Beijas-me a alma de água e de emoção
"..."
oh mar azul que me esgotas de tanta loucura e beijas-me a alma de emoção quando te venero e entras neste meu pobre coração que só quer um canto, somente meu, para encostar-me e dizeres-me para onde essas águas vão.
Sempre que chego até a ti não sou mais a mesma, mas a viajante do tempo e quando me cruzo nas tuas vagas sei logo de antemão que me abrirás o caminho certo e não um mar vazio de ilusões.
Contemplo-te e volto a observar-te de olhar turvado pela tua beleza quando me sento e encosto o rosto algures descrente junto do teu magnífico ondular que é mar sem chão.
Carlota Marques Canha ©Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de agosto