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As ações asiáticas encerram a última sessão de junho em alta (exceção ao índice Nikkei, no Japão), com os futuros em Wall Street igualmente no terreno positivo e os títulos da dívida americana se estabilizando após uma liquidação provocada pelo robusto crescimento econômico dos EUA, além de dados de emprego que alimentaram as apostas em mais aumentos nas taxas de juros.
Essas apostas serão testadas por uma série de indicadores, alguns a serem divulgados nesta sexta-feira, incluindo inflação na zona do euro e números dos EUA sobre renda e gastos pessoais, bem como o PCE, um dos principais indicadores de inflação na visão do Federal Reserve.
O índice Stoxx Europe 600 avança na abertura europeia, a caminho de terminar o trimestre estável depois de não conseguir aproveitar seu ganho de 7,8% no primeiro trimestre. Os contratos futuros do S&P 500 avançam modestamente, depois que o indicador subjacente registrou um terceiro ganho trimestral consecutivo.
Enquanto isso, um indicador de ações globais caminha para um aumento trimestral de 4,5%, desafiando o aumento das taxas de juros e o risco de recessão nas principais economias.
O rendimento de dois anos do Tesouro dos EUA subiu cerca de 3 pontos base após o salto de 16 pontos na quinta-feira, enquanto o rendimento de 10 anos subiu dois pontos. Os mercados de swap agora indicam uma chance de quase 50% de uma segunda alta do Fed até o final do ano.
O yuan offshore permaneceu no centro das atenções após a recente queda para seu nível mais baixo em sete meses. A moeda chinesa se valorizou nesta sexta-feira, pela primeira vez em três dias, depois que o Banco Popular da China voltou a definir a taxa de referência diária da moeda em um nível mais forte do que a média estimada em uma pesquisa da Bloomberg.
A moeda caiu quase 5% em relação ao dólar este ano, levando a um exame mais minucioso dos reguladores chineses. Os dados do índice de gerentes de compras desta sexta-feira ressaltaram a preocupação de que a economia chinesa está perdendo força, reforçando os pedidos de mais apoio monetário.
Por aqui, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou a mudança do regime de metas de inflação do país, durante uma reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Desde 1999, o sistema vigente era baseado no ano-calendário, de janeiro a dezembro, mas agora será adotado o regime contínuo.
Além disso, o CMN definiu a meta a ser perseguida a partir de 2025 em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
“Eu anunciei ao CMN, porque isso é um ato de prerrogativa do presidente, uma mudança do regime em relação ao ano-calendário, de maneira que, agora, conforme já tinha manifestado minha simpatia por uma mudança nesse padrão, nós adotaremos a meta contínua a partir de 2025″, afirmou em entrevista à imprensa após a reunião.
Durante o anúncio, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, destacou que a mudança do sistema não encontrou objeções e enfatizou que a manutenção da meta de inflação em 3% está alinhada com os indicadores de mercado.
“Os votos foram por unanimidade e não houve objeção. As expectativas do mercado e o Focus, do Banco Central, já mostram que em 2024, 2025 e 2026 estamos dentro da meta (de inflação). Consequentemente, não tinha sentido (mudar esse nível)”, disse, reiterando que esta também foi a análise técnica do Ministério do Planejamento.