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A Natural One é uma empresa de bebidas que aposta em sucos naturais em larga escala. Mas como a produção industrial poderia garantir um suco de laranja natural em ótimas condições com menor impacto ambiental?
O segredo? O envase asséptico a frio (atmosfera controlada no envase, com baixo nível de oxigênio) garante a total higiene do conteúdo, preservando todos os nutrientes sem que para isso seja necessário a utilização de qualquer tipo de conservante.
Além disso, a marca garante, através do selo eureciclo, a compensação de 22% de todas as embalagens comercializadas. O que significa que o equivalente dessas garrafinhas plásticas são destinadas corretamente através de cooperativas de reciclagem e operadores privados.
Por fim, a marca garante a capacitação dos produtores envolvidos na produção de verduras utilizadas em seus produtos e uma estrutura tecnológica para rastreamento da produção.
A estratégia da Natura inspira e serve de referências para empresas que querem se destacar no mercado. Com branding forte, atuação multiplataforma e atenção às causas ambientais, a gigante do setor de perfumaria e cosméticos não para de crescer no Brasil e no mundo. A gigante do setor de perfumaria e cosméticos Natura anunciou, recentemente, a compra da concorrente norte-americana Avon. A negociação envolveu cerca de US$ 3,7 bilhões, o que desencadeou na criação de um grupo de US$ 11 bilhões de faturamento anual, com a holding Natura &Co.
Essa não foi a primeira negociação avançada da Natura. A empresa incorporou nos últimos anos grandes marcas do ramo da beleza — como a australiana Emeis Holdings (com a luxuosa Aesop) e a Body Shop.
Ao final, a companhia conta com mais de 400 colaboradores e está presente em mais de 100 países! Os números são surpreendentes. Mas o sucesso da estratégia da Natura está diretamente ligado à sua forma de atuação, que vai muito além de negócios relacionados ao universo dos cuidados corporais.
Trata-se do reflexo de um trabalho sistemático que fez com que a Natura alcançasse a sua atual posição de destaque no mercado mundial, inspirando companhias de todos os setores.
É uma realidade: o mundo está passando por um momento de inevitáveis mudanças e o futuro de necessidades e escassez é presente. Pensar nele com a mesma cabeça de antigamente não é mais uma opção para as empresas modernas e que querem durar. É preciso adequar as práticas de mercado às diretrizes de uma política sustentável, independente do setor de atuação, mas principalmente naqueles em que o meio ambiente é prejudicado. Bom, mas é possível aliar lucro e preocupação com sustentabilidade? Estes conceitos se excluem? Existem incontáveis exemplos que provam o contrário é possível, sim, ser sustentável e rentável! Aliás, é imprescindível que seja assim. Atualmente, a duração de uma empresa depende de vários fatores que vão muito além de lucro. Pois, é necessário ter lucro, mas sem prejudicar o que está ao redor. Adequar as atividades da empresa ao conceito de desenvolvimento sustentável é uma questão de sobrevivência e de competitividade. E, uma forma para as organizações estruturarem as atividades, voltadas para o meio ambiente, é se adequando ao Internacional Organization for Standardization (ISO).
A ISO 14.001 é uma norma de adesão voluntária, que contém os requisitos para a implantação do SGA, podendo ser aplicada a qualquer tipo ou porte de organização. O sistema de gestão ambiental busca prover às organizações formas de gerenciar todos os seus aspectos e impactos ambientais mais significativos. Partem, inicialmente, da identificação e priorização destes aspectos e impactos, para que se consiga, um sistema que busca a melhoria contínua, baseado no controle destes impactos. Quando uma organização opta pela Implantação da Norma ISO 14001, abre novos caminhos no mercado internacional, proporciona vantagem competitiva e introduz sensível redução de custos na operação, além de incrementar a receita com subprodutos dos processos,
Cada era vivenciada pela humanidade tem seus temas dominantes de economia e política global. No século XIX, havia a política industrial imperialista à qual se juntaram, na primeira metade do século XX, duas guerras mundiais e a depressão econômica. Após a Segunda Guerra Mundial, o mundo conviveu por cerca de cinquenta anos com o terror da Guerra Fria. O novo século traz um novo e esperançoso tema: viver em uma sociedade sustentável. A humanidade passa por um processo de ultrapassagem de limiar, um novo umbral que provoca rápidas transformações, mudanças comportamentais e tendências por vezes imprevisíveis e imperceptíveis em sua abrangência e profundidade. A necessária reestruturação completa da economia global precisa de mudanças “copérnicas” no pensamento econômico predominante. No entanto, o tempo urge por soluções, e mudanças sociais ocorrem, via de regra, de forma lenta e por etapas, pois têm de superar a inércia tanto da população como das instituições naturalmente resistentes a mudanças. A bióloga americana Rachel Carson publicou A primavera silenciosa em 1962, e somente 36 anos depois, seu alerta ambiental fez efeito e provocou o movimento ambientalista moderno. Esse processo de mudança pressupõe a melhoria das condições sociais e econômicas, sem comprometimento das condições ambientais e dos recursos naturais. Prega a preservação do capital natural por meio de profundas alterações não só nas formas de produção, mas também na modificação do perfil do que se produz, em consonância com rígidos padrões de consumo. A sociedade busca submeter-se aos preceitos da prudência ecológica, ao fazer bom uso da natureza em prol do bem estar das atuais e futuras gerações, em uma dimensão de visão de longo prazo.
Há quatorze anos, o sociólogo e consultor britânico John Elkington formulou o conceito Triple Bottom Line – o tripé da sustentabilidade – expressão consagrada atualmente e também conhecida como os “Três Ps” (people, planet and profit) ou, em português, “PPL” (pessoas, planeta e lucro). Segundo esse conceito, para ser sustentável uma organização ou negócio deve ser financeiramente viável, socialmente justo e ambientalmente responsável. Ao instituir o Triple Bottom Line, Elkington tentava criar uma linguagem que captasse a complexidade da agenda da sustentabilidade, uma vez que algumas organizações, como o Conselho Mundial de Negócios para o Desenvolvimento Sustentável – que representa várias empresas líderes do mundo –, estavam dialogando a respeito de eficiência, em especial, de que forma poderiam lucrar economizando energia, protegendo o meio ambiente e diminuindo a poluição.
Em entrevista à CNBC, o CEO da Adidas, Kasper Rorsted, anunciou que a empresa atingiu a marca de um milhão de pares vendidos do modelo até o final de 2017. No total, a marca alemã lançou três versões de seu clássico sapato esportivo Ultraboost com plástico recolhidos dos oceanos esta matéria-prima. O modelo sustentável foi feito por meio de uma parceria com a ONG Parley for the Oceans e inicialmente a produção era de sete mil pares. Cada par reutiliza material suficiente para 11 garrafas, segundo a CNBC. O modelo, com design inspirado nas ondas do mar, é formado 95% por plástico retirado dos oceanos e 5% por poliéster reciclado. O material é similar ao usado na confecção do uniformes dos times Bayern de Munique e Real Madrid.
No Brasil, é possível encontrar um tênis feito com a mesma tecnologia, na linha fashion da marca. O EQT Parley adidas Originals foi lançado em outubro do ano passado a um custo médio de R$ 700. Atualmente, está sendo vendido por R$ 529.
Os desafios que o século XXI impõe são inúmeros, o que requer das empresas, posturas e posicionamentos inovadores. Hoje as empresas precisam repensar seu papel na comunidade e criarem o compromisso de contribuir para um desenvolvimento social e econômico sustentável a fim de melhorar a qualidade de vida das pessoas. O Estado moderno provou, que não consegue mais suprir sozinho as necessidades mínimas da sociedade em muitas partes do planeta, nem controlar a deterioração acelerada do ecossistema. Precisa-se cada vez mais de que as empresas tenham consciência da importância da sobrevivência da espécie humana a qual depende da mobilização da sociedade civil, aí incluídas as empresas. As empresas desse novo século terão novas responsabilidades. Delas se cobrará compromisso com as comunidades onde atuam, retribuição ao meio ambiente, em troca dos bens naturais que dele retiram, e num sentido mais amplo e real, contribuição para o crescimento sustentável. Os pesados investimentos que a Petrobras tem feito na área de segurança, meio ambiente e saúde são uma prova evidente desses compromissos. Assim como, os projetos e programas que patrocina nas áreas social, educacional, cultural, esportiva e ambiental, deixa clara a sua opção em contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equânime.
O biogás é o gás produzido a partir da decomposição da matéria orgânica (resíduos orgânicos) por bactérias. Na geração de energia do biogás, ocorre a conversão da energia química do gás em energia mecânica por meio de um processo controlado de combustão. Essa energia mecânica ativa um gerador que produz energia elétrica. O biogás também pode ser usado em caldeiras por meio de sua queima direta para a cogeração de energia. Existem três rotas para usar a biomassa como fonte energética. A primeira é através da combustão direta, a segunda é a gaseificação e a terceira diz respeito a reprodução do processo natural em que a ação de micro-organismos em um ambiente anaeróbico produz a decomposição da matéria orgânica e, consequentemente, emite o biogás. Descoberto no século XVII, o biogás passou a ser considerado uma fonte de energia a partir de uma apresentação feita por Louis Pasteur, no século XIX, na qual foi feita a demonstração da geração de biogás através de uma mistura de estrume e água.
A atividade mineradora consiste na extração de riquezas minerais dos solos e das formações rochosas que compõem a estrutura terrestre. Trata-se, assim, de uma das mais importantes atividades econômicas tanto no Brasil como em todo o mundo, com destaque para o petróleo e o carvão mineral. No entanto, é preciso ressaltar que essa prática costuma gerar sérios danos ao meio ambiente.
Os impactos ambientais da mineração são diversos e apresentam-se em diversas escalas: desde problemas locais específicos até alterações biológicas, geomorfológicas, hídricas e atmosféricas de grandes proporções. Portanto, conhecer esses problemas causados e a minimização de seus efeitos é de grande necessidade para garantir a preservação dos ambientes naturais.
Um dos maiores acidentes com o isótopo Césio-137 teve início no dia 13 de setembro de 1987, em Goiânia, Goiás. O desastre fez centenas de vítimas, todas contaminadas por meio de radiações emitidas por uma única cápsula que continha césio-137.
O instinto curioso de dois catadores de lixo e a falta de informação foram fatores que deram espaço ao ocorrido. Ao vasculharem as antigas instalações do Instituto Goiano de Radioterapia, no centro de Goiânia, tais homens depararam-se com um aparelho de radioterapia abandonado e tiveram a infeliz ideia de remover a máquina com a ajuda de um carrinho de mão. Eles levaram o equipamento até a casa de um deles.
O maior interesse dos catadores era o lucro que seria obtido com a venda das partes de metal e chumbo do aparelho para ferros-velhos da cidade. Leigos no assunto, não tinham a menor noção do que era aquela máquina e o que havia realmente em seu interior. Após retirarem as peças de seu interesse, o que levou cerca de cinco dias, venderam o que restou ao proprietário de um ferro-velho.
O dono do estabelecimento era Devair Alves Ferreira, que, ao desmontar a máquina, expôs ao ambiente 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl), um pó branco parecido com sal de cozinha que, no escuro, brilha com uma coloração azul.
Ele se encantou com o brilho azul emitido pela substância e resolveu exibir o achado a seus familiares, amigos e parte da vizinhança. Todos acreditavam estar diante de algo sobrenatural e alguns até levaram amostras para casa. A exibição do pó fluorescente ocorreu durante quatro dias, e a área de risco aumentou, pois parte do equipamento de radioterapia também foi para outro ferro-velho, espalhando ainda mais o material radioativo.
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