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As ações asiáticas fecharam a quinta-feira em alta (exceção ao índice Shangai, na China), mesma direção indicada pelos futuros em Wall Street, com os investidores apostando que o Federal Reserve chegou ao fim de seu ciclo de alta nos juros, que já dura 16 meses.
Mais cedo na Ásia, as ações subiram, com o índice Hang Seng de Hong Kong avançando 1,5%, enquanto o índice de referência de Tóquio subiu 0,7%. A fabricante chinesa de veículos elétricos XPeng subiu 30% com a notícia de um investimento de US$ 700 milhões da Volkswagen. Os investidores agora aguardam a decisão de política do Banco do Japão na sexta-feira.
O Fed elevou os juros para o maior patamar em 22 anos e, embora tenha sinalizado que novos aumentos dependerão de dados, muitos investidores consideram que a possibilidade de novos aumentos este ano está agora bastante reduzida. Enquanto isso, um aumento de igual magnitude (25 pontos-base) é aguardado nesta quinta-feira por parte do Banco Central Europeu, que também pode estar próximo de seu fim de ciclo.
A convicção sobre o pico das taxas nos EUA e na Europa vem junto com uma robusta temporada de resultados até agora. O dólar caiu pelo terceiro dia consecutivo e os rendimentos do Tesouro caíram depois que o presidente do Fed, Jerome Powell, apontou sinais de que os aumentos estão trabalhando para conter as pressões de preços.
O índice Stoxx Europe 600 sobe 0,6% , com quase todos os setores no terreno positivo, no que deve ser o dia mais movimentado do calendário de resultados do segundo trimestre na Europa.
Os futuros de ações dos EUA apontam para uma abertura mais firme em Wall Street, com os contratos do Nasdaq subindo acima de 1,0%. A Meta Platforms impulsionou o otimismo em relação às Big Techs, subindo 5,8% no after após divulgar resultados e previsões de receita que superaram as estimativas.
Também cresceram os sinais de que a economia dos EUA está caminhando para um pouso suave, elevando o Dow Jones Industrial pela 13ª sessão consecutiva na quarta-feira, em sua mais longa sequência de ganhos desde 1987.
Os dados do produto interno bruto do segundo trimestre nos EUA, devem mostrar uma expansão de 1,8%, desacelerando apenas marginalmente em relação ao trimestre anterior.Por aqui, o risco-país, ou CDS (Credit Default Swap) de 5 anos, do Brasil atingiu 166 pontos nesta 4ª feira, no menor patamar em 2 anos. A última vez em que o CDS de 5 anos do Brasil chegou ao mesmo patamar foi em 18 de junho de 2021. Na mesma data em 2022, o índice estava em 295 pontos.
A queda ocorre na mesma data em que a agência de classificação de risco Fitch Ratings elevou a nota de crédito do Brasil, que passou de BB- para BB, com perspectiva estável. De acordo com a agência, a melhora é reflexo do “desempenho macroeconômico e fiscal acima do esperado em meio a choques sucessivos nos últimos anos, políticas proativas e reformas que apoiaram isso”.