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*Batismo do Senhor.*
1ª Leitura - Is 42,1-4.6-7 - Salmo - Sl 28,1a.2.3ac-4.3b.9b-10 - 2ª Leitura - At 10,34-38 - Evangelho - Lc 3,15-16.21-22.
Jesus veio para batizar a humanidade. Ele é o autêntico batista ou batizador. São João Batista veio como sinal do ministério de Jesus e fez bem seu trabalho. A obra de Cristo supera, porém, todas as expectativas: ele derramará seu Espírito, sua divindade, nos corações dos homens e das mulheres. Ele mergulhará Deus na humanidade, e a humanidade em Deus. É o perfeito batismo: não uma obra externa e ritual, mas interna e transformadora. Nasce com o Batismo de Jesus as primícias de uma nova religião, na qual Deus não é inimigo dos homens, mas Seu colaborador ativo, e faz da humanidade, por sua vez, Sua colaboradora ativa na palavra e nas obras. Os primeiros discípulos eram poucos; mas, se distinguiam pela fraternidade entre eles e pela amizade com todos, sinais de que o Espírito de Cristo os guiava e conduzia. Sejam estas hoje também as verdadeiras notas da Igreja de Cristo que a identificam com Senhor em todos os tempos da vida do mundo até que Ele venha para consumar todas as obras da fé. Padre Rodolfo.
*Sábado depois da Epifania.*
1ª Leitura - 1Jo 5,14-21 - Salmo - Sl 149, 1-2. 3-4. 5.6a.9b - Evangelho - Jo 3,22-30.
São notáveis a alegria e a humildade de São João Batista: alegria de ver Jesus em ação, humildade de reconhecer que a sua obra estava terminando. Quando seus discípulos vão a ele para ver se sente ciúmes de Jesus estar batizando, experimentamos os sentimentos do coração de um homem justo e santo, verdadeiro patriarca de Israel. São João Batista não tem ciúmes da obra de Jesus, antes se alegra, pois chegou a hora de Deus reinar sobre a face da terra. Precisamos seguir o caminho destas duas virtudes em nossa vida: alegria de ver outros dando continuidade ao que iniciamos, e a humildade de nos entendermos passageiros e transitórios, pois a obra é divina. Padre Rodolfo.
*Sexta depois da Epifania.*
1ª Leitura - 1Jo 5,5-13 - Salmo - Sl 147, 12-13. 14-15. 19-20 - Evangelho - Lc 5,12-16.
Houve um tempo em que Deus falou pelos profetas que os pastores de Israel eram guias cegos: um cego guiando outro cego. Na verdade: uma ovelha desgarrada, tentando guiar um rebanho desgarrado. Jesus deseja chegar a todos os corações. Das ovelhas sem pastor do meio da multidão, e ainda dos não pastoreados que são os cuidadores da religião do povo de Deus. Não há quem não precise de cuidado: pastores e rebanho, devem ser cuidados por Deus; caso contrário, confundem a verdadeira religião, com bem-estar. O bem comum nem sempre se realiza com bem-estar. Muitas vezes se manifesta com o sacrifício que compromete todo a integridade do ser na ruptura que não é falta de unidade, mas reciprocidade no amor, multiplicando amor para chegar aos mais longínquos no meio da multidão. Padre Rodolfo.
*Quinta depois da Epifania.*
1ª Leitura - 1Jo 4,19 - 5,4 - Salmo - Sl 71 (72), 1-2. 14.15bc. 17 - Evangelho - Lc 4,14-22a.
A vitória que vence o mundo é a nossa fé em Jesus morto e ressuscitado para nossa salvação - nos recorda a liturgia deste dia. Embora tenhamos celebrado na liturgia a Epifania no último Domingo, hoje somos convidados a contemplar quem é Jesus que se manifesta a todos os povos. Ungido pelo Espírito Santo, Ele vem para curar nossas feridas, perdoar nossos pecados, nos libertar e salvar, e nos dá a verdadeira paz. Ele anuncia o tempo da salvação de Deus para aqueles que nEle acreditam. Por isso, renovemos hoje a nossa fé, com olhos fixos no Senhor e ouvidos atentos a sua Palavra. Em algum momento deste dia, rezemos juntos: Creio em Deus Pai, todo-poderoso... Padre Rodolfo Morbiolo.
*Natal depois da Epifania.*
1ª Leitura - 1Jo 4,11-18 - Salmo - Sl 71 (72), 1-2. 10-11. 12-13 - Evangelho - Mc 6,45-52.
Há cansaço em todos. Na multidão sedenta e faminta, como também entre aqueles que Jesus chamou do meio da multidão para segui-Lo de perto. E o cansaço torna duros e insensíveis os corações. O sinal que Jesus oferece aos seus discípulos, que depois deverão servir às multidões, não é outro, mas Ele mesmo, caminhando sobre as águas, dominando o poder da natureza, que tumultuava o coração deles com medo e incerteza. Mas o caminho da fé para os discípulos exigirá mais de Jesus; exigirá sua vida na Cruz, para que olhando para Aquele que foi transpassado, vissem e fossem curados. Padre Rodolfo.
*Natal depois da Epifania.*
1ª Leitura - 1Jo 4,7-10 - Salmo - Sl 71 (72), 1-2. 3-4ab. 7-8 - Evangelho - Mc 6,34-44.
A intenção de Jesus é fazer o bem, e manifesta-se como compaixão pelas multidões que o buscam, sempre famintas e sedentas. Jesus dá-lhes ensinamento, mas também tem consciência de sua necessidade de alimentar o corpo. Sua misericórdia se manifesta assim: palavra e pão, nutrindo a vida daqueles que o buscam. A graça vem de Cristo; seus discípulos são seus dispensadores; distribuidores do dom da sua misericórdia. Este novo tempo, tempo da graça de Cristo, se nos apresenta como o tempo do transbordamento do amor divino. Em Deus encontramos Alguém atento às nossas necessidades temporais e eternas. Padre Rodolfo.
*Epifania.*
1ª Leitura - Is 60, 1-6 - Salmo - Sl 71, 1-2.7-8.10-11.12-13 - 2ª Leitura - Ef 3,2-3a.5-6 - Evangelho - Mt 2,1-12.
Na festa da Epifania, acontece o verdadeiro encontro do Natal: olhamos para o Céu e vemos uma Estrela guiando nosso olhar. Ela aponta para a Terra, para os arredores da cidade das promessas, para a periferia do Mundo. Neste lugar, o nosso lugar, nasceu o Salvador. Este lugar, o nosso lugar, era o lugar da humanidade desprezada, rejeitada e exilada no mal. Neste lugar de abandono nasceu Jesus Cristo. Para este lugar apontou e levou a Estrela aos Reis do Oriente. Nem o povo daquele tempo, herdeiro das promessas, menos ainda os romanos, conheciam este lugar, pois ignoravam esta dura realidade de uma humanidade de cujo horror se vira o rosto; a mesma humanidade que pendeu da Cruz, Corpo do Salvador. Os Reis Magos viram e acreditaram. Os verdadeiros discípulos de Jesus viram e acreditaram. Nós também podemos escolher ver, crer e ser salvos, porque não desprezamos a Carne do Filho do Homem, a bendita humanidade recriada na luz da divindade. Mas, depois de ver, não podemos ser os mesmos. Outro Caminho é necessário. Depois que ver o que o mal fez e faz com o ser humano, não podemos mais fazer de conta que tudo está bem e tranquilo na noite do mundo. É preciso ascender a luz da Verdade. É preciso apresentar o Presépio a todos os povos. É necessário levar a periferia de Belém à Nova Jerusalém. Jesus se manifesta, no dia-a-dia da nossa vida, quando estamos atentos às necessidades dos pequeninos, que naquele tempo eram a Sagrada Família de Nazaré, mas hoje são muitos e incontáveis espalhados por aí. O verdadeiro Natal acontece na Cruz, carregada com amor. Jesus não é apenas o verdadeiro Filho de Maria e de José, é também a Cruz de Maria e de José, aceita no amor incondicional. O mesmo amor com que fomos amados e que nos convida a nos amarmos uns aos outros. Padre Rodolfo.
*Mãe de Deus.*
1ª Leitura - Nm 6,22-27 - Salmo - Sl 66,2-3.5.6.8 - 2ª Leitura - Gl 4,4-7 - Evangelho - Lc 2,16-21.
Com louvores nos aproximamos do Trono da Graça, na Sagrada Liturgia Eucarística, para bendizer a Deus Soberano, Senhor e Juiz da história, Jesus Cristo, pelo ano que finda, na feliz esperança de que Ele nos guie qual Bom Pastor ao seu rebanho ao porto seguro da Vida Eterna, ano após ano, enquanto durar o tempo. Da mesma forma, sob a proteção da Virgem Imaculada, Mãe de Deus, consagramos a nova jornada de vida neste mundo, os próximos 365 dias, para que em tudo seja bendito e louvado o Santo Nome do Senhor que faz maravilhas em todos nós. De mãos dadas com o Céu: a Virgem Maria, São José, os Anjos, os Apóstolos e Mártires, Todos os Santos e Santas e as Benditas Almas do Purgatório, avançamos para águas mais profundas, de modo que tudo comece e termine nAquele e por meio dAquele que é o Princípio e Fim de tudo, e que sustenta o Universo com a força da sua Palavra, que se fez Carne no meio de nós. Feliz 2022. Padre Rodolfo Gasparini Morbiolo.
*Quinta de Natal.*
1ª Leitura - 1Jo 2,12-17 - Salmo - Sl 95 (96), 7-8a. 8b-9. 10 - Evangelho - Lc 2,36-40.
A profetiza Ana era uma mulher idosa que servia a Deus no Templo com jejuns e orações. Acumulara grande sabedoria pelas experiências também de sofrimento pelas quais passou. Era grande a sua alegria de ver a esperança de Israel diante de seus olhos cansados. Sua idade não foi obstáculo para ver e seguir o Menino Jesus; seguir não com os passos já cansados, mas com a palavra, o anúncio e o testemunho. Há, portanto, muitos modos de demonstrar que reconhecemos o senhorio de Jesus em nossa vida, entre eles, inspirados em Ana, uma vida de intimidade com Deus na oração e na prática do bem, o anúncio e o testemunho intrépidos aos demais mesmo nos lugares mais desafiadores. São as dimensões da fé, e serviram de caminho de aprendizado para Jesus Cristo. Padre Rodolfo.
*Quarta de Natal.*
1ª Leitura - 1Jo 2,3-11 - Salmo - Sl 95 (96), 1-2a. 2b-3. 5b-6 - Evangelho - Lc 2,22-35.
Hoje ainda é Natal, e a liturgia da Igreja nos traz o ancião Simeão e a profetiza Ana no Templo no momento da apresentação de Jesus, por São José e a Virgem Maria. É necessária uma Fé robusta, para ver numa criança a esperança de um povo inteiro. Nos faz pensar: teria o velho Simeão se desiludido dos adultos que governaram Israel com promessas humanas e vazias? Por outro lado, a fé israelita também está assentada sobre a Escritura, e a Palavra dos Profetas falava de uma criança, um filho, consagrado ao Senhor. Nele residiria toda a esperança do povo. Para Simeão e Ana o tempo das promessas tinha chegado ao fim, e o Menino Jesus era a resposta de Deus à esperança orante de seu povo. Padre Rodolfo.
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