A Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, possui grande importância estratégica no Ártico, devido às suas riquezas minerais e à posição geopolítica crucial para a defesa aérea e naval. Recentemente, a pressão dos EUA sobre a ilha reacendeu debates sobre integridade territorial e equilíbrio dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Afinal, se os EUA avançarem para controlar ou influenciar Nuuk, qual seria o impacto sobre a aliança militar? Vale lembrar que, assim como Washington, Copenhague é um membro histórico da OTAN. Paralelamente, a Europa não têm demonstrado uma postura conjunta de repúdio ao que muitos consideram imperialismo estadunidense contra um país ocidental. Até que ponto os EUA podem pressionar a Dinamarca sem comprometer a coesão da OTAN? Por que outros países europeus parecem relutantes em defender a integridade da Groenlândia? Qual seria o impacto geopolítico de um eventual controle americano sobre o Ártico e sobre a segurança europeia? Para comentar o tema, convidamos Thiago Rodrigues, professor de relações internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos (Inest), da Universidade Federal Fluminense (UFF), e autor do livro "Drogas e capitalismo: uma crítica marxista"; e Letícia da Luz, mestranda em estudos marítimos da Escola de Guerra Naval (EGN) e pesquisadora voluntária do Grupo Economia do MAR (GEM) - Geopolítica e do Núcleo de Avaliação da Conjuntura (NAC) - Ártico. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.