Ozéia era um jovem na pacata Nonoai (RS) e que jogava futebol de bairro até os 17 anos, quando foi fazer um teste em Santa Catarina. Poucos meses depois, acabou fazendo parte da promissora base do Malutrom, em Curitiba, mas assume que não estava bem orientado para tomar as melhores decisões.
Seu histórico como profissional começou em clubes do interior do sul do país, até que um dia voltaram a ver que seu talento podia ir mais longe. Ele chegava então ao interior paulista em 2004, quando se destacou no Rio Branco e depois teve uma campanha impecável com o Santo André na Série B de 2006.
Após passagens por Coritiba, Ituano, Gama e Avaí, enfim o zagueiro gaúcho ia para a Europa em 2008, onde realmente deixou sua marca no Paços de Ferreira, a ponto de chamar a atenção do Grêmio, seu time do coração. E com o tricolor gaúcho o entrevistado foi campeão estadual em 2010.
O destaque mais uma vez em Portugal o levaria de volta ao Brasil, mas dessa vez ao Criciúma e lhe rendeu uma ida ao Al-Hilal da Arábia Saudita em 2013. Por lá, viu a grandeza e a paixão intensa de um clube de massa na região do Golfo. Participou intensamente da liga local e também da Champions Asiática pelo maior time saudita naquele ano.
Sendo um nome já conhecido em Portugal, teve uma última passagem pelo país, desta vez pelo Vitória de Setúbal, quando aceitou um convite para ir para o Bahrein, já depois de seus 30 anos de idade. Por lá, viu a dificuldade que é evoluir a liga sem poder contar com mais estrangeiros, mas conheceu pela primeira vez uma vida menos intensa, com menos viagens.
Em 2017, decidiu voltar ao Brasil, mas com filhos pequenos acabou percebendo que não valia muito mais a pena ficar longe de casa por tanto tempo. Com as chuteiras penduradas, voltou à terra natal e virou empreendedor, atualmente com uma farmácia e uma academia. E falando justamente da academia, Ozéia concedeu uma divertida entrevista, contando sobre sua vida como jogador.