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Neste episódio, entrevistamos Maria Luiza Vietes sobre sua monografia de graduação: “A casa e o homestay coabitando: uma etnografia do processo de transformação de casas de família em acomodações turísticas na Ilha de Ataúro em Timor-Leste”. O “homestay” é um tipo de serviço turístico onde estrangeiros pagam para ficar em casas de família. A coabitação entre turistas e nativos tem gerado uma série de transformações nas vidas, famílias e, principalmente, nas casas de timorenses. Retratando este cenário, o episódio irá refletir sobre o efeito de transformações econômicas no uso e circulação de objetos e pessoas no Timor. Também falamos sobre a trajetória de pesquisa da Malu, desde o primeiro encontro com sua orientadora, Kelly Cristiane da Silva, até sua ida ao Timor-Leste em 2018 e sua defesa em 2020, na Universidade de Brasília.
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Agradecimentos: Agradecimentos à Maria Luiza Vietes por ter aceitado e se disponibilizado em participar deste episódio, às professoras Soraya Fleischer e Daniela Manica pela coordenação e orientação desse importante projeto de ensino, pesquisa e extensão, aos estudantes Irene Chemin e Arthur Ulhôa por coordenarem a segunda temporada do “Mundo na sala de aula” e à solidariedade de toda equipe do Mundaréu.
Muita história e muita luta foram necessárias para que o encontro entre a liderança quilombola Maria Luiza Marcelino e o antropólogo Matheus Viana acontecesse, lá na Comunidade Quilombola Namastê em Ubá, Minas Gerais. O Matheus, com ouvidos e coração abertos, registrou com carinho as memórias centenárias da Mestra, sua força e zelo singulares. Nesse episódio, você vai conhecer um pouco dessa longa trajetória de pesquisa, orientada pelo professor Carlos Alexandre Barbosa Plínio dos Santos e defendida em 2020 na Universidade de Brasília com o TCC intitulado “De 1836 até aqui: Histórias de vidas, lideranças, lutas e espiritualidade de Maria Luiza Marcelino (Ubá/MG)”.
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Agradecimentos: Mestra Maria Luiza Marcelino, Matheus Viana, Programa de Formação Transversal em Saberes Tradicionais da UFMG, Ana Noronha.
Seu Dedé, Tila, Varlei, todos garimpeiros e garimpeiras de cristal, filhos e netos de outros que também garimparam nesses morros e chapadas. Nesse episódio, vamos conhecer esses interlocutores da antropóloga Julia Tossin Noleto. Ela produziu o trabalho intitulado “Tem vez que o cristal dá em cima. Tem vez que ele dá na baixada: Uma etnografia do conhecimento do garimpo e dos garimpeiros de cristal de rocha da Chapada dos Veadeiros/GO”. A Julia fez a graduação em Antropologia na Universidade de Brasília e defendeu seu TCC no ano de 2020, orientada pelo professor Henyo Trindade Barreto Filho.
A convidada vai nos contar sobre o tema de sua pesquisa, as estratégias metodológicas que ela utilizou em campo, o processo de escrita do trabalho, a inclusão de fotografias e, por fim, os resultados que chegou com seu TCC. Vamos conhecer a Chapada dos Veadeiros, seus moradores e moradoras e a história do garimpo de cristal.
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Agradecimentos: Seu Dedé, Tila, Varlei, garimpeiras e garimpeiros da Chapada dos Veadeiros/GO, José Procópio, Tico Magalhães, Seu Estrelo e equipe do Mundaréu.
Nesse episódio, vamos conversar com a Ana Cláudia Knihs. O seu TCC se intitula, “Se você abrir o armário do meu filho, só tem remédio”: Reflexões antropológicas sobre os medicamentos no cenário da Síndrome Congênita do Zika Vírus em Recife/PE. A Ana se graduou em Antropologia pela Universidade de Brasília e defendeu seu trabalho no ano de 2020, sob a orientação de Soraya Fleischer.
Vamos conhecer como ela integrou uma equipe de pesquisa e foi até o Recife conhecer famílias atingidas pela epidemia do Vírus Zika. Como ela transformou um tema de iniciação científica em um tema do TCC. E, depois, como Ana Cláudia se preparou para a defesa e apresentou o seu trabalho para uma banca examinadora.
Página do episódio.
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Agradecimentos: Mães e famílias de micro, Raquel Lustosa e equipe de pesquisa, Rosana Castro, Departamento de Antropologia, CNPq, Lia de Itamaracá e equipe do Mundaréu.
Assim como em antropólogos pioneiros, o Pedro Ribas foi até outro país para pesquisar cultura e política. Mas diferente dos clássicos, ele viveu essa experiência em 2019, fez do WhatsApp o seu caderno de campo, marchou pelas ruas junto com seus amigos e amigas catalães. Em “Festa e desobediência em nome da independência da Catalunha: eventos e mobilizações do Procés”, ele mostrou como a coletividade é importante desde a feitura e a escrita do TCC até as manifestações, preservação da memória e luta por um Estado independente. Orientado por Luiz Eduardo de Lacerda Abreu, defendeu sua dissertação de graduação em Antropologia na Universidade de Brasília em 2020.
*Errata: Artés, a cidade que Ana e Pedro visitaram, não fica a 600km, mas a 74km de Barcelona.
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Agradecimentos: Pedro Ribas, Ada Berrojo, Ana Claudia Knihs, Natalia Ubiali e Malu Vietes. E a equipe do Mundaréu, em especial, Raíssa Almeida e as coordenadoras da segunda temporada do Mundo na sala de aula, Irene Chemin e Arthur Ulhôa, e as coordenadoras do Mundaréu, Soraya Fleischer e Daniela Manica.
A chuva vem, crescem as árvores, florescem, geram frutos e sementes. As pessoas gostam muito das sementes de Andiroba, Ucuúba e Murumuru, que existem lá na maior floresta tropical do mundo, a Amazônia, e as coletam e trabalham junto com elas na produção de óleos vegetais. O Bruno Campelo Pereira, graduado em Antropologia pela Unicamp, acompanhou todo esse processo, em diálogo com sua mãe e principal interlocutora, Vera Lúcia Campelo, que nasceu no município de Itamarati, no Médio Rio Juruá/AM. E assim, orientado pela professora Artionka Capiberibe, ele defendeu em 2020 o seu TCC, “Mercadores da Floresta: extrativistas do Óleo no Médio-Juruá e suas Economias”. Vamos ouvir o que essas sementes têm para nos dizer?
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Agradecimentos: Bruno Campelo Pereira, Vera Lúcia e Celina Campelo, Artionka Capiberibe, sementes de Andiroba, Ucuuba e Murumuru.
O Mundo na sala de aula é uma série do Mundaréu. Em 2020, foi lançada a Primeira Temporada e, agora em 2021, chega a Segunda Temporada. Estreia no dia 2 de agosto, em 9 episódios, com frequência quinzenal, às segundas-feiras cedinho da manhã. Confira o teaser de lançamento.
Produzida por estudantes de Antropologia, a série é também destinada a estudantes de Ciências Sociais e de outras áreas. O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) será o foco dessa nova temporada. O que levar em conta para escolher um tema de pesquisa? Como encontrar uma orientadora? Onde realizar a pesquisa de campo, registrar os dados e depois analisá-los? Que bibliografia poderá ajudar? Na hora da defesa pública do TCC, como lidar com as perguntas da banca? E depois, o que fazer com a monografia pronta, para quem devolver, divulgar, discutir?
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Expediente
Agradecimentos: Entrevistadas, suas orientadoras e comunidades com quem realizaram suas pesquisas, Rosa Venina, Biblioteca Central da UnB, Ellen Oléria e demais músicos e bandas.
GIF, emoji, sticker, áudio, texto, foto e vídeo. Quantas são as formas para se comunicar por um celular? O que conseguimos transmitir por essa pequena tela? Como os aplicativos de mensagem ajudam a fazer pesquisa antropológica quando se está longe, quando se está no meio da pandemia?
Flávia Medeiros, antropóloga da UFSC em Florianópolis, e Penha Xavier, liderança comunitária da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro, já trocaram muito e continuam trocando agora em tempos de distanciamento social. Produzem juntas uma Antropologia potente sobre o racismo, o encarceramento em massa, o abolicionismo penal, o genocídio da população negra no país. E tudo pelo zap.
** Penha da Silva Souza Xavier tem 54 anos, é egressa do sistema penitenciário e atualmente está cursando o 3° ano do Ensino Médio no Colégio Pedro II. Penha é militante do movimento social pelos direitos de mulheres presas e egressas e cria seus 8 netos. Para apoiar a Penha estamos fazendo essa campanha na qual você pode contribuir transferindo quantia de qualquer valor diretamente no PIX 01952701775. Os comprovantes podem ser encaminhados diretamente para a Flavia (WhatsApp 21-99962-1751). Agradecemos muitíssimo a todes.
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Músicas:
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Agradecimentos: Penha, Vitória e Flávia; Doralyce, Bia Ferreira e Vinicius Lezo; Arthur Cruvinel, Altafonte e Colmeia 22; e Ellen Oléria.
Só ouve história quem conta história. Este é um princípio ético, metodológico e também teórico para a Antropologia que a Luciana Hartmann produz com crianças, suas professoras, nas escolas. História para se apresentar e também para conhecer a outra pessoa. Histórias para dar aulas, fazer pesquisa, escrever e apresentar resultados.
Foi o tema da infância e da migração que aproximaram a Luciana, professora de Teatro na Universidade de Brasília, da Ariana Furtado, professora do primeiro ciclo na Escola do Castelo, em Lisboa. Este é um centro de ensino público e multicultural situado no bairro do Castelo, ponto turístico conhecido no alto da cidade. Neste episódio, as crianças cantarão músicas para elas, uma contará histórias para a outra, juntas vão narrar sobre seus encontros para nós. E nós do Mundaréu vamos levando esta contação adiante, sempre num jogo do vai e vem.
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Músicas/Histórias/Depoimentos da Rádio Pavão:
No “Bloco 1”:
No “Miolo”:
No “Bloco 2”:
Expediente:
Agradecimentos: Ariana Furtado, crianças da Escola do Castelo, Rádio Pavão, Sílvia Gonçalves, Luciana Hartmann, Ellen Oléria com a música de abertura, “Mudernage”, do álbum Afrofuturista.
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No dia 11 de março de 2021, o desastre nuclear na cidade de Fukushima/Japão completa uma década. Naquele ano de 2011, Suzane Alencar Vieira estava começando a pensar sobre sua pesquisa de campo do doutorado em Antropologia e foi mobilizada pelo que aconteceu em terras japonesas. Encontrou também no Brasil, controvérsias envolvendo a energia nuclear; encontrou no estado da Bahia uma empresa querendo explorar o urânio; encontrou na Malhada, uma comunidade remanescente de quilombola resistindo pelo uso de suas terras e subsolos.
E encontrou Dona Teresa Joana da Silva, uma das lideranças locais importantes. Juntas navegaram entre físicos, cientistas, advogados, prefeitos, cartorários, jornalistas, padres, movimentos sociais, cineastas, comunidades vizinhas. Juntas encontraram um lugar para a antropóloga ser compreendida e ajudar a adensar ainda mais esse debate na região. E Teresa reforça, sobre as consequências da mineração por ali, “Porque hoje, quando chega uma verdura, o povo ainda procura saber: ‘Dondé?’, ‘É de tal canto?’. Porque se for de lá, ninguém quer. O povo perdeu muita muita coisa, viu? Ói, então, o povo virou o povo cismado dos outros. Trouxe muita tristeza”.
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Agradecimentos: Suzane Alencar Vieira e Teresinha Joana da Silva; Jean e Hugo Miguel (filho e esposo de Suzane); Rodrigo (neto de D. Tereza); Comunidade da Malhada, inclusive os músicos e cantores (Caetité/BA); Ellen Oléria.
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