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As bolsas asiáticas tiveram uma terça-feira de baixas generalizadas (exceção ao índice Nikkei, no Japão), mesmo caminho trilhado pelos futuros em Wall Street, depois que a Oracle informou uma desaceleração em suas vendas em nuvem, pressionando os papeis ligados à tecnologia, enquanto o euro e a libra enfraqueceram devido à preocupação de que a Europa enfrente uma ameaça crescente de estagflação.
A Oracle despencou 10% no after market, com analistas do Morgan Stanley dizendo que os resultados levantam questões sobre em qual momento a demanda por de IA se transformará em receita.
As ações de tecnologia devem estar no centro das atenções nesta terça-feira, com a Apple se preparando para anunciar uma nova linha de produtos e a Arm, designer de chips de propriedade do SoftBank, se preparando para a maior oferta pública inicial do ano.
Na Europa, o euro e a libra foram negociados cerca de 0,2% mais baixos em relação ao dólar. O crescimento salarial no Reino Unido manteve-se na máxima histórica nos três meses até Julho, um sinal de inflação persistente que manterá a pressão sobre o Banco de Inglaterra para aumentar novamente as taxas de juros. A recuperação econêmica da Alemanha também está no centro das atenções com a divulgação do relatório ZEW, provavelmente pressionado por condições monetárias mais restritivas.
Os dados sobre a inflação nos EUA serão divulgados na quarta-feira e o Banco Central Europeu tomará a sua decisão sobre a taxa de juros na quinta-feira.
As expectativas de inflação dos consumidores dos EUA mantiveram-se estáveis em Agosto, mas as famílias ficaram mais preocupadas com as suas finanças e mais pessimistas em relação ao mercado de trabalho, de acordo com um relatório do Fed Bank de Nova Iorque.
O relatório do índice de preços ao consumidor de quarta-feira fornecerá as informações mais recentes sobre até que ponto o Fed pode precisar ir para puxar a inflação de volta à sua meta. A inflação mensal deverá acelerar para 0,6% em agosto, enquanto o núcleo deverá permanecer estável em 0,2%, de acordo com estimativas dos economistas.
Entre as commodities, o petróleo sobe, sendo negociado próximo do nível mais elevado este ano, antes de relatórios que poderão oferecer mais informações sobre os equilíbrios do mercado.
Por aqui, o preço do diesel alcançou R$ 6,05 na média dos postos brasileiros no período de 3 a 9 de setembro, um aumento de R$ 0,02 em comparação à semana anterior. Esse valor representa o 7º aumento consecutivo no valor do combustível. Os dados são da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e foram divulgados nesta 2ª feira.
O Estado com o diesel mais caro do país na semana passada foi o Pará, com um preço médio de R$ 6,63. O Amazonas registrou o menor valor com R$ 5,78. O diesel S10, principal combustível usado em caminhões, registrou um preço médio de R$ 6,18 no país.