MONEY TALKS aborda a aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto Antifacção, que cria um novo marco legal para o enfrentamento de organizações criminosas. A tramitação foi marcada por tensão entre governo e oposição. Lideranças governistas criticaram as seguidas mudanças do relator, Guilherme Derrite (Progressistas-SP), secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo - escolha que gerou incômodo no Planalto. Do outro lado, opositores cobraram endurecimento maior do texto - e obtiveram por enquanto. Entre os principais pontos de atrito, Derrite chegou a propor que o combate ao crime organizado fosse das polícias civis e governos estaduais, o que seria inviável na lei e na prática. Pressionado por Justiça, PGR, MPF, MPs e Polícia Federal (PF), ele recuou. Também desistiu de equiparar facções ao terrorismo, o que abriria exceções legais perigosas. O projeto aprovado pela Câmara aumenta penas, cria novos crimes, amplia mecanismos de investigação e estabelece regras especiais para líderes, mas há pontos em branco. Nossos debatedores avaliam os impactos positivos e negativos da medida, que vai o Senado. Participaram o publisher de MR, Aluizio Falcão Filho, o editor-chefe, André Vargas, e os editores Lorena Giron e Rodrigo Dias.