No Barquinho
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No Barquinho episodes

  • #NBPipoca: Vingadores – Era de Ultron

    Fala discípulo! Tá no ar o #NBPipoca, um podcast pra gente discutir filmes, séries, games, livros e muito mais. Nesse episódio, Pedro, Thiago e Matheus batem um papo leve e dão suas opiniões sobre o tão esperado blockbuster “Vingadores – A Era de Ultron”, a parte 2 dessa linda franquia dos estúdios Marvel. E como convidados, os marujos recebem o tripulante e vitrinista Daniel Sas, o amigo da Confraria Erik de Oliveira e Gabriel Tuller, host do Graça Pop.

    Mas atenção: ouça por sua conta e risco, pois esse podcast está cheio de spoilers sobre o filme. Participe deixando a sua opinião nos comentários ou mandando um e-pístola pra gente pelo [email protected].

    Duração: 01h13min36s

    ZIP: para baixar o podcast zipado, clique aqui

    Edição: Pedro Angella

    Arte da vitrine: Daniel Sas (portfolio)

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    1 hr 14 min
  • #NB84 – CineGalileia: Fé Demais Não Cheira Bem

    Fala discípulo! Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia, reúnem-se No Barquinho com Cacau Marques (também do Juntos em 1) e Ivandro Menezes (OsCabraCast) para mais um CineGalileia, sobre o filme “Fé Demais Não Cheira Bem” (Leap of Faith, 1992).

    Discuta conosco neste podcast sobre o show da fé, se os milagres de Deus são individuais ou coletivos, o efeito mágico da música no culto, e também conheça qual integrante deste podcast foi ungido pastor com shofar e mirra!

    Duração: 01h42min00s

    – Episódio: 00h00min38s
    – Epístolas: 01h18min50s
    – Extras: 01h32min54s
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    Edição: Pedro Angella

    Arte da vitrine: Daniel Sas (portfolio)

    Links do episódio:

    – Assista ao filme no Youtube
    – Pastor usa Orkut para adivinhar a vida de seus fiéis
    – Documentário – Santa Cruz

    Links das epístolas:

    – #ArrozDeFesta1: Pedro Angella no GraçaPop #03 – Quando ser nerd virou modinha
    – #ArrozDeFesta2: Pedro Angella no Podcast 2 em 1 #58 – Devo Mudar de Igreja?
    – #ArrozDeFesta3: Jaqueline Lima no BaseCast #35 – O Casal Ideal

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    1 hr 43 min
  • Delas #04 – É muito amor!

    Bem-vindo ao Delas!

    Este é o podcast Delas, e dessa vez Jaqueline Lima, Renata Melanias, e Sara Martins juntam-se ao arroz de festa mais doce da podosfera Cacau Marques para aprofundarmos ainda mais esse assunto tão gostoso!

    Durante alguns singelos minutinhos vamos nos dedicar a refletir sobre o amor e seus diversos significados e aplicações.

    Quem inventou o amor? (me explica por favor ♫)

    Existem tipos de amor?

    Amor renasce?

    Como lidar com  alguém que me machucou muito?

    Embarque com a gente na tentativa de esclarecer esses e outros questionamentos que resolvemos encarar!

    Aproveite pra curtir umas musiquinhas selecionadas pela galera do grupo do Telegram do No Barquinho, com a gloriosa edição do nosso Thiago Ibrahim

    Podcasts Relacionados:

    – Ouça o último No Barquinho: #NB83 – Acidentes
    – Ouça o último À Deriva especial de Páscoa: #AD17a – A Esperança é a última que morre e #AD17b – A viva Esperança.

    – Ouça o Irmãos.com sobre um dos temas abordados no podcast: Irmãos 39 – As Cinco Linguagens do Amor

    Links relacionados ao episódio:

    – 9 por dia: tornando-se como Jesus, Chris Wright (Amor)

    Livros comentados no episódio:

    – “Os Irmãos Karamazov”, por Fiódor Dostoiéviski
    – “Os Quatro Amores”, por C. S. Lewis
    – “As cinco linguagens do amor”, por Gary Chapman

    Duração: 01h26min32s

    ZIP: para baixar o podcast zipado, clique aqui!

    Edição: Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine: Daniel Sas (portfolio)

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    1 hr 27 min
  • #NB83 – Acidentes

    Fala discípulo! Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia,reúnem-se No Barquinho com Chico Gabriel (À Deriva) e Davi Luna (Juntos em 1) para falar sobre os acidentes que deram certo (?) na nossa caminhada!

    Saiba quem acredita em Deus e quem acredita na sorte pelos livramentos dos acidentes, quem ficou uma semana sem tomar banho, quem teve o dedo decepado, e aprenda os sintomas de um desmaio neste podcast!

    Duração: 01h45min00s

    – Episódio: 00h00min38s
    – Epístolas: 01h09min36s
    – Extras: 01h32min34s
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    Edição: Pedro Angella

    Arte da vitrine: Daniel Sas (portfolio)

    Links do episódio:

    – Dedinho do Thiago Ibrahim

    Links das epístolas:

    – #ArrozDeFesta1: Thiago Ibrahim no Diário de Bordo #44 – Aquele sobre coisas que aprendi com podcasts
    – #ArrozDeFesta2: Cacau Marques no Maná com Manteiga #46: Identidade Cristo

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    1 hr 45 min
  • À Deriva #17b – A Viva Esperança

    – Calma Maria, assim você vai acabar passando mal.

    – Por quê, por quê tiveram que levar o corpo? Nós só queríamos o direito de sepultá-lo. Quanto mal eles ainda podem nos fazer?

    Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou.

    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos

    Nesse Domingo, Cristãos de todo o mundo celebram a vitória de Jesus sobre a morte. Enquanto muitos acreditam que a esperança é a última que morre, nós sabemos que temos uma viva esperança, que nem a morte teve poder de parar.

    Naquele Domingo, as mulheres que estavam prontas para prantear e oferecer cerimônias fúnebres, receberam um novo motivo para sorrir e celebrar a vida!

    Jesus Cristo vive e reina! E, por que ele vive…

    ♫ Porque ele vive posso crer no amanhã

    Porque Ele vive temor não há
    Mas eu bem sei, eu sei, que a minha vida
    Está nas mãos do meu Jesus que vivo está ♫

    _______________________________________________________________

    Texto “A esperança é a última que morre”: Alexfábio Custódio
    Edição e masterização: Chico Gabriel
    Arte da vitrine: Chico Gabriel

    Tem um texto para o À Deriva? Envie para [email protected]

    Duração: 00h05min21s

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    6 min
  • À Deriva #17 – A esperança é a última que morre

    Eu nunca esperaria que essa história terminasse assim! Não dessa forma, não com Ele!

    Eu me lembro do dia em que tudo começou, naquela época todos estávamos impressionados com a coragem e autoridade de João Batista.

    João era um pregador impressionante, não me lembro de alguém que ousasse questioná-lo. Porém, naquela tarde à beira do rio Jordão, o profeta interrompeu seu sermão para anunciar a chegada Dele:

    – Eis ai o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

    Eu estava lá quando João O batizou. Eu estava lá no dia em que Ele começou a anunciar o evangelho da paz. Desde o início meu irmão Tiago e eu fomos seus discípulos.

    Eu ví quando Ele transformou a água em vinho naquele casamento, testemunhei leprosos sendo purificados, cegos tendo a visão restaurada, mudos falando livremente, surdos ouvindo, paralíticos caminhando e saltando, demônios sendo expulsos com apenas uma palavra, pães e peixes sendo multiplicados para saciar multidões. Nada era impossível para Ele, nós o vimos caminhando sobre o mar, acalmando tempestades, ressuscitando a mortos!

    As suas palavras possuíam a capacidade de amolecer corações de pedra. A cada sermão podíamos entender sobre o grande amor de Deus e a sua vontade para as nossas vidas. Ele ensinava às multidões com uma paciência incrível, as suas parábolas nos alegravam, até quando repreendidos sentíamos um zelo por nossas vidas.

    Não havia pessoa desprezível o suficiente para não merecer o seu carinho. Publicanos, pecadores, samaritanos, romanos, gregos, prostitutas, adúlteros, leprosos, todos foram alvos de seu grande amor e compaixão.

    Naquela ocasião em que Ele se transfigurou, diante dos meus olhos, todas as dúvidas se dissiparam! Ele se tornou nosso Deus e Senhor, nosso Salvador, nossa esperança.

    Por isso custo a crer na prisão, nos açoites, naquela horrível coroa de espinhos. Fechei os olhos quando o pregaram na cruz, era demais para mim. Naquela cruz está o homem mais inocente que já pisou nessa terra, e ainda tinha que lidar com as provocações:

    – Ajudou a tantos, se salve agora!

    – Você não é o rei dos judeus?

    – Se és o messias, desça dessa cruz!

    Como eu orei para que Ele descesse, mas não aconteceu. Em seu martírio Ele só continuou distribuindo perdões. Já são quase três horas da tarde, porém, desde o meio dia o céu está escuro como a mais densa noite de tempestade.

    Mesmo sofrendo dores terríveis, Ele ainda se lembra de me pedir para cuidar de sua mãe. Eu queria poder responder, dizer alguma coisa, mas as palavras estão entaladas em meu pescoço. Abraço Maria e, com o rosto inundado de lágrimas, ouço as suas últimas palavras:

    – ESTÁ CONSUMADO, PAI EM TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO.

    Ele expirou! Ele está morto! Aquele cordeiro de Deus, imaculado e inocente, morto!

    A esperança é a última que morre? Parece que já não faz tanto sentido assim.

    _______________________________________________________________

    Texto “A esperança é a última que morre”: Alexfábio Custódio
    Edição e masterização: Chico Gabriel
    Arte da vitrine: Chico Gabriel

    Tem um texto para o À Deriva? Envie para [email protected]

    Duração: 00h10min24s

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    11 min
  • #NB82 – Ceia: pra quê?

    Fala discípulo! Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia, reúnem-se No Barquinho com Cacau Marques e Everton Rocha (Achando Graça) em mais um episódio da série “pra quê”, e dessa vez falam sobre a ceia, seu significado e importância. Ouça e comente!

    Duração: 01h41min00s

    – Episódio: 00h00min38s
    – Epístolas: 01h12min05s
    – Extras: 01h36min56s
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    Edição: Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine: Daniel Sas (portfolio)

    Links relacionados ao podcast:

    – Podcast 2 em 1 #54- Crise de Fé
    – Achando Graça

    Links das epístolas:

    – #ArrozDeFesta1: Chico Gabriel no Go!Cast #16 – Mundo Sem Tecnologia
    – #ArrozDeFesta2: Matheus Soares no GraçaCast #61 – A Crise Maquiada

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    1 hr 41 min
  • Delas #03 – Com quem será?

    Bem-vindo ao Delas!

    Este é o podcast Delas, e dessa vez Jaqueline Lima, Renata Melanias, Laís D’Andréa e Sara Martins vão falar sobre relacionamento!

    Baseadas em algumas perguntas que recebemos de nossas queridas ouvintes, vamos adentrar o mundo do namoro/noivado/casamento?

    Existe panela pra tampa?

    Como faço minhas escolhas? Deus interfere nelas?

    E o julgo desigual?

    Tudo isso e muita mais no Delas de hoje!

    Fique à vontade, sugira-nos temas e seja educado nos comentários!

    Podcasts Relacionados:

    – Ouça o último No Barquinho: #NB81 – Protocolos Sociais
    – Ouça o último À Deriva: #AD16 – Renúncia de Cidadania
    – Ouça o Irmãos.com sobre um dos temas abordados no podcast: Irmãos 180 – Amor x Paixão

    Links comentados no episódio:

    – Geolê sobre o livro “Tomando decisões segundo a vontade de Deus”
    – John Piper, Don Carson e Tim Keller falando sobre Casamento e Amor
    – Jugo desigual, por Ariovaldo Jr
    – “Com quem devo me casar?”, por Ed René Kivitz
    – Devo me casar com alguém com alguém por causa da beleza exterior?
    – “Como achar a pessoa com quem vou me casar?”, por Bispo Walter McAlister
    – “O que a Bíblia diz sobre julgo desigual?”, por Bispo Walter McAlister

    Livros comentados no episódio:

    – “Faça alguma coisa”, por Kevin DeYoung
    – “Tomando decisões segundo a vontade de Deus”, por Heber Campos Jr.
    – “O que não me contaram sobre o casamento, mas que você precisa saber”, por Gary Chapman

    Filmes comentados no episódio:

    – Idiocracy (2006)
    – Ele não está tão afim de você (2009)

    Duração: 01h07min22s

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    Edição: Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine: Daniel Sas (portfolio)
    Músicas do episódio: bit.ly/Delas03Playlist

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    1 hr 8 min
  • #NB81 – Protocolos Sociais

    Fala discípulo! Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia, reúnem-se No Barquinho com Jaqueline Lima (Podcast Delas) e Thiago André Monteiro (À Deriva) para decifrar os protocolos sociais que nos atormentam todo santo dia!

    Neste episódio, saiba como agir no trabalho, reflita sobre noivado e casamento, e ainda aprenda a etiqueta de comportamento na igreja!

    Duração: 01h30min00s

    – Episódio: 00h00min38s
    – Epístolas: 01h03min35s
    – Extras: 01h25min22s
    ZIP: para baixar o podcast zipado, clique aqui!

    Edição: Pedro Angella

    Arte da vitrine: Daniel Sas (portfolio)

    Playlist das músicas deste episódio: http://bit.ly/NB81Playlist

    Links relacionados ao podcast:

    – #NB74 – CineGalileia: O Primeiro Mentiroso

    Links das epístolas:

    – #ArrozDeFesta1: Cacau no BTCast #94 – Uma Voz Feminina na Reforma
    – #ArrozDeFesta2: Cacau no BTCast #95 – O Grande Bolo

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    1 hr 30 min
  • À Deriva #16 – Renúncia de cidadania

    – Bom dia, aqui é do governo federal não é?

    – Ah, ótimo acho que é mesmo o lugar que estou procurando.

    – Olha sr., eu acho que trouxe tudo. Aqui está: minha certidão de nascimento, minha carteira de identidade, meu certificado de reservista, meu título de eleitor, meu CPF, minha matrícula no INSS, meu passaporte, minha carteira de motorista, meu cartão de aposentado, meus cartões de crédito, de farmácia, de plano de saúde e até do Smilles da Varig.

    – Minha questão é a seguinte: eu estou renunciando a minha cidadania

    – Isso mesmo — eu quero deixar de ser brasileiro

    – Como não posso fazer isso?

    – Depois de tudo que fizeram comigo?

    – O sr. Sabe? Eu sempre fui orgulhoso de ser brasileiro, da nação, da cultura, das riquezas naturais e principalmente do povo. Mas agora, veja o que sobrou — nada ou quase nada

    – Eu hoje, tenho até vergonha de dizer que sou brasileiro. Nossa cultura está se tornando uma anti-cultura, uma não cultura — é a tirania da má formação, da violência, da criminalidade, da corrupção, das drogas, da esperteza, da safadeza, malandragem e imoralidade.

    – Nossas autoridades são o pior exemplo que existe para qualquer tipo de boa educação e padrão moral. Eles mentem descaradamente. Não têm palavra. Repetem a mentira como uma estratégia maquiavélica até que o povo não saiba mais o que é verdade ou mentira e acabe acreditando piamente na mentira.

    – Roubam a céu aberto, deixam provas e impressões digitais, são corruptos e corrompem. A justiça é impotente ou conivente, pois o que realmente predomina é a impunidade.

    – Fizeram novamente o Brasil uma Capitania Hereditária, onde os “Coronéis” mandam e desmandam. Transformaram o Brasil todo numa grande pizza e cada um deles ficou com uma fatia. Pobre Brasil!

    Quantos policiais e agentes alimentam a corrupção tirando a sua porção do suborno.
    Muitos advogados existem para defender quem tem dinheiro e poder. Eles podem levar celulares para os bandidos presos sem nada lhes acontecer. Eles se ocupam em como burlar as leis a favor de seus clientes e não em fazer justiça.

    – Pastores e igrejas, isso mesmo, até eles — enriquecem às custas da fé dos inocentes úteis que mais se preocupam com as bem aventuranças do reino dos homens do que com a justiça do reino de Deus.

    – E quantos empresários e comerciantes praticam o capitalismo selvagem como se o sucesso financeiro pudesse se tornar um troféu de dignidade.

    – Nossas riquezas naturais estão sendo dizimadas por interesses maiores, sem que se faça realmente algo para protegê-las. Desmatamento, queimadas, grilagem são a regra e ninguém faz nada, ou ninguém consegue fazer por causa dos poderes e interesses ocultos. Você já viu algum grileiro ou madeireiro ser punido? Os animais estão em extinção, e nada os salvará… porque não é economicamente interessante preservá-los.

    –
    Ah, e o povo? Sim o povo sempre foi o meu último consolo, meu último argumento e a minha última esperança. O povo é bom, é amigável, é alegre, hospitaleiro, é honesto.
    É? Eu também achava. Agora não acho mais.

    – O povo se vende por um punhado de reais, por favorecimentos em repartições públicas, por subornos aos fiscais.

    – O povo perdeu a moral, perdeu o referencial. Está à mercê de qualquer tirano que lhes dê pão e circo. A um povo assim eu não quero mais pertencer não.

    – O povo vendeu sua dignidade por um prato de comida. O povo se mistura com invasões ilegais de terrenos alheios. A endeusada comunidade abriga, apóia e protege traficantes e bandidos.

    A maioria segue a tradição cultural de tirar proveito de tudo o máximo possível, a lei da vantagem.

    – O suborno, o “por fora”, molhar a mão… são condutas cotidianas consideradas lícitas e aceitas com a maior naturalidade. Corruptor e corrupto se aliam para cortar caminho, evitar multas, regularizar documentos e qualquer outra tramóia que seja necessária.

    – O povo elege ladrões, corruptos e mensaleiros com o mesmo descaramento típico dos seus políticos eleitos.

    – Por quê? Por que seus eleitores querem alguma vantagem em troca. Vendem seu voto para quem lhe promete uma cesta básica, um emprego para o sobrinho, ou namorado da neta…

    – Esse é o povo brasileiro? Antes não era. Antes, esses eram os bandidos, os sem vergonha, os corruptos. Agora, parece que esses mesmo são o próprio povo brasileiro. E os estudantes, os sonhadores românticos de um mundo melhor.

    – Onde estão os que lutaram contra os abusos e corrupção da ditadura? Talvez empijamados em Brasilia, usufruindo das benesses de sua ideologia fajuta.

    – Onde estão os caras-pintadas de hoje, para ir às ruas protestar contra essa vergonha nacional?

    Ah, os estudantes de hoje… eles estão ocupados demais em passar trotes que exploram sexualmente as calouras. Estão o tempo todo à procura da maconha ou cocaína que seus professores recomendaram. Ou então, estão de ressaca pela orgia de ontem na república da faculdade.

    – E a UNE, que deveria representar os estudantes brasileiros nesse grito pela ética e moral no governo e no país? Está aí, aparelhada, apadrinhada, amordaçada e dominada por interesses políticos, ideológicos e partidários. Sustentada por empresas estatais, parece mais um sindicado de estudantes alinhados, e um fantástico cabide de emprego para “estudantes profissionais”, que estudar não estudam nada, não se formam nunca, mas estão ali, à disposição do interesse espúrio da classe política dominante.

    – Então moço… o que me sobra?

    – Saber que Deus é brasileiro, não mesmo! Não o meu Deus, que é santo e justo, por isso mesmo não pode ser brasileiro!

    – Mas o Brasil é uma terra maravilhosa. O país terra, terreno, território? É certo que é um país lindo, com riquezas imensuráveis.

    Esse mesmo do desmatamento, das queimadas, dos rios solapados por loteamentos ilegais e grileiros.

    – Mas… eu preferiria fazer parte de um povo sem terra, do que viver numa terra cujo povo não é digno dela!

    Agora, não me falta mais nada. Já vi tudo!

    – Toda a minha esperança de desvaiu.

    Não vejo solução.
    Não tem mais jeito.

    – Por isso eu estou aqui falando com o senhor.

    Eu quero deixar de ser brasileiro.
    Eu quero renunciar a minha cidadania.
    Estou pedindo uma espécie de asilo político.

    – Eu quero trocar todos esses documentos todos por uma carteira R.N.E. (Registro Nacional de Estrangeiro). Antiga Carteira modelo 19.

    – Mas… sabe de uma coisa…

    Vou pegar tudo de volta. Não vou desistir não.

    – Que fique registrado esse meu grito de protesto, meu desabafo e a minha oração.

    É o clamor de quem gostaria de ser bem aventurado por ter fome e sede de Justiça, mas que enquanto não é saciado, engole seco e passa fome!

    “Que Deus tenha misericórdia de nós e levante nesse país alguns homens da verdade, da honra, da dignidade, da ética e da moral, e que também traga justiça sobre os maus, injustos, corruptos e aproveitadores do povo! E que Deus faça da Igreja e dos seus filhos, luz e sal do nosso Brasil.”

    __________________________________

    Texto “Renúncia de Cidadania”: Daniel dos Reis

    Edição e masterização: Chico Gabriel
    Arte da vitrine: Chico Gabriel

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    11 min

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