***O número corresponde a mais de 211 mil
toneladas de resíduos gerados por dia, ou cerca de 380 kg por habitante
ao ano, revela pesquisa da ABREMA.
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O brasileiro tem contribuído cada vez mais para a
geração de lixo no país. A estimativa é de que cada habitante tenha
produzido uma média de 1,04 kg de resíduo sólido urbano (RSU) por dia,
só em 2022. O número corresponde a mais de 211 mil toneladas de detritos
gerados por dia – ou cerca de 380 kg por habitante ao ano. Os dados são
da pesquisa Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2023, produzido
pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA).
Na opinião do membro do conselho da ONU para temas de resíduos e sócio
da S2F Partners, consultoria internacional de gestão de resíduos e
economia circular, Carlos Silva Filho, um dos principais problemas
encontrados nas cidades é o lixo sólido, o que ele atribui a uma
sociedade que a cada dia consome mais. No entanto, essa mesma sociedade
que consome e os mesmos gestores que identificam o problema, precisam
ter mais atenção.
“Infelizmente, é um tema que acaba passando ao largo das principais
discussões, não é uma prioridade para a população, não tem sido uma
prioridade para os governos, porque não se percebe realmente o impacto
amplo dessas unidades de disposição inadequada e realmente precisamos de
medidas urgentes para sensibilizar tanto a população, para que se
levante contra essas práticas, como também os governos”, avalia.
Segundo a pesquisa, ao aplicar os dados levantados à população
brasileira divulgada pelo Censo Demográfico 2022, a estimativa é de que
aproximadamente 77,1 milhões de toneladas de RSU foram geradas no país
em 2022.
Regionalização
A região Sudeste apresentou a maior geração de RSU per capita, com cerca
de 449 kg gerados por habitante em 2022. Já a região Sul encontra-se na
outra ponta, com uma geração anual de 284 kg de resíduos por habitante.
O estudo mostra que o Sudeste também é responsável pela geração de 104
mil toneladas diárias de RSU. Esse número representa aproximadamente 50%
da geração nacional. No entanto, a região que menos contribui para o
total nacional é a Norte, responsável pela geração de 15 mil toneladas
diárias, o que equivale a 7,3% dos RSU do país.
Segundo o especialista em gestão ambiental Raimundo Barbosa, o Marco
Legal do Saneamento seria uma boa opção para resolver os problemas do
descarte do lixo.
“O marco legal do saneamento básico pode ajudar muito nesse sentido, uma
vez que o governo pretende terceirizar o serviço de saneamento no
Brasil como um todo. Então, vai haver um aporte de recursos nessa
terceirização para resolver o problema de implantação de infraestrutura
de esgotamento sanitário para melhorar a questão dos aterros sanitários
ou dos lixões que existem Brasil afora”, destaca.
O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2023, produzido pela
Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), tem 2022
como ano-base. Segundo a pesquisa, as informações apresentadas no estudo
são resultado de um levantamento de dados publicados por órgãos
públicos e entidades ligadas ao setor de limpeza urbana e manejo de
resíduos sólidos no país.
Fonte: DigitalRadioTv / Br 61
Reportagem: Lívia Azevedo
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