Além do voto no presidente da República, os eleitores de 12 estados vão às urnas, neste domingo, para também escolherem novos governadores no segundo turno eleitoral. Na lista, estão três dos cinco maiores colégios eleitorais do país. É o caso de São Paulo, onde mais de 34 milhões de eleitores estão aptos a votar. Por lá, o segundo turno estadual é disputado por Tarcísio de Freitas, do Republicanos, e Fernando Haddad, do PT. Na Bahia, pouco mais de 11 milhões de eleitores vão escolher entre Jerônimo Rodrigues, do PT, e ACM Neto, do União. O Rio Grande do Sul, com quase 9 milhões de eleitores, tem disputa entre Onyx Lorenzoni, do PL, e Eduardo Leite, do PSDB, que tenta a reeleição ao governo estadual. Doutor em ciências políticas e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Bruno Schaeffer cita essas três disputas estaduais como principais exemplos dos efeitos da polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e Jair Bolsonaro, do PL, na corrida presidencial.
“São Paulo é um caso bem claro em que se tem dois candidatos apoiados, desde o primeiro turno, pelos dois candidatos que estão no segundo para presidente. A Bahia tem um cenário semelhante. No Rio Grande do Sul, apesar de o candidato Eduardo Leite não ter declarado apoio ao ex-presidente Lula, uma parte considerável dos votos do Lula está indo para Eduardo Leite. Então, há essa disputa nacionalizada, mas a questão é como as campanhas dos governadores utilizam ou não essa nacionalização”.
Mesmo reconhecendo a correlação entre as eleições para presidente da República e governadores estaduais, sobretudo no segundo turno, o cientista político Bruno Schaeffer ressalta que os contextos regionais específicos também serão determinantes nessas eleições. Também haverá segundo turno em Alagoas, entre Paulo Dantas, do MDB, e Rodrigo Cunha, do União; Amazonas, entre Wilson Lima, do União, e Eduardo Braga, do MDB; Espírito Santo, entre Renato Casagrande, do PSB, e Manato, do PL; Mato Grosso do Sul, entre Capitão Contar, do PRTB, e Eduardo Riedel, do PSDB; Paraíba, entre João Azevêdo, do PSB, e Pedro Cunha Lima, do PSDB; Pernambuco, entre Marília Arraes, do Solidariedade, e Raquel Lyra, do PSDB; Rondônia, entre Coronel Marcos Rocha, do União, e Marcos Rogério, do PL; Santa Catarina, entre Jorginho Mello, do PL, e Décio Lima, do PT; e Sergipe, entre Rogério Carvalho, do PT, e Fábio Mitidieri, do PSD. Em outros 14 estados e no Distrito federal, os governadores foram eleitos no primeiro turno, com mais de 50% dos votos válidos, apurados em 2 de outubro. Doze deles foram reeleitos, como nos casos do segundo e terceiro maiores colégios eleitorais do país: Romeu Zema, do Novo, em Minas Gerais, e Cláudio Castro, do PL, no Rio de Janeiro.