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*Sexta - Santa Inês.*
1ª Leitura - 1Sm 24,3-21 - Salmo - Sl 56, 2.3.-4.6.11 - Evangelho - Mc 3,13-19.
Hoje a Igreja Católica celebra a memória de Santa Inês, uma mártir dos inícios do cristianismo; seu nome figura na Oração Eucarística I ao lado de Santas Perpétua e Felicidade, de Santa Cecília e Santa Luzia, todas santas mulheres da fé que derramaram seu sangue pela fé, ao lado dos apóstolos que Jesus chamou como Ele quis, conforme o Evangelho de hoje. Pela coroa do martírio, seus méritos femininos se identificam e se unem aos méritos masculinos, pois em Cristo todos somos um só Corpo, membros uns dos outros. O maior desafio da nossa vida de fé é não trair Jesus. Este é o exemplo que a vida de Judas Iscariótes nos comunica: por todos Jesus deu sua vida, para que tenhamos a vida de Deus em nós e a comuniquemos em nossas atitudes gratuitamente. Trair Jesus hoje significa matar, por palavras ou atitudes, um membro do Seu Corpo, do nosso Corpo Místico. Seguir Jesus hoje significa amar com seu amor os que Ele amou e por quem se entregou. Padre Rodolfo.
*Quinta Comum.*
1ª Leitura - 1Sm 18,6-9; 19,1-7 - Salmo - Sl 55, 2-3. 9-10ab. 10c-11. 12-13 - Evangelho - Mc 3,7-12.
"Tu és o Filho de Deus!". Esta é a declaração que deve ocupar os lábios dos filhos e filhas de Deus: Jesus é o Filho de Deus feito Homem verdadeiro para nossa Salvação. Num primeiro momento, nos questionamos por que Jesus na passagem do Evangelho de hoje ordena aos demônios que se calem sobre esta notícia; mas recordando outra passagem do Evangelho, Jesus ensinará que esta Palavra deve ser proclamada sob ação do Espírito Santo (Jesus seja bendito!), e a ação do Espírito Santo não conduz os demônios. Os demônios sabem quem Jesus é, desde a eternidade. Sabem e escolheram a rebeldia e o afastamento de sua obra Salvadora. Saber quem Jesus é não é suficiente para a Salvação, mas fazer a vontade do Pai que está nos Céus. Iniciemos o caminho das boas obras, em nossa oração pessoal e diária, unidos ao Espírito Santo que reza em nós, aclamando sempre a Jesus, e declarando: Senhor, Tu és o Filho de Deus, e eu estou sob o seu Senhorio. Padre Rodolfo.
*Quarta Comum.*
1ª Leitura - 1Sm 17,32-33.37.40-5l - Salmo - Sl 143 (144), 1. 2. 9-10 (R. 1a) - Evangelho - Mc 3,1-6.
A liturgia da Palavra deste dia é muito profunda. Na primeira leitura, Davi derrota o filisteu que parecia um gigante de tão alto, aparentemente invencível. Davi se apresenta diante dele com uma vara de pastor, que recorda a vara de Moisés, sinais do poder divino; mas o golpe contra o filisteu se dará através de outra arma, uma funda que Davi atira na sua fronte. Enquanto o gigante zomba da aparente insensatez de Davi, amparado na força de Deus, Davi o derrota. No Evangelho, Jesus cura a mão de um homem na Sinagoga em dia de sábado. Enquanto os homens dentro da Sinagoga já tramam um modo de matar Jesus, pois tem inveja dEle, está em curso a obra da Salvação, obra de um Deus amor que realiza sempre o bem em favor da humanidade, pois não quer a perda de nenhum de seus filhos e filhas. Padre Rodolfo.
*Terça Comum.*
1ª Leitura - 1Sm 16,1-13 - Salmo - Sl 88, 20. 21-22. 27-28 - Evangelho - Mc 2,23-28.
Certamente, a passagem do Evangelho do dia de hoje é uma das mais "revolucionárias" anunciadas por Jesus. Seu senhorio não se refere apenas às coisas eternas, mas às terrenas e concretas, como a fome dos seus discípulos. E Jesus vai ainda mais longe: seria legítimo oferecer no altar de Deus o pão que aos seus filhos e filhas lhes falta para se alimentarem, como sucedeu no tempo do Rei Davi? Onde está o verdadeiro altar sobre o qual se levanta o Madeiro Sagrado da Cruz, senão naquele lugar rejeitado do Calvário fora da Cidade Santa, num lugar de condenação e de morte, onde jazia a humanidade ferida pelo pecado, faminta e sedenta de Deus? No Caminho de Jesus, o divino e o humano, formam uma unidade; em seu Corpo Sagrado, na unidade da sua única Pessoa e na Igreja por ele fundada como sinal de salvação. Padre Rodolfo.
*Domingo Comum (2º).*
1ª Leitura - Is 62,1-5 - Salmo - Sl 95,1-2a.2b-3.7-8a.9-10a.c - 2ª Leitura - 1Cor 12,4-11 - Evangelho - Jo 2,1-11.
Hoje contemplamos no Evangelho o início dos sinais de Jesus na Festa de Casamento em Caná. Água transformada em vinho; e vinho muito bom, como somente são bons os vinhos envelhecidos. Além de mudar a matéria da água em matéria de vinho, Jesus também domina sobre o tempo, tornando maduro e suculento, o fruto do fermentado de uvas, como se o vinho já estivesse pronto a muito tempo, acumulado de sabor. De fato, a obra da Salvação que Jesus realiza está preparada desde a eternidade no coração do Pai. É fruto da Sabedoria divina e tem gosto de Deus. Deus muda a matéria da nossa vida, naturalmente voltada para a morte, destinando-a para a vida, a Vida Eterna. Também deixa em nós que experimentamos o seu Espírito uma espécie de sabor divino: saudades do Céu, sede de Deus! Quem prova da água transformada em vinho por Jesus, quer mais! Não é mais capaz de viver sem ela. Esta é a alma da prece da Virgem Maria a Jesus: - Filho desperta neles a sede de Ti! Desejo ardente d'alma que suspira por Deus; a Virgem Maria conhece este desejo. Santo Domingo. Padre Rodolfo.
*Sábado Comum.*
1ª Leitura - 1Sm 9, 1-4.17-19; 10,1a - Salmo - Sl 20,2-3. 4-5. 6-7 - Evangelho - Mc 2,13-17.
O cristianismo não é um estoicismo. A doutrina estoica, muito divulgada hoje em livros, métodos corporativos e na mídia em geral, propõe que o ser humano pode tudo sozinho por seu próprio esforço e mérito, seguindo os ritmos da natureza. O caminho de Jesus é o caminho, antes de tudo, da graça e da misericórdia. É o caminho do perdão que vem de Deus. É o caminho da busca em Deus da força e da graça. Nisto somos diferentes dos discípulos desta filosofia ou ideologia chamada estoicismo. O Evangelho de hoje nos recorda que Jesus veio para os doentes e pecadores. E reconhecer-se necessitado da cura e do perdão, graças de Deus, este é princípio da salvação: encontro pessoal com Cristo Redentor. Padre Rodolfo.
*Sexta Comum.*
1ª Leitura - 1Sm 8,4-7.10-22a - Salmo - Sl 88, 16-17. 18-19 - Evangelho - Mc 2,1-12.
Uma vida em pecado gera uma verdadeira paralisia espiritual; muitas vezes, física também. A humanidade até a chegada de Jesus estava mergulhada numa paralisia que ninguém era capaz de curar; uma paralisia que impedia de chegar até Deus. Quando o Senhor vê a iniciativa dos amigos do paralítico de colocá-lo em contato com Jesus para que pudesse ser curado, certamente se identifica com eles, e tem compaixão, pois seu ministério significa aproximar o ser humano de Deus para que ouvindo a Palavra que liberta e salva, seja curado. Padre Rodolfo.
*Quinta Comum.*
1ª Leitura - 1Sm 4,1-11 - Salmo - Sl 43, 10-11.14-15.24-25 - Evangelho - Mc 1,40-45.
Hoje vemos no Evangelho que todos os gestos de Jesus carregam a força do seu amor e misericórdia. Ele é o Filho de Deus compassivo com a humanidade. Somos convidados (as) a um verdadeiro relacionamento de amor e misericórdia com Deus. Nada pode nos separar desta graça, se temos fé na pessoa de Jesus. Nós cristãos não fazemos culto de um objeto material ou imaterial, mas adoramos o Deus Vivo e Verdadeiro, e o fazemos em Espírito e Verdade. Jesus não é uma fantasia, nem uma ideologia, menos ainda uma utopia; também não é um sonho ou uma ilusão, que denuncie a falência dos nossos sentidos e sua confusão. Jesus é uma realidade. Seu amor e misericórdia são provados na Cruz, e podem ser tocados na Eucaristia. É Deus comprometido conosco! Padre Rodolfo.
*Quarta Comum.*
1ª Leitura - 1Sm 3,1-10.19-20 - Salmo - Sl 39,2.5. 7-8a. 8b-9. 10 - Evangelho - Mc 1,29-39.
Há uma grande diferença entre o gesto de virar às costas, e o de oferecer os ombros. O primeiro nega-se completamente a ajudar. O segundo compromete sua vida com o sofrimento do próximo, na medida de suas capacidades. Jesus se oferece para amparar a sogra de São Pedro, levantando-a de seu leito de doença. Amparar-se em Jesus é uma grande graça. O próprio São Pedro o experimenta quando as mãos fortes de Cristo, o levantam das águas do Mar da Galileia quando parecia afundar. Embora sejamos limitados e também não sejamos tão fortes como Jesus, podemos como irmãos uns dos outros oferecer nosso ombro às lágrimas do próximo, as mãos e o trabalho, e nossos bens, ao socorro daqueles que vêm ao nosso encontro, como sinal de solidariedade e amor, no seguimento de Jesus. Padre Rodolfo.
*Tempo Comum (1ª)*
1ª Leitura - 1Sm 1,9-20 - Salmo - 1Sm 2,1. 4-5. 6-7. 8abcd - Evangelho - Mc 1,21b-28.
Iniciando o tempo comum da liturgia nesta semana vamos aprendendo quem é Jesus. Um primeiro ensinamento do Evangelho: para Jesus todo dia é dia de fazer o bem, e toda hora é hora de anunciar a Boa Notícia do Evangelho. Nós precisamos nos organizar em meio a muitas obrigações, e damos a Deus e às coisas de Deus um lugar; quanto mais prioritário este lugar, mais escutamos a voz do Senhor. Guardemos no coração este ensinamento, pois como nos ensina o livro da Sabedoria: o temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e amá-Lo com todas as forças e ao próximo como a nós mesmos, vale mais que todos os sacrifícios. Padre Rodolfo.
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