Mosaicos Culturais - USP

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Mosaicos Culturais - USP episodes

  • Mosaicos Culturais #166: Urias encanta como “loba solta”
    Lorena Urias Martins da Silva é uma cantora, compositora, dançarina e modelo. Sua carreira musical desde 2018 destaca-se nos gêneros de R & B, Pop e Eletrônica. Como uma mulher trans, é uma forte defensora da comunidade LGBTQIA +. Urias ganhou reconhecimento nacional e internacional em 2019, ao lançar o single Diaba, se tornando uma das grandes revelações do mercado musical brasileiro (com informações da Wikipédia). Saiba e ouça mais de Urias aqui.
    Fúria foi seu primeiro álbum lançado em 2022, e atingiu o primeiro lugar na parada de álbuns do iTunes Brasil. O projeto traz letras intensas e faz reflexões sobre a sociedade, comportamento e sobrevivência da comunidade LGBTQIAP+ (com informações da Wikipédia). 
    A canção Tanto faz é a última faixa do disco. Composta por Urias, Rafael Stefanini, Rodrigo Gorky e Zebu e interpretação de Urias, a canção tematiza o amor não correspondido. A música também aborda a luta interna do eu lírico entre a racionalidade e a emoção descontrolada (com informações da Wikipédia).
    Ao som de Tanto faz, Mu Almeida, estudante de Biologia no Instituto de Biociências da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Mu esclarece que gosta de todo álbum Fúria e do gênero hyper pop.
    Resolvi falar sobre a raiva porque ninguém fala muito sobre esse sentimento. Decidi falar sobre isso porque nunca associam minha imagem e meu recorte à raiva, sempre associam a dó.  ‘Ai coitada, ela é travesti’, isso no imaginário das pessoas. Então pensei, estou com raiva de tudo que acontece comigo e porque acontece comigo e não é culpa minha, não tenho nada a ver com isso, vocês que precisam lidar com isso. Queria que as pessoas entendessem que nós estamos com raiva. Tudo em torno do álbum gira em torno disso, em torno da ‘Fúria’, (Urias em entrevista ao Mundo Negro).
    Ouça o podcast no link acima
    O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 16 e 17 de dezembro de 2024.
    Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes!
    Entre em contato conosco pelo número do nosso WhatsApp: (11) 972815789.
    Por Regina Lemmi
    Estagiária sob supervisão de Magaly Prado
    7 min
  • Mosaicos Culturais #165: Euforia carnavalesca com “Lança perfume”, de Rita Lee
    Rita Lee Jones de Carvalho (1947 - 2023) foi cantora, compositora, apresentadora de televisão e escritora. A cantora foi a artista feminina mais bem-sucedida em vendas no Brasil, com mais de 55 milhões de cópias vendidas. Ex-integrante de Os Mutantes e Tutti-Frutti, Rita Lee iniciou a sua carreira musical com o gênero rock, mas também flertou com os gêneros da psicodelia, tropicalismo, pop rock, disco, new wave, pop, bossa nova e eletrônica. Rita Lee é considerada a Rainha do rock brasileiro. 
    Em outubro de 2008, a revista Rolling Stone promoveu a lista dos cem maiores artistas da música brasileira, na qual Rita Lee ocupa o 15° lugar.
    Um dos maiores sucessos da cantora é Lança Perfume, composição de Rita Lee e Roberto de Carvalho. A canção, que tematiza a euforia e alegria carnavalesca, é a primeira faixa do álbum de 1980 e foi responsável pela divulgação da cantora no exterior. A obra ocupou o Top 10 da Billboard no ano de seu lançamento. 
    Ao som de Lança Perfume, Milena Rodrigues de Oliveira, estudante de Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Milena ressalta que a canção tem um ritmo e letra muito animados e contagiantes.
    O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 13 e 16 de dezembro de 2024.
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    Por Regina Lemmi
    Estagiária sob supervisão de Magaly Prado
    9 min
  • Mosaicos Culturais #164: O groove singular de Sandra de Sá em “Trem da Central”
    Sandra Cristina Malafaia Frederico de Sá, conhecida artisticamente como Sandra de Sá, é cantora, compositora, musicista e atriz. Descendente de avô cabo-verdiano e filha de um baterista, sua relação com a música teve início ainda na adolescência, quando acompanhava o pai em apresentações de samba, soul e bailes de gafieira. Com o incentivo paterno, começou a se apresentar em escolas de samba, aprendeu violão de forma autodidata e passou a compor as próprias canções.
    Sua carreira ganhou destaque na década de 1980, com sucessos como Olhos Coloridos, Joga Fora, Bye Bye Tristeza, Solidão, Vale Tudo, Enredo do Meu Samba, Retratos e Canções, Soul de Verão, Sozinha e Não Vá. Ao longo de mais de 44 anos de trajetória, Sandra de Sá consolidou-se como a rainha do soul brasileiro, marcando presença no cenário musical com sua potência vocal e seu estilo único.
    Entre suas primeiras canções está Trem da Central, lançada em 1983 como parte do álbum Vale tudo (1983), o terceiro de sua carreira. Composta por Durval Ferreira, Macau e Sandra de Sá, a música estreou no Programa Fantástico, em maio de 1983, quando a artista celebrava apenas três anos de carreira. 
    Ao som de Trem da central, Lucas Maciel Pontes, estudante de Letras na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Para Lucas, a canção é marcante por seu ritmo dançante e os grooves irresistíveis que envolvem o ouvinte.
    Ouça o podcast no link acima
    O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 12 e 13 de dezembro de 2024.
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    Por Regina Lemmi
    Estagiária sob supervisão de Magaly Prado
    8 min
  • Mosaicos Culturais #163: “Cálice” desafiou o silêncio imposto pela ditadura
    Cálice, composta por Chico Buarque e Gilberto Gil, foi criada para o show Phono 73, realizado no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo. Em 1973, durante a apresentação no palco, os microfones dos artistas foram desligados  já que a canção havia sido recomendada pela censura a não ser performada. Apesar disso, Chico e Gil se recusaram a silenciar. Apenas em 1978, o hino de resistência contra a ditadura foi oficialmente lançado no álbum Chico Buarque. Segundo a revista Manchete, de março de 1980, após a liberação da música pela censura, o álbum vendeu 700 mil cópias no Brasil (com informações da Wikipédia).
    Cálice utiliza metáforas poderosas para denunciar a censura durante a ditadura militar brasileira (1964 - 1985). O jogo de palavras entre “cálice” e “cale-se”, junto  à alusão ao sofrimento de Jesus Cristo na cruz , simboliza as torturas, prisões, desaparecimentos e mortes de milhares de vítimas do regime autoritário. 
    Ao som de Cálice, Maria Luiza Ananias, estudante de Filosofia na Faculdade de Letras, Filosofia e Ciências Humanas da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Maria Luiza revelou que Cálice é uma das músicas favoritas de seu namorado , o que fez com que tivesse um contato especial com a letra.
    Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque, é um ícone multifacetado: cantor, compositor, violonista, dramaturgo, escritor e ator. Considerado o maior artista vivo da música brasileira, sua discografia conta com aproximadamente oitenta obras, entre discos solo, parcerias e compactos. Filho de Sérgio Buarque de Hollanda, renomado historiador e jornalista, e primo distante de Aurélio Buarque de Hollanda, lexicógrafo e tradutor, Chico abandonou o curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) para se dedicar integralmente à carreira artística.  Seus primeiros sucessos, Sonho de um Carnaval e Pedro Pedreiro, marcaram o início de uma trajetória brilhante. Ao longo de sua carreira, ele foi agraciado com 11 troféus nas categorias de Melhor Canção em Língua Portuguesa, Melhor Álbum de Música Popular Brasileira, Melhor Vídeo Musical em Formato Longo, Melhor Álbum de Cantor-Compositor e Álbum do Ano do Grammy Latino. Para saber mais sobre Chico Buarque, leia e ouça mais Mosaicos Culturais. 
    Ouça o podcast no link acima
    O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 11 e 12 de dezembro de 2024.
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    Estagiária sob supervisão de Magaly Prado
    7 min
  • Mosaicos Culturais #162: Protesto em forma de música sobre a degradação política da época da pandemia
    Com mais de 40 anos de trajetória, Ratos do porão é uma banda que mescla hardcore, punk e rock, com influências do trash metal. Fundada em 1981 por Jão (João Carlos Molina Esteves), Roberto Massetti e Jarbas Alves,   a formação atual conta com João Gordo (João Francisco Benedan), Jão, Boka (Maurício Alves Fernandez) e Juninho (Paulo Sergio Sangiorgio Júnior). 
    A banda se consolidou como um marco na  história do punk nacional em 1982, ao participar do festival O começo do fim do mundo no SESC Pompeia, em São Paulo. O evento reuniu cerca de 20 bandas pioneiras do movimento punk no Brasil, colocando o Ratos de Porão em destaque na cena.
    Com uma discografia de 13 álbuns de estúdio, a banda alcançou reconhecimento internacional e uma legião de fãs. Entre seus feitos, destacam-se  apresentações no Rock in Rio e o documentário Guidable — A verdadeira história do Ratos de porão (2007), que traz vídeos inéditos e entrevistas com todas as formações da banda. 
    Seu 13º e mais recente álbum  Necropolítica, (2022), traz críticas contundentes à realidade política e social do Brasil e do mundo. Pela primeira vez, as músicas foram compostas  separadamente por instrumentos, um processo que começou de forma inusitada: após Jão derrubar seu celular no vaso sanitário, ele rapidamente enviou aos colegas as bases de guitarra antes que o aparelho parasse de funcionar (com informações da Wikipédia).
    O termo "necropolítica", que dá nome ao álbum, foi cunhado pelo filósofo camaronês Achille Mbembe em 2003. Segundo a Academia Brasileira de Letras, refere-se ao uso do poder político e social para decidir, por ações ou omissões, quem pode viver e quem deve morrer, especialmente em contextos de desigualdade, exclusão e violência.
    Uma das faixas do álbum, Passa Pano pra Elite, composta por João Gordo, denuncia a corrupção e critica a elite brasileira. A letra enfatiza: 
    “O agro é pop! / O agro é top! / O agro é tech! / O agro é morte!” O trecho evidencia o papel do agronegócio na atual conjuntura de problemas sociais e ambientais no País. (com informações do letras.mus).
    Ao som de Passa pano pra elite, Caique Jorge Veríssimo, estudante de Publicidade e Propaganda na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Caique destacou que canções de protesto e com questões sociais têm maior impacto quando possuem coerência e um ritmo que desperta o ouvinte.
    Ouça o podcast no link acima
    O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 10 e 11 de dezembro de 2024.
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    Estagiária sob supervisão de Magaly Prado
    8 min
  • Mosaicos Culturais #161: “Já sei namorar” simboliza uma das personagens de “Todas as mulheres do mundo”
    Música em série e no cinema
    Todas as mulheres do mundo é uma série brasileira roteirizada por Jorge Furtado e Janaína Fischer, dirigida por Patrícia Pedrosa, Ricardo Spencer e Renata Porto d’Ave, e produzida e exibida pelo serviço de streaming Globoplay. A trama é baseada no filme homônimo, lançado em 1966, que foi roteirizado e dirigido por Domingos Oliveira (1936-2019). O longa-metragem original figura na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos, elaborada pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) em 2015.
    A série acompanha a vida de Paulo (Emilio Dantas), um arquiteto de Copacabana apaixonado por poesia e pelas mulheres. Ele acredita que o amor alimenta sua alma de poeta e se dedica a enxergar a essência de cada mulher com quem se envolve. Em sua busca por novos amores, o protagonista vive intensamente cada relacionamento, sendo que os episódios recebem o nome da parceira romântica em destaque. 
    A trilha sonora desempenha um papel central na narrativa, conquistando o público com sua cuidadosa seleção musical.  Nas redes sociais, espectadores elogiam a escolha das canções que, em cada episódio, ajudam a compor a personalidade das personagens femininas. “Já gostei de Todas as mulheres do mundo, porque na trilha sonora só deu Marisa Monte até agora”, comentou a usuária  @Srta_fernandes no Twitter (atual X). 
    Marisa Monte, escolhida para representar a personagem Maria Alice (Sophie Charlotte), é uma das maiores figuras da música brasileira.  Cantora, compositora, multi-instrumentista e produtora, Marisa Monte é reconhecida por sua atuação no samba e no pop. De acordo com a revista Rolling Stone,  Marisa Monte ocupa  a 11ª posição entre as personalidades mais importantes da música popular brasileira. Para saber mais de Marisa Monte, ouça outro episódio do Mosaicos Culturais.
    Uma das músicas de  maior destaque na série  Todas as mulheres do mundo, é Já sei Namorar, composta pelos Tribalistas  – trio formado por  Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown. A canção foi indicada ao Grammy Latino em 2003 nas categorias de Gravação do ano e Melhor canção brasileira. 
    Os Tribalistas marcaram a música brasileira com seu álbum de estreia, lançado em 2002. Em apenas treze dias, o trio criou treze faixas,  vendendo mais de 3,5 milhões de cópias e conquistando o Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro em 2003 (com informações da Wikipédia). Para conhecer mais dos Tribalistas, ouça outro episódio do Mosaicos Culturais.
    Ao lembrar de Já sei namorar, Kaue Ferreira, estudante de Educação Física na Escola de Educação Física e Esporte da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Kaue destacou a qualidade da trilha sonora de Todas as mulheres do mundo, observando que  cada episódio apresenta uma música que simboliza a nova personagem feminina por quem o protagonista se apaixona.
    Ouça o podcast no link acima
    O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 9 e 10 de dezembro de 2024.
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    7 min
  • Mosaicos Culturais #160: Jorge Ben Jor e a celebração da simplicidade em “Olha a Pipa”
     
    Lançado em 1980, Alô, Alô, Como Vai? é o 18º álbum de estúdio de Jorge Ben Jor composto por nove faixas, que refletem sua criatividade musical. Entre elas, destaca-se Olha a Pipa, uma celebração à alegria de soltar pipas e à simplicidade da vida. A canção, composta e interpretada pelo próprio artista, remete à infância em um cenário idílico, onde o personagem principal empina sua pipa com entusiasmo, descrevendo os materiais que a compõem.
    Jorge Duílio Lima Meneses, mais conhecido como Jorge Ben e, desde 1989, como Jorge Ben Jor, um dos maiores ícones da música brasileira. Multifacetado, ele se destaca como violonista, pandeirista, guitarrista, percussionista, cantor e compositor. Seu estilo único combina samba, bossa nova, rock, funk, jazz, maracatu, ska e outros ritmos, tornando-o pioneiro do samba-rock e do samba-soul. Saiba e ouça mais Mosaicos Culturais de Jorge aqui.
    Ao som de Olha a pipa, Caio Carvalho Bento Leite, estudante de Design na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Para ele, a história retratada em Olha a Pipa é um reflexo da relação do artista com a própria pipa. “A canção, por mais simples que seja, é maravilhosa”, afirma Caio.
     
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    O programa celebra a diversidade cultural, a riqueza da música brasileira e cria um senso de comunidade. O objetivo é dar voz aos estudantes da USP por meio de entrevistas sobre gostos e percepções musicais. Este podcast reproduz a experiência de escuta no programa Mosaicos Culturais – Ouça o que estudantes ouvem, transmitido nos dias 6 e 9 de dezembro de 2024.
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    8 min
  • Mosaicos Culturais #159: “A vida que ardia sem explicação” com a existência de dois cometas
    Cássia Rejane Eller (1962-2001) foi cantora e multi-instrumentista. Cássia Eller despontou no mundo artístico em 1981, ao participar de um espetáculo do músico Oswaldo Montenegro. Com uma discografia de cinco álbuns lançados em vida e um álbum lançado postumamente, Dez de Dezembro (2002), o álbum mais bem-sucedido de Cássia Eller foi Acústico MTV (2001), com mais de um milhão de cópias vendidas e um prêmio Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock. Considerada pelos críticos como um dos principais nomes do rock brasileiro, Cássia Eller é eleita a 18º maior voz e 40º maior artista da música brasileira pela Revista Rolling Stone Brasil.
    Em 1999, Cássia Eller lançou seu quinto e último álbum de estúdio, Com você… Meu mundo ficaria completo, indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock em Língua Portuguesa. As canções do álbum destoam de toda discografia anterior da cantora. Depois que seu filho, então com 5 anos de idade, Chico Chico reclamou que a mãe não cantava, mas berrava (graças ao estilo roqueiro de interpretação que Cássia possuía até então), Cássia Eller decidiu alterar seu estilo com a ajuda do cantor, compositor e produtor Nando Reis, um amigo que também vinha descobrindo um novo estilo musical e se distanciando das produções de sua banda Titãs, até sua saída em 2002.
    Foi durante os ensaios para este disco e para o disco solo de Nando Reis Para quando o Arco-Íris encontrar o pote de ouro, que surgiram as canções O segundo Sol e All Star, ambas compostas por Nando Reis, que se tornaram renomadas na voz de Cássia Eller.
    O segundo sol é uma canção enigmática que constrói um paralelo entre a verdade considerada absoluta e o espaço para mudança de pensamento e a livre interpretação das pessoas (com informações da letras.mus).
    Segundo Nando Reis em um vídeo no Youtube, a faixa se originou de uma conversa em que uma amiga lhe disse, de forma segura, que, segundo a crença dela, um dia um “segundo sol" haveria de surgir. Ele respondeu jocosamente perguntando como a Nasa não sabia disso. Mais tarde, arrependido, ele compôs a canção pensando na importância de tolerar crenças diferentes (com informações da Wikipédia).
    Ao som de O segundo sol, Beatriz Hadler, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Beatriz destaca que, quando ouve a canção, sente esperança por um futuro mais próspero.  Para ela, uma canção deve possuir uma mistura de ritmo e voz do cantor, de maneira original.
     
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  • Mosaicos Culturais #158: Milton Nascimento e “Caçador de mim” como uma ode à autodescoberta
    Milton Nascimento, a voz atemporal da música brasileira, é reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos artistas da história. Dono de uma voz única frequentemente chamada de “voz de Deus”, sua carreira é marcada por sucessos inesquecíveis como Travessia e Maria, Maria, que o consagraram como um dos maiores ícones da música brasileira.
    Nascido Milton Silva Campos do Nascimento, ele é cantor, compositor e multi-instrumentista. Seu interesse pela música surgiu na infância, influenciado por sua mãe, que estudou com Villa-Lobos. Aos quatro anos, ganhou uma sanfona de dois baixos e, desde cedo, explorou sua voz. Aos 13 anos, já se apresentava em bailes e, em 1962, gravou sua primeira música, Barulho de Trem. Saiba e ouça mais episódios do Mosaicos Culturais sobre Milton Nascimento aqui.
    O álbum "Caçador de mim", 14º trabalho de estúdio de Milton Nascimento, consolidou-se como um marco na discografia do artista. Com a participação especial do conjunto de percussão Uakti e de integrantes da banda Roupa Nova em faixas como Cavaleiros do Céu e Nos Bailes da Vida, o disco apresenta uma sonoridade rica e diversificada (com informações da Wikipédia).
    A faixa-título, uma composição de Sérgio Magrão e Luiz Carlos Sá, revela a busca por autoconhecimento e introspecção (com informações de Edgar Alonso Guerra no LinkedIn). A canção se tornou um hino para diversas gerações.
    Ao som de Caçador de mim, Lorenzo Souza Daniel, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Lorenzo destacou a beleza da melodia. Para Lorenzo, uma música considerada boa deve possuir um conjunto de fatores relevantes para constituir a obra musical.
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    Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes!
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    8 min
  • Mosaicos Culturais #157: A flor não serviu para um amor não correspondido
    Los Hermanos é uma banda de rock alternativo formada por Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba. Os integrantes, que se conheceram durante a época de estudantes na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), deram seus primeiros passos na música com composições como Chora e Amor e Folia. A canção mais icônica da banda, Anna Júlia (1999), foi um grande sucesso e venceu o prêmio de Melhor Música no Prêmio Multishow de Música Brasileira. Entre as influências musicais do grupo estão Weezer, Acabou La Tequila e Carne de Segunda.
    Ao longo de seus dez anos de carreira, Los Hermanos lançou quatro álbuns de estúdio, que renderam ao grupo reconhecimento em outras importantes premiações, como o Grammy Latino, o Prêmio Tim de Música Brasileira e o MTV Video Music Brasil.
    Em 2001, o segundo álbum da banda, Bloco do Eu Sozinho, trouxe faixas marcantes e foi indicado ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Rock ou Música Alternativa em Língua Portuguesa. Entre suas 14 canções, destaca-se A flor, composta por Rodrigo Amarante e Marcelo Camelo. A música explora temas como a dor da rejeição e a solidão que surge quando a pessoa amada se entrega a outro amor:
    “Do o teu olhar ao ver a flor
    Não sei por que
    Achou ser de um outro rapaz
    Foi capaz de se entregar
    Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim”
    Ao som de A flor, Alex Teruel, estudante de Jornalismo na Escola de Comunicação e Artes da USP, participou da enquete do programa Mosaicos Culturais, da Rádio USP. Para Alex, a música retrata o sentimento de amor não correspondido: “Você começa a gostar de uma pessoa, e essa pessoa começa a gostar de outra.” Ele destaca ainda o ritmo marcante e contagiante da canção, que continua encantando diferentes gerações de ouvintes.
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    Se você deseja se juntar a nós nessa jornada musical, basta enviar um áudio compartilhando as melodias que embalaram seus dias e também as próprias interpretações sobre a interseção entre música e cinema. Estamos ansiosos para ouvir sua contribuição! Sua participação é essencial para enriquecer nosso dropes!
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    Por Regina Lemmi
    Estagiária sob supervisão de Magaly Prado
    8 min

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A intenção de fazer com que a audiência absorva um universo musical vibrante e diverso, construído pelas vozes e experiências sonoras trazidas por estudantes da graduação e da pós-graduação da USP.