No Barquinho
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No Barquinho episodes

  • #NB119 – Hábitos Domésticos

    Fala discípulo! Você tem algum hábito doméstico estranho? Serve se for do seu cônjuge ou parente próximo? Ouça esse papo despretensioso sobre hábitos e manias do lar e participe nos comentários.

    Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia, se reunem No Barquinho com Jaqueline Lima, host do amado Podcast Delas, e conversam sobre aqueles hábitos que desenvolvemos no cotidiano doméstico.

    Duração: 01h13min15s

    Edição: Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine: Gabriel Tuller
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    1 hr 14 min
  • Los Nachos #11 – Apostas 2017

    VAMOS LÁÁÁÁÁÁ! Está começando mais um podcast Los Nachos de apostas!

    Hoje Erik de Oliveira, Gabriel Tuller e Alexfábio Custódio vem do passado, para falar com vocês do presente, que na verdade são do futuro, para falar de mossas apostas e expectativas para os filminhos de 2017.

    Qual será o melhor filme do ano? E o mais divertido? Um filme pode ser os dois ou o Erik só é um maluco bipolar?

    Viaje conosco pelos meses do ano, analisando filme por filme (mais ou menos), e depois deixe as suas expectativas nos comentários.

    Ah sim, não esqueçam de contar para nossas versões do passado como C E R T A P E S S O A foi presa.

    Edição:  Gabriel Tuller

    Arte da vitrine: Erik de Oliveira
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    Duração: 01h32min24s

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    1 hr 33 min
  • #NB118 – TOP 2016

    Fala discípulo! Sabe aquele papo maroto que temos todos os anos sobre o que de melhor consumimos no entretenimento? Então, esse é mais um episódio TOP com o padrão de qualidade NB que você já conhece.

    Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia, se reunem mais uma vez No Barquinho, com os tripulantes, Erik de Oliveira (Los Nachos) e Chico Gabriel (À Deriva) para listar o TOP 2016!

    TOP 2016

    MEMES
    Erik: Antes e depois da Federal; Alunos dançando “Fora Temer”; Garotinho preso; Lyla preso amanhã
    Chico: Qualquer Meme da Dilma
    Thiago: “Quil i milhir mimi di dis mil i dizisseis?” (Menção honrosa: Diferentona)
    Pedro: Gloria Pires no Oscar, João no MC PRofissionais e Signos Dinossauros
    Matheus: BIRL; Pq vc ñ amadurece

    TV / SÉRIES

    Erik: Game of Thrones; Westworld
    Chico: Stranger Things, Dirk Gently
    Thiago: Brooklyn 99
    Pedro: Suits e Masterchef (no Youtube)
    Matheus: Stranger Things; Marco Polo

    FILMES / CINEMA

    Erik: BvS
    Chico: Os 8 odiados
    Thiago: Rogue One
    Pedro: BvS; Sete Homens e Um Destino; Ben Hur
    Matheus: BvS; Rogue One

    MÚSICAS

    Erik: Baby Metal; Vineyard (Anchord Studio)
    Chico: Stênio Marcius (Alguém como eu)
    Thiago: Canto Verbo (O Retorno)
    Pedro: Jefferson Pillar – E Se; Ternoesaia – Tu És Soberano); Projeto Sola; Mackenzie Bourg
    Matheus: Projeto Sola; Canto Verbo

    LIVROS / QUADRINHOS

    Erik: O Imortal Punho de Ferro – A Última História do Punho de Ferro; Patrulha do Destino
    Chico: Por que não pensei nisso antes?
    Thiago: Sincero, mas errado (Martin Lloyd-Jones) e Yonah, o primeiro Malach (Giancarlo Marx)
    Pedro: Panelinha (Rita Lobo)
    Matheus: O Deus Pródigo (Timothy Keller)

    GAMES

    Erik: Overwatch
    Chico: Age of Empire – Castle Siege
    Thiago: Score! Hero
    Pedro: Jetpack Joyride na Apple TV; Pokemon Go; RollerCoaster Tycoon (1 e 2)
    Matheus: –

    APPS

    Erik: Pokemon Go
    Chico: Instagram
    Thiago: Google Rewards
    Pedro: Olive Tree Bible Study; Magic Launcher
    Matheus: Telegram, NFL Scores

    PODCASTS

    Erik: Xadrez Verbal; Não Ouvo e Los Nachos #08 – O maior vilão de todos os tempos
    Chico: Fotologia; Loop Infinito e #NB92 – Fé em meio a tempestade
    Thiago: BTCast #176 – C. S. Lewis e Podcast 2 EM 1 #78 – Livro: Colossenses
    Pedro: Braincast #201+#203 – Olimpíadas e #NB109 – O que Deus (realmente) quer de mim?
    Matheus: Nada novo debaixo do céu e #NB117 – Teologia Gastronômica

    Duração: 01h37min11s

    Edição: Lucas Teles e Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine: Erik de Oliveira
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    1 hr 38 min
  • Los Nachos #10 – Representatividade vs Liberdade Criativa

    VAMOSSSXXSXXS LÁÁÁÁÁÁÁÁAUSHASASAUÁÁÁ! Ano novo, velhas piadas, o mesmo podcast! Voltamos com mais um episódio do seu querido Los Nachos, após umas férias bem longas, e dessa vez vamos falar sobre algo sério, hein! Erik de Oliveira, Alexfábio Custódio, Guilherme Castilho e Rogério Macedo se juntam ao chegas Rodrigo Chaves para discutir o conflito “Representatividade vs Liberdade Criativa”. O que importa mais? Ser livre é o que interessa? Precisamos mudar tudo? Qual o problema do Homem Aranha ser o Latino?

    Deixa de esquerdomachísse e dá logo o play, se não vou reclamar QUE TÃO OPRIMINDO NOSSO PODCAST SÓ PORQUE TEMOS PROBLEMAS DE DICÇÃO. #lacrei

     

    Edição:  Erik de Oliveira

    Arte da vitrine: Erik de Oliveira
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    Duração: 01h06min24s

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    1 hr 11 min
  • À Deriva & Los Nachos #37 – Uma palhaçada de natal

    UMA PALHAÇADA DE NATAL

    Por Alexfábio Custódio

    Uma produção especial de Los Nachos & À Deriva

    _______________________________________________

    NARRADOR: Olá meninos e meninas, sejam muito bem-vindos. Como vocês já devem imaginar, eu sou o titio Serginho Moro, famoso por histórias como “Ouvindo Dilminha ao telefone”, e “Um lava jato muito louco”, entre outros sucessos. Enfim, hoje eu vim aqui pra compartilhar com vocês um conto natalino muito bonito intitulado “UMA PALHAÇADA DE NATAL”. Vamos lá.

     

    INTRODUÇÃO

    [musiquinha de começo de história infantil natalina]

    NARRADOR: Era uma vez uma poderosa empresa chamada Nachos Corp. Ela era   comandada temporariamente por um executivo intransigente e grosseiro chamado Erik, sujeito que possuía o péssimo costume de usar táticas ardis e truculentas para conseguir seus objetivos no mundo dos negócios.

    NARRADOR: Certa feita, numa linda noite de natal, seus membros fundadores estavam reunidos no quadragésimo segundo andar do prédio, discutindo os próximos passos da dominação… digo, dos empreendimentos da corporação.

    ERIK: Bem, senhores, precisamos de pautas para os próximos episódios do Los Nachos. Alguém tem alguma sugestão que ainda não tenha sido usada, pra variar?

    ALEX: Que tal Yu Yu hakusho e a sua dublagem?

    JOÃO: Podia ser sobre NachoFLIX, mas tem que ver o dia, porque vou viajar!

    RODRIGO: Que tal a vida fascinante das capivaras?

    CASTILHO: Que tal chamar a menina do podcast feminino e o pastor doce e fazer um feliz episódio de Natal?

    NARRADOR: Erik, que estava folheando uma história em quadrinhos, interrompeu o colega com um tapa na mesa, e gritou:

    ERIK: Quem de vocês disse isso? Castilho ou Castilho da Terra 2?

    CASTILHO: Ele!

    CASTILHO: Não, foi ele!

    ERIK: Não importa, tirem esses dois daqui agora.

    NARRADOR: Nesse momento, dois seguranças entraram e arremessaram os dois Castilhos por uma das janelas do prédio. Mas não se preocupem, crianças, eles estão bem. Só caíram num caminhão de farinha que estava estacionado lá embaixo.

    NARRADOR: De volta à sala de reuniões, Erik falou aos demais companheiros:

    ERIK: Que sirva de lição para aqueles que tentarem colocar feministas e comunistas no Los Nachos. Onde já se viu? Continuem pensando em temas para episódios e em como destruir o host do Filminhos com Macaxeira. Agora me deixem sozinho, preciso garantir uns ranks no Overwatch.

    NARRADOR: Um dos integrantes permaneceu na sala após a saída do demais. Ele se aproximou do líder que contemplava a cidade pelas largas janelas do ambiente. Com um tom de pesar na voz ele perguntou:

    ALEX: Erik, quando vamos falar sobre o Tuller? Você não toca no nome dele desde que ele partiu…

    ERIK: E vou continuar não falando! Esse cara está morto e enterrado, e já foi tarde. Agora vá, tem um cara jogando de Hanzo no ataque, e eu preciso resolver.

    NARRADOR: Nesse momento, enquanto o jogo carregava, o desagradável aspirante a gênio do mal começou a viajar em seus pensamentos, considerando quantos twites rancorosos e irônicos ele ainda poderia soltar naquela noite sem ser pego na malha fina. É então assim que, tomado por uma enorme fadiga criativa, ele acabou pegando no sono, ali mesmo na sala de reuniões.

     

    PRIMEIRA PARTE: TRAIDORZINHO

    [Musiquinha de sonho, talvez a trilha de Interstellar em fadeout]

    NARRADOR: Uma sensação de incômodo o acordou. Uma luz insistia em piscar diretamente  em direção aos seus olhos. Logo ele percebeu que essa luz não era do ambiente do prédio, mas que vinha do céu estrelado. A luz de uma estrela em particular, que piscava cada vez mais forte, até seu brilho criar uma escada de luz, da qual desceu uma pessoa que nosso protagonista gostaria muito de esquecer.

    ERIK: Tuller? O que você está fazendo aqui?

    TULLER: Precisamos conversar Erik, suas atitudes estão te levando para um caminho sem volta.

    ERIK: Não me venha com essa, você deveria voltar pra cova de onde saiu.

    TULLER: Cara, porque você fala como se eu tivesse morrido? Eu só fui pro Young Nerd…

    ERIK: SEU TRAIDORZINHO! Depois de tudo que fizemos por você, é isso a gente recebe de volta?

    TULLER: Não seja rancoroso amigo, foi apenas uma boa oportunidade. Ouça bem Erik: Paz, amor, união, não são apenas palavras. Você tem certeza que já fez tudo por seus semelhantes? Pense bem, nessa noite você receberá a visita de três figuras que lhe  mostrarão os seus caminhos. Adeus amigo.

    NARRADOR: Assim como apareceu, Tuller se foi, envolto pelo brilho estrelar iluminando todo o ambiente.

     

    SEGUNDA PARTE: BULLYING

    NARRADOR: Quando a luz intensa diminuiu, Erik se viu num convés do que parecia ser um porta-aviões. Todos os tripulantes pareciam apreensivos até que um código composto por letras e números ecoou pelo ar e parecia vindo de lugar nenhum.

    NARRADOR: Nesse momento, todos entraram em desespero. “É um de nossos quadrantes!!!!” gritou um deles, “salve-se quem puder” berrou um outro pobre coitado. Então uma grande escuridão cobriu a parte do navio onde Erik estava e, subitamente, o céu se transformou no auditório de um programa infantil, com um palhaço gigantesco em seu centro gritando “Parabéns amiguinho! Você acertou um dos grandes dessa vez!”

    Erik acordou assustado, e levou alguns instantes para perceber que tudo era um sonho.

    ERIK: Quase que eu morro agora. Eu definitivamente odeio palhaços!

    BOZO: (sussurrando) Olá amiguinho.

    NARRADOR: O susto fez Erik cair de sua cadeira. Ainda no chão ele percebeu a presença do palhaço de peruca vermelha olhando para ele.

    ERIK: Que… que…quem é você, cara? Tá loucão? Como você entrou aqui?

    BOZO: Ué, eu sou o Bozo, o amigão da criançada, e tal, não tá me reconhecendo? Não? Enfim, vou te falar: não é por nada não, mas tenho uma cartinha aqui mostrando que você tem sido um muito menino mau, hein? Não é atoa que você foi sorteado para receber essa MARAVILHOSA visita dos Palhaços do Natal! TCHANAN Ho ho ho. Quanto a mim, sou o Palhaço do Natal passado e vou te levar para um passeio genial. Acompanhe no replay!

    NARRADOR: Antes que o estupefato Erik pudesse argumentar, ou trocar as calças molhadas, o palhaço assoviou, fazendo aparecer um cavalo de brinquedo do tamanho de um cavalo real. Ele montou e colocou o Erik na garupa.

    BOZO: Vaaaaaaai malhaaaaaado!

    NARRADOR: O cavalo saiu voando pela janela cujos vidros foram estilhaçados pelos dois Castilhos. As luzes da cidade começaram a ficar cada vez mais rápidas, causando uma certa náusea, até que nosso confuso protagonista se viu em um vórtice. O brilho intenso forçou Erik a fechar seus olhos, e quando conseguiu abri-los novamente, percebeu que estava em um local conhecido.

    ERIK: Eu! Eu conheço esse lugar! É o pátio da escola que eu estudei na infância. Ainda está igualzinha estava naquela época.

    BOZO: Ho ho ho! Sim amiguinho, e aquela turminha reunida perto daquela árvore vai viver uma aventura sensacional.

    NARRADOR: Curioso, Erik se aproximou do grupo de crianças, e um garotinho loiro com um pacote nas mãos chama a sua atenção.

    JOVEM ERIK: Todos os dias nós somos obrigados a dar nosso dinheiro do lanche para esses canalhas valentões. Sempre vemos eles comprando dessas jujubas com nossas moedinhas. Bom, isso muda hoje! Vamos comprar nós mesmos nossos doces. Com a ajuda de cada um nós compramos esse saquinho de jujubas, e vamos dividir de modo justo.

    ERIK: Sou eu! Eu me lembro desse dia!

    BOZO: Então você também lembra que as coisas vão esquentar. hahaha

    ERIK: Sim.

    NARRADOR: Erik tentou sinalizar para sua versão mirim, mas as crianças não percebiam a presença dos viajantes do tempo.

    BOZO: Ho ho ho. Eles não podem nos ver, seu menino sapeca.

    ERIK: OLHA PARA TRÁS, SEU MONGOLÓIDEZINHO!

    NARRADOR: Apesar dos esforços desesperados de tentar avisar o pequeno garoto, nada impediu que um vulto sorrateiro, vindo por trás da árvore, tomasse o pacote de doces do menino. Assustado, o pequeno Erik se virou para ver quem havia feito isso, e encarou uma temida ameaça..

    CARLOS: vejam só, os fedelhos se adiantaram e compraram as jujubas. E nem precisei do Davi e do Juninho para intimidar vocês.

    JOVEM ERIK: Nada disso, eu e meus companheiros nos unimos contra as suas atitudes abusivas. Nossa união é maior do que sua opressão consumista! Não passarão!

    CARLOS: União? Que união mané?

    NARRADOR: Foi só nesse instante que o garotinho percebeu que seus amiguinhos o haviam abandonado.

    CARLOS: Parece que eu vou precisar te dar outra lição.

    NARRADOR: O que se seguiu não foi nada bonito não. Erik assistiu a surra calado. Quando o valentão finalmente foi embora, deixando o menino chorando desolado, ele disse para o palhaço:

    ERIK: Foi nesse dia que eu deixei de confiar nas amizades. Todos fogem, todos sempre vão embora.

    BOZO: Ho ho ho. Sim, a partir desse dia você se tornou um pivetinho interesseiro. Sempre barganhando pelo seu bem estar. E isso me lembra que temos outro lugar para ir.

    NARRADOR: Antes que o Erik tivesse tempo para reagir, o palhaço esfregou uma torta de creme em seu rosto. Quando ele conseguiu se limpar, já estava em outro local de seu passado.

    ERIK: Ei, essa é a banca do seu André, eu comprava quadrinhos aqui.

    BOZO: Você reconhece aquele garotinho folheando aquela revista?

    NARRADOR: o palhaço apontou para um menino loirinho bem bonitinho, que examinava  um exemplar de história em quadrinhos.

    ERIK: Não, deveria?

    BOZO: Sim, você está prestes a estragar o Natal dele.

    NARRADOR: Três garotos se aproximaram da banca, o menor deles, que andava entre dois maiores, deu uma olhada nas revistas expostas e perguntou ao jornaleiro:

    JOVEM ERIK: Tio André, já saiu a última edição da revista especial do Homem Codorna X doutor Abobrinha?

    ANDRÉ: Saiu Erik, mas já vendi quase todas. Só tenho aquela que está com o Pedrinho.

    NARRADOR: Erik olhou para o jovem galã e depois para seus comparsas. Na verdade, ele nem precisou dar uma ordem: logo os brutamontes já estavam coagindo o pequeno garoto a desistir da compra. Pedrinho devolveu a revista para o dono da Banca Planeta, e foi embora chorando.

    BOZO: Esse era o Pedrinho, ele amava heróis e sonhava em salvar as pessoas. Depois dessa experiências ele desistiu da carreira de médico e pesquisador, e passou a fazer experimentos em ratos.

    ERIK: Ele já é bonitão, não precisa ganhar um Nobel.

    BOZO: Esse menino seria um herói, ele descobriria a cura para várias doenças. E agora, graças a sua atitude, ele perdeu seus sonhos altruístas.  Bom, se prepare que temos mais uma parada em nossa viagem.

    NARRADOR: Um foguete vermelho surgiu ao lado de Erik, e com uma velocidade impressionante, o palhaço amarrou o chefe da Nachos Corp no projétil. Enquanto eles riscavam os céus com efeitos pirotécnicos, Bozo ria histericamente.

    NARRADOR: Quando a nuvem de poeira de desastrosa aterrissagem do foguete abaixou, Erik logo percebeu que estava em um picadeiro de circo.

    BOZO: Que lugar fantástico!

    ERIK: Fantástico nada! É terrível, assustador! Será que você não percebeu ainda, aberração, que EU NÃO GOSTO DE PALHAÇOS!!!!

    BOZO: Não fique nervoso amiguinho. Dá aqui uma bitoca no nariz do Bozo! Ho ho ho! Eu sei desse seu medo, foi exatamente por isso que eu te trouxe até aqui, nesse dia em que você matou um palhaço.

    ERIK: eu o quê?

    BOZO: Olha alí.

    NARRADOR: O palhaço apontava para um adolescente gordinho de óculos que acabara de chegar. Ele foi para um vestiário e voltou fantasiado de palhaço.

    BOZO: Aquele ali era um aprendiz nessa escola de circo. Seu nome circense era Alegria. Seu coração transbordava felicidade, e essa foi a forma escolhida para dividir tudo isso com as pessoas. Alegria vai fazer uma prova de campo, ele precisa ir para as ruas alegrar as pessoas. Vamos segui-lo.

    NARRADOR: Alegria andou por vários quarteirões, brincando com crianças, casais, executivos, sempre tirando boas risadas de todos. Até que, em uma praça, ele viu um jovem sentado em um banco, aparentemente distraído em seus pensamentos. Alegria resolveu então tentar brincar com ele.

    ERIK: Vixe, aquele sou eu. To lembrando de tudo.

    NARRADOR: Alegria tentou abordar o jovem executivo, mas ele reagiu de forma assustada, e a gritar histericamente.

    JOVEM ERIK: SOCORRO! POLÍCIA! ESSE MANÍACO ESTÁ ME ATACANDO!

    NARRADOR: Alguns policiais que estavam nas redondezas vieram ao seu socorro.

    POLICIAL 1: Qual o problema senhor?

    JOVEM ERIK: Esse monstro estava tentando me molestar.

    NARRADOR: Alegria gesticulava, tentando argumentar, mas foi imobilizado pelos policiais e conduzido a uma viatura.

    BOZO: Foi nesse dia em que morreu o palhaço Alegria, restando apenas um jovem amargurado e ranzinza em seu lugar.

    POLICIAL 1: Qual o nome desse meliante?

    POLICIAL 2: Achei o RG dele, Matheus! Teje preso vagabundo.

    MATHEUS: Você me ferrou Erik, mas isso não vai ficar assim! Eu terei minha vingança! VÁ SE FERRAR! VÁ SE FERRAR!

    NARRADOR: O som da ignição e da sirene da viatura levaram as ameaça do ex palhaço para longe.

    BOZO: Mais um Natal destruído. Erik Babaca 2 X Natal 0.

    ERIK: Ok, confesso que eu era um pouco autoritário, e que não sabia lidar com meus traumas, talvez um pouco intolerante. Mas hoje eu sou um empreendedor de sucesso. Muitas famílias são sustentadas por minha empresa, e meus sócios e funcionários me respeitam.

    BOZO: Será mesmo amiguinho? Vou te levar embora, está quase na hora do outro cara chegar.

     

    TERCEIRA PARTE: CORPORATION

    NARRADOR: Bozo começou a crescer e, novamente, a rir muito. Quando ele já tinha por volta de trinta metros, pegou Erik em sua mão e levou para perto de seus lábios. A risada estridente forçou o rapaz a tapar os ouvidos, e o medo a fechar os olhos. Aos poucos a risada diminuiu, e ele ouviu alguém chamando.

    TIRIRICA: Erik, Erik.

    NARRADOR: Seus olhos começaram a se acostumar com a penumbra do local onde estava, e então ele pode ver o vulto de um homem. Aquele local era muito familiar. Ele tinha certeza que estava em sua cama, e que tudo aquilo que havia visto não passava de um pesadelo. Sobrava a dúvida sobre a identidade do homem a sua frente. Ah, claro era o seu pai! Ele deveria estar fazendo muito barulho com o sonho ruim, e seu pai veio lhe acalmar.

    TIRIRICA: Erik

    ERIK: Pai, é o você?

    TIRIRICA: SOU EU ABESTADO O TIRIRICA! OLHA EU AQUI! ENGANEI VOCÊ!!!

    NARRADOR: Uma luz forte iluminou todo o quarto novamente, revelando a figura do palhaço deputado, e fazendo Erik pular no lustre.

    ERIK: AI DEMÔNIO! O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI PESTE?

    TIRIRICA: Ô abestado, o Bozo não te falou, é? Ele não explicou que nós somos três Palhaços do Natal menino? Ora seu menino!

    NARRADOR: Erik desceu do lustre, percebendo que iria precisar de outra calça, e ficou ao lado do segundo palhaço.

    ERIK: Imagino que você seja o palhaço do Natal presente, e que você vai me mostrar algumas coisas que eu não quero ver.

    TIRIRICA: Acertou miserarvi. Oh menino sabido esse gente!

    ERIK: Vamos voando que nem o Bozo?

    TIRIRICA: Não abestado, vamos de carro oficial. Tenho direitos, menino bobinho. Sou palhaço, não sou burro.

    NARRADOR: Atravessando a parede, eles logo embarcaram no carro do palhaço deputado, e em poucos segundos estavam diante de um prédio da Nachos Corp com um letreiro escrito CEU.

    ERIK: O CEU é nosso Centro de Edição Unificado. Alguns de nossos mais devotos funcionários trabalham aqui.

    TIRIRICA: “De voto” eu entendo, mas acho que não é a palavra certa para o que acontece aqui, abestado. Vamos, quero te mostrar uns meninos que trabalham aqui. Fique tranquilo que não vão te ver, viu?

    NARRADOR: Enquanto entravam no prédio, um alarme começou a tocar e uma voz alertava sobre o “ALARME DE MARVECO”. Em poucos segundos o som estridente parou, e um homem era escoltado por dois seguranças.

    ROGER: Barbaridade guris! não façam isso comigo! Eu preciso desse emprego, eu prometo nunca mais dizer que a MARVEL é melhor do que a DC.

    SEGURANÇA 1: Emprego? Olha lá colega, ele tá com medinho de perder o emprego.

    NARRADOR: O segundo segurança olhou bem nos olhos do funcionário e disse:

    SEGURANÇA 2: Fique tranquilo, você ainda vai trabalhar MUITO aqui. Parabéns, você foi promovido a editor da gagueira do Sr. Castilho.

    ROGER: BARBARIDADE, PREFIRO A MORTE! NÃO, NÃÃÃÃO!

    NARRADOR: Enquanto o homem era arrastado para sua nova sala de edição, Tiririca e Erik trocaram olhares confusos.

    TIRIRICA: Quem é esse abestado?

    ERIK: Não faço ideia.

    TIRIRICA: Deixa pra lá. Uma das pessoas que nós viemos visitar deve estar naquela sala.

    NARRADOR: Enquanto se aproximavam da porta, já podiam ouvir as palavras de um homem que, aparentemente, conversava sozinho. Ao atravessarem a parede, Erik ficou muito surpreso com quem estava ali: um rapaz sentado em uma cadeira cercado por três pranchetas de desenho. Uma á direita e outra à esquerda de seu corpo, nas quais ele usava cada uma das mãos para desenhar. E a outra prancheta ficava bem diante dele. Para desenhar nessa última, ele segurava o lápis com um dos pés. No entanto, o mais estranho era ver borrachas presas com barbantes, amarrados nos buracos de seus alargadores de orelha. Quando precisava apagar algo, ele balançava a cabeça, e o efeito chicote, somado à prática constante, apagava no local exato.

    SAS: Vem trabalhar com a gente eles disseram! Vai ser divertido! Vai ter Lol e Dota todos os dias! Humft.

    ERIK: Sas! A quanto tempo ele está trabalhando aqui? Por isso não o tenho visto nas reuniões da diretoria!

    TIRIRICA: E esse ainda nem é o pior que quero te mostrar, vem cá na sala ao lado, abestado.

    NARRADOR: Eles atravessaram outra parede e chegaram em uma sala de edição de áudio. Todos os equipamentos pareciam estar ligados, mas não tinha ninguém sentado diante do PC. Um despertador de um aparelho celular quebrou o silêncio da sala. Então a única cadeira da sala girou mostrando um homem bem pequeno descendo com a ajuda de alguns livros, usados como degraus. Ele saiu da sala falando em voz alta o que digitava em uma rede social.

    THIAGO: Finalmente, meus cinco minutos de folga semanais! Vou comer algo e voltar ao trabalho. RT se merecer!

    TIRIRICA: Esse menino era para ser um grande homem, literalmente. Mas, por trabalhar tanto para vocês, seu crescimento foi prejudicado, agora é esse toquinho de gente.

    ERIK: Eu não tinha ideia, me leva embora daqui, por favor.

    TIRIRICA: Vamos, você tem que ver um lugar onde deveria estar agora.

    NARRADOR: Por cada sala que passavam antes de sair do prédio, pessoas trabalhavam arduamente, visando o lucro da Nachos Corp. O carro do palhaço atravessou a cidade em alta velocidade, parando diante de uma casa com clima festivo.

    ERIK: Quem mora aqui?

    TIRIRICA: Seu amigo androide L11G0 e a esposa dele. Eles estão recebendo alguns amigos para a ceia de Natal, e você deveria estar aqui.

    NARRADOR: Eles entraram na casa repleta de convidados. todos confraternizavam em um clima festivo. Exceto uma jovem sentada próximo ao jardim da casa.

    ERIK: Paloma. Como ela parece triste.

    NARRADOR: A anfitriã se aproximou, colocou uma de suas mãos no ombro da tristonha convidada, e disse:

    JAQUE: Conseguiu falar com ele, Paloma?

    PALOMA: Nada, ele não atende o telefone e nem responde mensagens. Mas também, eu que sou inocente, imagin ando que ele deixaria sua megalomania, para ter um momento conosco.

    JAQUE: Vem amiga, o Lugo já instalou o aplicativo de dança em seu disco rígido, e agora ele já pode jogar Just Dance conosco. É natal, esquece aquele babaca pelo menos por essa noite.

    NARRADOR: Enquanto as garotas voltaram para a festa, Erik está desconsolado ao lado do palhaço.

    ERIK: Eu nem me lembrava dessa festa. Se vocês não estivessem aqui, provavelmente eu teria dormido lá no escritório, deixando ela aqui, sozinha.

    TIRIRICA: Chegou minha hora abestado, daqui a pouco você vai receber a visita do palhaço dos Natais futuros.

     

    QUARTA PARTE: MALDITOS PETRALHAS

    NARRADOR: Antes que nosso protagonista pudesse reagir, um sono profundo o fez apagar. Ele acordou com uma  voz rouca chamando o seu nome. Ele viu um senhor de barba branca, e roupas vermelhas lhe observando.

    ERIK: Papai Noel, o senhor é o terceiro palhaço?

    LYLA: Não sou o Papai Noel companheiro.

    NARRADOR: Mais uma vez Erik pulou da cama e se agarrou ao lustre, que não resistiu ao seu peso e caiu no chão.

    ERIK: LYLA! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI? E VESTIDO DE PALHAÇO?

    LYLA: Eu sou o palhaço dos Natais futuros companheiro. Esse é o meu castigo por ter feito tanta gente de palhaço. Estou preso a essa tarefa.

    ERIK: Bom, você tem que me mostrar algo certo? Vamos logo então.

    NARRADOR: Lyla arremessou uma bandeira vermelha sobre o Erik, quando ele se desvencilhou, estava na sala de reuniões da Nachos Corp. No entanto, algo lhe parecia diferente: todo o ambiente estava mais iluminado, e a logo da empresa estava diferente. Além de seus sócios, estavam ali os chefes do Young Nerd e do Filminhos com Macaxeira. Seu amigo Alex pediu a palavra.

    ALEX: Estamos reunidos para comemorar nosso terceiro Nobel da paz. Quem diria que a fusão de três empresas de mídia iria unir a internet? Um brinde pelos dez anos sem haters, sem comentarista de Youtube, sem criadores de Fanfics. Um brinde à Young Nachos com Macaxeira.

    TULLER: E também uma menção honrosa ao Erik, ele fez parte de nossa história.

    ERIK: O que eles fizeram com minha empresa? Lyla, onde eu estou? Por que não fiz nada para deter esse absurdo?

    LYLA: Não sei companheiro, sou só um guia, se aconteceu alguma coisa, eu não sabia.

    ERIK: Claro que não sabia.

    NARRADOR: Lyla jogou novamente a bandeira vermelha sobre Erik, e agora ele foi levado a uma casa muito bonita, da cozinha veio uma voz familiar.

    PALOMA: Crianças vocês estão atrasados.

    NARRADOR: Paloma apareceu da cozinha olhando para os quartos de onde saíram três garotos, trigêmeos idênticos.  

    PALOMA: Somente um trio de filhos do Erik para me dar tanto trabalho. para onde vocês vão hoje meus desconstruidinhos queridos?

    Filho 1: Hoje vou a uma palestra: “Por que Naruto é uma obra lastimável”.

    Filho 2: E eu vou a um grupo de discussão sobre a opressão da figura feminina nas hqs.

    Filho 3: Acho que só vou ocupar uma escola mesmo.

    NARRADOR: Enquanto os jovens se despediram da mãe e partiam, Erik estava desolado.

    ERIK: Como pode Lyla? Como esses meninos podem ter meu sangue? Meu Deus, onde eu estou para não colocar esses garotos nos eixos?

    LYLA: Antes você estava preocupado em dominar o mundo das mídias. Depois de algum tempo, isso passou a não ser mais importante para você, companheiro. Então você entrou por um caminho sem volta.

    ERIK: Drogas?

    LYLA: Política. Mas, depois do Trumpão da Massa, política se tornou um lugar para pessoas, hum… Esquisitas.

    ERIK: Esquisitas como?

    LYLA: Vou te mostrar.

    NARRADOR: Novamente a bandeira vermelha cobriu nosso já desmoronado amigo. Quando pôde ver novamente, ele percebeu que estava em um cemitério, e havia uma risada ecoando por toda a parte.

    HA HA HA HA HA

    NARRADOR: A figura de uma pessoa se destacou no breu noturno. Um palhaço rindo diante de um túmulo.

    ERIK: Deus, é o Coringa Lelek! Ele é um dos Palhaços do Natal?

    LYLA: Não companheiro.

    ERIK: Então, esse é o meu túmulo?

    LYLA: Não companheiro.

    NARRADOR: Antes que o Erik pudesse fazer outras pergunta, dois seguranças se aproximaram.

    SEGURANÇA 1: Sr. Presidente, precisamos ir.

    SEGURANÇA 2: O senhor precisa discursar diante do congresso senhor Coringa.

    NARRADOR: O palhaço pega o segurança pelo colarinho e diz:

    CORINGA: Já falei que Coringa é só uma inspiração. Meu nome é Presidente Lelerik! HAHAHAHAHAHAHAHAHA

    NARRADOR: Desesperado com a revelação, Erik saiu correndo e tropeçando em algumas lápides, acabou caindo em um túmulo. Ele percebe Lyla com uma pá. O palhaço de vermelho começa a sepultar o Erik dizendo:

    LYLA: E agora que você abandonou tudo que acreditou, e também a todos a quem ama, você pode se tornar meu substituto! Adeus companheiro!

    NARRADOR: Sem ter forças para impedir o sepultamento, Erik apenas se debatia enquanto as trevas o envolviam.

    [O toque de um telefone celular traz nosso protagonista de volta à realidade.]

    LUGO: Erik, até que enfim você atendeu mano. Estão todos te procurando. Até eu que sou uma máquina imagino que deve ser muito ruim passar o Natal sozinho.

    NARRADOR: Ele viu que estava de volta à sala de reuniões da Nachos Corp. Olhou o calendário de um tablet que estava sobre a mesa e percebeu que ainda era véspera de Natal. Quando cogitou ter tido apenas um sonho, havia um cartão de Natal em seu bolso, com a imagem dos três palhaços com a mensagem: “Aprenda a ter um feliz Natal novamente!”

    Sem pensar duas vezes, ele pegou um carro da empresa, foi ao hospital e buscou os dois Castilhos que já estavam recebendo alta. Depois foi ao CEU, liberando todos os funcionários, prometendo longas férias e melhores condições de trabalho na volta. Trazendo Sas e Thiago juntamente, ele foi ao encontro de seus amigos, e de um futuro mais feliz. Com mais tolerância, menos bullying, e até mais oportunidades para curtir a MARVEL.

    ERIK: OW, PERAI! ISSO TAMBÉM É DEMAIS NÉ?

    FIM

    ______________________________________________

    Texto “Uma palhaçada de Natal“: Alexfábio Custódio

    Edição e masterização: Chico Gabriel
    Arte da vitrine: Erik de Oliveira

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    Duração: 00h31min41s

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    32 min
  • #NB117 – Teologia Gastronômica

    Fala discípulo! Quem nunca saboreou tanto um prato de comida ao ponto de dar glórias a Deus? Já parou pra pensar em como surgiram algumas combinações gastronômicas, e que elas podem ter vindo diretamente do trono da graça e misericórdia de Deus?

    Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia, se reunem No Barquinho e recebem à mesa o teólogo Cacau Marques e o masterchef André Lopes para conversar sobre a Teologia Gastronômica e destrinchar uma das maiores e mais prazerosas teofanias de Deus que acontecem em nosso paladar!

    Duração: 01h31min15s

    Edição: Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine: Daniel Sas
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    1 hr 32 min
  • #NB116 – Cantando o Verbo

    Fala discípulo! O que a música significa para a vida? De que forma o cristão deve se relacionar com ela? Como é o desafio de fazer música e cantar a fé?

    Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia, se reunem No Barquinho e recebem Matheus Barbosa, André Costa e Jonatas Venâncio (Canto Verbo) para um papo bem legal sobre a música, a vida e a fé e um pouco sobre o álbum de lançamento da banda. Ouça, comente e indique para um amigo!

    Bandas recomendadas no episódio:

    -The Oh Hellos (Ouça aqui)
    -Page CXVI (Ouça aqui)

    Conheça CantoVerbo

    –Ouça o álbum
    –Fanpage CantoVerbo
    –Instagram CantoVerbo

    Duração: 01h02min48s

    Edição: Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine: Erik de Oliveira
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    1 hr 3 min
  • #NB115 – Amizades

    Fala discípulo! Como diferenciar uma amizade? Como saber se posso confiar de verdade no meu amigo? Existem graus de confiança dentro de amizades?

    Pedro Angella, Thiago Ibrahim e Matheus Soares, diretamente do Mar da Galileia, se reunem No Barquinho com Gabriel Tuller e nosso amigo de longa data Abner Melanias para falar sobre amizades, relacionamentos, laços, relações e tantas outras histórias sobre como nos relacionamentos socialmente entre amigos.

    Duração: 01h07min42s

    Edição: Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine: Chico Gabriel
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    1 hr 8 min
  • Delas #19 – Elas na Bíblia: Eva

    Bem-vindo ao Delas!

    Este é o podcast Delas, e dessa vez Jaqueline Lima (em licença casamento), Sara Martins e Késia Luna estreiam a série “Elas na Bíblia” aqui no podcast Delas. Essa série irá tratar sobre a vida das mulheres da Bíblia.

    Para começar a série, a escolhida foi Eva, aquela que deu ouvidos à serpente. O que você e ela tem em comum? De que forma a história dela pode edificar a sua vida?

    Vem ouvir e participar desse bate papo edificante e descontraído.

    Lembre-se: os comentários são o seu espaço para deixar dúvidas, críticas e sugestões! Continue sendo um(a) lindo(a) e educado(a) ouvinte e use esse espaço com respeito e responsabilidade!

    Duração: 01h15min31s

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    Edição: Thiago Ibrahim

    Arte da vitrine:  Daniel Sas (portfolio)

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    1 hr 16 min
  • À Deriva #36 – Só uma chance

    Novamente, como de costume, lá está ela Dessa vez com uma calça jeans que realça as belas curvas de seu corpo, mas que escondem a sua tatuagem em forma de estrela, marcada em sua perna direita. Seus cabelos cacheados, normalmente presos, hoje estão soltos e emolduram seu belo rosto.

    O maldito 307 chegou novamente no horário! Esse ônibus sempre acaba com a minha admiração platônica. Lá se vai a mulata da estrela novamente embora. Tem sido assim há alguns meses, desde a primeira vez em que a vi parada no ponto de ônibus próximo ao restaurante onde trabalho de garçom.

    Não me entenda mal, não sou nenhum maníaco ou algo do tipo, acontece que ela sempre pega o mesmo ônibus na direção da periferia, bem no horário em que estou arrumando as mesas na calçada, já esperando os clientes do final de tarde.

    Cara, você não tem noção de como essa mulher é linda! Linda e charmosa. Não me lembro de a ver vestindo algo impróprio ou vulgar. Eu só queria uma chance de poder conhece-la melhor.

    Se eu não tentei? Você nem imagina. Teve uma vez que estava um calor terrível. Ela estava conversando com outra moça no ponto, e apontaram para cá. Meu coração acelerou mais que um formula um quando elas começaram a caminhar em direção ao restaurante. Faltando poucos metros para o encontro, seu telefone celular tocou na bolsa. Ela atendeu, começou a dar explicações, alegou que não estava mentindo, se desculpou com a amiga e foi embora discutindo com o celular.

    Teve uma vez em que começou uma chuva repentina, ela estava usando uma blusinha com capuz, nada que lhe protegesse daquele temporal. Eu peguei uma capa de chuva que tinha no porta malas do carro, e fui oferecer emprestado. Quando estendi a mão com a capa dobrada, ela simplesmente recusou com um: “Não tenho dinheiro moço, obrigado”, escondendo o rosto dentro do capuz e ajeitando os grandes óculos escuros que usava.  Antes que eu pudesse me explicar, ela saiu acenando para o 307.

    Você dá risada? Você deveria ter visto a minha cara hoje quando entrou apressada no restaurante, conversou algo com outro garçom enquanto olhava desconfiada para a rua. Após um pequeno ataque cardíaco, resolvi entrar na conversa, ver se algo estava acontecendo, mas quando cheguei ela simplesmente agradeceu, deu uma outra espiada na rua, e foi embora.

    Meu amigo, eu só queria uma chance para conhecer a mulata da estrela. Uma chance.

    —

    Já tem duas semanas desde aquele dia em que ela esteve aqui. Por mais que eu preste atenção todos os dias, não a vejo mais no horário do 307. Uma sensação de triste de oportunidade perdida invade meu coração. Talvez se eu tivesse me esforçado, falado com ela, mas agora tudo parece perdido.

    – Oh, tá surdo cara?

    Um cliente quase rasgando minha camisa me puxa de volta à realidade.

    – Pois não senhor?

    – Aumenta o volume da TV, queremos ouvir aquela notícia.

    Está passando um daqueles noticiários sangrentos de final de tarde, a manchete diz: “Corpo de mulher é encontrado em carro abandonado na periferia de Nova Jericó”.

    Eu não curto esses programas, a gritaria do apresentador e a falta de escrúpulos ao explorar a miséria alheia me deixa enojado. Agora está mostrando a imagem do carro, com o corpo ainda dentro e apenas uma perna para fora…

    As forças das minhas pernas se vão, perco meu equilíbrio derrubando a bandeja e caindo sentado no chão. Um zumbido agudo invade o meu ouvido, e não consigo tirar os olhos da imagem gravada na perna pendendo do porta malas daquele carro.

    Algumas pessoas me ajudam a levantar e me sentam em uma cadeira. Aos poucos a vertigem e o zumbido vão embora, e ouço novamente o apresentador falando do bárbaro crime passional. A mãe da moça aparece chorando na tela dizendo: “Minha filha era trabalhadora, nunca fez nada para merecer isso. Quantas vezes eu falei para ela largar aquele traste. Sempre brigando, agredindo, perseguindo. Há alguns dias ela me ligou chorando falando que precisava de uma chance, só uma chance para se ver livre”.

    ______________________________________________

    Texto “Só uma chance“: Alexfábio Custódio

    Narração: Chico Gabriel
    Edição e masterização: Chico Gabriel
    Arte da vitrine: Chico Gabriel

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    Duração: 00h08min29s

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    9 min

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