***É o que mostra estimativa da Confederação
Nacional da Indústria. Construção civil responde por 265 mil novos
postos. Profissionais vão precisar de mais qualificação.
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A indústria deve abrir 540 mil novas vagas de
emprego até 2025. A estimativa, divulgada pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI), prevê salários entre R$ 1,8 mil e R$ 6,6 mil. Segundo a
projeção, construção civil, logística e transporte e geração de energia
são os setores responsáveis pelos novos postos de trabalho. O
gerente-executivo do Núcleo de Inteligência e Análise de Dados da CNI,
Marcio Guerra, destaca a importância dos quatro setores.
“São setores dinâmicos, que tiveram uma rápida recuperação pós-Covid,
respondem por um grande volume de vagas, são vetores da descarbonização
da economia e altamente impactados pela digitalização dos processos
produtivos”, afirma.
Responsável pela maior fatia, a construção civil responde por 265 mil
novas vagas. O vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção
Civil do Distrito Federal (Sinduscon-DF), João Accioly, entende que a
economia brasileira conseguiu atingir um certo grau de estabilidade.
Para ele, a esperada redução na Selic — taxa básica de juros, atualmente
em 13,75% — vai gerar um reaquecimento no mercado, especialmente na
indústria.
“O mercado imobiliário, a gente está com a expectativa de que deve
melhorar a partir de agora no segundo semestre. E ele melhorando,
naturalmente aquecendo, vai ter mais demanda por mão de obra, por mão de
obra de todo tipo. Mas uma questão que foi muito bem colocada pela
CNI: a gente vai exigir cada vez mais mão de obra um pouco mais
qualificada no nosso segmento. De uma forma geral, buscamos qualificar
mais o nosso pessoal, nossa mão de obra”, afirma.
De acordo com a estimativa da CNI, quem busca emprego e também os
trabalhadores que já atuam na área vão precisar buscar qualificação. A
estimativa mostra que mais de 1,5 milhão de profissionais dos quatro
segmentos vão precisar se atualizar. Na construção civil, 585 mil
pessoas já inseridas no mercado de trabalho terão necessidade de
formação complementar entre 2023 e 2025.
Qualificação profissional
Accioly afirma que o Sinduscon tem investido em centros de treinamento
específicos para essa qualificação, em parceria com associações e
entidades, como o SENAI. Ele explica que a ideia é dar maior
especificidade para a complementação profissional, de modo que as
empresas possam indicar quais áreas precisam de qualificação. Como é o
caso da demanda por pintores.
"A gente pensa em fazer parcerias com o próprio Senai e outras
instituições de ensino, para as empresas atuarem mais diretamente,
especificando o que exatamente estamos precisando, que tipo de
conhecimento que a gente sente falta ou de domínio de informações e de
qualificação que estamos demandando do nosso funcionário para ganhar em
produtividade, para que eles ganhem também um salário melhor e todo o
mercado ganha com isso”, pontua.
Fonte: Br 61
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