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Os ouvintes da parábola são os líderes religiosos. O rei é Deus; o filho é Jesus. A imagem do casamento, usada por vários profetas, indica a aliança de Deus com a humanidade. Os servos são os profetas enviados por Deus e rejeitados pelos dirigentes. A menção à ruína da cidade pode ser uma referência à destruição de Jerusalém (ano 70). No Novo Testamento, Jesus é o noivo (cf. Mt 9,15); os servos são os discípulos de Jesus, que evangelizam convidando todos a fazer parte da Igreja. O traje para o casamento representa as condições para pertencer à comunidade cristã, isto é, a prática da justiça. A parábola mostra o julgamento não só para a elite religiosa por rejeitar o projeto de Deus, mas também para os discípulos de Jesus. O Reino, agora recusado pelo povo de Jesus, em breve será aceito por todos os povos.
‘Ide também vós para a minha vinha!"
Jesus mostra até que ponto a riqueza pode escravizar uma pessoa. Nem todo rico é reprovado por Deus. Existem alguns que têm dinheiro e situação privilegiada, mas ao mesmo tempo partilham o que possuem com os necessitados ou com instituições filantrópicas. O rico, em termos evangélicos, é aquele que, em vez de confiar em Deus, confia nos bens acumulados; em vez de ajudar o próximo necessitado, explora-o. Desse modo, acaba se tornando autossuficiente em relação a Deus e fechado em relação aos semelhantes. Quem assume essa atitude de espírito caminha na direção contrária da salvação. Entretanto, a misericórdia divina se volta também para ele, pois “para Deus tudo é possível”. Felizes, porém, aqueles que são capazes de abandonar tudo para seguir o Senhor Jesus.
“Mestre, que devo fazer de bom para possuir a vida eterna?”
Em certas ocasiões, Jesus ensina de modo incisivo e convincente, mais por meio de gestos do que proferindo palavras. Estas vêm apenas completar a mensagem. Uma criança normalmente chama a atenção dos adultos: pela simplicidade, reações imprevisíveis, pureza de coração, liberdade para expressar o que sente e total confiança com que se joga nos braços do pai e da mãe. Os discípulos, por não compreenderem a missão de Jesus, tentam afastar dele as crianças que lhe são apresentadas. Diversamente dos discípulos, Jesus as acolhe e as propõe como modelos para seus seguidores. Do mesmo modo como acolhe as crianças, Jesus admite e ama com predileção os marginalizados e excluídos da convivência humana. A Igreja e a assembleia litúrgica não podem excluir ninguém, pois Jesus veio para todos.
"Quem puder entender, entenda".
O perdão é condição indispensável para o crescimento e a vida saudável da comunidade cristã. Para responder à pergunta de Pedro, Jesus joga com número simbólico: setenta vezes sete significa sempre. Para reforçar sua afirmação, Jesus conta a parábola dos dois devedores e mostra a imensa desproporção entre o perdão de Deus (sem medida) e o nosso perdão (mesquinho) aos que nos ofendem. Para saber perdoar, é necessário reconhecermos que somos pecadores e necessitados do perdão de Deus. A necessidade de perdoar soa como canção ecoando ao longo dos Evangelhos. Seremos perdoados pelo Pai celeste à medida que perdoarmos de coração os nossos irmãos. É o que expressamos cada vez que rezamos o pai-nosso: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
"Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles".
Lourenço viveu no século 3º e foi diácono do papa Sisto 2º. Era encarregado do caixa comum da comunidade. Quando se agravaram as perseguições, distribuiu o dinheiro aos pobres. Foi torturado sobre um braseiro ardente. Durante o suplício, rezou por Roma, que lhe retribuiu o gesto, edificando grande número de igrejas em seu nome. O exemplo de fé e coragem do padroeiro dos diáconos nos fortaleça no serviço à Igreja.
“O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens. Eles o matarão, mas no terceiro dia ele ressuscitará”.
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