"Ver esses traidores me dá desgosto, pois não obedecem à tua palavra" – Salmos 119:158
Novamente o salmista expressa a profunda tristeza de sua alma diante da rejeição e desobediência dos ímpios. No verso 155 ele constata a realidade de perdição eterna em que se encontram todos aqueles que desprezam aos mandamentos eternos e, agora, sua alma se inquieta, seu coração se entristece pela desobediência e rebelião contra a Palavra.
Não se trata simplesmente de desenvolver o desgosto pela pessoa, pelo individuo a fim de justificar algum tipo de discriminação e apatia diante de seu estado de perdição, mas de compreender a terrível situação do pecado e olhar com amor para a alma do pecador.
É contemplar mais do que a aparência, é enxergar o coração cativo pelo pecado, a alma presa na iniquidade e enganada pelo príncipe das trevas. É amar o outro como Cristo amou aquele jovem rico que, mesmo rejeitando Sua palavra, aproximou-se dEle.
Aceitar e normalizar o pecado, ao contrário do que o sistema do mundo e o diabo possam afirmar, não é uma declaração de respeito e amor ao próximo, mas uma clara e inequívoca demonstração de desprezo pela alma humana, de insensibilidade para o real estado de escravidão em que se encontra o pecador.
Quem em sã consciência aplaudiria uma criança que caminha, de olhos vendados, à beira do precipício? E porque aplaudimos os pecadores que, em situação mais grave, caminham numa corda bamba sobre o fogo da condenação eterna?
Reconhecer o estado de traição ao Criador e de depravação em que se encontra todo homem e mulher longe de Cristo é um passo necessário e essencial para apresentar a solução, a única solução.
Não se engane com os discursos deste mundo, não se acomode em normalizar o pecado justificando-o com o “bem-estar” daquele que pratica, não há paz verdadeira a não ser aquela que vem da obra redentora de Cristo.
Que Deus lhe abençoe.