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Jesus se encontra no meio da multidão, quando o pai do menino epilético se apresenta. Tem um pedido a fazer ao Mestre e uma informação a dar. O pedido é que Jesus lhe cure o filho, que se agita, cai na água, às vezes no fogo, isto é, está exposto a todo perigo. Um drama para qualquer família. A informação é que os discípulos de Jesus não deram conta de curar a criança. Por que não puderam curá-la? A razão é a falta de fé dos mesmos discípulos. E pela explicação de Jesus, não se tratava de uma fé extraordinária; uma fé “como grão de mostarda” seria sufi ciente para obter resultados surpreendentes, ou realizar coisas mais difíceis (transportar uma montanha). A falta de fé dos discípulos era na verdade a falta de compromisso com o Reino de Deus, o compromisso de libertar os oprimidos e marginalizados.
E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu filho amado. Escutai o que ele diz!”
“Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!”
“Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!”
Ao fazer uma pesquisa sobre sua identidade, Jesus pretende despertar nos discípulos o desejo de aprender mais a respeito dele. Simão declara: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. Jesus o confirma, declarando que tal confissão procede de uma revelação do Pai. Pedro (em grego, petros) significa pedra, pedregulho que se pode lançar, ao passo que pedra (em grego, petra) significa a rocha sobre a qual se pode construir um edifício. Pois bem, a comunidade que aí será edificada é domínio de Jesus (“minha igreja”), na qual Pedro terá função mediadora central. Contra a Igreja, nada poderá o poder da morte: a obra de Jesus é imortal. No final, Jesus acrescenta que está destinado a sofrer nas mãos de seus inimigos, a morrer e, ao terceiro dia, ressuscitar. Portanto, ele é o Messias sofredor.
Saciados, todos voltam a suas atividades corriqueiras: o povo, para suas casas; os discípulos, para a missão; e Jesus se retira para abastecer-se espiritualmente. Aos discípulos, apavorados pelas águas agitadas e o vento contrário (símbolos das tribulações que afetam a Igreja), Jesus se apresenta como aquele que domina as forças da natureza. “Sou eu” é a expressão de sua identidade. Pedro o reconhece e quer fazer o que o Mestre faz: andar sobre as águas. Mas sua fé é insuficiente e começa a afundar, e Jesus o salva. Os discípulos ficam maravilhados e reconhecem em Jesus a presença de Deus: “Tu és verdadeiramente Filho de Deus!”. Terminada a travessia, os habitantes do lugar reconhecem Jesus e levam até ele todos os doentes do vilarejo, que são curados pela fé, apenas tocando nas vestes do Mestre.
Inácio nasceu na Espanha em 1491 e faleceu em Roma em 1556. Ferido gravemente em batalha, passou uma temporada no hospital, onde lia a vida dos santos. Trocou assim a carreira militar pelo serviço ao Reino de Deus e deu início à Companhia de Jesus, os Jesuítas, que neste ano comemoram os 500 anos do início da conversão do seu fundador. Escreveu os famosos Exercícios espirituais, e seu lema era: “Tudo para a maior glória de Deus”.
“De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro?".
“O Reino do Céus é como um tesouro escondido no campo".
Os irmãos Marta, Maria e Lázaro moravam em Betânia e costumavam hospedar Jesus em suas viagens. Eram muito amigos. Marta oferecia os serviços da casa ao divino hóspede, ao passo que a irmã permanecia sentada aos pés do Mestre. De Marta é que brotou belíssima expressão de fé, por ocasião da morte do irmão: “Sim, Senhor, creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo”. Esta memória nos incentive a valorizar as amizades, o acolhimento e as relações familiares.
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