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O salmista eleva seus olhos para além do vale, sua alma anseia pelo auxílio divino e seu coração, oprimido pela perseguição e tribulação, roga pelo livramento do Senhor.
“Olho para os montes e pergunto: ‘De onde me virá socorro?’” (Salmos 121:1), embora cercado por incertezas, insegurança física, econômica e política, o coração do peregrino ainda permanece convicto na soberania divina. Os montes são altos, os gigantes são inúmeros, mas o Senhor, aquele que fez os céus e a terra, está acima de todos (Salmos 121:2).
É a Ele que o salmista se dirige e apresenta seu clamor, é dEle que vem o socorro e é ele que livra seus pés das armadilhas deste século.
Somos tentados a olhar na direção oposta, a nos abalar com a instabilidade de nosso tempo, por vivermos num intervalo mísero de tempo, nossa visão natural não consegue compreender a realidade de que reinos vêm e vão, homens se levantam e caem, economias crescem e desaparecem, mas o Senhor permanece.
Aquele peregrino que, enquanto caminhava pelos vales, olhava para os montes enxergando não as adversidades, mas o Deus Todo-Poderoso que tudo criou, nos inspira a seguir o caminho de fé e confiança no Senhor, Ele é quem nos livra, que ouve nosso clamor e que nos capacita para obedecer a seus mandamentos.
“Busquem o Senhor enquanto podem achá-lo; invoquem-no agora, enquanto ele está perto” (Isaías 55:6) e lembre-se de que “...todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Romanos 10:13).
Que Deus lhe abençoe.
Relembrando que o Senhor sempre está com Seus ouvidos inclinados ao seu clamor e Suas mãos estendidas para lhe auxiliar, o salmista eleva sua voz novamente e roga por auxílio e resposta.
Seu clamor parte de um coração sincero e quebrantado que reconhece sua dependência e que somente no Senhor ele encontrará as respostas para sua alma.
A fé e obediência aos decretos do Senhor não apenas fornece ao salmista a graça para permanecer na caminhada e para enfrentar as adversidades, mas também lhe concede ousadia para entrar diante de Deus em oração.
Cercados por uma geração má e por inúmeras adversidades é no constante estado de oração que encontramos não apenas o auxílio para prosseguir na caminhada, mas principalmente as respostas para as questões e dúvidas de nosso coração.
E, uma vez rasgado o véu que nos separava de Deus, “... podemos entrar com toda confiança no lugar santíssimo” (Hebreus 10:19) apresentando nossas causas e clamores com fé que seremos não apenas ouvidos, mas atendidos pelo Senhor.
Persevere na oração e que Deus lhe abençoe.
Ancorado em sua fé nos preceitos eternos o salmista, reconhecendo suas limitações intelectuais e espirituais, roga ao Senhor por entendimento, por sabedoria do alto para compreender os ensinos da Lei.
Somente dela provém a verdadeira vida, somente de seus preceitos emana o verdadeiro conhecimento, pois a Lei do Senhor não aponta para este mundo nem para seu conhecimento passageiro, mas conduz o peregrino em sua caminhada rumo à Pátria.
Aprender e compreender as Escrituras não é uma opção ao cristão, não é um caminho alternativo, mas uma necessidade, é pelo entendimento da palavra que vivemos, é pela compreensão de seus preceitos que manifestamos os frutos de uma vida digna diante do Senhor.
Embora o pleno entendimento das Escrituras provenha do próprio Deus revelando ao coração humano as verdades de Sua palavra, a responsabilidade do cristão em aprender e se dedicar ao estudo não é retirada.
O salmista clama por auxílio de Deus para compreender as Escrituras, e em seu clamor compreendemos que não há como adquirir o conhecimento da Escritura sem que antes haja o movimento em direção ao estudo.
Deus o auxiliaria na compreensão da Lei, mas para isso o salmista deveria se colocar em disposição para aprender.
Somente na Palavra eu e você encontraremos o caminho da vida, ela não apenas contém a revelação divina, mas é a própria revelação da vontade de Deus aos homens, por isso assim como o salmista esforce em conhecer mais de suas verdades eternas, confiando que o Espírito Santo lhe auxiliará nesta jornada.
Que Deus lhe abençoe.
Em contraste com a realidade do mundo longe de Deus apresentada no verso anterior, o salmista reafirma seu amor pela palavra, reforça sua fidelidade aos preceitos e mandamentos eternos.
Iluminado pelo Santo Espírito seu coração não apenas toma conhecimento da verdade, mas deseja viver por ela. Entretanto, não há mérito na ação do salmista, não há do que ele se orgulhar, pois é Deus que concede tanto o querer quanto o efetuar (Filipenses 2:13).
É o amor de que Deus rompe as barreiras, arranca o pecador do pecado, limpa seu coração e lhe preenche com o desejo profundo de amar, cada vez mais, os preceitos eternos.
Se o amamos é porque Ele nos amou primeiro, se caminhamos em Sua direção é porque Ele já veio até nós e rompeu todas as correntes que nos impediam de desejá-lo.
A certeza da restauração de nossa alma e de que nosso clamor será respondido não está fundamentada em nós ou em nossas capacidades ou habilidades, mas na fidelidade de Deus.
Podemos confiar que seremos ouvidos não porque possuímos algum mérito, mas porque Aquele que houve é gracioso e bondoso. Podemos esperar confiantes na restauração de nossa vida não porque merecemos, mas porque Ele nos ama e onde está o amor perfeito de Deus não há mais espaço para o medo.
Que Deus lhe abençoe.
Por sua fidelidade aos mandamentos e uma vida justa num mundo que rejeita os preceitos eternos, o salmista ora ao Senhor apresentando a perseguição e a rejeição que sofre constantemente.
No entanto, confiante na misericórdia do Senhor e em seu eterno auxílio, ele não se abala com as adversidades, não troca a obediência à Palavra por aceitação terrena e não negocia os valores espirituais por uma vida menos atribulada no lado de cá da eternidade.
A certeza da presença de Deus em meio ao caos e de seu soberano controle mesmo na adversidade é tudo o que ele precisa para permanecer firme e fiel aos preceitos eternos.
Tal como o salmista, não devemos temer a homens que “[...] querem matar o corpo”, ferir a carne, mas que “[...] não podem tocar na alma” (Mateus 10:28). Nenhum homem, por mais cruel que seja, é capaz de promover maior perda do que a condenação eterna e, portanto, nenhum homem deve ser temido.
A fidelidade do salmista estava fundamentada na certeza de que mesmo diante da morte, indiferente do que desejava os homens maus, sua alma permanecia segura e guardada em Deus.
Grandes são as misericórdias do Senhor e nEle encontramos a verdadeira vida, mesmo diante da iminência da morte.
Que Deus lhe abençoe.
Wallpaper - Salmos 119:156,157“Senhor, como é grande a tua misericórdia; restaura minha vida conforme teus estatutos! São muitos os que me perseguem e me afligem, mas não me desviei de teus preceitos.” – Salmos 119:156,157Novas de Cada ManhãJamil FilhoNovamente o salmista expressa a profunda tristeza de sua alma diante da rejeição e desobediência dos ímpios. No verso 155 ele constata a realidade de perdição eterna em que se encontram todos aqueles que desprezam aos mandamentos eternos e, agora, sua alma se inquieta, seu coração se entristece pela desobediência e rebelião contra a Palavra.
Não se trata simplesmente de desenvolver o desgosto pela pessoa, pelo individuo a fim de justificar algum tipo de discriminação e apatia diante de seu estado de perdição, mas de compreender a terrível situação do pecado e olhar com amor para a alma do pecador.
É contemplar mais do que a aparência, é enxergar o coração cativo pelo pecado, a alma presa na iniquidade e enganada pelo príncipe das trevas. É amar o outro como Cristo amou aquele jovem rico que, mesmo rejeitando Sua palavra, aproximou-se dEle.
Aceitar e normalizar o pecado, ao contrário do que o sistema do mundo e o diabo possam afirmar, não é uma declaração de respeito e amor ao próximo, mas uma clara e inequívoca demonstração de desprezo pela alma humana, de insensibilidade para o real estado de escravidão em que se encontra o pecador.
Quem em sã consciência aplaudiria uma criança que caminha, de olhos vendados, à beira do precipício? E porque aplaudimos os pecadores que, em situação mais grave, caminham numa corda bamba sobre o fogo da condenação eterna?
Reconhecer o estado de traição ao Criador e de depravação em que se encontra todo homem e mulher longe de Cristo é um passo necessário e essencial para apresentar a solução, a única solução.
Não se engane com os discursos deste mundo, não se acomode em normalizar o pecado justificando-o com o “bem-estar” daquele que pratica, não há paz verdadeira a não ser aquela que vem da obra redentora de Cristo.
Que Deus lhe abençoe.
Ao contemplar as Escrituras o salmista compreende que não está diante de um simples texto, não se trata apenas de um conjunto de boas orientações e sábios conselhos para a vida.
De seus preceitos emanam a verdade eterna, em seus ensinos encontramos o caminho da vida. Sendo inspirado pelo próprio Deus o texto bíblico não apenas contém a verdade, mas se fundamenta na própria Verdade, o Senhor Todo-Poderoso.
Toda a Palavra é divinamente inspirada e, sendo revelada na eternidade, permanecerá para sempre. O mundo passará, os reinos cairão, as potências militares desaparecerão, mas a Palavra do Senhor permanecerá, pois sendo a revelação de um Deus eterno, não está sujeita à nossa existência, mas à existência daquele que a inspirou.
A fé e perseverança do salmista mesmo em meio às adversidades, perseguições, angústias e lutas é resultado direto de sua compreensão elevada acerca da Lei do Senhor.
Se olhamos para a Bíblia Sagrada apenas como um conjunto de livros dentre tantos outros, ou se selecionamos quais de seus ensinos e preceitos devem ou não ser aceitos estaremos, inevitavelmente, minando a nossa própria fé e nos colocando sobre um fundamento extremamente frágil diante das adversidades da vida.
O Mestre, no entanto, nos chama para reagir de forma diferente, nos orienta a não apenas conhecer e ouvir de Sua Palavra, mas como homens e mulheres prudentes, colocá-la em prática, cavando fundo e fundamentando nossa fé na Rocha Eterna que no grande dia subjugará todos os reinos deste mundo.
Que Deus lhe abençoe.
Mesmo sendo perseguido por homens poderosos o coração do salmista permanece tranquilo, sua mente não se abala com as patentes humanas, sua paz não é retirada ao ver a classe social, a influência política ou a força bélica daqueles que desejam atribular seu coração.
Não há por que temer a homens e se afligir com suas ameaças, pois todos são pó, são como um conto ligeiro e como o vapor que logo se dissipa. Tal convicção é fruto da paz do Espírito, que preenche seu coração e lhe faz olhar para a realidade a partir da perspectiva divina.
O coração do salmista se estremece somente diante da palavra, sua alma se curva em reverência somente quando ouve acerca dos preceitos eternos. Os homens podem tocar apenas na carne, somente na matéria, no entanto, a fidelidade à palavra impactará não apenas a existência nesta vida, mas o destino eterno.
Ao contrário do salmista, nossa mente moderna foi condicionada a temer diante de homens poderosos, nossos olhos se embaçaram com o poder terreno e lamentavelmente nos esquecemos que tudo passará, exceto a Palavra de Deus que permanece para sempre.
Diante desta realidade eu e você somos chamados para depositar nosso temor somente diante de Deus e nos curvar somente diante daquele que pode todas as coisas.
Que Deus lhe abençoe.
Já sem forças e abatido tanto pela caminhada quanto pelas tempestades da vida, o salmista roga a Deus, clama por Seu auxílio e, em meio ao caos e cercado por densas nuvens, contempla a mão do Senhor estendida em seu favor.
Tal como o Apóstolo Pedro naquela fria noite em meio ao mar da Galileia alguns séculos mais tarde, o salmista é trazido à tona novamente, sua alma se enche do fôlego eterno e seu coração aquece ao contemplar a misericórdia e graça do Senhor.
A cada dia o mar parece estar cada vez mais bravio, a tempestade mais densa e a noite mais escura. O vento sopra forte enquanto prosseguimos, com grande dificuldade, até a Pátria eterna.
Porém, mesmo cercados pela desesperança e abatidos pelas angústias da vida, não estamos desamparados, ainda há um sólido firmamento onde podemos depositar nossa esperança, ainda há uma fonte límpida onde podemos beber da paz que excede todo o entendimento e ainda existe um abrigo seguro onde podemos, em meio ao caos, descansar.
Uma vez que o coração do salmista está permeado pelo amor à Palavra e por um profundo desejo de obedecê-la, sua alma pode clamar: “Ó Senhor, anseio por teu livramento” certo de que Ele virá em seu auxílio.
Em meio ao caos deste mundo não permita que seu coração entre em desespero ou que sua alma se afogue no mar da incerteza. Confie no Senhor, clame por Ele, pois Sua mão não está encolhida.
Que Deus lhe abençoe.
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