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A sexta-feira foi de perdas generalizadas no continente asiática (exceção ao índice Nikkei, no Japão), enquanto os futuros em Wall Street operam estáveis, uma vez que a preocupação com a dívida do governo local na China e a linguagem agressiva de um banqueiro central dos EUA colocaram os investidores em alerta.
Os índices de ações da Austrália, Coréia do Sul e China caíram, com o índice de tecnologia Hang Seng caindo até 2,7%. Ao todo, 29 dos 30 setores que integram o índice caíram, com o Alibaba Group sendo um dos únicos avanços, depois de ter superado as estimativas de receita em seus últimos resultados trimestrais.
O índice Stoxx 600 cai 0,7%, interrompendo dois dias de ganhos e reduzindo seu quarto avanço semanal nas últimas cinco semanas.
Os mercados repercutem a fala da presidente do Federal Reserve de São Francisco, Mary Daly , que disse que o Fed ainda tem "mais trabalho a fazer" para combater o aumento dos preços, amortecendo o impacto dos dados de inflação amplamente positivos na quinta-feira.
A fala vem depois de o CPI de julho elevar a 90% as apostas na pausa de aperto nos juros na reunião de setembro. Hoje é dia de conferir o PPI, que deve mostrar leve alta na margem, porém com um impacto mais reduzido, colocando os próximos dados de emprego como a próxima grande incógnita.
Por aqui, o grande destaque do dia fica para o IPCA de julho, que pode ajudar a definir o ritmo de quedas da Selic.
Já o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, confirmou nesta quinta-feira, que o rotativo do cartão de crédito deve deixar de existir. Campos Neto destacou que o grupo de trabalho — formado pelo BC, governo e bancos — deve encaminhar nos próximos 90 dias uma solução para o fim do rotativo.
“Sem rotativo, a fatura não paga iria direto para o parcelado, com juros ao redor de 9% (ao mês, ou cerca de 180% ao ano). Deve ser anunciado nas próximas semanas”, afirmou, em um debate público no plenário do Senado. “Deveríamos ter feito antes medidas para solucionar o rotativo”, admitiu.Na esfera do executivo, o governo lança hoje, às 10h, o novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O plano foi um dos carros-chefes das gestões petistas no passado. Lançado originalmente em 2007, no 2º mandato de Lula, teve uma 2ª e turbinada versão no governo Dilma Rousseff, a partir de 2011. Ainda hoje, porém, há 5.344 obras herdadas dos PACs 1 e 2 sem conclusão. Destas, 2.688 estão paradas.