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  • Vladimir Lênin - O Estado e a Revolução
    Escrito entre agosto e setembro de 1917, em meio às perseguições do governo provisório encabeçado por Aleksandr Keriénski, este livro é o mais relevante estudo sobre o caráter do Estado desde as obras de Karl Marx e Friedrich Engels. Para concluí-lo, Lênin desbravou página a página os escritos sobre o Estado dos fundadores do materialismo dialético, notadamente A origem da família, da propriedade privada e do Estado, de Engels, e A guerra civil na França, de Marx.Sua elaboração remonta a polêmicas no seio do partido bolchevique, em 1916, que motivaram o dirigente a confeccionar o caderno conhecido como O marxismo sobre o Estado (o 'Caderno azul'). Nele, organizou inúmeras citações de Marx, Engels, Kautsky, Pannekoek e Bernstein, e fez observações e críticas que se tornariam a base de O Estado e a revolução. Essa obra, redigida meses antes da tomada do poder, só foi publicada no primeiro semestre de 1918. O autor revisou e ampliou o volume para a segunda edição russa, lançada no ano seguinte, dando-lhe a forma final. Às vésperas do centenário da Revolução de Outubro, O Estado e a revolução ganha tradução inédita, feita diretamente do original em russo e revisada por Paula Vaz de Almeida. Inaugurando a coleção Arsenal Lênin, a edição cuidadosa traz diversas notas e comentários, além dos preciosos esboços preparatórios de Lênin que incluem planos para um último capítulo, jamais publicado, e outros anexos selecionados. A obra vem acrescida de cronologia, índice onomástico, apresentação de Marcos del Roio, posfácio de Maria Angélica Borges, e orelha de Marly Vianna. O Estado e revolução é um livro fundamental, não só por explicitar o que seria um Estado do proletariado no poder, como por ser um verdadeiro laboratório sobre a práxis revolucionária, por mostrar como uma teoria sobre o Estado e a atuação no processo revolucionário permitiram formular a teoria do Estado da classe operária.
    4 hr 23 min
  • Ramacharaka - O Caibalion
    Esta obra foi publicada pioneiramente no Brasil em 1912 pela Editora Pensamento, e é considerada entre inúmeros estudiosos do esoterismo ocidental, do hermetismo e da filosofia oculta uma das obras mais importantes sobre o tema, contendo a essência dos ensinamentos de Hermes Trismegisto, como ensinados nas escolas herméticas do Antigo Egito e da Grécia. Muitas das ideias apresentadas aqui anteciparam conceitos relativamente modernos, como a “Lei da Atração” e as ideias ligadas ao Movimento do Novo Pensamento. Ainda que textos mais antigos – como a Tábua de Esmeralda – tenham resumido a Filosofia Hermética a uma série de breves axiomas, O Caibalion analisa seus pontos centrais, explicando e detalhando cada um deles, além de apresentar uma nova estrutura, mais compreensível ao leitor leigo. Portanto, os inúmeros admiradores desta obra, como estudiosos, filósofos e alquimistas, consideram-na um texto autorizado sobre o Hermetismo, ficando aquém apenas do Corpus Hermeticum e da própria Tábua de Esmeralda.
    4 hr 26 min
  • José de Alencar - Senhora
    Obra da fase urbana de José de Alencar, considerado o mestre do romantismo o brasileiro, Senhora revela as convenções da sociedade burguesa carioca do século XIX. Pelos desencontros amorosos de Aurélia Camargo, Fernanda Seixas e Adelaide Amaral, o autor traça um painel da vida da corte e critica os costumes da época, como casamento por interesse e arrivismo social.
    9 hr 23 min
  • Machado de Assis - Helena
    Pertencente à fase romântica do autor, Helena já anuncia traços que fariam de Machado de Assis o grande nome do realismo brasileiro. Publicado em 1876, Helena pertence à primeira fase da obra de Machado de Assis. No romance, a protagonista de origens humildes é reconhecida em testamento como filha e herdeira do conselheiro Vale, um homem importante da elite carioca do Segundo Império. Após o espólio do pai vir à tona, Helena passa a viver na mansão da família do Vale com uma tia e Estácio, filho legítimo do conselheiro. Estácio não apenas aceita a meia-irmã como lhe devota um profundo e crescente carinho, por ela correspondido. Ao drama de incesto abordado por Machado no romance, soma-se ainda o tema das conflituosas relações de classe no Brasil do século XIX, coroados por um final surpreendente.
    5 hr 50 min
  • Thomas More - Utopia
    Escrito por uma das mentes mais brilhantes de todos os tempos, Utopia é mais do que um marco da filosofia moderna: é também a origem de um conceito fundamental a todo pensamento humanista que se seguiu à sua publicação, em 1516. Nomeada a partir do grego u-topos (não lugar), a ilha de Utopia, fruto da imaginação virtuosa de Thomas More, é uma sociedade fundada em leis igualitárias, na qual toda propriedade é comum e as pessoas vivem em harmonia, livres de violência e intolerância. Quem a descreve ao próprio More, que figura como personagem do livro, é Rafael Hitlodeu, filósofo e viajante, cuja visão de mundo permanece ainda hoje ousada. A um só tempo sátira política e inauguração de um duradouro gênero literário, Utopia é a perfeita definição de um clássico. Esta edição conta com uma esclarecedora introdução de Dominic Baker-Smith, tradutor de More para o inglês e especialista em sua obra.
    5 hr 23 min
  • Lewis Carroll - Alice no País dos Espelhos
    Alice no país do espelho e o que ela encontrou por lá, publicado em 1871, é a continuação do célebre Alice no país das maravilhas, de 1865. O autor, Charles Lutwidge Dogson, conhecido como Lewis Carroll (1832-1898), era reverendo e professor de matemática em Christ Church, futura Universidade de Oxford. Lá, tornou-se muito próximo das filhas do deão Liddel, principalmente de Alice. A partir de uma história contada às meninas Liddel quando Alice tinha quatro anos, Carroll escreveu Alice no país das maravilhas, em que a menina protagonista segue o Coelho Branco, cai no País das Maravilhas e conhece os mais variados e estranhos personagens. Na continuação, Alice no país do espelho, ela tem de ultrapassar vários obstáculos – estruturados como etapas de um jogo de xadrez – para se tornar rainha. À medida que ela avança no tabuleiro, surgem outros tantos personagens instigantes e enigmáticos.
    3 hr 6 min
  • Lewis Carrol - Alice no País das Maravilhas
    Publicadas pela primeira vez em 1865, as Aventuras de Alice no País das Maravilhas logo mostraram a que vinham, conquistando crianças, adolescentes e também os leitores adultos. Mais de 150 anos depois, o livro continua a viver seu destino de muitas faces: clássico infanto-juvenil incontornável, cheio de vida e de verve; romance repleto de alusões cifradas e de humor sutil; fonte de inspiração para escritores, artistas e filósofos; matéria-prima de adaptações literárias, versões cinematográficas e assim por diante. Por tudo isso, é sempre hora de ler ou reler as Aventuras de Alice no País das Maravilhas em sua forma integral.
    3 hr 19 min
  • José Saramago - Ensaio sobre a Cegueira
    Um motorista parado no sinal se descobre subitamente cego. É o primeiro caso de uma ""treva branca"" que logo se espalha incontrolavelmente. Resguardados em quarentena, os cegos se perceberão reduzidos à essência humana, numa verdadeira viagem às trevas.O Ensaio sobre a cegueira é a fantasia de um autor que nos faz lembrar ""a responsabilidade de ter olhos quando os outros os perderam"". José Saramago nos dá, aqui, uma imagem aterradora e comovente de tempos sombrios, à beira de um novo milênio, impondo-se à companhia dos maiores visionários modernos, como Franz Kafka e Elias Canetti. Cada leitor viverá uma experiência imaginativa única. Num ponto onde se cruzam literatura e sabedoria, José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto: essas são as tarefas do escritor e de cada leitor, diante da pressão dos tempos e do que se perdeu: ""uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos"".
    11 hr 41 min
  • Karl Marx - O 18 de Brumário de Luís Bonaparte
    O 18 de brumário de Luís Bonaparte traz a célebre análise de Karl Marx sobre o processo que levou da Revolução de 1848 para o golpe de Estado de 1851 na França. Escrito no calor dos fatos, entre dezembro de 1851 e fevereiro de 1852, teve sua primeira publicação em maio de 1852, com o título Der 18te Brumaire des Louis Napoleon, na estreia da revista alemã Die Revolution. A tradução brasileira tem por base a segunda edição, revisada por Marx em 1869, em Hamburgo.Nesse texto fundamental, o filósofo desenvolve o estudo do papel da luta de classes como força motriz da história e aprofunda a teoria do Estado, sobretudo demonstrando que todas as revoluções burguesas apenas aperfeiçoaram a máquina estatal para oprimir as classes. Embasado por essa observação, Marx propõe, pela primeira vez, a tese de que o proletariado não deve assumir o aparato existente, mas desmanchá-lo.
    5 hr 33 min
  • Ariano Suassuna - O Auto da Compadecida
    A peça chega a meio século de existência com a mesma vitalidade que possuía ao ser encenada pela primeira vez. Escrita em 1955, por um jovem autor paraibano radicado no Recife e que ainda não havia chegado à casa dos 30 anos, a peça estreou no Teatro Santa Isabel, em 11 de setembro de 1956. Depois, em janeiro de 1957, estreou no Rio de Janeiro, no Teatro Dulcina, para participar do I Festival de Amadores Nacionais, promovido pela Fundação Brasileira de Teatro. Sensação do Festival, O Auto da Compadecida foi considerada uma obra-prima do teatro brasileiro, e Suassuna, até então conhecido basicamente no Recife, onde vinha se dedicando a escrever poemas e peças de teatro desde 1945, foi imediatamente alçado à condição de um dos nossos maiores dramaturgos.
    2 hr 44 min

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