pagaria por mês R$ 3,6 milhões desde o início de 2024. Ao longo de 36 meses a bolada atingiria R$ 129 milhões. Por esses constrangimentos, ressurge a possibilidade de criação de um código de conduta para o Supremo, o que abre uma nova questão. Quem julgaria os ministros?
Em guerra com o STF, a Câmara não faz bonito. O presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), acumula desprestígios após as votações que mantiveram os mandatos de Carla Zambelli (PL-SP) e Glauber Braga (Psol-RJ). Sem contar o episódio de truculência e censura na retirada de Glauber da ocupação - irregular - da Mesa. Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) segue na tentativa de unir centro e direita em torno de sua candidatura à Presidência, com a condição de apoio à redução de pena de seu pai Jair. Resta saber quanto tempo ele resistirá, já que suas chances seriam limitadas se chegar ao um segundo turno. Participaram o publisher de MR, Aluizio Falcão Filho, o editor-chefe André Vargas e os editores Lorena Giron e Rodrigo Dias.