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*Domingo - Quaresma (1º).*
1ª Leitura - Dt 26,4-10 - Salmo - Sl 90,1-15 - 2ª Leitura - Rm 10,8-13 - Evangelho - Lc 4,1-13.
Jesus diante do diabo é verdadeiro Deus, e não precisa prová-Lo, e verdadeiro Homem, e também não necessita prová-lo. É assim, o Sumo-Sacerdote que nos foi concedido pelo Pai para receber e assumir nossas oferendas e sacrifícios, e apresentá-las como suas ao Deus Soberano. No Antigo Testamento, esta ação de ofertório era realizada por aqueles que foram constituídos sacerdotes da Antiga Aliança. É válido, contudo, recordar que mesmo sendo autorizados por Deus para oferecer dádivas e sacrifícios os sacerdotes da Antiga Aliança eram imperfeitos, pois eram homens impuros de lábios impuros, incapazes de agradar a Deus. Jesus, Deus e Homem verdadeiro, é o sacerdote perfeito da Nova Aliança. E seu sacerdócio abre para a humanidade redimida um novo tempo. Tempo em que cada pessoa humana colocada sob o sinal e o selo do Espírito Santo pode agradar a Deus por suas obras, mesmo humanamente insignificantes, pois quem as apresenta ao Pai é Seu próprio Filho. Tempo onde o ser humano pode invocar o Nome de Deus e ser atendido em suas dores e sofrimentos, pois o Pai de Jesus é um Deus protetor e salvador. Meditemos. Santo Domingo. Padre Rodolfo.
*Sábado depois das Cinzas - Quaresma.*
1ª Leitura - Is 58,9b-14 - Salmo - Sl 85, 1-6 - Evangelho - Lc 5,27-32.
Na passagem do Evangelho de hoje, Jesus entra na casa de Levi, nome judaico de São Mateus, e participa do banquete que ele lhe preparou. Fez isso depois de ser acolhido no seu coração após o chamar para segui-Lo. Jesus é acolhido na casa daqueles que se sentem acolhidos por seu chamado amoroso. Isso escandaliza aqueles que apenas julgam o gesto de Jesus a partir de suas paixões. Onde Jesus deveria fazer refeição? Na casa dos fariseus, onde habitava a falsidade e a mentira? Jesus entra onde há um coração que o acolha com amor, porque antes foi amado(a). Meditemos. Padre Rodolfo.
*Sexta depois das Cinzas - Quaresma.*
1ª Leitura - Is 58,1-9a - Salmo - Sl 50, 3-19 - Evangelho - Mt 9,14-15.
A presença de Jesus entre seus discípulos traz verdadeira alegria como a de uma festa de casamento, uma festa de bodas, à semelhança daquela em Caná da Galileia. Por um tempo, Jesus é tirado da presença dos discípulos: isso acontece dramaticamente quando Jesus é preso e levado a julgamento, durante sua crucificação e sepultura; mas Ele ressuscita e sua presença volta a lhes devolver alegria e paz. Após a ressurreição, Jesus sobe ao Céu e anuncia que depois deste tempo de peregrinação sob a força do Espírito Santo, Ele voltará para buscar os seus para estarem com Ele onde Ele estiver. A Igreja jejua anunciando que fomos salvos por Cristo para uma vida melhor, que ainda não se consumou completamente, mas se consumará quando Ele vier uma segunda vez em sua Glória e Majestade. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Quinta depois das CINZAS - Quaresma.*
1ª Leitura - Dt 30,15-20 - Salmo - Sl 1, 1-6 - Evangelho - Lc 9,22-25.
A Palavra do Evangelho de hoje, se reveste, nas circunstâncias atuais de guerra e calamidades, de uma importância única e chamado atual de Deus. Nada é mais importante para Deus que a vida de seus filhos e filhas. Somos chamados à liberdade, mas isto não significa destruir a vida de quem quer que seja. Todos são chamados a vida com Deus. E somos portadores desta bem-aventurança. Ao ganhar a Vida Eterna, o ser humano encontra-se com Deus e se salva. Este caminho de vida não passa ser dificuldades e perseguições, pois sempre é mais fácil abandonar que resgatar, condenar que perdoar, ferir que sarar. São heranças do pecado original em nós! Por isso educar para a caridade com os irmãos, com Deus e consigo mesmos, nos ajudar a viver felizes, seguindo Jesus, mesmo em meio às contrariedades deste tempo. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Quarta de Cinzas - Quaresma.*
1ª Leitura - Jl 2,12-18 - Salmo - Sl 50 (51), 3-17 - 2ª Leitura - 2Cor 5,20-6,2 - Evangelho - Mt 6,1-6.16-18.
Hoje iniciamos com a Igreja Católica inteira nossa Quaresma para celebrarmos a Páscoa de Jesus. Este tempo é um tempo de conversão e arrependimento, de transformação espiritual do coração que acredita no poder curador do perdão divino. As práticas penitenciais quaresmais são expressões de amor: para com os irmãos na esmola, para com Deus na oração sacramental e devocional e para consigo mesmos no jejum. A alma de todos os nossos gestos deve ser a caridade que nutre a vida cristã de verdadeira santidade. Nossas práticas penitenciais também são um grito de socorro ao Pai que está nos Céus. Nelas, deve estar presente uma reta intenção de que o nosso Pai veja quem somos de verdade, nos ame em nossa condição de pecadores, e nos perdoe. Assim, vivendo na caridade, seremos salvos no Amor, que jamais resiste ao coração contrito e humilhado. Hoje também estamos unidos ao Papa rezando para que a guerra seja abolida da face da Terra. Santa Quaresma! Padre Rodolfo.
*Domingo do Tempo Comum (8º)*.
1ª Leitura - Eclo 27,5-8 (gr.4-7) - Salmo - Sl 91,2-16 2ª Leitura - 1Cor 15,54-58 - Evangelho - Lc 6,39-45.
Há vários tipos de cegueira que acometem nossa vida. A cegueira espiritual certamente é a mais grave, pois cria um obstáculo para sermos capazes de ver e ouvir a Deus que deseja a nossa conversão e santificação. Já os profetas anunciaram no seu tempo que Deus desejava falar ao coração de seu povo, pois é de dentro do coração que brotam as maldades que transbordam nas palavras. Ouvir a Deus é caminho de cura para os nossos corações feridos e machucados pelo pecado. Nesta Quaresma, que se aproxima, peçamos com nossos jejuns e abstinências, que Jesus nos faça ver o que precisamos fazer para agradar o Seu Coração. Meditemos. Santo Domingo. Padre Rodolfo.
*Sexta - Tempo Comum.*
1ª Leitura - Tg 5,9-12 - Salmo - Sl 102, 1-12 - Evangelho - Mc 10,1-12.
No Evangelho de hoje Jesus enfrenta um dos desafios do seu tempo: o fato de Moisés no deserto ter permitido ao homem se divorciar de sua mulher. Há várias questões profundas em jogo que não cabem nesta reflexão; Jesus resumiu o problema à falta de amor para com a mulher e à dureza de coração dos homens daquele tempo. E respondeu: Deus não é assim! Deus é amor e desde o início da criação fez tudo no amor e para o amor. O coração de Deus carrega para sempre aqueles que Ele ama. Por eles se entrega. Por eles se sacrifica. Por eles se doa. Na vida real, no dia-a-dia, nem sempre é possível fazer o melhor; por vezes fazemos o que é possível. Deus faz o impossível. O homem faz apenas o que é possível. Moisés fez no seu tempo o possível devido à dureza dos corações de seu povo. Jesus anunciará e fará o que é melhor: sua vida é sinal vivo do verdadeiro amor que jamais rejeita quem amou. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Quinta - Tempo Comum*.
1ª Leitura - Tg 5,1-6 - Salmo - Sl 48,14-20 - Evangelho - Mc 9,41-50.
O sal tempera e conserva a vida. Nada é mais importante para Deus que a vida de seus filhos e filhas. Mas não é apenas Deus que deve se comprometer com a vida, seus filhos e filhas também precisam assumir este compromisso de salgar seus dias neste mundo com o tempero da caridade, que nem a morte é capaz de destruir. Caridade para com Deus. Caridade para consigo mesmos. Caridade para com o próximo. A norma mais fundamental da fé é o amor, e tudo que se afasta do amor ofende a Deus e gera o pecado. Afirma Jesus no Evangelho de hoje: a recompensa virá para os justos, solícitos na caridade, e para os ímpios, que consumiram suas forças no mal. Uns irão para a vida, outros já estão mergulhados na morte. Os primeiros estão salvos na caridade de Cristo, os outros não podem ser reconhecidos como verdadeiros filhos e filhas de Deus. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Quarta - São Policarpo.*
1ª Leitura - Tg 4,13-17 - Salmo - Sl 48, 2-11 - Evangelho - Mc 9,38-40.
Seguir Jesus é indispensável para ter com Ele uma experiência pessoal e transformadora. Ver onde Jesus mora. Cear com Ele. Ouvir seu ensinamento. Mas sempre houve quem O seguisse ocultamente. Hoje a Igreja celebra o martírio de São Policarpo, bispo de Esmirna. Seus ensinamentos convidam à fidelidade a Jesus, ao amor ao próximo e ao acolhimento de todos em Cristo. Deus respeita o tempo do testemunho de cada pessoa. Uns seguem seu Filho desde à juventude, outros na maturidade. A uns e outros, independentemente do modo como iniciaram sua trajetória de discipulado, importa como terminaram sua carreira guardando a fé. Como diria São Policarpo: não é justo abandonarmos, Aquele que jamais nos desamparou ao longo de nossa vida. Meditemos. Padre Rodolfo.
*Terça - Cátedra de São Pedro.*
1ª Leitura - 1Pd 5,1-4 - Salmo - Sl 22 (23),1-6 - Evangelho - Mt 16,13-19.
A Cátedra de São Pedro é o lugar estabelecido por Jesus de onde o Sucesso de Pedro, Vigário de Cristo na Terra, ensina a fé cristã a todo o Povo de Deus, conforme o anúncio do Evangelho desta festa católica no dia de hoje. A pergunta de Jesus: "E vós quem dizeis que eu sou?", é dirigida aos seus discípulos; e a resposta de um deles, São Pedro, não parte de uma opinião pessoal, mas da experiência que o Espírito Santo lhe concede. Quando testemunhamos Jesus às pessoas, somos convidados a contar nossa experiência com Ele, partindo do seu amor e da sua misericórdia para conosco. Ele é o Salvador da humanidade, e nós O experimentamos pessoalmente antes de O anunciarmos. Somos conquistados por Cristo, para depois O anunciarmos cheios de destemor, ousadia e gratidão. Meditemos. Padre Rodolfo.
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