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*Sexta - Quaresma (4ª).*
1ª Leitura - Sb 2,1a.12-22 - Salmo 33 - Evangelho - Jo 7,1-2.10.25-30.
No tempo de Jesus havia tantas expectativas sobre a chegada do Messias, que a confusão era inevitável. É o que demonstra a passagem do Evangelho de São João de hoje. O povo, especialmente as lideranças religiosas, que diziam conhecer profundamente os Mandamentos, achavam que conheciam Jesus; porque sabiam que nascera na Galileia, filho de Maria e José, o Carpinteiro. Contudo, conhecer Jesus é mais que simplesmente saber onde nasceu ou qual a sua família. Jesus Cristo é um mistério de Amor do Pai: é o Sacramento da Vida Eterna, Filho feito Homem, Caminho para Deus. Conhecer Jesus significa seguí-Lo como discípulos para ver onde Ele mora; e sua morada definitiva não está neste mundo. Ele mesmo disse: "vou para o Pai". Deus Pai é a Casa do Filho de Deus. Casa que Jesus quis nos dar de presente. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Quinta - Quaresma (4ª).*
1ª Leitura - Ex 32,7-14 - Salmo 105 - Evangelho - Jo 5,31-47.
Houve um dia na história do povo do Antigo Testamento em que Moisés pediu pelo povo e foi atendido pela Misericórdia divina. Hoje Jesus, o Filho, vem ao mundo para interceder pelos culpados da humanidade e salvar-lhes da morte eterna. Acolher Jesus é acolher o Pai, seu Deus e nosso Deus, e acolher o desejo divino de salvar e não de condenar. Quem acolhe Jesus, seus ensinamentos e suas obras, acolhe o Pai Eterno e seu Amor misericordioso. Neste final de quaresma lembremo-nos de Jesus. Busquemos a Cristo na oração fervorosa, nos sacramentos, pela penitência, com fé verdadeira e vibrante. Ele é nosso refúgio e proteção. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Quarta - Quaresma (4ª).*
1ª Leitura - Is 49,8-15 - Salmo 144 - Evangelho - Jo 5,17-30.
É próprio do ser humano tentar agradar a todos ao seu redor. O Caminho de Paixão de Jesus segue por outra rota. Ele não está programado para agradar os homens, mas para fazer a vontade e o trabalho do Pai. É o que ouvimos no Evangelho de hoje. Os homens, de seu tempo, dizem "é impuro, se afastem!", Jesus olha e observa e cura o doente e o pecador, de tal maneira que não seja mais impuro, mas são e com possibilidades de agradar a Deus. Enquanto os que o acusam nada fazem exceto indicar o pecado, Jesus destrói o pecado, o mal e a morte, distribuindo salvação. A decisão de perdoar em vez de condenar é antes de tudo divina, e supera todas as expectativas humanas; e é trabalho de Deus, antes de ser missão dos homens. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Terça - Quaresma (4ª).*
1ª Leitura - Ez 47,1-9.12 - Salmo 45 - Evangelho - Jo 5,1-16.
Sem complicar demais as coisas de Deus com critérios humanos, por vezes o que Deus espera de nós, como seus colaboradores, não é muito mais que levar os irmãos e irmãs à Fonte das Águas que curam. No Evangelho de hoje vemos um homem doente sendo curado por Jesus. E porque não foi curado antes? Porque não havia ninguém que o ajudasse neste caminho até o lugar onde Deus se manifestava. Uma religião que não aproxima os homens e mulheres da graça divina não é uma verdadeira religião, mas uma falsificação da fé. De fato, a maior alegria do discípulo não pode ser outra senão a de apresentar o Mestre. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Domingo - Laetare - Quaresma (4º).
1ª Leitura - Js 5,9a.10-12 - Salmo 33 - 2ª Leitura - 2Cor 5,17-21 - Evangelho - Lc 15,1-3.11-32.
O convite da liturgia da missa deste quarto Domingo da quaresma é este: Alegra-te! Somos bem-aventurados porque Deus nos amou primeiro. E sua misericórdia é sem fim. Como ao filho pródigo estamos destinados ao perdão e à paz, pois é assim que arde o coração de Deus - arde de amor pela humanidade. Ao entrar na Terra Prometida o povo de Israel experimenta a benção de Deus na fecundidade da terra e seus frutos. Já não é mais necessário o Maná, pois o próprio povo com a força do Senhor, torna-se capaz de experimentar os frutos da terra e de seu trabalho. Já não mais escravos, mas filhos. Não há mais escassez de alimento, mas abundância. Deus preparou para o seu povo um banquete como o pai misericordioso ao filho pródigo no Evangelho de hoje. Nada mais alegra o coração de Deus que ver seus filhos e filhas de volta à casa paterna. Deus abomina o pecado, mas ama o pecador apaixonadamente. Queremos fazer a experiência do verdadeiro coração do Pai. Sempre abertos a reconhecer em todos os irmãos, as ovelhas perdidas que Deus busca, cujo encontro provoca verdadeira alegria. Oxalá também possamos nos alegrar de ver o que estava perdido, encontrado; e todos os feridos, curados. Meditemos. Santo Domingo. Padre Rodolfo.
*Solenidade da Anunciação do Senhor.*
1ª Leitura - Is 7,10-14; 8,10 - Salmo 39(40),7-11 - 2ª Leitura - Hb 10,4-10 - Evangelho - Lc 1,26-38.
Hoje celebramos a festa da Anunciação do Senhor pelo Arcanjo Gabriel à Nossa Senhora. De fato, estamos à distância de exatos nove meses da celebração do nascimento de Jesus. Uma antiga tradição vai ainda mais longe: considera o dia de hoje a data da crucificação de Jesus no ano em que entregou sua vida pela humanidade na Cruz. Esta mesma tradição ainda afirma ter sido a data da criação do mundo. Para muito além das lendas místicas e dos cálculos dos eruditos, hoje celebramos o momento em que Deus se apresenta à Virgem Maria dando-lhe a oportunidade, através de seu Sim, de participar ativamente no mistério da salvação não apenas do povo do qual descende Jesus, segundo a carne, mas de toda a humanidade, que haverá de descender de Cristo, segundo o Espírito, por meio da fé. Com a Virgem Maria também damos hoje o nosso Sim a Deus. No uso mais digno de nossa liberdade atribuímos ao Senhor a autoridade de reinar sobre nós. E aguardamos o feliz momento em que pela graça operante e vivificante do Espírito Santo, Jesus haverá de nascer das boas obras que realizamos por amor aos irmãos. Rezemos hoje também pela paz. Padre Rodolfo.
*Quinta - Quaresma (3ª).*
1ª Leitura - Jr 7,23-28 - Salmo 94, 1-9 - Evangelho - Lc 11,14-23.
Jesus realiza sinais, curas e milagres, mas não faz de maneira egoísta como que para atrair olhares para si mesmo. O faz para indicar o caminho do Reino de Deus: em direção ao Pai e ao seu amor misericordioso. O faz para revelar Deus à humanidade de seu povo. E todos que experimentam as obras de Jesus são convidados a um Caminho novo de vida; reunidos junto do Filho de Deus e ensinados pelo seu Evangelho, tendo-O como Ponte para Deus, se tornam a nova comunidade de Jesus, que reúne todos os que estavam dispersos, e agora estarão unidos pela fé. Peçamos a Deus a graça de reconhecer suas obras, para podermos nos alegrar com sua visita. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Quarta - Quaresma (3ª).*
1ª Leitura - Dt 4,1.5-9 - Salmo 147, 12-20 - Evangelho - Mt 5,17-19.
Jesus veio para cumprir com sua vida toda Palavra anunciada pelo Pai ao povo do Antigo Testamento, herdeiro de suas promessas. Um povo que deve receber o testemunho de Jesus como as crianças o fazem: com simplicidade de coração, sem malícia, sem constrangimento, com alegria e entusiasmo. O Evangelho de hoje nos convida à prática do bem e ao testemunho da Palavra. De modo especial, podemos hoje meditar como é importante evangelizar os pequeninos, oferecendo a eles, crianças, jovens e adolescentes, a melhor herança que podemos transmitir. Cuidemos de ensinar as orações que rezamos, os sacramentos que frequentamos e as coisas boas que agradam a Deus. Com isso, os inserimos no mistério do Reino de Deus. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Terça - Quaresma (3ª).*
1ª Leitura - Dn 3,25.34-43 - Salmo 24, 4-9 - Evangelho - Mt 18,21-35.
O Evangelho de hoje fala de perdão. De fato, Deus mesmo quis elevar a dignidade do perdão a um ato divino por excelência, isto é, o Pai de Jesus é o Deus misericordioso e fiel, que escolheu justificar ao invés de condenar. De fato, também é verdade, que perdoar, para nós, não significa esquecer, mas fazer uma escolha de amor, isto é, deixar de sofrer a mágoa e o ressentimento. Escolher dar, ao invés de receber; mesmo que aquilo que desejamos receber seja nosso direito. Ao perdoar nos identificamos com Deus, como filhos e filhas, amados e, por isso, capazes de amar sem medida. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Domingo - Quaresma (3º).*
1ª Leitura - Ex 3,1-8a.13-15 - Salmo - Sl 102,1-11 - 2ª Leitura - 1Cor 10,1-6.10.12 - Evangelho - Lc 13,1-9.
A morte é a fatalidade das fatalidades. Sem dúvida, um dia, todos iremos partir deste mundo; mas não queremos morrer de qualquer jeito. Se temos de partir que seja deixando atrás de nós as pegadas do seguimento de Cristo e os frutos de sua presença no meio de nós. Isto significa uma vida bem vivida: uma vida semelhante a de Moisés e a de São Paulo, recordados na liturgia deste Domingo; um verdadeiro luzeiro a iluminar os caminhos daqueles que peregrinam rumo à Pátria Eterna, a Terra Prometida dos Santos. Não somos melhores que os outros. Muito menos somos os piores no meio do rebanho. Todos somos povo peregrino e pecador; e nossa virtude é termos sido amados enquanto caminhávamos trôpegos e cambaleantes sob o pesado fardo de nossas faltas. Uma vez que para manifestar seu perdão a nós, o Senhor desviou os olhos de nossos pecados, busquemos também nos sentir todos nós povo redimido, sinal do que a graça pode fazer em nós quando nos deixamos regenerar por Deus. Meditemos. Santo Domingo. Padre Rodolfo.
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